Evermore

21 Capítulo 18 - Lerdeza, óbvio e piqueniques


Notas iniciais
Bem, aqui estou, postei rápido viu? Sou uma pessoa boa no fundo. Ãhm... Pelas minhas contas eu ainda tenho uns treze capítulos pela minha frente, então... Me aguentem até lá. O próximo capítulo tentarei postar amanhã ou quinta e o outro... Eu explicarei nas notas finais então leiam por favor, são IMPORTANTES, I hope you enjoy, Kissus

Everlyn Clockwork

— Eu quero dizer que eu amo você, William Kenwitch.

Will se aproximou com aqueles lindos olhos azuis que não desgrudavam de mim. Ele tocou carinhosamente em minha bochecha e sussurrou:

—Eu não posso descrever meu amor por você, mas como dizia Shakespeare “pobre é aquele amor que pode ser descrito”.

Nós nos beijamos, namoramos, casamos e tivemos dois filhos, um cachorro e uma tartaruga chamada Bessie.

É CLARO QUE NÃO.

Minhas pernas pareciam que iam ceder, eu estava sentindo que ia desmaiar e minhas mãos não paravam de suar. E o Will ficou me encarando. FALA ALGUMA COISA, PORRA.

— O que você disse? — ele perguntou perplexo.

Bufei, não era nada como eu esperava e eu odiava isso.

— Eu disse que estou indo para o Hawaii dançar o Ula. Tchau, até mais, Sir Batatinhas.

E nisso virei e me preparei para mais uma maratona, mas dessa vez ao invés de ser corra-se-declare-para-o-will era corra-e-fuja-do-will. Enfim, eu saí correndo e uns cinco segundos depois eu senti alguém me segurando o braço. Tentei me soltar, mas ele segurou mais forte e me virou, prensando-me num tronco de uma árvore cheia de flores.

Ele olhou bem fundo nos meus olhos e deu um sorriso de felicidade enorme.

— Você realmente me ama?

— Não, goiaba, eu só estava brincando com você. Eu estou apaixonada pelo Lindt.

Ela abriu um sorriso maior ainda.

— Que pena.

E me beijou. Foi um pouco mais diferente dos outros beijos. Foi totalmente calmo e suave, como se ele estivesse esperando isso por muito tempo. Eu achei que minhas pernas amoleceriam e eu iria cair com tudo no chão, mas eu estava prensada na árvore, então sem problemas (acho), Will segurava o lado do meu rosto com uma mão fazendo carinho com o seu polegar na minha bochecha e com a outra descansava na minha cintura. Seu cheio me embriaga e eu seguro seu rosto como se fosse um bote salva-vidas. Ele aprofunda o beijo pedindo passagem pela minha boca e eu deixei. Parecia igual aqueles filmes que a câmera fica girando, girando e girando. Ugh, vou vomitar.

Nos separamos para recuperamos o fôlego (eu precisava recuperar bem mais que isso) e ficamos olhando um pro outro em silêncio, enquanto as flores das árvores caiam lentamente ao nosso redor.

— Lindt, hm? — ele estreitou os olhos — espera, isso não é uma marca de chocolate?

Sorri, empurrei ele para poder sair de perto da árvore e dei tapinhas de leve no peito dele.

— O que posso fazer? Ele é seu maior concorrente.

William Kenwitch

Ok, minha reação à declaração dela foi ridícula. Eu parecia um patinho que estava fora d’água. Mas simplesmente não podia acreditar, pensei que eu tinha ouvido errado. Era incrível o quanto essa garota mexia comigo. Quando eu a vi sendo irônica, não pude reprimir o sorriso, ainda mais percebendo que ela estava bem nervosa.

Ela estava o ser mais lindo e fofo da face da Terra.

Eu precisava correr atrás dela, eu nunca iria deixá-la. E então, eu a beijei. Fiz o que minha mente gritava para eu fazer desde aquela festa senão antes. E vendo que ela estava correspondendo eu quase delirei. Quando a soltei, não pude deixar de dar um sorriso enorme. Pegando a sua mão enquanto caminhávamos pela praça, disse:

— Que tal um piquenique?

Tristan Frey

— Provavelmente Ever e Will vão chegar tarde hoje — disse Liz.

— FINALMENTE. QUERO DIZER, NUNCA VI PESSOA MAIS LERDA QUE A EVERLYN — comentou Finn.

Sim, ele tinha ido pra nossa casa, já que Ever não passou na loja e ele disse que queria comer as sobras do jantar de ontem.

— Bem, não podemos falar nada, Will também foi BEM lerdo — eu disse enquanto beliscava amendoins.

Ed ainda estava fora com Lacey. E acredito que ele só iria voltar depois do jantar. Finn e Liz estavam jogando “Dirty 2” enquanto eu assistia comendo amendoins e tomando Pepsi (sim, a coca tinha acabado, agradeço à Ever, por isso, não, eu realmente não agradeço).

Eu precisava desenhar algo hoje, afinal não tive tempo ontem. Meus primeiros desenhos sempre foram objetos e paisagens, mas agora costumo desenhar mais pessoas. Everlyn ficava fazendo pedidos para mim o TEMPO TODO. Algo do tipo: me desenha como o Darth Vader? Me desenha como uma samurai? Me desenha como uma Lady da época vitoriana? Me desenha como se eu fosse uma princesa lutadora que usa espadas e arco e flechas?

