Everything Changes.
1 Everything changes - Parte 1
Notas iniciais
Espero que gostem e por favor comentem!!
Narrador Pov:
Miley se sentiu observada e disfarçadamente olhou ao seu redor. A festa estava no auge, no entanto, ela sentiu uma estranha ansiedade. Continuou a sua observação e não notou nada fora do comum: viu a anfitriã, taylor swilft, que se divertia ao lado de seu namorado, também viu Zac, o seu melhor amigo, que naquele momento falava com.... Miley não consegui se lembrar quem era o atraente desconhecido com quem o amigo falava. No entanto, não parecia ser essa a situação dele, que muito á vontade lhe dirigiu um sorriso e ela claro correspondeu. Ela desviou o olhar interrompida por sua amiga.
-Xxx: Miley você esta me ouvindo?
A atitude de Demi alertou-a e ela lhe agradeceu por interromper aquele momento embaraçoso.
-Miley: desculpa, estava procurando o Zac.
-Demi: estava te perguntando se você vira a minha festa de despedida de solteira — insistiu Demi
Miley achou que sua amiga estava muito ansiosa. O que não era para menos, o casamento de Demi e Joe se aproximava, e Demi estava visivelmente ansiosa com a ocasião.
-Miley: você esta muito ansiosa, deveria aproveitar melhor esses momentos.
-Demi: você acha que eu estou nervosa?
-Miley: claro que não — segurou as mãos de Demi carinhosamente – Ansiosa, foi o que eu disse, não sei se você sabe mais esse sentimento faz com que não consigamos aproveitar plenamente as situações que decorem em nossas vidas.
-Demi: sabe? Acho que você tem razão, ultimamente não tenho conseguido me controlar com todos os preparativos do casamento, talvez seja muita pressão para mim.
-Miley: tenho a certeza que você vai conseguir fazer tudo e vai ficar magnifico — Miley sorriu para a amiga e essa a correspondeu com o mesmo sorriso.
-Demi: e quanto a festa?
-Miley: bem, eu não a perderia por nada nesse mundo.
-Xxx: por acaso não estão a conspirar contra mim, pois não? — perguntou Joe ao se aproximar delas e enlaçando a noiva pela cintura
-Miley/demi: não – responderam em uníssono
-Miley: a Demi estava a tentar me convencer de encontrar alguém charmoso e amoroso como você — Joe virou a noiva para si e deu-lhe um beijo apaixonado.
Miley se sentiu feliz pela amiga! Tinham todos crescido juntos e entre eles existiam muitas recordações partilhadas. E agora ali estavam eles mais apaixonados do que nunca e com o casamento marcado. Miley voltou a procurar Zac e ao avista-lo acenou-lhe. Quando Zac chegou perto dela segurou-lhe a mão.
-Zac: oi maninha, estava te procurando.
Miley olhou-o carinhosamente. Ele era um amigo muito especial: meigo, carinhoso e nutria um interesse genuíno pelo bem-estar alheio.
A conversa com Zac prosseguia mais miley já não estava prestando atenção, os seus olhos fixaram-se no desconhecido e Zac seguiu-lhe a direção do olhar, aconselhando-a:
Zac: esquece, ele não presta — surpresa com o comentário Miley o inquiriu com o olhar ao qual ele respondeu — Ele se chama Nicholas Jerry Jonas e morou em França ate a pouco tempo. Presentemente ocupa o lugar do pai numa impressa em New York. Você vai se encontrar com ele muitas vezes…no entanto esquece qualquer tipo de relacionamento com ele. Bem estou com um pouco de sede, vou beber alguma coisa.
Ela viu-o afastar-se e se sentiu irritada. Zac nunca tinha interferido em seus relacionamentos anteriores e agora via-se no direito de o fazer.
-Xxx: está calor aqui dentro, não acha? — Miley sobressaltou e olhou para o dono daquela voz forte com acentuado sotaque francês.
-Miley: desculpe?!
-Xxx: não me conhece — ele sorriu para ela — No entanto. Perece que te conheço desde sempre — Miley se sentiu flutuar ao som daquelas palavras, que decerto eram ditas muitas vezes e sem sinceridade — Me chamo Nicholas Jerry Jonas.
