Notas iniciais
Heeey! Mil desculpas por demorar tanto pra vir postar esse capítulo. Aconteceram várias coisas que vocês provavelmente não vão querer saber, mas eu estou de volta!
Agora, sem mais delongas, aproveitem o capítulo!

POV Dorcas

4 dias antes:

Acordei com uma terrível dor de cabeça e uma vontade enorme de ficar na cama até amanhã, mas é claro que eu não poderia, estávamos em plena quarta-feira!

As lembranças de ontem a noite me atormentavam. Mas as coisas eram tão confusas que eu quase poderia dizer que tudo não passou de um efeito das bebidas. Porém aqueles olhos. Ah, aqueles malditos olhos, eles voltavam para me assombrar.

Levantei, finalmente, da cama e fui me arrumar. Se fosse qualquer outro dia eu faltaria na faculdade, mas agora eu teria que ser mais dedicada d o que nunca.

– Lily, você viu a aspirina?

– Não grita, garota! Tá aqui comigo. — respondeu ela, me entregando as aspirinas e uma xícara de chá. — É camomila, vai ajudar um pouco — completou.

– Obrigada. Mas eu não gritei.

– Eu to de ressaca, me deixar.

Dei uma risadinha enquanto colocava o material na bolsa, tomava os comprimidos e o chá, tudo ao mesmo tempo.

– Que pressa é essa? — perguntou Marlene, saindo do quarto de pijamas e pantufas de coelhinhos.

– Diferente de você, eu tenho responsabilidade e vou pra faculdade, senhora estilista. A próxima coleção de moda vai incluir pantufas de animais variados?

– Senhorita, por favor. E, não, só de bichinhos fofinhos. — disse, com uma piscadela no final.

– Tenho que ir, garotas. Vejo vocês mais tarde.

– Ah. Antes de qualquer coisa — disse Marlene, olhando de mim para Lily. — foi tudo coisa da nossa cabeça. Sobre ontem a noite, quero dizer.

– Como você pode saber, Lene? — perguntou Lily, um pouco receosa.

– Eu andei fazendo umas pesquisas de madrugada, já que eu não consegui dormir. — começou Lene — E como vocês sabem eu posso descobrir qualquer coisa com um nome ou um número de celular — continuou, com uma pontada de orgulho na voz — Enfim, o GPS deles indicava New York. Então a explicação mais óbvia é que nós estávamos realmente bêbadas ou colocaram alguma coisa nas nossas bebibas.

As vezes eu me impressionava com o nível stalker que a Lene conseguia chegar.

– Certo. Deve ter sido isso mesmo. — disse, por fim.

– Até mais, Doe — disseram as meninas enquanto eu fechava a porta. Eu disse alguma coisa em resposta mais minha cabeça estava longe dalí.

Eu andava em direção ao metro e olhava para as cafeterias com croassaints fumegando enquanto pensava que talvez aquele chá não tenha sido o suficiente. Foi aí que esbarrei em alguém, minha bolsa abriu e todo o meu material foi ao chão.

– Me desculpe. — disse ao mesmo tempo que a outra pessoa.

– Tudo bem, foi culpa minha. Eu estava distraído. — disse o estranho enquanto eu recolhia minhas coisas do chão e ele se abaixava para me ajudar.

– Então somos dois. — respondi para ele, que riu um pouco.

Espera um pouco. Eu conhecia aquele risada, mas...

Levantei a cabeça para olhar o homem que me entregava parte do meu material.

Ele era alto, estava em forma, usava uma roupa formal e levava uma pasta de couro preta, tinha cabelos escuros rebeldes e usava óculos por trás dos olhos castanho-esverdeados.

– James. James Potter! — exclamei surpresa, com os olhos ligeiramente arregalados. Não sei se era o sono, a ressaca ou o chá, mas eu não consegui digerir aquela informação direito. — Eu achei que estivesse em New York. — terminei.

– E ai Dorquinhas, eu estou ótimo, muito obrigado, e você? Por que demorou tanto para me reconhecer? A puberdade fez tão bem assim pra mim? — disse sarcástico — Acho que nós vamos precisar de um tempinho pra eu responder sua pergunta. Tudo bem pra você? — perguntou, me arrastando para a cafeteria mais próxima. — Eu pago.

– Acho que sim. — suspirei, vencida.

E lá se vai a aluna exemplar.

Meia hora depois nós já estávamos comendo nosso segundo croassaint e ríamos feito loucos, o que eu não duvido nada que éramos.

– Então ele virou as costas e saiu andando. Daí eu percebi que finalmente tinha conseguido calar a boca dele! — disse James, terminando de contar mais uma das idiotices dele, que foi seguida por outra rodada de gargalhadas.

– Eu não acredito que você fez isso! Mas ele não era seu chefe? — perguntei.

– Exatamente, querida Dorcas, ele era o meu chefe!

Olhei para o relógio do celular e dei um suspiro baixo, mas James pareceu notar pois logo perguntou se eu estava bem.

– Estou. Só perdi a hora da faculdade, algo que eu não deveria fazer nesse momento.

– Se serve de consolo eu também já estou bastante atrasado pro meu segundo dia de trabalho aqui.