Pois é, coisas assim.

Agora eu estava com costume de desenhar Everlyn sempre em movimento e desenhar Liz, é claro. No meu primeiro desenho fiz ela com a fantasia, que foi uma das coisas que mais me atraiu nela, seu jeito e seus gostos.

Um pouco tempo depois parei para pensar na relação de Ever e Will. Eu sentia que eles foram feitos um pelo outro, mas algo me dizia que muita coisa ainda estava pra acontecer.

William Kenwitch

Passamos no mercado. Compramos um monte de porcarias e seguimos para um parque. Sentamos na grama e começamos a contar histórias enquanto comíamos Pringles, Finis, Cookies, Chocolates e Biscoitos de Polvilho.

De livros, fomos para videogames, que virou música, que virou estudos, que virou mais livros, que virou histórias constrangedoras, que virou histórias engraçadas.

Eu já sabia quase tudo sobre ela, mas percebi que ela não sabia quase nada sobre mim. E era minha culpa, eu não queria ter de tocar naquele assunto. Então antes que virasse histórias de família, mudei em direção às histórias amorosas.

— Então foi isso que aconteceu, por isso que eu tinha medo de me relacionar com alguma pessoa tão diretamente. Até que você estragou tudo, William.

— Que culpa tens eu? Não é minha culpa que eu sou perfeito.

— Haha — ela diz forçadamente — e você? Conte-me sobre sua LISTA de namoradas. Ó deus grego.

Sorri ironicamente.

— Nunca disse que sou um deus grego, você que está supondo isso — ela ficou vermelha.

— Vai logo, vai.

Respirei fundo.

— Bem, eu nunca tive uma namorada séria.

Ela arregalou os olhos.

— Claro que eu já tive namoradas, mas eram apenas passatempos.

— Espero não ser um passatempo, William Kenwitch.

Arregalei os olhos e me aproximei dela. Não podia deixar de maneira alguma subentendido que eu não a amava ou que eu não a queria por perto.

— Não, Little Rainbow, você é muito mais que isso. Eu te amo.

E a beijei novamente antes que ela falasse alguma coisa.

Eram umas oito horas da noite que decidimos voltar para casa. Duvido que terei que explicar a situação para alguém, porque quer queria quer não, agora que eu percebo o quão óbvio era que eu ia ficar junto dela. O amor realmente nos faz cegos.

Chegamos em casa e todos estavam lá, tirando o romano. Everlyn falou que tinha que agradecê-lo por ter feito ela perceber muitas coisas.

Bom, pelo menos pra isso ele serve, né? Nada mais justo depois de ter roubado um dos meus apelidos para Ever. Nos sentamos no sofá e começamos a jogar videogame, aquele jogo que não sei o nome de dança, mas é claro que eu não estava prestando atenção, eu só tinha olhos para uma coisa.

Everlyn Clockwork

Eu não duvidava de William, pois sabia a diferença com que ele me tratava e ele tratava as “bolachas” (passatempo) dele. Quando cheguei em casa, eu quis logo contar pra todo mundo, mas todos pareciam já saber e ainda me xingaram de lerda. Mundo cruel, esse.

Comecei a jogar videogame com Liz e Ed. Lacey estava conversando com Tristan. Algo de querer que ele fizesse um teste para desenhar e colorir e opinar na loja de roupas que ela está tentando abrir. Will ficou sentado no sofá, me observando e Finn ficou mexendo nos jogos porque disse para os meninos que iria levar alguns emprestados.

Eu estava feliz, agitada e totalmente animada. Eu só queria ficar pulando sem motivo algum e ficar com o Will.

Foi quando a campainha tocou e eu deixei de lado o jogo para ir atender. Eu havia mudado de roupa, afinal eu estava em casa. Eu estava com o cabelo solto, descalça, com um blusão fechado cinza claro e com um shorts jeans.

Abri a porta antes da pessoa tocar novamente a campainha.

— Olá? — perguntei.

Parado em minha frente tinha um garoto que aparentava ser um pouquinho mais velho. Com cabelos negros lisos e olhos negros. Ele era alto (bem, pra mim quase todo mundo é) e estava com uma calça jeans que parecia ser cara e com uma camisa cinza escura que parecia ser mais cara ainda. Ele era muito bonito. Ele parecia com o...

— Sean? — Will perguntou pasmo atrás de mim.

Me virei para ele, meio que pedindo uma explicação. Até o garoto, Sean, falar.

— Há quanto tempo, irmãozinho.

Notas finais
Bem, eu quis fazer o Tristan falar pra dar um pouco mais de humor e não ficar toda essa melação WillxEver. Bem, sobre o capítulo 20, eu vou viajar no carnaval dessa quinta até sábado que vem (então será mais de uma semana), então eu vou ver se programo a postagem para não ficar sem capítulos por uma semana e meia. Ah e se você acha que eu ando postando muitos capítulos porque eu não quero arrumar meu quarto ou estudar, você está equivocado (detector de nível de ironia => alto), kkkk, enfim, até o próximo capítulo, vamos todos conhecer a grande família do Sir William, Byebye