Notas iniciais
Demorei para postar,mas aqui está a continuação. Espero que gostem!
Cheguei em casa em completo desamparo. Parei para lembrar que ela tentou me segurar para falar comigo, enquanto eu arrumava minhas coisas para ir para casa. Ela parecia tao confusa quanto eu, onde não sabia como expressar seus reais sentimentos depois de nos reencontrarmos. Mas quem seria capaz de imaginar que esse dia chegaria? Eu já tinha perdido as esperanças e pensei em começar uma nova vida no momento que eu conseguisse esquece-lá. Foi pretensão minha pensar dessa forma. Onde que eu conseguiria esquecer tal beleza na qual meu coração decidiu bater mais forte em sincronia com o dela? Sera que ela também pensa assim? Será que encontrou alguem melhor que eu? E a Hiyori? Como fica nisso tudo? Perguntas invadiam minha mente tortuosa que se castigava cada vez mais com essas indagações. Bebi um pouco de água e fui até o meu quarto, onde tive a impressão que ele estava mais distante do que o costume. Antes de chegar na porta, surge minha irmã Monoe, no qual moramos sozinhos nessa casa e já me cansei da vizinhança pensar que praticamos incesto ou algo mais. Ela é muito baixinha para sua idade, que é de 14 anos. Tinha cabelos castanhos que fazem uma sinousa ponta próxima aos seus ombros. Olhos verdes, coisa que tive a sorte de não ter e era muito visada pela piralhada do seu colégio. Aquelas crianças pensam que conhecem o amor... Enfim, ela chegou pulando encima de mim como de costume, enquanto falava várias coisas aleatórias sobre colégio, animes, amigos e etc. Eu imediatamente pus as mãos em seus ombros, quando ela se soltou no momento que eu disse com uma voz meio trêmula. Espero que ela não tenha percebido o tom da minha voz..
– Eu a encontrei! — Não precisei dizer mais nada,pois o silêncio dela já tinha significado muita coisa. Ela me conhecia como poucos, e só com uma simples frase, já percebia tudo o que estava passando pela minha cabeça no momento. Ela continuou calada esperando que eu dissesse algo mais. Eu não tinha o que falar. Apenas esperei sua resposta, quando ouvi uma voz bem baixa que mais parecia um assobio:
– Você ainda sente o mesmo por ela? Pretende arriscar algo?? Já pensou na Hiyori?
Suas perguntas afogavam minha mente em colapso. Nao fui capaz de responder e fui diretamente para meu quarto. Passei o resto do dia pensando em respostas. Era a chance de Kyou. No fundo, aceitei Takada para que Kyou acordasse e percebesse que aquela era a garota da sua vida. Na verdade muitos vão me considerar um traidor com os sentimentos do meu amigo, mas de todo esse tempo com ela, nunca a beijei nem fui a um encontro. Fiz isso pois nunca gostei dela. Nunca senti nada por ela. Sentia pena. Por ser sozinha, apesar de ter algumas "amigas" no colégio. Mas perdi as contas de quantas vezes pensei em rejeita-lá de vez. Mas o pouco do meu bom senso me fez pensar: Não faz sentido o Kyou aturar ver eu e Takada juntos. Ele deveria estar se opondo a isso, ao invés de se acomodar. No fundo, ele nunca foi de brigar. Na verdade, nem tenho certeza se ele realmente gosta dela, pois , se gostasse, teria me dito desde o inicio. Acho que estou vendo coisas demais. Mais um inútil dia se vai, porem não sei como vou conseguir me reencontrar para ver Mizuhara novamente. Hoje acordei com um ódio perpetuo maior que o comum, pois percebi que estava chovendo novamente e isso significaria que os trens colocariam o ar-condicionado em temperatura absurda. No caminho da estação, encontrei a garota que estava tentando esquecer se preparando para pegar o mesmo trem que eu. Meu coração palpitou de forma que entrasse em sintonia com a queda das gotas de chuva naquela manha tenebrosa que me esperava. Fui ao encontro dela para contar o que sentia, quando me lembrei que esse não sou eu. "Kuroshi Hyuuga é uma pessoa orgulhosa e fria que faz de tudo para conseguir o que quer, principalmente abandonar seu orgulho. " Palavras do meu amigo Kyou, com aquele tom sarcástico de natureza dele. Esqueci de tudo isso e antes que eu fosse ao encontro dela, ela me viu antes e acenou. Eu pensei que ela iria disfarçar que tinha me visto, mas foi completamente o contrário. O trem chegou e sentei ao seu lado antes de pudermos trocar palavras. Ela virou para mim e disse:
–Bom dia, Kuroshi...
–Bom dia!
–Uhum!- Disse concordante.
– Onde esteve esse tempo todo??- Não fui capaz de esconder as palavras e acabei perguntando. Precisava saber. Eu realmente precisava saber...
–Estive em Tóquio. Minha mae estava a trabalho por lá, quando foi transferida para cá. Fico feliz por ter perguntado...
Perdi a reação. Não sabia o que dizer. Apenas balancei a cabeça em concordância e me concentrei na visão da janela do trem o resto da viagem inteira. Antes de perceber, eu já estava no colégio e ambos entramos juntos na sala. Todos olharam abismados, pois o anti-social Kuroshi Hyuuga chegou junto com a aluna nova. Era ate motivo de piada. Ela se apresentou e o resto do dia correu normalmente. Pensei em contar para Kyou sobre o que tinha acontecido, mas antes precisaria me livrar de Takada. Na volta para casa me encontrei com ela , quando a mesma começou a disparar ofensas a mim:
–Seu idiota aproveitador! Já me esqueceu agora que surgiu uma menina bonitinha na classe?
Conti minha súbita vontade de discutir com ela, mas , em compensação, disse tudo que estava entalado em minha garganta:
–Você serviu apenas para eu tentar esquecer a Mizuhara. Eu nunca te disse "Eu te amo" sequer uma vez e nunca vou dizer, pois pra mim, essas palavras são fortes demais para dizer para qualquer um. Quero que você saiba, que você é muito importante para o Kyo- Nesse momento, fui interrompido por Mizuhara, que estava acompanhada de Kyou. Porque eles estavam juntos?
–Isto é jeito de falar com sua namorada? É assim que você costuma agir com as garotas? Você mudou Kuroshi, ficou pior do que já era.
–Espere! — Antes que ela me ouvisse, virou as costas e comecou a correr, enquanto levava Takada consigo. Antes de sair da minha visão, ela se virou e dirigiu palavras que me machucaram completamente:
–Seria melhor se eu não estivisse te reencontrado! — Era a primeira vez que vi Mizuhara com uma feição tão irritada. Nunca pensei que veria ela assim. Será que o eu fiz foi realmente tão ruim assim? Antes que meus pensamentos entrassem em turbulência, Kyou decide me aconselhar, enquanto apoia sua mão eu meu ombro:
–Está na hora de você contar seu passado para ela. Aquela não é a mesma Mizuhara de anos atras e você não é o mesmo Hyuuga. Tenha isso em mente.
–Obrigado! Irei falar com ela, mas vou dar um tempo antes. Hoje a noite, sem falta!
–Faça isso!- Disse com um sorriso no rosto. Nunca me senti tão convicto em uma decisão, mas antes, preciso me esclarecer com Takada.
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