– Falando nisso. — peguei a deixa e juntei coragem para perguntar. — O que faz em Londres? Nós falamos sobre tudo, mesmo sobre a minha pergunta inicial. E eu tenho quase certeza de que eu não imaginei nada ontem a noite. Você... Vocês estavam lá, não estavam?

Foi a vez dele de suspirar.

– Olha, Dorcas. Você entende por que partimos, certo?

– Sim. — respondi. — Eu entendo que foi pelo futuro de vocês. Tiveram a oportunidade e então a pegaram, simples assim.

– Não. Não foi nada simples, acredite.

– Também não foi simples pra mim depois que partiram. Para nenhuma de nós.

– Eu sei. — disse, abaixando um pouco a cabeça, como um filhotinho que fez algo errado. — Você era a minha melhor amiga, e a Lily é...

– Eu não quero ouvir, James. — interrompi. — Você também era meu melhor amigo, mas a Lily ficou despedaçada depois que você se foi. Você nem se dignou a dar um mísero aceno de mãos, ou gritar um tchau. Nem se quer disse que ia embora! Eu não o culpo por ir em busca do seu futuro, nem de ir atrás do que quer. Você é culpado apenas de deixar a pessoa que mais te ama sofrer do jeito que a Lily sofreu. — meu rosto era duro como pedra, eu não choraria na frente de James.

– Ela... — a respiração dele falhou. — Ela realmente sofreu?

– O que você acha? — perguntei, pegando minhas coisas para sair dalí. Mas ele me impediu, segurando meu braço.

– Dorcas, só me responde uma coisa, por favor. — pediu com os olhos esbugalhados e preocupados.

– Tá. — respondi, simplesmente.

– Ela ainda me ama?

Respirei fundo.

– Sinceramente? Eu não faço ideia.

Ele me soltou, mas antes que eu fosse ele sussurrou algo que eu não pude ouvir. Curiosa, dei meia volta e perguntei:

– O que você disse?

– Nada. — respondeu cabisbaixo.

– Agora vai ter que falar. — disse, cruzando os braços e levantando uma sobrancelha.

Ele deu um pequeno sorriso de lado.

– Você tem passado muito tempo com a Lily e com a Marlene.

– Dá pra falar logo?

– Eu só disse que... Que o Remus...

Ele ia terminar a frase mas eu não deixei.

– Esquece. Não precisa falar mais nada. Não quero saber sobre ele.

Era uma mentira descarada, mas necessária.

Saí de lá o mais rápido que pude, tentando não chorar no caminho da faculdade. Mandei uma mensagem para Lily e para Lene pedindo para que elas me encontrassem em um restaurante na hora do almoço.

Na hora marcada elas estavam lá.

Fui até elas e comecei a falar.

– Marlene, eu sei que você odeia ouvir isso, mas você estava errada.

– E sobre o que, exatamente, eu estava errada?

– Eu encontrei James hoje — disse de uma vez, olhando para Lily pelo canto do olho.

– Você o que? — perguntou Lily, me fazendo olhar olhar diretamente para ela. — Ele te viu?

– Sim. Na verdade nós conversamos.

– Eu não acredito, Dorcas. — continuou Lily, cruzando os braços. — Sobre o que conversaram?

– Coisas irrelevantes. O importante mesmo foi sobre o que nós não conversamos. Como, por exemplo, se você ainda o ama ou sobre os outro dois amigos dele, ou até sobre como ele se teletransportou magicamente de New York para Londres.

– O que eu sei é que essa conversa não está agradável para ninguém, Dorcas. — disse Lily, com o cenho franzido — Que tal nós terminarmos ela aqui?

– Tem razão. Me desculpem, garotas. Eu também estou abalda com tudo isso, mas você me conhecem. Eu não consigo não tentar resolver um problema. — disse com um suspiro. — Mas esse problema não é só meu. Por isso mesmo eu quis conversar com vocês. Além de serem minhas melhores amigas isso também diz respeito a vocês. E agora eu pergunto, você querem que tente resolver esse nosso problema?

Marlene e Lily se olharam em dúvida.

– Eu não sei não, Doe. — disse Lily, por fim. — Essa é uma história bem comprida e uma área sensível, inclusive pra você. E além de tudo nós não queremos que você sai machucada dessa. De novo — concluiu.

– Certo. Então o que sugere?

– E que tal esquecer? — dessa vez foi Lene quem falou. — Não é isso o que nós fizemos esses anos todos? Nós os esquecemos. É isso o que eu sugiro que façamos agora.

– Se é isso o que quer. — encerrei aí o assunto.

Apesar do que Marlene disse, ela não havia esquecido, nenhuma de nós havia. As lembranças cortavam nosso corações como espadas afiadas. Seria mais difícil ainda tentar esquece-los quando estavam tão perto.

Mas por enquanto eu não me meteria. Por enquanto, pois eu tinha quase certeza de que as coisas não ficariam tão calmas.

Notas finais
Gostaram? Esse capítulo até que tá grande né?

Mereço Recomendações? Reviews? Xingamentos? Avadas por demorar tanto?

Obrigada por lerem!

Kisses
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.