Quando Damien beijou Pip os batimentos do coração dele aumentaram no peito de um jeito que nunca havia acontecido antes, nem mesmo quando vivo. Começou com um simples encostar de lábios e o loiro não soube dizer quando o anticristo invadiu sua boca e aprofundou o beijo, que ainda era lento, calmo e apaixonado de um jeito que o primeiro contato dos dois não foi.

Mas isso tudo ocorreu a poucos minutos atrás, o segundo beijo deles havia sido bom, o terceiro melhor ainda e agora Pip encontrava-se sentado no colo do filho do diabo – o que poderia ser considerado errado de várias maneiras diferentes – com uma aproximação cada vez maior, toques cada vez mais ousados e beijos de tirar o folego. O loiro apoiava os braços no pescoço de Damien, abraçando-o, enquanto ele deslizava as mãos pelas suas costas, barriga e pernas, apertando em lugares que faziam o britânico suspirar entre os beijos, sentir a pele arrepiando e corar cada vez mais de vergonha. Vergonha pela posição que se encontrava, pelos lugares que Damien colocava as mãos e, em grande parcela, por estar gostando tanto daquilo. Sabia que era muito, muito errado, em seu estado normal certamente pararia com aquilo, mas enquanto Damien quebrou o beijo e passou a lhe marcar o pescoço com mordidas e chupões Pip pensou o que tinha a perder, que já estava morto e, por último, que definitivamente não se importava com o certo ou errado.

Sentiu aquelas mãos quentes e pesadas desabotoando sua camisa social branca manchada de sangue seco, e essas mesmas mãos explorando sem o pudor algum a pele aveludada e branca protegida a segundos atrás pelo tecido. A cada minuto o ar que Pip respirava parecia ficar mais quente do que já era, Damien se afastou minimamente para tirar com pressa o casaco preto que usava e o loiro timidamente ajudou, desviando o olhar, ainda mais vermelho que antes, pensando o quanto ele era atraente voltando a segurar com delicadeza os ombros dele, a pele era morna ao toque. As mãos tiraram com facilidade o resto da camisa branca, que agora nada mais era que um incomodo, e Damien começou iniciou mais um profundo beijo.

Uma das mãos do anticristo parou na área entre as pernas de Pip e lá ficou por alguns segundos, parada, antes do loiro sentir um leve, porém delicioso estimulo e suspirar entre o beijo. Finalmente notando o quando havia ficado 'animado' com aquela situação parou o beijo, corado, e encarou os olhos agora abertos de Damien nervosamente, estavam vermelhos, porém diferente do habitual, um vermelho intenso e luxurioso. Continuou olhando-o nos olhos enquanto sentia a mão acariciando o seu membro por cima dos tecidos, até que não aguentou mais a vergonha e fechou os olhos com força, apenas para sentir depois a mesma mão entrando pela sua bermuda. O loiro gemeu baixo e apertou os ombros de Damien, no momento sem se importar com som que havia escapado por entre seus lábios.

Com o passar do tempo as peças incomodas de roupas foram sendo deixadas de lado e a posição naquele apertado sofá mudou, com o loiro britânico apenas de roupa intima por baixo e o anticristo, também nas mesmas condições, por cima. Os beijos estavam mais urgentes que antes, não havia mais vergonha e Pip apenas queria se livrar logo daquela última peça incomoda de tecido, queria ficar mais próximo de Damien, e ele parecia querer o mesmo pelo jeito que segurava as coxas do loiro.

Meio apressadamente Damien quebrou o beijo e tirou a última peças de roupa de Pip com uma velocidade que o loiro não conseguiu acompanhar, no momento que viu que ele o olhava, agora totalmente nu, uma parcela da vergonha voltou. Pip, em um ato impulsivo, passou os braços pelo pescoço do anticristo e o puxou para perto, apenas tentando fazer ele parar de lhe encarar tanto, já estava ficando sem jeito e ainda mais corado. Por alguns instantes sentiu a respiração de Damien perto da sua orelha, ficando cada vez mais arrepiado, até que ele deu-lhe uma leve mordida no lóbulo ao mesmo tempo que uma das mãos deslizou até o meio das pernas de Pip e segurou o membro ereto do loiro.

Deu um gemido baixo ao sentir aquela mão quente lhe estimulando, em seguida mordeu o lábio inferior, apertou os olhos e agarrou com mais força os ombros do anticristo. Mas Pip não ficou muito tempo naquela situação, assim que sentiu algo cutucando a sua coxa abriu os olhos para se deparar com Damien lhe olhando, em seus lábios havia um sorriso malicioso e bonito que fez o loiro corar intensamente. Ele sabia exatamente o que estava por vir, porém também estava inseguro quanto aquilo por causa da sua falta de experiência. Como seria? Doeria muito? Quis falar algo, mas no momento estava incapaz disso.

As suas pernas então foram erguidas e entrelaçadas na cintura de Damien, o loiro tentou se preparar para o que viria, para qualquer nova sensação, mas foi tudo em vão. O anticristo, apertando levemente a cintura de Pip com ambas as mãos, penetrou lentamente e tudo que o loiro sentiu a princípio foi uma dor, uma dor diferente de tudo que havia sentido, suportado antes. Não aguentou; apertou os olhos, gemeu de dor e arranhou com força as costas de Damien, ato que o fez parar.

