Everything
13 As vezes, a verdade é algo para o qual não estamos preparados…
Notas iniciais
"O que precisamos fazer é encarar ela de frente."
– — —
Quinn
Olho assustada para o rapaz na minha frente, ele parece familiar, mas algo em sua postura e olhar me faz duvidar se ele realmente é confiável.
“Quem é você?”.
Ele sorri, o que eu interpretaria como debochado e diz calmamente, sem sair da janela.
“Sou um velho amigo, minha senhora.”.
Reviro os olhos para suas palavras, pois está claro que ele está escondendo algo.
“Claro. E como meu 'amigo’, o que você quer? Como conhece Charlie e como chegou aqui?”.
Ele sorri mais largamente e continua.
“Eu e o grande Charlie temos uma grande história em comum. Já sobre a senhora, jamais poderia ficar de fora em um momento tão importante. Afinal, não é todo dia que vemos alguém que conhecemos voltando dos mortos.”.
Essa declaração me assusta, pois em momento algum perguntei ao Charlie se outros guardiões poderiam saber que voltamos no tempo.
“Você me conhece? Você é um guardião também?”
“Ah, sim minha senhora, eu a conheço muito bem. E se como guardião você classifica alguém como Charlie, então sim, pode me chamar dessa forma.".
Responde ele me olhando intensamente, o que me causa um pouco de desconforto, mas continuo.
“E o que você está fazendo aqui? Digo, por que está aqui? Você não deveria estar com seu protegido?”
Ele sorri mais largamente e responde debochado.
“Meu… protegido… não precisa dos meus serviços agora. Então me permiti conferir pessoalmente a responsável por um dos maiores feitos do grande Charlie e o dono de uma das almas mais poderosas, que tive a honra de ver e conhecer.”
Que porra foi essa? Penso entre a surpresa e a indignação. Esse cara é um comediante?
“Que história é essa de ‘alma poderosa’?”.
Ele continua sorrindo e responde, o que finalmente faz ele parecer sincero.
“Acredito que o grande Charlie tenha mencionado que a senhora é uma das figuras mais cobiçadas entre nós, hum, guardiões. Sua alma é algo admirável e poderoso.”.
Concordo com a cabeça, lembrando de uma das primeiras conversas que tive com Charlie, mas o que esse cara tem a ver com isso?
“Sim, Charlie comentou algo sobre esse assunto uma vez, mas o que você tem a ver com isso? O que quer? Minha alma também? Não imaginava que minha morte geraria uma disputa no mercado."
Digo debochada, pois já estou me cansando do sorrisinho dele. Que continua com sua pose e responde calmo.
“Bom, minha senhora, eu quero apenas ajudar. E quem sabe, conseguir também algo em troca. Mas definitivamente não seria sua alma.”.
Que ótimo, o que esse cara quer? Mas antes que eu possa perguntar mais qualquer coisa ele continua, parecendo medir muito bem suas palavras.
"E como prova da minha boa vontade, gostaria de compartilhar algumas informações que o grande Charlie, claramente lhe ocultou.”.
"O QUÊ?!?”.
Digo agora com um pouco de raiva. Como esse cara chega aqui e diz que o único que está fazendo algo para me ajudar, mesmo que em troca da minha alma, esteja me escondendo algo?
“Bom, sei que o grande Charlie lhe trouxe de volta, em troca de sua alma, correto?”.
Confirmo com a cabeça, enquanto espero ele continuar.
“Pois bem, ele também lhe disse que sua volta era apenas para impedir que a jovem Berry morresse naquela realidade onde vocês se conheceram. Mas que isso não significava que você continuaria viva.”.
Como ele sabe disso tudo? Pensei que isso estivesse apenas entre eu e Charlie.
“E acredito que ele tenha sido claro, sobre a incerteza de sua morte no dia marcado. Mas que alguém deveria pagar por isso, correto?”.
Minha nossa! Ele sabe de tudo. Penso assustada, mas me permito falar mesmo assim.
“Ok, é um tanto óbvio que você sabe mais do que aparenta, e do que eu imaginava. Mas o que você realmente quer me dizer? Estou ficando impaciente com toda essa enrolação e garanto que tenho muito com o que me preocupar.”.
Ele fica estranhamente sério, para então dizer sem rodeios.
“E não passou pela sua cabeça, minha senhora, que a pessoa a pagar por isso poderia ser sua amada Rachel Berry?”.
“De onde você tirou essa historia ridícula seu idiota?! Rachel é protegida de Charlie, e ele jamais me faria voltar se isso significasse arriscar a vida dela. Por favor, pare de inventar desculpas e diga logo o que você quer, mas sem mentiras.”.
Falo irritada, pois o que ele disse me incomodou muito.