-Miley: prazer, meu nome é Miley. Miley Ray Cyrus.
-Nick: Miley — repetiu ele, saboreando o nome sedutoramente — você é de longe a mulher mais elegante da festa e a mais bonita, claro.
Os comentários dele não surtiram o efeito desejado pois as palavras de Zac ecoavam na sua cabeça
-Miley: é muito simpático da sua parte me elogiar desta forma, mais sou obrigada a discordar.
Ele se fingiu admirado e olhou em redor, deixando transparecer uma falsa expressão de descrédito.
-Nick: não.
-Miley: desculpa?!
-Nick: não se comparam contigo. Por mais que tentem, é você a étoile dela nuit (Estrela da noite).
-Miley: começo a gostar da sua maneira de falar.
-Nick: D'accord (de acordo) você quer ir ate lá fora? — perguntou calmamente.
-Miley: talvez seja uma boa ideia.
Passaram por alguns convidados que cumprimentaram Miley. As garotas que estavam ali olhavam Miley com inveja, e Nicholas brincou com o assunto.
-Nick: está vendo? Estão com inveja da sua beleza
-Miley: não, acho que elas estão com inveja por não estarem ao teu lado.
Um empregado passa por eles com uma bandeja de flûtes com champanhe e ela tira uma taça, seguida por Nicholas. Quando já se encontravam no terraço, Nicholas tocou na taça dela com a dele.
-Nick: a nós!
-Miley: a tudo de bom — brindou também. Nicholas encostou-se ao muro que rodeava o terraço
-Nick: Engraçado, o céu é igual em todos os lugares, mas hoje o seu brilho resplandece mais do que nunca! — Miley bebeu mais um gole e levantou os olhos na direção do céu: as estrelas brilhavam, parecendo pequenos pontos de luz contra o firmamento. Ela sentiu vontade que aquela noite nunca tivesse fim — isso é o paraíso.
Los angeles, com todas as suas imponentes casas, faziam o delírio dos americanos e dos estrangeiros.
-Nick: Chérie — olhou-a nos olhos e repetiu – Querida — levou uma mão ao cabelo dela e a acariciou.
-Miley: soube que você mora em New York. (OBS: só pra contar o Nicholas mora em NY mais foi passar as ferias em LA, mais seu pai também tem uma impressa em LA)
-Nick: sim, é a verdade. Tenho interesses comercias lá.
-Miley: ouvi falar nisso.
-Nick: vou ficar por aqui algum tempo… — Miley apercebeu-se do convite mudo que as palavras não ofereceram mas que a intenção deixou claro.
-Miley: você estará sozinho?
-Nick: se você quiser, não! — contrapôs, sorrindo. Miley não respondeu, pois sentiu que alguém a observava insistentemente.
-Nick: Miley — chamou-a suavemente. Ela, porem, olhou para a pessoa que continuava a fitá-los com interesse.
-Xxx: andava a te procurar Miley — Miley se sentiu tensa com a presença de xxx.
-Miley: Zac… tenho estado aqui.
-Zac; vejo que você e o Nicholas já se conhecem.
-Miley: sim, e cheguei a conclusão que ele é muito simpático — Zac virou-se para Nicholas.
-Zac: preciso falar com você em particular.
-Nick: -olhou para Zac com arrogância e Miley notou o conflito entre eles, ele se aproximou dela e sussurrou — Se nos desculpes — ela apenas acenou com a cabeça em sinal afirmativo e Nicholas lançou-lhe um olhar insinuante.
(…)
Já haviam passado alguns dias desde a festa. Miley estava na varanda do apartamento dos pais os seus pensamento dirigiam-se para Nicholas Jonas. Nunca mais o tinha visto a não ser por acaso em bares ou restaurantes. No entanto, na noite anterior a situação alterava-se, pois ele havia a convidado para jantarem no dia seguinte, Miley aceitara. Agora que a hora tinha chegado sentia-se apreensiva, pois Zac havia avisado a sobre Nicholas mas porem a amiga o ignorou totalmente, ele avisara a Miley o quão cruel ele poderia ser pois ele não guardava sentimentos pelas mulheres tratava-as como objectos e que por isso conquistara o titulo de playboy. Quando Miley chegou ao restaurante foi recebida pelo chefe que a levou ao encontro de Nicholas .
