Everything Has Changed

20 Our little secret.


Notas iniciais
Mas gente, demorei um pouquinho , desculpa mesmo. Mas enfim... To aqui e cheguei pra arrasar com o coração de vocês. Alguns vão amar o capítulo outros odiar, to nem aí. Eu gostei... ai gente, mentira ... a opinião de vocês importa e muito . Mas tudo bem né , como vai a vida de vocês criaturas do além ? Porque alguns aqui realmente são do além, nunca aparecem . 40 leitores e no máximo 5 reviews em cada capítulo , mas gente ... :( Eu tenho que confessar que das fics que eu escrevo , essa e Hanna II são as que eu mais gosto de escrever, acho que porque as personagens tem muito de mim , mas whatever... ninguém se importa com isso. Peço que vocês comentem mais e tals *-* Bom.. bjs na bunda de vcs e aproveitem o capítulo . Bjs sabor doce de leite com sorvete de creme procêis. *-*

Capítulo 19 — Our little secret.

– Ah, deixa de ser chata marrentinha. — ele falou e eu me derreti, realmente estava com saudades dele e ouvir ele me chamando assim fez eu desabar, e então o abracei. — Assim que eu gosto. — mas logo em seguida dei um tapa nele . — Ei, o que eu fiz ?

– O que você fez ? Já se passaram meses desde que você foi embora e nenhuma ligação, você mandava mensagens mas sabe que não é a mesma coisa, o que deu em você Scott ?

– Achei que seria melhor pra Candy se eu não ligasse por um tempo, foi tudo parte de um plano marrentinha.

– Plano ? Como assim plano ?

– É que assim, se eu ficasse ligando muito pra vocês e tudo mais, meus pais iam desconfiar que eu fiz tudo o que fiz por "culpa" de vocês, e eu não queria isso, se não eles iriam me mandar de volta. Eles controlam minhas ligações, mas não minhas mensagens.

– Tudo o que você fez ? O que você fez Scott ?

– Vem, te conto tudo na aula.

– Você tá na mesma sala que eu ?

– Mas é claro, achou mesmo que eu ia ficar longe de você ?

– Ah, sei lá, achei que fosse ficar com a Cand.

– Como assim ? Vocês não estão na mesma sala ?

– Infelizmente não, a coitada está sofrendo lá sozinha, só vai poder mudar de sala no meio do ano.

– Você está na sala com quem ?

– Ah, meio que sozinha, eu não... — fui interrompida por um Derek eufórico e nada feliz, me puxou pelo braço e foi me arrastando até o jardim, Scott ficou me olhando sem entender absolutamente nada e eu dei de ombros, ele fez o mesmo e entrou na sala.

Assim que chegamos ao jardim, Derek foi me puxando e me puxando, sem falar uma palavra sequer.

– Derek, pra onde estamos indo? — e ele não me respondeu.

Assim que ele parou, olhei para os lados e não havia ninguém, nenhum sinal de vida, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi que ele iria me estuprar.

– Por favor não estupre. — falei e ele riu, acho que não se aguentou.

– Eu não vou estuprar você, sinceramente,acho que não vai ser necessário. — ele falou e foi a minha vez de rir.

– Porque me trouxe aqui?

– Preciso conversar com você.

– Conversar comigo ? Sobre ?

– O Scott. O que ele faz aqui ?

– Ele voltou , também estranhei, até porque ele tinha sido aceito em uma ótima escola particular e tudo mais, só que acho que ele sentiu saudades e voltou. Que bom, eu senti falta dele.

– Sentiu falta dele ? Pelo amor, Chars, ele acabou comigo, ele acabou com o nosso "nós" .

– Nosso "nós" ? Acho que isso nunca chegou a existir. Derek, nossa vida foi um turbilhão de emoções, coisas corridas e patéticas, nós nunca conseguimos ter o nosso "nós". Não de verdade.

– Podemos começar agora. — ele falou isso e eu nem pude responder, o beijo que ele me deu, me encostando na árvore que havia ali. Tudo no mundo parou, tudo sumiu, todos os problemas pareciam ter solução.

Quando paramos o beijo eu me lembrei que estava na hora da aula e me apavorei.

– O que foi ? — ele perguntou e eu continuei o encarando, não conseguia falar depois daquele beijo, aqueles olhos verdes, aquele sorriso, tudo me deixava sem fôlego. — Chars ?

