Everything For A Bet
2 Vamos Apostar?
Notas iniciais
Bem, primeiramente, eu e a Tsuki-chan nos desculpamos por n responder tds os reviews, ela estava sem tempo, e eu com preguiça, quand ela arranjar tempo ela responde. Enquanto a mim, eu respondo jajá...promeça! rs
Bem, é isso
Boa Leitura
Narrador's Pov
Estranho, Ace achava que algo estava de errado naquela cena, tinha alguma coisa faltando. Pelo que o sardento sabe, o professor que aplicava a prova, sempre entrava com um envelope amarelo onde guardava todos os testes e logo em seguida distribuía para toda a turma, mas dessa vez era diferente. O professor de geometria da turma, Shanks, entrou pela porta da turma com o seu sorriso caloroso de sempre, mas dava para perceber que de baixo daquele sorriso, algo o incomodava.
–Bem alunos, eu tenho uma boa e má notícia para vocês — Informou o ruivo franzindo um pouco o cenho enquanto sorria, fazendo com que a sua cicatriz que ficava sobre o seu olho esquerdo contraísse de leve — A boa é que não teremos mais prova hoje...
–AEEEEEEEEEEEH! — Gritou quase toda a turma em coro. Principalmente Ace, que acabara de me sentir super aliviado, e dentre os garotos ele era o que fazia mais escândalo "Deus existe e ouviu as minhas preces!" Agradeceu o moreno levantando as mãos para o alto.
–EI EI EI, Silêncio, eu ainda não terminei!
O ruivo, que estava bem em frente aos alunos, sacudia ambos os braços em busca de atenção, a fim de retomar o controle da classe que no momento estava um tanto desordenada.
Depois de longos minutos de gritaria e comemorações, o professor de geometria finalmente conseguiu restaurar a ordem no local. Como? , Alegando que retiraria um ponto diretamente da média de cada aluno que ousasse fazer mais um piu, no momento em que ele disse isso, Ace lutou com todas as forças que lhe restavam a fim de oprimir a sua vontade de dizer "Piu" e passou a ficar calado e sentado de forma bem ereta, com uma postura perfeita, não agredindo a sua coluna.
–Ainda falta a notícia ruim, que acredito que não seja tão ruim para vocês — O mais velho fez uma pausa dramática, e quando notou que todos estavam prestando a atenção nele, voltou a dizer — No lugar da prova, vocês farão um trabalho em dupla, e serei eu que escolherei a dupla de vocês.
Ace's Pov
Trabalho em dupla? Como assim? Ok ok, eu sei que é bem melhor que fazer uma prova onde você não tem consulta alguma, não, minto, você poderia consultar o seu cérebro, porém acho que pelo menos o meu não é de muita importância, já que eu mal estudo, e quando eu estudo, é sempre no final do ano, na época de recuperação final, onde o medo de repetir de ano surge de repente junto com a vontade absurda de estudar.
Mas como eu dizia, não me sentiria muito confortável fazer um trabalho em dupla com outra pessoa daquela sala. Eu mal conhecia o pessoal, além de eu ser três anos mais velhos que eles, tinha ainda muitos alunos que ainda eu nem ao menos fazia questão de conhecer de vista.
Shanks, retirou de seu jaleco de professor uma grande folha de ofício branca, mas com algo escrito no meio de caneta, provavelmente ele já havia escolhido as duplas antes.
–Bem agora eu anunciarei as duplas, quando eu dizer os seus nomes, levantem-se da cadeira — E começou.
Diversos alunos não gostaram de seu parceiro, mas tiveram de conviver com isso, pois o ruivo parecia que não iria ceder aos apelos de um aluno alegando não ter gostado de sua dupla
–Portgas D. Ace — Chamou, e logo em seguida eu me levanto, ficando à vista de todos os alunos mais novos.
–S-sim — Gaguejei, com uma mistura de sentimentos, que talvez fossem ansiedade e nervosismo.
–Você fará dupla com Monkey D. Luffy — "Quem é esse?" Indaguei para mim mesmo em pensamento, enquanto meus olhos castanhos escuros vagavam pela sala, a procura do aluno desconhecido por minha pessoa, que ainda não havia levantado da cadeira como o professor havia pedido para fazer no início da explicação — Monkey D. Luffy, apresente-se! — Falou o professor com certo tom de ordem, enquanto sua voz firme ecoava por todo o cômodo.