-Nick: petite perle (pequena pérola)
-Miley: Nicholas — Miley estendeu a mão e ele levou-a aos lábios.
-Nick: você esta realmente bela — Em toda a sua existência nenhuma mulher lhe despertava tanto a atenção como ela. Tudo nela inspirava beleza e simplicidade. Ela era, na verdade, uma mulher no sentido lato da palavra — Doce Miley, tenho me perguntado como têm sido os seus dias.
-Miley: O mesmo de sempre — ele pegou nas mãos de Miley a fazendo se arrepiar.
-Nick: E você teve tempo para pensar na minha proposta? — Miley o inquiriu com o olhar -No dia da festa você me perguntou se eu ficaria sozinho durante minha estadia por aqui, se lembra?
Ao contrario do que pretendera, não esquecera uma única palavra que havia proferido e chagara a sonhar com um romance entre eles dois. Depois, com o silencio a que ele remetera, acreditou que se esqueceria da atracão que sentia.
-Miley: E você me respondeu que só dependeria de mim — ela sorriu de uma forma tão intensa para ele que Nicholas sentiu que só ela poderia ser a dona do seu coração. Por outro lado. Ele jurara a si próprio que jamais iria se casar — Com tudo nunca mais você me procurou.
-Nick: Não queria forçar você a tomar uma resolução, além do que, eu só vou estar por aqui alguns meses.
-Miley: Eu sei e creio que em Los Angeles nunca devemos estar só. Esta cidade é maravilhosa quando temos alguém connosco — confidenciou, otimista. Miley se sentiu estranhamente incomodada pelo fato de não ter dado ouvido ao amigo — O que você fazia em França? — Nicholas a olhou intrigado mais respondeu.
-Nick: O meu pai tinha negócios lá e eu substitui ele, quando se ausentou. Agora que sofreu um enfarte, o medico aconselhou-o a alterar o ritmo de vida.
Aos poucos, o ambiente entre eles descontraiu-se. No fim da refeição, Nicholas convidou-a para dançar. A musica envolveu-os e ambos desejaram que aquele momento se repetisse. Naquela noite descobriram que estavam destinados a viver algo mais profundo.
No dia seguinte:
-Zac: Miley, você pode me passar esse apontamento que esta em cima da secretaria? — Zac olhou para a amiga que transmitia felicidade no olhar. No entanto, ele sabia como Nicholas Jerry Jonas poderia ser cruel. Ele bem tentara avisa-la, em vão — Ouvi dizer que você tem saído com o Nicholas.
-Miley: Se você tivesse me perguntado eu própria teria te dito — respondeu, magoada.
-Zac: Querida, desculpa insistir no assunto, mas é para o seu próprio bem. Se conseguisses compreender que ele realmente não é uma boa pessoa pouparia lágrimas.
-Miley: Agradeço e prometo agir com cuidado, mas o fato é que gosto da companhia do Nicholas.
-Zac: Esta certo, Miley — Cedeu ele por fim.
Naquele momento a campainha toca e Zac meio contrariado vai atender a porta.
-Xxx: Vim buscar os bilhetes para sábado — Disse uma voz masculina. Era Nicholas . Zac convidou-o para entrar e foi buscar os bilhetes. Quando Nicholas viu Miley, dirigiu-se a jovem e beijou-a, um beijo intenso e apaixonado.
-Nick: Oi petite perle (pequena pérola). Não estava a espera de te ver aqui.
-Miley: Oi Nicholas — respondeu ela retribuindo o carinho e depois acrescentou num tom cortante — Vim ver o meu querido amigo.
Ele olhou para ela, contrariado, mais por fim cedeu ao impulso de a afastar da casa de Zac e perguntou se ela gostaria de ir com ele á empresa, ao que ela respondeu que sim. Esperaram que o amigo lhe entregasse os bilhetes e despediu-se. Miley, abraçada a Nicholas, também se dirigiu a porta.
-Zac: Você também vai?