“Não estou mentindo, minha senhora, e se tem dúvidas sobre isso, pergunte ao seu querido Charlie. Ele não poderá mentir se for confrontado diretamente e lhe garanto que ele não arriscaria fazer isso, principalmente se a senhora estiver tão irritada quanto parece.”
Ele olha para fora por um momento, para então continuar a me atormentar.
“Sobre o que quero com a senhora, conversaremos mais tarde, quando puder acreditar que o que lhe digo é verdade.”.
E antes que eu possa dizer qualquer outra coisa, ele sai pela janela, me deixando apenas com o brilho da lua e as perguntas fervilhando na cabeça, antes de finalmente deitar para dormir.
“Era tudo o que eu precisava mesmo! Rachel foge e agora esse imbecil me atormentar!”.
– — -
Rachel
Ela me assustou. Realmente me assustou. Como pôde fazer aquilo? Como… como ela foi capaz de mudar tanto e de repente significar tanto pra mim? Mas isso… isso foi mais do que eu jamais imaginei ser possível. E agora, definitivamente não sei o que fazer…
Depois de tudo o que aconteceu durante o dia, fui atordoada para casa. Não sabia o que fazer, como agir, pensar ou sentir. E acreditando ser melhor ficar sozinha, me lembrei da insistência de Quinn no começo de tudo, quando, por influência de Finn, deixei-a de lado, mas ela continuava lá todos os dias, e triste e covardemente fechei a janela do meu quarto, sentindo a dor do que aquilo significaria para ela, para nós, mas firme em pensar que pelo menos por hoje, seria o melhor a fazer.
Pai e papai perceberam que algo havia acontecido, e depois de insistirem um pouco, decidiram me deixar quieta, pois não queria conversar. Somente Quinn Fabray, para me fazer querer ficar calada. Mas após o jantar, papai entra no meu quarto preocupado.
“Rachel querida, percebo que você não quer conversar, mas entende que me preocupo com você e quero que conte comigo quando decidir conversar. Tudo bem?”.
Sorrio com suas palavras e me sinto um pouco culpada com toda a confusão que estava causando, então decido dar voz às minhas preocupações.
“Eu só estou muito confusa papai. Algo totalmente surpreendente e inesperado aconteceu hoje e isso mexeu muito comigo, mas ao mesmo tempo que me sinto eufórica e agitada, sinto medo e receio.”.
Ele sorri docemente, enquanto se senta na cama ao meu lado.
“E apesar disso ter lhe confundido, foi uma surpresa boa? Como você se sentiu na hora?”.
Suspiro lembrando do momento, a música, o sorriso, o toque, o beijo…
“Foi… incrível papai. Jamais imaginei que poderia me sentir daquela forma, mas quando eu abri os olhos, foi como se tivesse tomado um tapa na cara da realidade, eu me assustei e fugi.”.
Ele sorri mais uma vez e diz leve.
“Entendo… pode ter sido uma experiência única minha filha, e acredito que dado o histórico de vocês, isso possa ter lhe assustado. Mas você mesma disse que acreditava na sinceridade dela, então ainda não entendo o medo que você sente sobre a realidade de Quinn ter lhe beijado.”.
Me assusto com suas palavras e com seu sorriso brincalhão, mas tento sair dessa situação.
“O quê? C-como assim papai? D-de onde você tirou isso?”.
Ele sorri mais uma vez, antes de dizer calmamente.
“Minha estrelinha, até eu já percebi como você fala de Quinn, como seus olhos brilham e você se ilumina. E dada a recente proximidade entre vocês e a forma como agem uma com a outra, não seria surpresa se algo do tipo tivesse acontecido. Só fico surpreso por você ter se assustado tanto, ao contrário de sua reação natural que seria se jogar de cabeça em tudo o que sente.”.
Encaro-o surpresa, mas aliviada por ter alguém do meu lado, para me apoiar, então me rendo à dor que essa dúvida me faz sentir, enquanto falo.
“Eu só não sei o que fazer. Ela vem se aproximando cada vez mais, e tem se tornado cada vez mais importante. Cada sorriso, cada palavra de apoio. Ela me defendendo dos jogadores na escola, me fazendo enxergar o mal que Finn me fazia, me tornando sua amiga e pessoa constante em seu dia, em sua vida. Eu estava me apaixonando pelo fato de ter uma amiga, mas agora… Agora eu não sei o que ela pode significar pra mim. E essa dúvida me machuca. E eu sei que a machuca também.”.
Meu papai me abraça, enquanto me deixo levar pelas lágrimas novamente. Eu senti a dor de Quinn ao me afastar após o beijo, me doeu ter fechado aquela janela, e me doía agora não saber o que fazer. Então permito essa dúvida sair.
"Por que tudo tem que ser tão complicado?”.
“Porque você não escolhe quem amar minha filha. Você deveria saber muito bem disso, mas só por que algo é difícil e complicado, não signifique que não valha a pena.”.
