Quando Pip abriu os olhos, a luz branca e clara do ambiente lhe deixou cego por um instante. Ele piscou algumas vezes, tentou usar o braço para fazer sombra, mas nada funcionou. A luz não veio de uma direção específica e o loiro não conseguia descrever de onde, mas a incapacidade temporária de enxergar mal tem relação com o problema.

Onde ele está?

A confusão inicial lhe faz esquecer, mas a memória voltou à medida que seus olhos se acostumam com a claridade do ambiente. Ele abaixou o braço e olhou ao redor, para uma paisagem que só pode ser descrita como celestial. Literalmente e figurativamente.

Sim, isso aconteceu, porque claro que aconteceu. A única certeza que as pessoas têm durante a vida, é a certeza da morte —, ela não tem preconceitos, não tem favoritos e chega para todos, cedo ou tarde.

Então, depois de anos desde o acidente, a morte finalmente chegou para Pip.

Ele está no Céu, o mesmo Paraíso descrito na bíblia, a recompensa eterna para todos que são bons o bastante. Ele foi salvo. Tem anjos voando ao longe, o chão sob o seu pés é feito de nuvens e tudo é tão calmo, tão etéreo.

É uma tranquilidade a nível espiritual e não tem como ser de outra forma… Ao menos, deveria ser assim.

Mas, para Pip, o que persiste é como ele está morrendo de saudades de Damien. Mesmo no Paraíso, o mundo não tem cor.

Phillip viu os portões dourados não muito longe, mas ainda demorou um instante para começar a andar. Não tinha mais ninguém ao redor. Os portões ficavam cada vez maiores à medida que ele chegava mais perto e mais parecia uma formalidade, uma estrutura única em um lugar que não tem mais nada.

— Com licença?

O bater de asas é o único som que Pip escutou após todo esse período de silêncio. Um anjo pousou perto dele, com um grande livro em uma mão e uma chave dourada pendurada no cinto. Logo Pip trata de abrir um sorriso educado:

— Olá, eu me chamo Phillip. — O mais educado é se apresentar. — Admito que estou um pouco confuso. O senhor é São Pedro, correto?

O anjo acenou com a cabeça, ainda sem dar uma resposta verbal. Felizmente, não de forma hostil, apenas paciente e esperando que continuasse.

— Eu preciso saber se Damien está aqui.

Tem algo nos olhos de São Pedro que o loiro só consegue descrever como uma compreensão silenciosa. O santo franze as sobrancelhas.

— Não, ele desceu. É o destino dele.

Destino. Pip pensou que eles tivessem conseguido se livrar disso.

Fazer perguntas passa pela sua mente, questionar, fazer objeções… Mas isso faz sentido. É estranho como parece certo e Pip se vê contente — mas não feliz — ao entender que Damien está em um lugar familiar. O pai dele sempre amou muito o filho até o fim, Pip lembrava bem disso.

— Então o senhor também sabe…

Ele não é capaz de completar a frase, não por vergonha, mas por um sentimento que apertou o seu peito por tanto tempo e ainda dói tanto quanto o primeiro dia.

— Sim, eu sei.

— Por que eu estou aqui?

— Porque você foi bom.

É estranho ouvir alguém falando isso em voz alta, válida tantas coisas que Pip nunca parou para pensar sobre, enquanto outras que ele apenas preferia não pensar. Ainda sim, é muito simples.

— Só isso?

O olhar do ser celestial foi algo perto do indecifrável dessa vez, mas ele não demorou para lhe responder:

— Não existe só isso, Phillip.

O anjo abriu o livro e as páginas pareciam não ter fim, se moviam sozinhas como mágica. Mesmos com a aparência grande e pesada, São Pedro segurava o livro com uma mão só, enquanto passava os dedos pelas folhas, por algo que Pip não conseguia ver de onde estava:

— Você sempre foi bom, até quando não precisava ser. — Ele começou a falar e Phillip se mexeu desconfortavelmente no lugar. — Você se arrependeu quando errou. A sua gentileza sempre foi genuína, você sempre continuou tentando, mesmo quando o mundo não foi gentil com você.