-Miley: Sim. Obrigada por tudo — ela disse ao fechar a porta. Quando chegou ao carro, Nicholas abriu-lhe a porta. Embora os seus gestos fossem amigáveis, a expresso dele era dura.
-Nick: Porque você lhe agradeceu?
-Miley: Por um favor que ele me fez — disse ela mentindo, não iria lhe dizer que estava lhe agradecendo pelos conselhos que Zac a havia dado sobre ele.
-Nick: Preferia que você não falasse muito com ele.
-Miley: Não posso fazer isso Nicholas eu e o Zac somos amigos desde criança.
-Nick: Bem, faz como você quiser – Nicholas estava visivelmente irritado. Miley não disse mais nada durante o trajeto. Se sentiu pressionada com o pedido que ele tinha feito, mais não ousava perguntar-lhe qual o motivo que o levava a fazê-lo — Anda, não vou demorar muito por aqui — Ele disse assim que chagaram no prédio e segurou a mão de Miley e conduziu-a até ao gabinete da direção, que agora representava. Passarem pela secretaria – Laura, tem alguma mensagem para mim?
-Laura: sim, Sr. Jonas, deixei as no seu gabinete — a secretaria olhou atentamente para Miley. Miley notou uma certa inveja no olhar da secretaria de Nicholas.
-Nick: anda, petite perle . (pequena pérola)
Nicholas abriu a porta do seu escritório e convidou-a a entrar. Miley observou a sobriedade do mobiliário.
-Nick: gostou, Miley? -A pergunta, feita num tom irónico, retraiu-a, pois sentiu que o seu olhar perspicaz não tinha sido bem aceito. Aquele espaço era só dele!
-Miley: Desculpa — murmurou, ruborizada.
-Nick: Me foi atribuído, assim como tudo na minha vida até agora!
Ao notar o seu desconforto, Miley sentiu necessidade de dizer algo. Mas todas as palavras que viam a sua cabeça pareciam-lhe fúteis.
-Miley: Teria sido diferente se fosse você a conquistá-lo?
-Nick: Sim.
-Miley: No entando, se o atribuíram a você foi porque acreditaram no teu valor, não concordas?
A forma como ela interpretava a situação mostrava quão inocente eram os seus sentimentos.
-Nick: É uma maneira diferente de ver o problema. Não posso dizer que esteja errada, contudo, ma petite étoile (minha pequena estrela), na vida nada é como nós gostamos.
As palavras dele entristeceram-na, mas não o demonstrou. E apesar de algumas das suas atitudes a fazerem acreditar que os sentimentos dele em relação á família seriam diferentes, concluiu que era aí que residia o problema.
-Nick: Sabe, nada que foi feito por mim tem mérito! O nome do meu pai me persegue como uma sombra — ela se levantou e o abraçou. Ficaram abraçados até que ele a afastou e depositou nos seus lábios um beijo cheio de promessas. Depois, começou a trabalhar, deixando-a entregue e um sentimento de frustração. Depois de ter acabado com o serviço, deixou-a em casa, convidando-a para jantar e ela aceitou.
(…)
-Miley: Ana, traz pra mim um suco de laranja natural, por favor — pediu a empregada assim que entrou em casa.
Tish: Oi, filha. Já ouviu falar do recital?
-Miley: Não, quando é?
-Tish: Deste sábado a quinze dias.
-Miley: E o pai estará livre?
-Tish: Acho que sim.
-Miley: Ótimo, era muito bom que vocês os dois pudessem se distrair um pouco mais.
-Tish: Vejo que você continua a sair com aquele jovem.
-Miley: Sim — sorriu para a mãe — Gostamos da companhia um do outro.
-Tish: Sabe, Miley, era bom que você parasse um pouco e pensasse. Pelo que sei, acho que seria melhor você se afastar dele. Quando somo novos não pensamos nas consequências dos nossos atos.
-Miley: Sim, é verdade, assim como também é verdade que temos que aprender com os nossos próprios erros.
Tish mudou de assunto, pois confirmara com pesar que a filha estava interessada em Nicholas. Assim, resolveu que seria melhor deixá-la “aprender com os próprios erros”!