Ele me diz carinhoso, então me afasto para encará-lo, enquanto digo.
“Eu não disse que a amo papai.”.
“Não precisa dizer minha querida, na hora certa você acabará com as dúvidas com relação ao que sente.”.
Faço que sim, e apesar de não concordar com tudo o que ele diz, prefiro não discutir. Então, antes dele sair do quarto, pergunto, algo que eu já sabia a resposta, mas precisava da confirmação.
“Vale mesmo a pena papai? Digo, lutar por algo que esteja tão complicado e duvidoso?”.
“Claro que vale minha estrela, olhe só para nossa família. Primeiro eu e seu pai, que é uma relação nem sempre bem vista pela sociedade, e depois você. Imagina o que tivemos que passar para estarmos juntos? Mas lhe garanto meu amor, que faríamos tudo de novo se fosse para lhe ter aqui e estarmos todos juntos.”.
Diz sinceramente meu papai, antes de me dar um beijo na cabeça e me deixar com minhas dúvidas e sonhar com os acontecimentos do dia… sonhar com Quinn.
– — -
Quinn
O final de semana foi horrível. Passei pela casa da Rachel todos os dias, mas a janela sempre estava fechada e tudo o que me restava era ficar lá, na esperança que algo mudasse, até voltar para casa. Charlie havia sumido, juntamente com o outro suposto guardião, que pra mim, estava esperando a bomba estourar para reaparecer.
A segunda-feira chegou, e o dia começou da pior maneira possível! Como se não bastasse chego na escola e descubro que Rachel tomou um banho de slushies ao entrar na escola. Entrar! Garanto que descobrirei qual foi o infeliz que resolveu fazer essa insanidade, ou não me chamo Quinn Fabray! E tudo o que posso fazer é ir atrás de Rachel no banheiro.
Rachel estava de cabeça baixa, tentando limpar o cabelo, vejo Charlie do outro lado do cômodo, totalmente surpreso e obviamente chateado com a situação, mas mesmo que precise conversar com ele, vou direto nela. Charlie pode esperar.
“Deixe que eu faço isso Rachel.”.
Digo suavemente, assustando-a um pouco com minha presença inusitada, mas logo vejo ela relaxar, enquanto lavo seus cabelos.
“Você não precisa fazer isso Quinn, mas agradeço.˜.
Diz minha pequena, com uma voz que não reconheço. Ela estava triste, envergonhada ou decepcionada?
“Pensei que algumas coisas estivessem claras entre nós Rachel. Faço isso porque quero, porque me preocupo com você.”.
Digo séria, encarando os olhos mais lindos que já vi, mas que demonstravam tantas coisas contraditórias que me deixou triste. Mas o pequeno sorriso que consigo ver, me anima um pouco e antes que eu diga mais algo, ela se afasta suavemente.
“Eu sei, mas obrigada mesmo assim. Bom, melhor eu ir, acredito que não dê tempo de voltar para casa trocar de roupa, mas não posso perder aulas. Até mais Quinn.”.
“Rachel!”
Chamo antes que ela saia do banheiro, pois esperava muita coisa, menos este comportamento distante e formal. Então ela se vira e eu continuo, enquanto me aproximo.
“Posso pegar algumas roupas com Santana e Brittany, você não precisa ficar com essa roupa o dia todo. Além do mais, vou descobrir quem fez isso, e exigir que parem imediatamente.”.
Ela assente e se prepara para sair, quando eu a impeço novamente, segurando suavemente seu pulso.
“Mas não acha que precisamos conversar?”.
Ela me olha surpresa, talvez por eu demonstrar querer tocar no assunto que causou seu comportamento, mas consegue me dizer calmamente.
“Sim Quinn precisamos, mas eu realmente não consigo lidar com algo tão importante agora. Está tudo muito confuso pra mim e o que eu menos quero agora é tomar uma decisão impensada, que poderia machucar nós duas. Você entende isso?”.
Suspiro sentindo a distância que ela impõe, mas entendo que ela precisa e que eu devo aguardar seu tempo.
“Sim Rachel, só… só permita que eu cuide de você enquanto isso, tudo bem? Eu realmente me preocupo muito com você e me mata saber que estão lhe fazendo mal.”.
Ela apenas assente com a cabeça antes de me deixar sozinha no banheiro.
“Apesar do medo, ela vai perceber o quanto realmente te ama, não se preocupe jovem Fabray.”.
Diz Charlie, que eu havia esquecido que estava no banheiro, então me viro enquanto digo séria.
“O que me preocupa agora Charlie, é você não ter me contado que Rachel pode ser a pessoa a morrer no meu lugar. Ou estou errada?”.
Charlie me olha assustado, parecendo totalmente surpreso, o que me faz temer que a informação seja verdadeira.
“C-como você soube disso?”.
É verdade, minha nossa, como ele pôde? Penso furiosa enquanto me aproximo dele e digo fria.