Ouvir isso não era apenas estranho, não era só a confirmação e a validação de todas as suas escolhas de vida — Pip sentia um desconforto, uma vergonha. Um sentimento que não conseguia explicar com lógica, mas queria que São Pedro só parasse de falar logo sobre isso.

— Eu não fiz nada de especial...

— Sim, você não fez para ser especial. — O santo respondeu com simplicidade, casualmente. — É exatamente isso.

Achar uma resposta para isso se provou mais difícil do que parecia. Pip continuou em silêncio, não se prontificou a responder porque ele não sabia o que responder. Claro que é legal saber que ele fez tudo certo…

Mas também não importa.

O momento de silêncio se estendeu por mais tempo do que deveria, tempo o suficiente para São Pedro lhe direcionar a palavra:

— Você quer entrar?

Pip deliberadamente ignorou aquela pergunta, não por maldade ou malícia, mas porque a resposta parecia absurda demais para ser dita dessa forma. Ao mesmo tempo… Havia uma pergunta que ele nunca achou que faria:

— Os meus pais estão ai?

— Sim.

O anjo respondeu imediatamente, sem insistir na pergunta anterior e Pip ficou profundamente aliviado. Os seus pais foram para o Céu depois daquele incêndio horrível, que ainda atormentava seus pesadelos enquanto estava vivo. Foi como tirar um peso das costas, um que o loiro não sabia que segurava até não estar mais lá.

— Deseja vê-los?

Eles estão seguros, felizes e no Paraíso, Pip não precisa mais…

— Sim, por favor.

~ DIP ~

O Inferno não mudou nada.

Quando Damien chegou, ele foi recebido pelo seu pai na sua antiga morada, longe do domínio dos outros pecados capitais. Um canto do submundo em que os gritos das almas em sofrimento eterno não passavam de um barulho distante, que mal dava para reconhecer. Naquele dia, Satã abraçou o filho e se desculpou, mas as desculpas soaram desnecessárias. É como pedir desculpas por pisar em uma formiga. Mortais morrem e o mundo sempre foi assim. Damien sabia o que iria acontecer quando fez a escolha tantos anos atrás.

Pelo menos ele pensou que soubesse.

Claro que Damien não esperava voltar tão cedo para seu antigo lar, ele só teve chance de viver poucos anos como uma pessoa normal antes do pior acontecer — um pior inevitável, mas não esperava que fosse tão… rápido. Muita coisa foi rápida, mal deu tempo de viver. O tempo que passou com Pip foi ainda mais curto do que pensou que seria.

Agora, muito mais tempo depois, Damien ainda não tinha descoberto como continuar.

Na televisão tinha estática e ele só reparou agora, mas não se mexeu do sofá para fazer qualquer coisa sobre isso. Há quanto tempo estava encarando o nada?

— Damien?

O homem sentiu uma mão no ombro, pesada, monstruosa e familiar. Ele só virou o rosto um pouco para trás, mas sem fazer menção de levantar do sofá, para ver o rosto do seu pai.

— O que foi? — A resposta não foi grosseira, não realmente, mas ele não conseguiu disfarçar o cansaço na voz.

— A sua mãe me falou que quer conversar com você. — Satã também mal conseguia esconder a preocupação, mas não é como se ele tentasse. — Você está bem para-

— Eu vou.

— Filho, eu posso falar se você não estiver se sentindo bem…

Damien levantou do sofá e se afastou de Satã, sentindo as juntas doendo como se ainda estivesse vivo. No Inferno, as pequenas inconveniências humanas persistem depois da morte.

— Não, eu vou.