Os dias passavam lentamente, mas nunca sem a presença do homem que amava. A relação de Nicholas e Miley continuava frágil, embora o sentimento que os unia se tornasse cada dia mais forte. Nicholas, porém, criava constantemente um clima de subterfúgio, que disfarçava com ofertas. Os pais de Miley continuavam a pressioná-la para que acabasse com aquela relação. Porém, Miley não perdia uma única festa, entrando em casa de madrugada.
-Tish: Não sei onde erramos. A Miley está cada vez mais distante da educação que lhe demos.
-Billy: Foi precisamente aí que erramos, não lhe deveríamos ter dado tanta coisa. Ela não conhece a privação, não sabe o que são sacrifícios. Vou ter uma conversa séria com ela.
-Tish: Billy. Te peço que fale com calma.
Propositadamente, Miley fechou a porta com força. Os pais se calaram e quando ela se juntou a eles ainda consegui notar alguma preocupação na face de seus pais. Perguntaram-lhe como foi a noite, ao que ela respondeu que se sentia cansada e que precisava de descansar. Os pais limitaram-se a concordar, mas ela sabia que a conversa prometida momentos antes fora apenas adiada. E não se enganou, pois quando desceu para o café da manha, na manha seguinte, o pai esperava-a.
-Billy: Miley, precisamos de falar com você — A sua voz saiu rude, sinal de que ela tinha passado dos limites.
-Miley: Claro.
-Billy: Você sabe que nós não aprovamos o seu relacionamento com o Nicholas. Quem acredita numa pessoa irresponsável como ele?
-Miley: O Nicholas não é assim, mas claro o senhor não pode saber isso, porque nunca procurou saber — respondeu ao pai indignada.
-Billy: Ao que tudo indica ele vive a sombra do pai e não se preocupa em continuar os negócios de família.
-Miley: Continuo a não ver motivos para essa conversa.
-Billy: Pois bem, Miley, a partir de hoje esta proibida de voltar a vê-lo. Compreendeu? E é melhor que comece a pensar o que é que quer da vida, porque não vou viver eternamente!
Billy Ray Cyrus deu a conversa por encerrada e saiu. Miley não conseguia compreender como é que o pai tinha tido coragem para tomar aquela decisão. Contudo, ele teria de reformulá-la, pois ela não tinha intenção de deixar o namorado!
(…)
O som de pássaros a cantarolar acordaram-na. Era o dia do casamento da sua amiga, Demetria. Levantou-se, se vestiu com esmero e quando desceu não encontrou os pais, o que lhe causou um certo alívio. Pouco tempo depois estava na casa da noiva. Demi estava muito bonita: o vestido era creme quase branco, e na cabeça ela trazia um coroa de flores, era simples porem encantador .
Ao vê-la, uma lágrima caiu pela face de Miley. A amiga ia finalmente encontrar a felicidade nos braços de Joe. Desceram todas, é excepção da noiva, que ficou á espera do pai., para a acompanhar até o altar. Miley encontrou-se com Nicholas que a aguardava, ansioso. Assim que a noiva desceu, dirigiram-se todos para a igreja e o padre começou a cerimónia. Miley deu por si a pensar se Nicholas queria se casar um dia, mas ao olhar para ele mudou de opinião, ele era e continuaria a ser um playboy.
-Padre: Pode beijar a noiva.
As palavras do padre, despertaram-na dos seus pensamentos e ela se concentrou na celebração. Momentos depois todos estavam no copo-d'água.
-Miley: Você esta maravilhosa.
-Demi: Você também esta. Ouvi dizer que o Nicholas passa todo tempo livre com você. Acho que ele está a fazer progressos, porque antigamente saía com uma mulher nova de três em três dias — Ambas estavam tão distraídas que não o ouviram aproximar-se.
-Nick: Posso saber por que estão rindo?
Nicholas olhava fascinado para Miley. A relação deles não era obsessiva e ela deixava-o se sentir livre. Contudo, se negava a ter uma relação mais íntima e embora ele tivesse sempre aceito a opinião dela, começava agora a sentir que não podia ceder por muito tempo. Mas como poderia tornar o seu desejo numa realidade se Miley tinha uma alma cristalina e os sentimentos mais puros que conhecera até então?