“Seu amigo de cabelo branco me contou, mas o que mais impressiona é você não ter me falado! Não me importa quando você descobriu Charlie, deveria ter me falado que isso poderia acontecer.”.
Ele parece se recuperar com o que digo, e se aproxima sério e um pouco chateado.
“E o que você espera fazer? Se matar? O que você esperava que eu fizesse? Ela ia morrer de qualquer forma Fabray. O que estou fazendo agora, é arriscando tudo para que ela tenha uma chance, e não me venha com sermões, pois você está fazendo a mesma coisa!”.
Charlie e sua maneira de me dar tapas na cara. Penso enquanto sinto minha raiva amenizar, pois ainda que esteja chateada por ele não ter me contado isso, ele está certo ao dizer que estou fazendo tudo por ela. Então lhe digo, ainda chateada.
“Eu sei, mas você poderia ter me contado. Saber disso me assustou Charlie. Estou disposta a arriscar tudo por ela sim, mas saber que ela pode morrer por causa disso, é demais.”.
Charlie parece realmente culpado, então diz.
“Sinto muito por isso Quinn, mas entenda que estou tentando lhe manter focada no que precisa fazer que é mantê-la bem o suficiente para aguentar qualquer coisa, com ou sem você.”.
Faço que sim com a cabeça, e ele continua.
“Mas o que quero saber é quem lhe contou isso, quando, como ele era. Conte-me tudo Quinn, pois dependendo do que me disser, você apenas confirmará as minhas suspeitas.”.
Conto tudo a ele, que parece cada vez mais tenso com o meu relato. Até que ele se levanta e começa a dizer enquanto caminha.
“Depois que você me contou que recebeu mensagens de alguém, que estava lhe ajudando, comecei a buscar informações sobre o assunto, e tudo indica que foi ele, quem provavelmente lhe enviou essas mensagens.”.
“Ele pode me enviar mensagens Charlie? Você disse que não poderia.”.
Ele parece realmente preocupado e balança a cabeça enquanto diz.
“Disse que eu não poderia, e parece que ter voltado no tempo, criou algo que permite que ele faça. Mas o que me preocupa é seu objetivo. Ele não deu nenhuma dica do que realmente quer?”.
“Não Charlie, somente que não era minha alma que iria querer. Ao contrário de você. Mas ele provavelmente estava mentindo”.
Charlie estava cada vez mais sério, o que estava me fazendo questionar a gravidade da situação, e com minhas palavras isso parece pior.
“Ele não pode mentir Quinn. Nenhum de nós pode na verdade, e isso me preocupa mais ainda.”.
“Vocês não podem mentir? Para ninguém? Mas você… sobre o risco de morte da Rachel…”.
Ele se aproxima enquanto diz sério.
“Não menti jovem Fabray, e lhe garanto que não podemos, o que fiz com relação à informação que você questiona, foi lhe ocultar fatos, e isso não é mentir.”.
“Entendo, e isso me deixa um pouco aliviada, sabendo que vocês não podem mentir. Me deixa mais tranquila para descobrir o que ele realmente quer.”.
Charlie parece se assustar com minha declaração e diz rapidamente.
“Não importa que não possamos mentir Quinn. Afaste-se dele e não confie em nada do que ele diz. Não é porque algo que lhe dizem é verdade, que é confiável. Agora tenho que ir, ele está aprontado algo e preciso descobrir o quanto antes o que é. Se cuide e não deixe a pequena distante.”.
“Ótimo, agora além de um guardião maluco, tenho que re-reconsquitar Rachel e descobrir quem foi o infeliz que deu nela um banho de slushies.”.
– — -
Santana
Que dia bizarro, é tudo o que define os acontecimentos da vidinha quase monótona do McKinley. Berry mais calada que celular no silencioso, Quinn mais furiosa que Sue e boneco do posto mais sombrio que a Morticia. A única parte normal nesse dia foi eu arrasando com os perdedores, que não estavam no glee ou protegidos pela rainha do gelo, e minha linda Brit-Brit. E isso tudo apenas na segunda-feira, e claro que depois desse início triunfante, as coisas desmoronariam de vez para algumas pessoas.
“Santana! Você sabe quem jogou slushies na Rachel?”.
É o que diz Juno logo que me encontra no corredor, após nossa primeira aula. Sério mesmo Q?
“Olá para você também Q. Vejo que seu dia começou ótimo.”
Ela me olha furiosa, para em seguida suspirar cansada.
“Não S. Está tudo errado. E eu nem sei quem preciso ameaçar para resolver.”.
“Você fala isso por causa dos slushies? Fiquei sabendo que Berry foi atingida por uma hoje.”.
Ela me olha, e parece estar se decidindo o que me falar. E vendo sua dúvida, continuo.
“Somos amigas Q. E apesar de todas as confusões, recentes ou não, espero que você saiba que pode contar comigo.”.
