Every Love Comes With A Price
1 Prólogo
– Stanley prepare nossas bagagens. Precisamos partir imediatamente.
O poderoso Mago movia suas mãos, fazendo a maioria dos objetos se empacotarem e voarem para dentro das carruagens. Todos no grande palácio corriam apressados, o Mago entrou no caminho de uma das criadas e, com uma expressão dura, perguntou:
– Onde está Hua? Quanto mais rápido sairmos daqui, mais seguros daquela guerra estaremos.
– Meu senhor... – Essas palavras foram quase inaudíveis, ela abaixou a cabeça, culpada. O homem percebeu que havia algo de errado, mas sua paciência se esgotara há tempo. Esticou uma mão, realizando um feitiço simples, aquela mulher só voltaria a respirar depois de dar a resposta. A criada colocou as mãos na garganta, sufocando.
– Parto. – Ela disse como o mínimo de ar que lhe restava. – Praia.
– Explique-se! – O Mago a derrubou, ele estivera fora por dez meses, mas interrompera seus negócios para voltar e proteger sua mulher, então é claro, ouvir a palavra “parto” fez seu sangue ferver.
– Está dando a luz a uma criança na praia, meu senhor. – A criada disse depois de recuperar o fôlego.
Nem a geada daquela madrugada conseguiu esfriar a raiva que queimava por todo seu corpo. Não importava o quão rico, importante e poderoso o pai daquela criança fosse, ele iria mata-lo. Logo que chegou a praia, avistou duas silhuetas à beira-mar e ouviu um leve choro de bebê. Apurou os ouvidos:
– Nós precisamos fugir, seu mago chegou de viagem. – Falou uma voz feminina, mas não era a sua mulher.
– Ele não é meu. – Agora era Hua, ela fungava como se estivesse chorando. – As únicas pessoas que me pertencem são você e nossa pequena Lena.
Ao som das felizes risadas, o Mago desceu do cavalo completamente enfurecido. Ele andou em direção às duas pessoas e, antes que Hua pudesse fazer algo, seu marido envolveu o pescoço de sua amada nas mãos. Mas mata-la não seria o suficiente, ele a transformou aquela mulher no que realmente era: um monstro. E sob a luz da lua cheia, a bela moça se transformou em um lobo grande e temível.
Sua vingança não havia acabado. Ele arrancou a criança dos braços de sua esposa, envolveu-a em uma fumaça roxa e a ergueu no ar o mais alto que pode, Hua gritava desesperada.
A loba estava faminta, a fresca e pequena presa estava fora de seu alcance, mas havia duas maiores ali mesmo, na sua frente. O Mago foi derrubado pela besta. Com seu ato de magia interrompido, o bebê, ainda coberto pela misteriosa fumaça, caiu no oceano. A criatura correu para a floresta depois de se deliciar com a sua segunda presa, uma bonita jovem.
Tudo que restou no ar foram o silêncio, o cheiro de sangue e maldições lançadas por um coração partido e possessivo.
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