-Miley: conversas de mulheres. Jamais você iria compreender — brincou Miley, tirando-o dos seus pensamentos.
-Demi: É verdade, Nicholas, nós somos assim! Já que você esta aqui, concedes-me esta dança?
Nicholas aceitou de bom grado e Miley foi convidada por Zac, que se aproximara deles.
-Zac: Oi, maninha, você esta cada vez mais bonita.
-Miley: E você sempre galanteador — ele mudou a expressão, perdendo o sorriso e criando uma ruga de preocupação na testa.
-Zac: Miley, você não fez caso do meu conselho. Nicholas não é o que parece, você precisa ter cuidado.
-Miley: Zac querido, tenho vinte e dois anos, não sou uma criança.
-Zac: Você esta cega, Miley. Espero que não te arrependas!
A musica terminou e Zac, aborrecido, deixou-a sozinha. Nicholas entregou Demi ao marido e foi ao encontro de Miley. Dançaram o resto do tempo juntos e Miley reconheceu que jamais deixaria de o amar. Miley logo avisou a Nicholas que pretendia conversar com Demi antes que eles pudessem ir embora, ao que ele afirmou dizendo-a que iria beber algo. Miley o viu afastar-se, incomodada com a ideia de que ele iria beber mais ainda, pois pensava que ele já bebera o suficiente para o resto da noite. Miley e Demi refugiaram-se no jardim para poderem falar á vontade. Depois Miley e Demi se juntaram a todos para que a noiva pode-se lançar o bouquet, depois os noivos se despediram de todos e partiram para a lua-de-mel.
Miley percebeu que Nicholas não estava em condições de dirigir. Lhe pediu as chaves do carro e lhe disse que ia o levar até em casa. Ele já não estava no hotel, alugara um moradia. Miley já lá tinha ido varias vezes e em nenhuma delas se arrependera de o ter feito. Ele fora sempre respeitoso. Já era noite e as luzes iluminavam o caminho, Miley segui até a estrada.
-Nick: Petite perle (pequena pérola) você está tão linda — As palavras de Nicholas saíram arrastadas — Preciso de você…
-Miley: Tenta dormir, você se sentira melhor.
-Nick: Não consigo te tirar da cabeça, você é tão linda. Te desejo e você me despreza. É a primeira vez que isso me acontece — Soluçou, irritado.
-Miley: Tenta se acalmar, já falta pouco – Ela baixou a voz, tentado se concentrar na condução — Eu também te desejo — Confessou para tentar relaxá-lo.
Naquele momento, sentiu que as mãos dele brincavam com suas pernas. Preocupada, parou o carro.
-Miley: Nicholas, controle-se — Lhe pediu quase chorando.
-Nick: Não consigo, te desejo muito para parar. Sei que você também me quer — Murmurou ele cada vez mais alterado — Não brinque comigo, Miley, não o permitirei.
-Miley: Não quero brincar contigo ou com os teus sentimentos, você não esta bem! — murmurou ela, afastando-o — Pelo amor de Deus, Nicholas, controle-se.
Mas Nicholas já não a ouvia e num ímpeto toda necessidade dele foi exprimida por gestos rudes. Ela tentava sair do carro, mas ele não a largava e quanto mais ela tentava fugir, pior ele reagia. Por fim, o inevitável aconteceu e em choque, Miley se libertou, e murmurando entre lágrimas.
-Miley: Você é nojento, eu deveria ter dado ouvido aos meus pais e ao Zac. Nunca mais olhe para minha cara nem me procure, porque eu não quero nunca mais ver você.
-Nick: Miley… — Nicholas soluçou, arrependido do ato violento que tinha acabado de praticar
Mas Miley já não o ouviu e correu até a estrada para que pudesse parar um carro para a socorrer. Miley parou um carro que ali passava de lá saiu uma senhora, que saiu e a amparou. Miley não parava de chorar. A senhora deixou-a em casa. Os pais ainda não tinham chegado ela subiu ao quarto e se colocou debaixo do chuveiro. A água tinha um efeito benéfico, como se todas as impurezas daquele ato pudessem assim ser limpas.
(…)
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