E com isso, ela parece relaxar e começa a falar.
“Eu beijei Rachel na sexta, mas desde então ela está me ignorando, e hoje ela foi tão formal comigo, quando fui ajudá-la com o slushie. E agora ainda tem essa porcaria de bullying e eu nem sei quem foi ainda, pois tive que ir direto para a aula.”.
Ouch! Juno está com problemas. Penso enquanto digo.
“Problemas hein Q. E agora o que você quer que eu faça? Pois sei que não me procurou apenas para me contar seus segredinhos sórdidos.˜.
“Ei!”.
Quinn se mostra revoltadinha com meu comentário, mas ainda sim sorri. O que me permite continuar.
“E a propósito, parabéns por finalmente calar a Barry de uma forma divertida. Ou meus pesames né, ainda penso que você tem péssimo gosto para mulheres.”.
Depois desse momento ridiculamente meloso, Quinn me pediu ajuda para encurralar seu jogador de futebol favorito, não que ela precisasse de ajuda, mas seria mais divertido comigo junto. Palavras dela.
E aqui estamos com uma das nossas vítimas favoritas.
“Azimio! Queremos ter uma conversinha com você.”.
O jogador se vira irritado, para logo em seguida ficar completamente pálido, mas consegue falar sem gaguejar, o que é praticamente um milagre.
“O que vocês querem?”.
Quinn não da nem tempo dele vacilar e já se aproxima com sua fúria característica.
“O que eu quero Azimio, é o mesmo que já disse antes. Se afaste de Rachel Berry.”.
Agora sim ele está pálido, o que vi antes não era suficiente.
“N-não sei d-do que estão falando.”.
“Como não seu imbecil! Rachel foi atingida por slushies ao pisar no corredor hoje. Como você não sabe?”.
Ele parecia confuso, o que não seria novidade, mas consegue se recuperar e provavelmente salvar sua pele, por enquanto é claro, pois a loira ao meu lado estava possuída pelo demônio Fabray.
“Não sei mesmo o que aconteceu Fabray. Acabei de chegar na escola, perdi o primeiro período.”.
Sua resposta e sua reação parecem convencer Quinn, mas mesmo assim ela acena para mim, em uma comunicação silenciosa, enquanto solta o jogador.
“Vou confirmar isso Q. E você Azimio, não se esqueça do gentil recado da minha amiga aqui e mantenha-se longe da Berry. Fomos claras? Ótimo. Agora some daqui.”.
Depois que o jogador vai embora, Quinn se vira para mim, parecendo mais furiosa e desesperada que antes.
“Estou preocupada S. Se não foi Azimio, que normalmente é o idiota que faz isso, quem mais seria? Já ameacei metade da escola, mas por causa de Rachel e sua mania de chegar cedo, ninguém estava aqui.”.
Fico intrigada com isso, e um pouco preocupada também, o que me permite uma ideia de como investigar isso e ajudar Juno e seu grilo cantante.
“Talvez Q, quem fez isso a conheça o suficiente para saber que ela chega cedo, e vou te ajudar a descobrir. Mas primeiro, vamos resolver o problema do seu anãozinho não querer conversa.”.
A loira consegue sorrir e agradecer, mas então não consigo evitar mais um comentário.
"A propósito, você não acha que essa seria uma ótima oportunidade de pular fora dessa furada? Veja Q. nunca mais ouviriamos a voz dela.”.
“Santana, quando você vai conseguir admitir que se preocupa com ela, e que ama sua voz?”.
Diz Quinn sorrindo, enquanto se dirige para nossa próxima aula.
“Realmente Q. não sei do que está falando. Isso é impossível.".
A última coisa que escuto é uma risada debochada da loira. Abusada!
– — —
Rachel
Depois da conversa com meu papai, estava mais tranquila e decidida a manter minha relação com Quinn o mais normal que a situação permitisse. Ainda que estivesse confusa com tudo, tentaria pelo menos manter nossa relação de amizade que estava se formando.
O problema foi que ao pisar dentro da escola, sou atingida por um slushie e isso me tirou o animo de tudo o que estava pensando e planejando. Realmente estava me acostumando com a vida de uma adolescente normal, que tem amigos e não é atingida por slushies toda manhã, ledo engano…
Depois da ajuda de Quinn, passei o dia evitando os corredores e sem querer, evitei também a loira.
Já em casa, papai não questionou nada dessa vez, ele estava me dando tempo e espaço para tomar minhas próprias decisões e eu agradecia por isso, mas o que me fez realmente dormir tranquila foi o sms que Quinn me enviou, desejando uma boa noite, então eu soube que apesar do meu comportamento, as coisas estavam bem. Só não estava preparada para o que viria a seguir.
– — -
Como uma repetição macabra do dia anterior, sou atingida por slushies ao entrar na escola, mas dessa vez estava totalmente cercada por jogadores de futebol.