Ele pegou o controle da televisão para desligar e se despediu com um murmurar antes de sair. Algumas pessoas dizem que andar e ocupar a mente ajuda, mas nunca ajudou no seu caso. Era particularmente frustrante. Damien já era um homem adulto há mais tempo do que não era, mas ainda continuava preocupando os seus pais.

Foi bom ter esse apoio quando chegou, além de nenhum dos seus primos ter dado as caras já que ele é um mortal. Não sofrer com o que o inferno tem a oferecer para mortais são só mais um dos privilégios que o moreno tem por ser da família.

Podia ser pior, ele sabe disso muito bem, mas...

Ainda dói. Eles tinham uma vida inteira pela frente.

Falar que Damien se sente sozinho parece eufemismo, é longe de ser o suficiente para descrever a agonia que é estar sem Phillip. Pensar sobre isso é pior ainda, desde que desceu para o Inferno novamente, ele soube que as coisas seriam assim...

A paisagem infernal não chama atenção, Damien caminha por ela com a naturalidade de quem pertence ao lugar. Quando voltou a si novamente, já estava nas portas do tribunal de Lilith.

Ele bateu na porta, mas não esperou uma resposta antes de entrar. A sua mãe está na mesa de escritório dela, com a papelada virtualmente infinita sobre os mortais que caiam para o Inferno todos os dias. A mulher levantou os olhos de um documento e deu um sorriso cansado na sua direção.

— Oi Damien, como você está?

— O de sempre.

O sorriso dela sumiu tão rápido quanto surgiu e Damien viu aquela mesma expressão de sempre quando se encontravam. Tinha um arrependimento doloroso, uma culpa mal disfarçada. Isso o irritava mais ainda que a preocupação do seu pai, sorte que Damien não era mais aquele adolescente que explodia de raiva por qualquer coisa.

Lilith abriu a boca, depois fechou, quase como se pensasse melhor, sem tirar os olhos do filho.

— Eu... não queria ser a pessoa a falar isso. — Ela finalmente começou e tudo que Damien sentiu foi uma resignação tão fria quanto angustiante. — Mas sei que você merece saber.

Uma pausa. A mulher dedilhou a mesa de madeira por alguns segundos até parar subitamente, no mesmo instante que decidiu falar novamente:

— É sobre Philip, ele-

— Eu sei.

Damien interrompeu porque não queria ouvir isso. Saber é uma coisa, mas ouvir isso da boca de outra pessoa torna tudo mais real. Dolorosamente real.

Sabe?

— Eu sempre soube.

Desde o momento que encontrou Pip pela primeira vez, quando os dois tinham apenas oito anos de idade, ele soube. Isso não mudou depois que reencontrou ele na adolescência, alguns anos depois. Damien viu na alma dele, na época que ainda tinha seus poderes, mas não precisava de poder algum para ter certeza de que nada mudou.

A sua mãe desviou o olhar, culpada.

— Eu sinto muito, filho.

Ele negou com a cabeça, sem vontade de dar uma resposta verbal, sem suportar mais pessoas pedindo desculpas pelo inevitável.

Damien daria qualquer coisa para ver Phillip de novo, mas sabe que não vai.

O seu esposo era um anjo. Bom demais para o mundo. Desde que colocou os olhos nele pela primeira vez, Damien soube que os dois não iriam para o mesmo lugar no pós vida. Ele sabia disso quando escolheu abdicar do título de anticristo. Sabia que o tempo que teria com Pip seria limitado e todas as escolhas que Damien fez foram conscientes. Ele sabia que não seria para sempre, então aproveitou todo o tempo que teve do melhor jeito que pode.

A saudade dói, mas doeria mais não ter vivido com Phillip.

— Eu não me arrependo.

~ DIP ~

Claro que tem casas de subúrbio no Céu, como se fosse um bairro tradicional da Inglaterra. Parece que o Paraíso é mais maleável do que Phillip imaginou, com as coisas se adaptando para o que as almas salvas precisem que elas sejam.

Pip bateu na porta duas vezes.