Ninguém respondeu.
Dei uma olhada ao redor da sala, esperando que algo acontecesse. Na última carteira, mais próxima ao fundo da sala, estava um aluno dormindo, com fones de ouvido com som provavelmente bem alto, já que com o silêncio que se seguiu todos nós pudemos ouvir as batidas da música.
O aluno do lado do adormecido o cutucou.
–Ei! Acorda aí, cara... Acho que o professor tá te chamando! – Pude ouvir o garoto dizer, provavelmente tão constrangido quanto o resto da sala... Exceto eu, é claro. Se não fosse o silêncio que pairava no local, eu com certeza estaria morrendo de rir.
O garoto levantou o rosto e começou a olhar ao redor, enquanto desligava a música de seus fones de ouvido. Era o garoto que eu vira mais cedo! Seu nome era Monkey D. Luffy, então? O que lhe acordara apontou para Shanks. Eu acabei por olhar para o professor também e percebi que ele provavelmente estava tendo vários pensamentos psicopatas naquele momento.
–Já que minha aula está tão interessante, Monkey, poderia repetir o que eu disse do começo da aula até agora?
Vi o garoto ficar nervoso e começar a brincar com os dedos.
–B-Bem... Err... É que... -
–Se voltar a dormir em minhas aulas, você será devidamente punido. Mas caso queira saber, eu falei que no lugar da prova, faremos um trabalho em dupla e que sua dupla será o Portgas ali. – Disse apontando para mim. Eu me virei novamente para encarar o garoto e acenei para ele, com um sorriso sem graça.
Ele não respondeu, o que eu achei estranho. Ele voltou a colocar seus fones de ouvido, franzi meu cenho tentando perguntar por meio de gestos por que ele fazia isso, mas Luffy simplesmente me ignorou.
–... Essas são as duplas. E não, não vão poder mudar ou fazer o trabalho sozinhos nem em “duplas” de três. – Ouvi a voz de Shanks se sobressair à dos alunos novamente e voltei a prestar atenção nele. Ele passou o resto da aula explicando sobre o trabalho e quando o sinal soou ele completou com o prazo. – O trabalho é para semana que vem, se esforcem. Ele pode ser importante na média final... Principalmente para você, Portgas.
Ouvi alguns alunos darem algumas risadas e Shanks se despediu e deixou a sala. Antes que o outro professor viesse, decidi que combinaria um dia para fazer o trabalho com o garoto. Puxei uma cadeira para sentar ao lado de Luffy e conversar com ele. Toquei seu ombro levemente e ele olhou de canto para mim.
Ele parecia esperar que eu falasse alguma coisa, mas não tirava aqueles fones. Eu sabia que ele não escutaria se eu dissesse algo, já que eu podia ouvir a batida, mesmo estando um pouco longe dele. Tirei um dos fones de seu ouvido, recebendo um olhar inquisitivo do garoto. Quando fui retirar o outro, ele rapidamente se esquivou de minha mão, mas também desligou a música, o que era minha meta.
–O que você está fazendo?! – Perguntou indignado.
–Estou tentando conversar com você, oras.
–Mas pra isso precisa tirar meus fones de ouvido?
Aquele garoto tinha uma personalidade complicada.
–Sim, com a altura da música, você não ouviria uma palavra que eu dissesse. Mas enfim... Temos que fazer o trabalho né...
–É. – Respondeu sem a mínima vontade.
–Qual o seu problema, garoto? Não quer pelo menos marcar pra fazer esse trabalho e acabar logo com isso?! – Eu estava um pouco irritado com as respostas de Luffy.
–Me desculpe... Eu só... Preferia fazer esse trabalho sozinho.
–Entendo... Mas não é como se tivéssemos escolha... Então... Passa o seu endereço que faremos o trabalho na sua casa, Luffy.
O garoto arregalou um pouco os olhos e tremeu de nervoso por alguns segundos. Ele era definitivamente muito estranho.
–N-Na minha casa? Por que não na sua?
–Porque minha mãe vai receber umas visitas importantes do trabalho dela e tenho certeza que com o barulho que aqueles caras fazem... Bem, não nos concentraremos no trabalho.