“Um presente para comemorar sua volta na lista dos marcados para receber slushies.”.
É o que ouço antes de um dos jogadores antes de sentir alguém me abraçando, e ao perceber que é Quinn, digo cansada.
“Você vai se sujar Quinn.”.
“Isso não me importa Rach, só você é importante.”.
É o que diz a loira, fazendo com que eu me afaste, e ao fazer isso, percebo a dor em seus olhos, pois provavelmente ela imaginou que eu a manteria longe novamente e com isso, tudo o que posso fazer é lhe sorrir.
Ao perceber minha ação, Quinn me abraça mais forte e logo estamos no vestiário, acompanhadas por Santana e Brittany.
Enquanto tomo meu banho, ouço Quinn e Santana discutirem, pois a latina estava querendo que Quinn fosse para sua aula e a loira insistia que deveria ficar, então termino, me visto e resolvo parar a discussão.
“Quinn. Santana está quase totalmente certa. É melhor nós todas irmos para a aula”.
“Rach, v-você está bem? Mesmo? Posso te levar para casa.”.
Ela me olha preocupada, e cansada de tudo o que tem acontecido, lhe respondo fria.
“Sim Quinn. E agradeço a todas pela ajuda e pela preocupação, apesar de que eu já deveria ter me acostumado com isso.”.
A loira se enfurece com minhas palavras e explode, deixando todas assustadas.
“Não Rachel! Não deve se acostumar com isso. É ridícula essa situação. Poxa vida, cercada por jogadores de futebol que lhe atiram slushies impiedosamente? Será que ninguém vê que isso pode te machucar… na verdade, que isso te machuca?”.
“Não é como se isso nunca tivesse acontecido Quinn. Realmente já estou acostumada em recebê-las e você deveria estar acostumada em assistir.”.
E foi isso, minhas palavras machucaram umas das únicas pessoas que parecia se preocupar comigo na escola. Vejo as duas cheerios se assustarem e quando olho para Quinn, só vejo a dor em seus olhos. Até que ela me diz totalmente quebrada.
“Então é isso Rachel? Você não consegue confiar em mim? Acha que gosto do que acontece com você? Acha mesmo que eu poderia me acostumar em lhe ver sofrendo e machucada?”.
“Não foi isso que eu quis dizer Quinn…”.
Tento dizer antes de ser interrompida por ela.
“Não Rachel. Eu me arrependo todos os dias pelo mal que lhe causei durante todos esses anos, me arrependo porque, por causa de uma falha minha, você não possa confiar em mim, confiar e acreditar no que sinto por você, no quanto você é importante pra mim e no quanto eu me importo.”.
E com isso, ela sai do vestiário, sendo seguida por Santana e me deixando com Brittany, que se aproxima e me abraça enquanto diz suavemente.
“Não liga pro stress da Q. Ela está muito preocupada com esses slushies e talvez também um pouco triste por você se manter tão longe, quando tudo o que ela quer é se manter por perto. Só dê uma chance a ela, ok?”.
Me permito chorar em seus braços, sentindo mais uma vez que as coisas entre eu e Quinn poderiam ser mais complicadas do que eu esperava ou imaginava, e isso me doía.
– — -
Santana
A cena no vestiário foi deprimente, mas o que mais me irritava era o que havia levado a ela, os slushies daqueles imbecis. Deixei Quinn na aula dela e disse que iria para a minha, mas meu objetivo era outro. Como Azimio teve coragem de ignorar um aviso alto e claro da Quinn no dia seguinte em que ele foi dado? Saio caçando o jogador pelos corredores, pois sabia exatamente quais haviam participado do ataque, o que me deixou furiosa, mas assim que o encontrei, tive uma surpresa não muito agradável.
“O que você pensa que esta fazendo seu imbecil? E não se atreva a dizer que não sabe do que estou falando, pois você sabe muito bem do que se trata.”.
Ele tem a decência de parecer assustado, mas ainda sim me responde.
“Eu só sigo ordens Lopez. E foi isso que fiz.”.
“Não seu imbecil, você não seguiu, pois a ordem de Quinn foi que você e seus amigos neandertais deveriam ficar longe da Berry.”.
Ele sorri debochado, o que me queima o sangue, antes de dizer algo que o faria gelar imediatamente.
“Eu estava seguindo ordens de alguém que possui mais poder que Quinn Fabray e nada do que você faça pode mudar isso.”.
Com isso, tudo o que posso fazer é soltá-lo e congelar no meio do corredor, tentando imaginar quem teria mais poder que Quinn Fabray, e que iria querer prejudicar ela e Rachel.
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Quinn
Depois da segunda-feira infernal — Rachel me ignorando, bullying e Charlie me assustando — realmente pensei que as coisas não poderiam piorar. Só não sabia o quanto estava enganada.