Ele se afastou um passo e não precisou esperar muito tempo para ver a maçaneta se mexendo. Uma mulher abriu a porta, um pouco mais alta que Phillip, com cabelos dourados bonitos e olhos azuis que eram da mesma cor e formato dos seus. Ela ainda ficou para por alguns instantes, lhe encarando como se não acreditasse no que estava vendo:

Phillip...?

— Olá, mãe.

Georgiana Pirrup puxou o filho para um abraço apertado, quase como se a vida dela dependesse disso, o que pegou Pip de surpresa. Ele demorou alguns instantes para retribuir o abraço e um sentimento estranho encheu o seu peito, um calor, uma saudade que ele não sabia que estava lá. A sua mãe fungou, já estava chorando, e o loiro quase fez o mesmo, mas acabou não derramando nenhuma lágrima.

Ela ainda tinha o mesmo cheiro de camomila que ele lembrava.

A mulher se afastou um pouco, mas ainda segurava Phillip.

Como você cresceu... Vamos, pode entrar!

Ele não sabia como responder isso, então só sorriu sem jeito e se deixou ser puxado para dentro. O ambiente lá era aconchegante, nada particularmente luxuoso, só móveis e decoração o suficiente para ser um lar de verdade.

Pip sentou no sofá, tinha uma mesinha de centro e um jogo de chá posto. Georgiana lhe serviu uma xícara e entregou nas suas mãos, com o pires.

— Obrigado.

Ela ocupou o lugar do seu lado e enxugou as lágrimas com as costas da mão, recuperando a compostura, mas com um sorriso tão caloroso que Phillip não pode deixar de sorrir de volta. Não dava para dizer que ela era exatamente como se lembrava, já que Pip não lembrava de muito, mas a voz, o cheiro, o abraço acolhedor — ele lembrava disso tudo.

— Chegou cedo. — O sorriso ficou um pouco mais triste, mas é compreensível. Nenhuma boa mãe gostaria de ver que seu filho morreu jovem.

— Eu sei...

Pip sentiu o olhar observador da sua mãe, mas só olhou para baixo e provou o chá.

— Está ótimo.

A mulher não respondeu, ainda olhando na sua direção. A sensação era estranha. É tão estranho saber que ela é sua mãe, apesar de não conhecê-la realmente.

— Desculpe-me, eu lembro de você tão jovem. — A voz dela estava embargada, mas cheia de saudade e de orgulho. — Você era tão pequenininho, Phillip. Não acredito que o meu bebê virou um cavalheiro tão bonito.

Isso arrancou um sorriso encabulado seu, mas a dificuldade de saber o que falar ainda estava muito presente.

— O tempo passou...

— Eu sei. Você teve uma boa vida?

Parece que as pessoas aqui não têm conhecimento do que acontece na Terra, com seus entes queridos. Isso fez Pip soltar um suspiro aliviado e sorrir mais abertamente. Odiaria que a sua mãe se preocupasse.

— Eu tive uma vida intensa.

— E feliz?

Lembrar do tempo que passou com Damien, de tudo que construíram juntos, fez Phillip abrir um sorriso pequeno, mas profundamente honesto. O tempo com ele que importava, o resto era só isso, resto.

— Muito.

A resposta pareceu boa o suficiente para satisfazer Georgiana, que tomou um gole de chá da própria xícara. Ela colocou a peça de porcelana na mesa logo depois, voltando a atenção para o filho.

— Isso é bom.

A lembrança de Damien persistiu e a saudade apertou o seu peito, da mesma forma que doeu no dia que descobriu que perdeu o seu marido. Pip tentou aprender a viver de novo sem ele por muito tempo e nunca conseguiu, não de verdade. Os seus últimos anos em vida foram tristes. Desistir passou pela sua mente mais de uma vez, porque estar sem Damien conseguia ser fisicamente doloroso. Ainda é, mas agora dói direto na alma.

Phillip.