Luffy desviou seu olhar para a parede, pensativo. Depois buscou um papel em sua bolsa e escreveu seu endereço nele. Dobrou o papel, um pouco hesitante e o entregou para mim.
–Apareça às... 3 da tarde... Sim, 3 da tarde está bom.
Apenas concordei com a cabeça e voltei a me sentar em meu lugar. “Garoto estranho.” Não pude evitar pensar isso.
A aula prosseguiu normalmente até que chegasse à hora do intervalo. Assim que o sinal bateu, eu fui o primeiro a sair dali. Procurei Marco pela escola e achei-o sentado em uma mesa, comendo metade de um sanduiche.
Sentei-me ao seu lado e peguei a outra metade que estava na mesa e comecei a comer.
–Ace, você poderia ao menos pedir antes de me roubar?
–Não, porque se eu pedisse não seria roubo.
–Então não me roube.
Mesmo assim, não devolvi seu sanduiche e fiz questão de ignorar sua última fala.
–Marco, aquele garoto... O nome dele é Luffy, certo? Ele vai fazer dupla comigo num trabalho que o Shanks passou...
–O que?! Você vai fazer dupla com aquele moleque?
–Sim, o Shanks que escolheu as duplas. Eu vou passar na casa dele hoje.
Marco fez silêncio por alguns segundos e pela cara que fazia eu já esperava que ele fosse começar sua próxima frase com algo como “Ace, aquele garoto é um assassino condenado.”.
–Ace, aquele garoto... – Fez uma pausa para dar uma mordida no sanduiche. Meu Deus! Que hora péssima para dar uma pausa! – Uns boatos estranhos já começaram a rolar pela escola sobre aquele menino. Dizendo que tem um pacto com o demônio, uns até exageram dizendo que é o próprio demônio. Eu só acho que-
–Como “pacto com o demônio”? – Perguntei cortando a frase do loiro.
–Eu acho que tem algo a ver com os pulsos dele, não sei. – Eu percebi que não tinha notado nada nos pulsos dele. “Mas como você poderia, seu idiota? Ele não estava usando uma jaqueta?” Lembrou-me a minha mente, como sempre sendo gentil comigo. Sim, ele estava... Mas nem estava frio! – Como eu ia dizendo... – Continuou Marco, obviamente irritado com minha interrupção. – Eu só acho que ele não tem sentimentos.
–Mas é claro que tem!
Estranhei ao me ver protegendo o garoto de repente.
–Como sabe?
–Eu... Bem, eu... Não sei... Só sinto que ele tem sentimentos!
Vi Marco soltar um sorrisinho demoníaco.
–Então façamos o seguinte, Ace... Vamos fazer uma aposta. Você tem que conquistar o garoto, levar ele pra cama e no dia seguinte terminar com ele da forma mais cruel que conseguir. Se ele chorar, ele tem sentimentos, você ganha. Se ele não chorar, não tem, eu ganho.
–Por que eu faria isso a alguém? Marco, que tipo de desgraçado você pensa que eu sou?! – Indaguei sentindo raiva só de pensar em fazer algo do tipo.
–Um desgraçado sem dinheiro. Eu nem falei os prêmios ainda... Se você ganhar, eu te pago em dinheiro vivo 1000 dólares... Se eu ganhar... Bem, se eu ganhar o prêmio que eu vou querer vai ser outra coisa... Você será meu escravo por um mês.
–OI?
–Não era você que tinha certeza de que ele tinha sentimentos?
Eu precisava de dinheiro, mas, além disso, recusar uma aposta seria vergonhoso para mim, não era algo que eu queria que acontecesse. Já basta ter a fama de burro não preciso da fama de covarde. Por que eu precisava de dinheiro? Minha mãe andava sem dinheiro e se eu arrumasse um pouquinho de dinheiro para ajudar, talvez melhorasse sua situação. E outra... Eu sabia que ele tinha sentimentos. Não tinha como eu perder.
–Ele tem sentimentos sim! Eu aceito essa merda de aposta aí!
Marco gargalhou demoniacamente, mas não muito tempo depois ele voltou ao seu normal. Afinal ele era um jogador, sua personalidade até mudava quando se tratando de apostas. E eu sei disso, já que já perdi inúmeras apostas que fiz com ele.
Notas finais
Espero q tenham gostad
Kissus kissus bye byee ♥
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