Chego na escola e dou de cara com a cena mais dolorosa que já havia presenciado. Rachel cercada por cinco jogadores de futebol, tomando um banho de slushies. Mal sinto meus pés se moverem, e quando percebo, já estou acertando o primeiro com um soco no rosto. Com isso, eles se assustam e saem correndo, me deixando praticamente sozinha com uma Rachel ensopada e tremendo de frio.
Após os acontecimentos da manhã, Rachel continuava me evitando e isso me doía cada vez mais, pois agora eu sabia como ela se sentia com relação a mim e não havia nada que eu pudesse fazer para mudar meu passado, nada para mudar como ela se sentia. Tudo o que estava ao meu alcance era descobrir e encontrar o infeliz que estava ordenando os slushies. Mas a cena do final do dia, foi o que me fez ver vermelho.
Rachel estava na porta do auditório, cercada por alguns jogadores que riam e debochavam dela, o pouco que ouvi foram eles chamando-a de “aberração” e “perdedora”, mas o que mais me doeu foi quando a chamarão de “lésbica nojenta”, e tudo ficou em branco e eu parti pra cima deles. Rachel nem me deu tempo de aproximar dela e já entrou correndo para o auditório. Eu já estava me preparando para ir embora, pois sabia que ela queria distância de mim, quando fui impedida por Brittany.
“Dessa vez ela precisa de você Q. Vá até lá e deixe claro o quanto você a ama e que nunca a deixará.”.
E com isso, ela vai embora, me forçando pensar no que eu estava fazendo ao deixar Rachel ter seu “espaço”. Como fui burra!
Rachel estava sentada no piano, mas nada tocava, ela só olhava para as teclas deixando as lágrimas correrem por seu rosto. Fico ao seu lado e ao perceber que ela não vai se afastar dessa vez, me sento ao seu lado e a abraço forte, e isso faz com que ela se quebre mais uma vez, me levando junto, pois a dor que vejo nela é demais para aguentar.
“Por que tem que ser assim?”.
Ela diz na voz mais quebrada possível e antes que eu responda ela se afasta um pouco e continua.
“Por que você está aqui?“.
A encaro triste, pois sei que sua pergunta é fruto de sua desconfiança e tudo o que posso fazer é dizer a verdade, na esperança que ela aceite.
“Porque eu te amo. Porque tudo o que envolve você me preocupa e me é importante. Porque eu te amei desde o momento em que te vi, mas era tudo tão novo, confuso e proibido que o que restava era fazer você me odiar e torcer para que tudo o que eu sentia passasse. O que obviamente não aconteceu.”.
Digo cansada, e antes que ela me interrompa, continuo.
“E eu entendo que você precise de tempo e espaço, se foi confuso pra mim no começo, pra você deve ser muito mais, afinal eu sempre fiz parecer que lhe odiava. Mas eu tinha esperanças Rachel. Esperanças que você pelo menos acreditasse na minha mudança com você, que estivesse disposta a confiar em mim da mesma forma que confiou logo após as seletivas, que pelo menos me desse espaço e oportunidade para lhe mostrar quanto você é importante pra mim. Mas eu vejo que a desconfiança e meu passado foram marcantes demais para você acreditar e tudo o que eu posso fazer Rachel, é lutar para te proteger à distância e esperar que um dia você veja a sinceridade dos meus sentimentos por você.”.
Quando terminei ela já tinha parado de chorar, então me preparo para ir embora e deixá-la com o espaço que ela quer, mas antes de qualquer coisa, ela me abraça forte e começa a falar, antes de encostar a cabeça no meu peito.
“Eu confio em você Quinn. E-eu só estou tão assustada e com medo de tudo o que tem acontecido que achei melhor manter distância. Eu sabia que estava te machucando, eu vi, mas pensei que machucaria mais se permitisse você se aproximar e criar esperanças quando eu mesma não fazia ideia do que estava sentindo.”.
Ela levanta os olhos para me encarar e tudo o que posso fazer é esperar que ela termine.
“Claro que não estávamos contando com o reforço do bullying, mas por pior que seja, isso me permitiu ver coisas que antes eram apenas especulações ou dúvidas. Você realmente se preocupa, você sofre quando me machucam, e isso Quinn, significa mais do que qualquer dúvida que eu possa ter. Espero que você entenda que ainda não estou segura da intensidade dos meus sentimentos por você, mas eu te quero por perto sim, pois essa distância me machucou mais do que eu esperava. Não ter os momentos que estávamos tendo nas últimas semanas doeu, e isso me fez perceber que nesse pouco tempo de amizade sincera, você tomou um espaço na minha vida que eu não imaginava. Então eu lhe peço Quinn, não desista de tudo o que você sente agora, pois ainda que eu não possa te afirmar nada agora, de alguma forma eu sinto que vai dar tudo certo entre nós. Só tenha um pouco de paciência.”.
