Everything
1 O que está acontecendo com esse povo?
Notas iniciais
Então, espero que gostem e aproveitem a leitura.
joyce você tinha razão, só não imaginava que fosse acontecer tão rápido =D
Quinn
Desperto com um susto e observo o local em que me encontro. Parece familiar... Essa mobília, quadros, estantes com livros. Parece um escritório, mas onde? Olho por mais alguns instantes e percebo que estou no escritório da mansão Fabray. Será que cochilei? Ouço vozes no corredor e me levanto, querendo saber quem está ali.
Chego ao corredor e vou em direção à sala, da porta vejo Rachel e minha mãe abraçadas! Mas o que é isso? Minha mãe melhorou muito depois que voltei pra casa, mas ficar de abraços com Rachel Berry era demais até pra ela.
Fico parada observando a cena, elas choram copiosamente e não entendo o que acontece ali. Quando resolvo sair do meu lugar, Rachel sai rapidamente batendo a porta da casa e minha mãe sobe as escadas correndo. Mas que coisa! Nem me notaram aqui. Mas isso não fica assim Berry.
Ao chegar na porta vejo Rachel sair cantando pneus com o carro. O que deu nessa garota hoje?
Entro no meu carro e vou atrás dela, pois é claro que algo está acontecendo. Ela não está bem e eu quero e vou ter respostas.
Sigo Rachel até sua casa, ela estaciona o carro de qualquer maneira e entra correndo. Nem me dando tempo de sair do meu próprio carro e falar com ela. O jeito é seguir até sua casa e conversar com essa menina que parece ter surtado hoje. Como eu aguento isso?
Bato na porta e nada. Poxa vida Berry, tudo bem ser louca, mas mal educada é demais. Tento mais algumas vezes e como ela não responde resolvo tomar medidas drásticas, neste caso, subir a árvore próxima da sua janela e entrar a força. Querendo ou não você vai falar comigo Berry!
Depois de um pouco de esforço na subida e de força na janela, entro no quarto de Rachel e ela está mais louca que antes. Ela está chorando como uma criança, andando de um lado para o outro no quarto escuro. Sem saber muito o que fazer, uso meu velho e bom sarcasmo ao dizer.
“Qual o motivo do surto dessa vez Berry?”.
Ela senta no chão próximo a cama, abraça os joelhos e diz baixinho, mas com o silêncio daquela casa, posso ouvir o que ela disse.
“Você não podia ter feito isso.”.
“Ora Berry, o que você queria? Vai na minha casa, chora com a minha mãe e nem fala comigo. Então quando eu chego aqui você nem abre a porta. Por favor Rachel, apenas pulei sua janela. De novo! Hahaha”.
Respondo com um tom brincalhão, e ela chora mais. Essa menina está começando a me assustar. O que houve afinal? Me pergunto, mas antes de verbalizar qualquer coisa ela diz entre soluços.
“Eu fui conversar com sua mãe. Ela está tão triste, sente tanta a sua falta”.
E chora mais. Definitivamente Rachel Freak Berry está se superando hoje, como pode fazer tanto drama com algo tão sem sentido? Tudo bem que eu e minha mãe não somos nem nunca fomos melhores amigas, e as coisas melhoraram muito de uns tempos pra cá. Mas vendo que a menina a minha frente não parava de chorar respondo mais suavemente.
“Ok. Eu realmente me afastei da minha mãe, mas estamos juntas todos os dias, não precisa desse drama todo Rachel. E porque foi até lá e não falou comigo afinal?”.
Ela continua chorando e começo a me desesperar. Sem saber o que fazer me sento ao seu lado, passo os braços por seus ombros a puxando para um abraço, esperando que assim ela se acalme. Então ela diz, sussurrando.
“Por que você me abandonou Quinn?”.
A olho incrédula e começo a pensar em que momento poderia ter feito algo assim. Poxa, somos amigas, tudo bem que não concordava com aquele casamento ridículo, mas estava lá por ela não estava? Paro de pensar sobre isso e pergunto suavemente.
“Está louca Rachel? Nunca te abandonaria. O que você tem afinal?”.
Ela parece estar exausta e ainda chorando diz baixinhos.