– Aula, Derek, nós temos aula de gramática agora.

– Deixa a aula de gramática pra lá, vamos ficar aqui, juntinhos nesse primeiro tempo, ok ? — ele falou e eu não tive como dizer não, já não gosto de aula de gramática, com um proposta dessa depois de um beijo daqueles, não tinha como recusar.

– Tudo bem, mas só nesse primeiro tempo, ok ? — respondi e ele abriu mais o sorriso, o que me fez sorrir.

Eu estava definitivamente parecendo uma idiota apaixonada. Não gosto disso, faz eu parecer fraca, indefesa e como se precisasse de alguém para me proteger, eu sei me cuidar sozinha, mas eu me sentia mais segura ali.

Sentamos perto daquela árvore, me sentei entre as pernas dele e ele ficou fazendo carinho na minha cabeça.

– Senti muita falta de poder ficar assim com você, sem brigar, sem ter que gritar com você ou mentir sobre o que eu sinto. — ele falou e eu continuei ali o abraçando, sem pensar em nada.

– Derek, podemos não conversar ? — perguntei e ele parou, realmente parou tudo o que estava fazendo , o olhei e ele parecia perplexo. — Não é isso que você entendeu, é que eu não quero estragar esse momento, eu sempre acabo falando o que não devo.

– Hum... tudo bem então. Mas eu posso continuar fazendo carinho em você e beijando você ? E abraçando você ? — ele perguntou e eu ri.

– Não só pode como deve.

E ele nem sequer exitou, fez carinho em mim e me dava beijos no pescoço, ficamos assim por um bom tempo, ás vezes o silêncio me incomodava e começávamos a conversar sobre coisas bobas, como filmes, séries e música, nada que pudesse estragar o momento.

– Ah, eu gostei do filme, lógico que o livro é bem melhor, mas a adaptação pro cinema também foi ótima. Os efeitos, o jeito com que passaram o tempo, o jeito com que as coisas foram acontecendo no filme, com que retrataram tudo, foi além da minha imaginação quando li o livro. — falei e ele concordou . — Mas eu tenho que confessar que chorei muito quando o Rude morreu. — estávamos falando da adaptação para "A menina que roubava livros".

– Acho que a parte mais triste não foi nem ele ter morrido e sim os "pais" dela, não sei , acho que pra ela, na minha visão na verdade a morte dele foi bem pior, mas pelo fato de ele ainda ter uma vida toda pela frente. Mas o final do filme , quando as fotos começaram a aparecer acho que foi quando eu senti mais.

– Nem me fale, mas acho que sobre finais e mortes tristes nada se compara a morte do Fred e ao final de Harry Potter, porque foi toda uma vida, toda e minha infância, eu cresci com eles e agora assistir aos filmes depois de tudo o que aconteceu, acaba comigo.

– Tava demorando pra você fala sobre isso. Mas de uma coisa eu nunca vou esquecer, nós dois na estréia de Harry Potter e a pedra filosofal nos cinemas, foi a coisa mais incrível que nós já fizemos juntos. Até hoje.

– Até hoje. — assim que disse isso o sinal tocou, e o jardins começaram a se entupir de gente maluca. Correndo para um lado e para o outro.

– Melhor nós irmos. — ele falou e me ajudou a levantar, me beijou novamente e nós fomos. Separados.

No corredor eu acabei me perdendo, era tanta gente que eu nem ao menos conseguia me localizar ali, cheguei até o meu armário com muita dificuldade. Peguei o que precisava e logo fui pra sala. Tinha aula de geometria e o professor era um chato, eu não podia me atrasar de jeito nenhum.

Quando pisei na sala só pude reparar em Scott , sentado bem no meio da sala me olhando com seu sorriso malicioso de sempre.

– Não achei que depois de tanto tempo e de tudo o que aconteceu com vocês dois isso fosse acontecer. — ele falou , ainda com seu sorriso cheio de malícia estampado no rosto.

– Pare de pensar besteira, não tá rolando nada entre nós.

– Desde quando você mente pra mim Chars ?

– Eu estou apaixonada sim, só que não é por ele.

– Então por quem ?

– Eu ainda tenho muito o que te contar, Scott.