Sorrio aliviada com sua declaração e digo sincera antes de qualquer coisa.
“Espero o tempo que você quiser Rachel. E saiba que sua decisão só me deixa mais orgulhosa e encantada com a pessoa forte e corajosa que você é. Pois apesar do meu sentimento ser sincero, não seria qualquer pessoa que me daria essa chance tendo um passado manchado como o meu, principalmente relacionado a você.”.
Ela percebe que meu passado me incomoda e me dá um pouco de insegurança com relação à tudo o que aconteceu entre nós, durante todos esses anos, então segura meu rosto suavemente enquanto me diz sincera, mirando meus olhos calmamente.
“O seu passado é parte de você Quinn, parte da pessoa corajosa que foi capaz de passar por cima de tudo o que aprendeu, de tudo o que fez para lutar pelo amor que você sente. E todo esse passado, só me faz mais disposta a lutar por tudo o que pode existir entre nós.”.
E sem mais ela se aproxima e me beija suavemente. Meu corpo vibra mais uma vez com o ato, da mesma forma que na primeira vez, e tenho certeza que ele sempre reagirá assim.
– — -
Estávamos deitas na cama, assistindo um filme qualquer. Rachel se recusou a me deixar ir embora, alegando que sentira minha falta nos últimos dias. Claro que não passamos de abraços e toques suaves. Sabia que as coisas iriam devagar, mas já estava imensamente feliz por tê-la ao meu lado.
“Quinn?”.
Começa a pequena.
“Sim Rach.”.
E antes que ela continue, sinto seu corpo enrijecer, o que me preocupa de imediato.
“C-como você acha que os jogadores… hum… tivessem informação suficiente para… hum… para me chamar de lésbica.”.
Sinto a fúria voltar ao lembrar daquela cena, e percebendo que estava para perder o controle novamente, Rachel me abraça firme enquanto tocando suavemente no meu rosto. Isso me acalma instantaneamente, permitindo que eu consiga falar, mesmo que com um pouco de raiva na voz.
“Não sei Rach, e sinceramente não me importa que saibam, exceto com relação ao bullying que você sofre. E lhe garanto pequena, que vou descobrir quem está fazendo isso, mas de qualquer forma, até lá, prometo lhe proteger.”.
“Você não se importa que saibam que você é g-gay?”.
A encaro séria após sua declaração e lhe digo suavemente.
“Se ser gay é o que define que te amo e faria tudo por você, então não Rachel, não me importo. Como disse antes, só você importa, nada mais.”.
Ela me dá seu sorriso mais lindo, antes de me dar um beijo na bochecha e voltar a descansar a cabeça no meu peito, enquanto assiste o filme novamente. Eu não consigo relaxar totalmente, já fazia alguns dias que sentia algo errado acontecendo, mas os ataques à Rachel pareciam pessoais de tão brutos e sem sentindo e isso me incomodava mais ainda.
Depois que ela dormiu, Charlie e eu estávamos discutindo sobre tudo o que estava acontecendo recentemente, principalmente sobre a sensação que estava sentindo e o aparecimento do guardião sem nome.
“Não consigo explicar Charlie, só sinto que tem algo muito errado acontecendo. E esses ataques a Rachel, estão me assustando. Tenho medo de que a machuquem fisicamente. O que podemos fazer?”.
Digo agoniada. E antes que o guardião possa dizer algo, o outro aparece interrompendo nossa conversa.
“Ora minha senhora, claro que sabe o que está acontecendo, é um velho amigo seu.”.
Charlie imediatamente o segura pela camisa, prendendo-o na parede, enquanto vocifera em seu rosto, que apesar da força empregada por Charlie, mantinha seu sorrisinho debochado.
“Do que você está falando? E não se atreva a fazer seus joguinhos de meias verdades, pois sabe que comigo, e até mesmo com ela, isso não funciona.”.
Fico um pouco surpresa com a declaração do Charlie, e faço uma nota mental de tocar nesse assunto com ele depois, mas agora o que me interessa é a resposta do outro.
“Bom, seu amigo, minha senhora, dos tempos de skank, estava com saudades e quando ficou sabendo do seu retorno, veio lhe fazer uma visita.”.
Charlie o solta imediatamente e se volta pra mim, parecendo realmente assustado, antes de dizer frio.
“Temos um problema grave Quinn. E isso significa que meus temores se confirmaram.”.
Olho assustada pra ele, e consigo me pronunciar.
“E o que isso quer dizer?”.
E antes que ele possa responder, o outro guardião se aproxima de mim, e diz enquanto se ajoelha na minha frente.
“Significa, minha jovem dama, que você precisará batalhar mais uma vez.”.
O encaro entre o espanto e a confusão, mas ele continua e curvando-se diz.
“E para minha dama, meu nome é Christopher.”.
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