— Você quer que eu pare? – Damien Perguntou preocupado e Pip, incapaz de lhe dar uma resposta verbal, negou com a cabeça. – Tente relaxar...

E Pip tentou, Damien ficou parado por algum tempo tentando distrair o loiro da dor o masturbando pra ele não perder ereção, respirando fundo e tentando ao máximo não pensar na dor. Foi difícil, mas não impossível, quando a dor tornou-se mais suportável murmurou para o anticristo que ele podia continuar e assim ele fez, com estocadas um pouco lentas. No começo foi incomodo e pouco prazeroso, mas, com o passar do tempo, a dor e o incomodo diminuíram, loiro passou a gostar e agora os gemidos que escapavam pelos lábios eram mais de prazer do que de qualquer outra coisa.

Os gemidos passaram a soar mais altos a medida que o tempo passou, por ambas as partes, e as estocadas estavam aumentando aos poucos. O loiro sentia o suor escorrendo pelo corpo, o imenso calor que fazia naquele cômodo, o ritmo gostoso das estocadas e, principalmente, o prazer indescritível que jamais imaginou que aquele ato pudesse proporcionar. Damien também ocupava uma mão em masturbar Pip, enquanto o loiro segurava nos ombros dele e as vezes arranhava lentamente as suas costas, gemendo um pouco mais alto do que gostaria. Até que em algum momento o britânico agarrou as costas dele com mais força, quase cravando as unhas e sentindo o prazer aumentar, sentindo que algo estava por vir.

Pip não conseguiu formular uma frase, apenas foi capaz de entrelaçar as pernas na cintura de Damien com mais força antes de gozar. O anticristo, sem dar a mínima para a mão suja, apoio ambas as mãos no sofá e aumentou as estocadas sem dar muito tempo para o loiro se recuperar do orgasmo, porém também atingiu o seu limite pouco tempo depois, parando com os movimentos aos poucos.

Abriu lentamente os olhos azuis, ainda ofegante, e afastou a franja molhada de suor da testa para ver que Damien estava com os olhos fechados e lábios entreabertos, com a respiração em um estado similar a sua. Mas pouco tempo depois o anticristo também abriu os olhos e encarou Pip diretamente com aquele olhar rubro, as bochechas do loiro ficaram tão vermelhas quando aqueles olhos e ele desviou o olhar por alguns instantes, ligeiramente menos ofegante que antes e sem saber o que falar.

Pip estava envergonhando por alguma razão, muito envergonhando, mas também muito feliz. Finalmente estava com Damien.

~ DIP ~

Pelo exageradamente luxuoso elevador, em um canto da sua sala de estar, Ísis apertou o botão e desceu até o segundo andar – dois andares a baixo do seu – do prédio de sete andares que era aquele. As portas metálicas douradas se abriram revelando uma sala mais ou menos do tamanho da sua, porém com o estilo, a decoração, completamente diferente e a loira pessoalmente não gostava. O ambiente era escuro, tanto as paredes e o carpete preto quando a própria iluminação, três sofás de veludo vermelho com formado arredondado estavam virados na direção de uma televisão embutida na parede, logo atrás um bar de madeira com aparência moderna e prateleiras de vidro repletas de bebidas alcoólicas, iluminadas por algumas luzes que eram, basicamente, a única iluminação do cômodo, fora a janela com as cortinas negras entreabertas.

Porém o que chamava mais atenção não era o papel de parede incomum ou o tapete negro bordado, sim a mulher atrás do balcão de madeira, que preparava um tipo de bebida sem prestar a menor atenção em Ísis. Ela usava um extravagante e curto vestido vermelho com decote, os cabelos negros lisos caiam sobre os ombros com uma longa franja cobrindo um dos olhos vermelho sangue. A morena levantou o olhar da taça meio cheia até a representante da vaidade e sorriu maliciosamente, mostrando uma arcada dentária quase repleta de dentes pontudos e afiados, antes de dar um gole na bebida.

— A que devo o prazer de sua visita?

— Tu sabes muito bem o motivo de minha visita. – Rapidamente Ísis cortou qualquer joguinho que a outra pudesse começar. – Iras colaborar ou não tens interesse?

— Claro que eu vou ajudar! – Ela respondeu, mantendo o sorriso. – Não sou louca de perder essa oportunidade, afinal, quem não quer aquele maldito poder? E eu ouvi falar que Damien está amando um ser humano, se isso for verdade é realmente muito conveniente...

Era conveniente até demais, pensou enquanto observava Afrodite preparar uma outra taça daquela bebida alcoólica. Mas a representante da vaidade havia visto o jeito que Damien olhou para o garoto humano e aquele olhar lembrava muito amor, mesmo que não soubesse exatamente a natureza de tal sentimento. Agora eles deviam apresentar esse fato, o fato que o anticristo não odiava, mas muito pelo contrário, um ser humano.

— Quer um pouco? – Afrodite ofereceu a bebida para a loira com um sorriso. – Para comemorar, isso já esta praticamente ganho.

— Tens razão. – A loira se aproximou e tomou a taça de vidro com uma mão e deu um gole, sentindo o álcool esquentar sua garganta. – Podemos aproveitar enquanto ainda não precisamos nos matar.

— Exatamente.

Notas finais
daqui a alguns meses eu atualizo a fic dnv brincadeira ou não q