“Eu sinto saudades...”. Ela para com uma dor quase palpável. E perceber isso faz meus olhos se encherem de lágrimas, então pergunto baixinho.
“De quê Rach, ainda estou aqui, de que sente falta então?”.
Ela abraça mais os joelhos enterrando a cabeça neles e diz com dor.
“Sinto saudades de tudo. Das brigas, dos olhares, da sinceridade, dos abraços sem jeito...”.
Sorrio quando ela diz isso, pois é exatamente esse tipo de abraço que tento dar nela agora. E ela continua.
“Sinto falta dos meus pais também, mas a falta que sinto de você é tão grande que dói.”
Não resisto mais e começo a chorar também, sem saber ao certo porque, mas a dor que sinto nas palavras e lágrimas dela, me afetam tanto que não seguro as minhas própras lágrimas. Poxa ela nem me disse porquê está tão triste.
“Sinto falta da sua energia, sua força, até mesmo das raspadinhas que você me jogava. Tudo ligado a você me dá uma saudade imensa. Ah Quinn, como me arrependo do dia em que decidi me casar.”.
Ela respira fundo, tentando controlar as lágrimas e continua.
“Sinto falta de tudo em você, de poder te ver pelos corredores do colégio, marchando como se ninguém pudesse lhe atingir.”.
Ela solta um sorriso triste, e apesar do vazio em seus olhos ela diz.
“Mas acima de tudo, sinto falta de poder te amar, mesmo que jamais correspondido, sinto falta de poder fazer isso na sua presença.”.
Opa! Rachel acabou de dizer o que eu ouvi? Sério mesmo? Mas e o Finn? Poxa, ela ia se casar com ele, se casou, sei lá. Mas antes que eu pergunte qualquer coisa vejo que ela se rendeu ao cansaço e dormiu. Poxa Rachel, não acredito que você fez isso! Mas ela parece tão cansada que não tenho coragem de lhe acordar, então a pego no colo e coloco na cama, deito ao seu lado e começo a pensar em tudo o que ela disse. Tudo bem que nada fazia sentido, mas ela disse que me ama. Sério mesmo que isso aconteceu? E em minutos adormeço também.
------------
Acordo sozinha, na manhã seguinte e apesar de sonolenta, logo me vem à cabeça tudo o que aconteceu ontem a noite, e decido que está na hora de ter respostas de uma certa Rachel Berry.
Desço as escadas esperando encontrar com um dos Berry, mas nada, a casa está vazia.
“Mas que coisa, onde está esse povo?” Digo em voz alta, então ouço o som da porta da frente se batendo.
Sigo até ela e vejo Rachel mais uma vez saindo com o carro. Poxa Rachel, você não vai fugir de mim!
Entro no carro e mais uma vez a sigo pelas ruas de Lima. Porque mesmo esqueci meu celular? Era só ligar pra ela e dizer pra me esperar. Adoro quando esqueço minhas coisas em casa. Penso com sarcasmo e me irritando cada vez mais por ela não conversar direito comigo.
Depois de minutos vagando pela cidade, ela para o carro e desce. Sigo seu caminho, mantendo certa distância, afinal não sei o que ela está aprontando aqui no cemitério. Até que vejo ela parada de frente uma lápide. Ela se ajoelha, limpa a pedra fria, deposita flores, dá um beijo na inscrição. Poxa Rachel, participando de cultos suspeitos agora? Por favor! E fica lá, sentada por o que parecem ser horas, chorando, da mesma forma que estava ontem à noite. Prefiro não me aproximar, ela parece querer ficar sozinha. Mas sua tristeza me atinge e começo a chorar também, não tanto quanto ela, mas vê-la daquela forma me dói.
Quando para de chorar um pouco, Rachel se levanta e sai em direção ao carro. Aproveitando que ela não me notou, faço o caminho até a lápide onde ela estava e ao ler o texto da inscrição meu mundo acaba e desmaio ali mesmo.
“Quinn Fabray, amada filha, irmã e amiga.
Sentiremos falta da sua voz doce e sua força insuperável.
Com amor, seus amigos e familiares.”
Notas finais
Reviews?
Fale com o autor