O britânico percebeu que ficou quieto por tempo demais só depois de ouvir ela falar o seu nome. A sua mãe abriu a boca para falar, mas fechou logo em seguida, parecendo incerta.

— Sim?

— Você pode ficar aqui o tempo que precisar, querido.

Ficar?

Eu…

Primeiro, São Pedro perguntou se Phillip queria entrar e o loiro ignorou a pergunta tão deliberadamente, que pareceu falta de educação. Agora, a sua mãe falou que pode ficar e Pip deveria se sentir acolhido, grato e feliz, mas não consegue responder ela. Ele não consegue dizer obrigado, falar que vai ficar, porque isso não parece certo.

É bom ver sua mãe aqui, a salvo e feliz, por isso é difícil falar que não quer isso.

Mas o rosto de Damien sempre vem tão fácil na sua mente. O sorriso dele, a risada, a voz, o jeito que ele lhe abraçava, a mão dele segurando a sua. A saudade dos beijos, da comida dele, de poder falar e ouvir eu te amo é tão insuportável.

Pip não consegue imaginar uma eternidade longe de Damien.

Filho — A sua mãe falou com cuidado, com uma compreensão de quem não precisava ouvir coisas não ditas para entender. — você não vai ficar, não é?

Não soa como uma acusação, mesmo assim ele sente uma necessidade de se desculpar. Phillip coloca o pires e a xícara na mesa de centro, enquanto procura palavras que são tão complicadas de achar, de verbalizar.

— Desculpe...

Desde o momento que Pip chegou no Céu, no instante em que colocou os pés aqui, ele já sabia exatamente o que fazer.

— Eu preciso ir.

~ DIP ~

A conversa com Lilith, para Damien confirmar coisas que ele já sabia, deixou o seu humor ainda mais amargo e ele não sabia que isso era possível. Tinha raiva, não tinha como não ter, mas essa resignação dolorosamente fria conseguiu ser muito pior. Quebrava o espírito de formas indescritíveis.

Ele sabe que Phillip vai ficar bem no Paraíso, na verdade, ele precisa se convencer disso.

Agora, no caminho de volta para casa, Damien prefere não pensar. Ele para de andar e olha para o grande lago de fogo, que ocupava até onde a vista alcançava, logo abaixo de um penhasco. Tem alguma beleza na paisagem, que faz a direção da luz vir de baixo para cima.

Damien apenas fica ali, olhando. Ele não se move para perto e nem para longe, não sente que existe um propósito em nenhum dos caminhos.

Então vai ser assim de hoje em diante? Ele pensou que já tinha se acostumado, mas parece que esteve mentindo para si mesmo esse tempo todo. Não tinha surpresa nisso, não realmente, e talvez essa fosse a pior parte.

Os passos não chamaram atenção em princípio, mas Damien escutou sapatos pisando no chão de cascalho infernal cada vez mais rápido. Ele olhou para trás, pronto para mandar o suposto desconhecido embora-

Não era um desconhecido.

O mesmo cabelo louro dourado, preso sobre o ombro. Os mesmos olhos azuis e brilhantes como o céu. O exato mesmo rosto que Damien se lembrava, como se não tivesse envelhecido um dia sequer desde a última vez que o viu.

Damien.

Phillip estava sorrindo tão docemente, Damien teve dificuldades de acreditar que os seus olhos não estavam enganando-o. Ele chegou perto do esposo, segurou a mão dele e era real. Pip estava mesmo aqui.

Phillip?

A sua voz saiu quebrada e sentiu ele apertar a sua mão. Então Damien não aguentou, puxou o esposo para um abraço apertado, com o medo irracional preenchendo suas entranhas — medo de que ele iria sumir dos seus braços. Medo de que fosse só uma alucinação, de que finalmente estava ficando louco.

Então, sentiu os braços de Phillip também lhe abraçando.

— Desculpe, eu demorei.


Notas finais
Ainda temos um epilogo :') Obrigada por ler.