Everybody's Fool
1 Minus Human
Notas iniciais

Máscaras. É assim que os humanos escondem seus erros, seus defeitos, seu verdadeiro 'eu'. Sempre parei para me perguntar o porquê da existência dessas máscaras. O que ela vai te ajudar mais para frente? Afinal de contas, você esconde o que realmente importa.
Temos a mania de ter medo de nós assumirmos, como humanos, como pessoas, como a nossa verdadeira essência.
O problema real é quando a sua máscara cai e você não quer assumir quem você realmente é, porque por trás deste esconderijo há o que realmente devemos mostrar ao mundo, mas temos medo, não porque somos fracos, nem chega perto. Nosso medo é ser rejeitado por aqueles que estão a nossa volta.
Sou Rose Weasley, e eu enxergo através desta tal máscara.
***
Os raios solares invadiam meu quarto trazendo um ar alegre e animado, por mais que eu não me sentisse assim, não me entenda mal, eu queira voltar para Hogwarts, mas a minha preguiça sempre fala mais alto. Passei quinze minutos deitada sem me mover, antes de realmente ter forças para me levantar. Depois de trocada e com a higiene matinal feita, eu finalmente desci para tomar café da manhã.
Papai já estava na mesa tomando café enquanto lia o Profeta Diaro e mamãe mexia as minhas panquecas. Eu AMO panquecas.
— Bom dia minha Rosa. — Meu pai disse, beijei sua bochecha e repeti o ato com minha mãe
— Rosie, poderia chamar o Huguinho para mim?
Fiz que sim com a cabeça e voltei a subir as escadas. Entrando no quarto de Hugo tive uma certeza, meu irmão era um porco. Sem mais nem menos, seu quarto parecia um campo minado de cuecas e camisas. Olhei para sua cama e não o achei, mas sim mais um monte de roupas sujas. O quarto estava escuro então era difícil achá-lo. Assim que entrei no local que consegui vê-lo, ou melhor, pisei nele. Ouvi-o reclamar e logo depois gritar:
— Caramba Rose, o que faz aqui? — ele levantou, estava apenas de cueca, e eu tinha que reparar, meu irmão é um gostoso, de onde veio esse corpo?! Foca, Rose:
— Mamãe pediu para eu te acordar, devemos partir em 1 hora.
— Partir para onde? — Ele ergueu a sobrancelha e eu tive mais uma certeza: Meu irmão é um idiota.
— Para Hogwarts!
— Já?
— Já!
— Que dia é hoje? — ele perguntou me fazendo rolar os olhos.
— Se vamos para Hogwarts, seria dia primeiro de setembro?
— Pelas cuecas rosas de Merlin! Nem comecei a arrumar meu malão — E com isso observei um Hugo desesperado, puxando roupas de cá e dali para colocar no malão de qualquer jeito resmungando "Ela vai me matar" ou "Como eu pude esquecer?"
Desci novamente e comecei a tomar meu café. Passados 5 minutos, Hugo, somente de roupas intimas, desceu as escadas puxando seu malão com roupas caindo para fora.
— Pelas barbas de Merlin! – minha mãe exclamou — Hugo, o que é isso?
— Meu malão, ué.
— Filho não está esquecendo nada? — Papai perguntou
— Não, certamente coloquei minha escova de dentes aqui.
— Filho você está apenas de cueca. — Minha mãe falou segurando o riso enquanto Hugo olhava para seu próprio corpo e berrava. — Suba e coloque alguma roupa enquanto eu deixo seu malão descente.
***
O relógio marcava 10:45 quando chegamos a plataforma 9 3/4 e nós encontramos com os Potter. Dei um abraço caloroso em meu primo Alvo e sorri para James e Lily que já estava pendurada no pescoço do meu irmão. Um dia eles acabam se casando.
— Pronta para o sexto ano em Hogwarts, Rosie? — James perguntou
— Claro que sim! E você? Preparado para os N.I.E.M.s?
— Vamos mudar de assunto? – James respondeu, fazendo com que eu e Alvo soltássemos risadas
Depois de me despedir dos meus pais e escutar o famoso discurso de Rony Weasley sobre responsabilidades, fui para a minha cabine vazia esperar Dominique. Observava as pessoas passarem, meninas maquiadas conversando animadamente sobre as suas férias em seus uniformes minúsculos e garotos apaixonados correrem atrás delas cheios de segundas intenções.
É, mais um ano cheio de farsas e aborrecimento havia começado. Porque, afinal de contas, somos meramente humanos.

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