Ever Since We Met
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Voltei minhas lindinhas *--*
Eu demorei mas cheguei, eu prometi que não postaria antes de postar o epilogo na outra fic, mas como as ideias surgiram tive que colocá-las para funcionar.
Espero que vocês gostem desse capitulo e feliz páscoa para vocês. '
Passou um mês e meio e a minha coragem de contar a verdade para o Frank só diminuía e a minha situação só piorava, só piorava mesmo. Meu irmão já estava perdendo a paciência comigo, ele tentava de tudo para me ajudar, mas isso só me fazia ficar zangado com ele. Dessa vez ele nos convidou para uma festa na casa da namorada – vadia – dele. Eu já estava prevendo que essa festa não iria prestar, mas de qualquer jeito aceitei ir à festa.
A casa da Wedy era longe, então meu pai decidiu nos dar uma carona até a festa, além do mais eu não voltaria com juízo o suficiente para dirigir, era melhor evitar a morte.
Na frente da casa tinha um grupo de pessoas gritando loucamente, dava para ouvir uma música alta que era de dentro da casa. Saímos do carro nos despedindo do meu pai. Frank e Ray não demorariam a chegar e Mikey estava só aumentando o meu nervosismo.
- Ta arrumadinho o meu irmãozinho. – Cantarolou arrumando meu cabelo. Tirei suas mãos de cima da minha cabeça e ele me olhou bravo. – Olha ali, acho que aqueles seres estão chegando. – Disse enquanto acenava para Ray e Frank que estavam bem próximos da casa. – Vai lá e agarra o pequeno. – Sussurrou.
- O-o que você disse? – Arregalei os olhos.
- Você me entendeu. – Sorriu malicioso e eu olhei o indignado. Empurrou-me para perto dos dois que havia acabado de chegar.
- O-oi Frank. – Gaguejei tentando sorrir no mínimo sem parecer um maníaco.
- Oi. – Respondeu baixinho.
- Ae, colega! Só sabe dizer oi para o Frank agora né? Esqueceu de mim. – Ray – filho da mãe – já chegou gritando quase me ensurdecendo.
- Raaaaay! –Mikey abraçou-o de lado. – A Hollie ta te esperando. – Sorriu empurrando-o para dentro da festa. – Boa festa para os dois. – Sorriu.
Decidimos então entrar para a festa, um som alto que estava me deixando surdo, se é que eu já não estava, e uma galera um pouco comportada. Sentamos em uma das mesas perto do mini-bar que tinha ali, as pessoas ao longo do tempo iam ficando bêbadas e era até que engraçado ver o povo quase se afogando com a bebida.
- Tudo bem eu sentar aqui com vocês? – A voz extremamente fina e irritante da Takada interrompeu nossa conversa que no momento estava muito boa.
- Claro. – Que não.
- Obrigada. – Sorriu tentando parecer simpática. Ela estava com um copo de vodka na mão e aquele bafo horrível de álcool se misturava com aquele exagero de perfume estava me deixando tonto. – Então, estão curtindo a festa? – Perguntou se enrolando um pouco com as palavras.
- Sim. – Respondemos em uníssono e depois ficamos em silêncio.
Aquela garota estava completamente louca, ela ia dizendo umas coisas meio sem sentido, eu e Frank apenas ríamos dos absurdos que ela falava enquanto fingíamos que eram importantes todas aquelas abobrinhas.
- Então Gee... – Takada se sentou no meu colo, me esforcei para não jogá-la longe com um soco. – Por que você anda me evitando? Nós poderíamos ser amigos. – Falou aproximando nossos rostos.
- Er... – Arregalei os olhos indo para trás, quase derrubando a cadeira. — Acho melhor—
- Eu ir pegar bebidas, já volto. – Frank se levantou bruscamente da cadeira quase fazendo os copos vazios de cima da mesa caírem.
- Então...? – Me olhou como se esperasse uma resposta.
- Ah... Er... – Olhei para os lados esperando que o meu querido irmãozinho estivesse por perto para me salvar e tirar aquela maluca de cima de mim. – Eu não to te evitando eu estou só ocupado esses dias.
- Entendi, ocupado. – Saiu do meu colo e voltou a sentar em sua cadeira. – Você tem que parar de ser tão estressado, a vida não é só trabalho. – Revirou os olhos.
Ficamos nessa conversa, para falar a verdade ela começou a me dar dicas de como aproveitar mais a vida. Eu já estava começando a perceber que o Frank estava demorando demais com as bebidas, olhei para perto do bar e pude ver a coisa que mais me irritou. Um homem grande, muito alto e forte, mexendo com o MEU FRANK!
Levantei da cadeira deixando a mesma cair com tudo no chão, Takada segurou o meu braço com certa força, acho que ela sabia que eu estava prestes á cometer a maior besteira.
- Não vai se meter com o cara né? – Perguntou como se dissesse para eu não fazer.
- Só vou pedir gentilmente para ele soltar o Frank. –Me desvencilhei de sua mão e fui para perto de onde estava acontecendo a confusão.
- Eu já falei para me soltar. – Frank disse entre dentes tentando não derrubar as bebidas que estava segurando.
- A gente podia ir em um canto... – Sugeriu o homem, não agüentei ouvir aquilo, empurrei Frank com certa força para o canto livrando-o dos braços daquele homem. – A mocinha vai querer se meter, huh? – Riu sarcástico.
- Olha lá como fala comigo. – Estreitei os olhos.
- Gerard. – Frank puxou meu braço e sussurrou alguma coisa no meu ouvido que eu não pude entender, mas acho que era mais um aviso para eu não continuar.
A muralha me empurrou fazendo-me cambalear para os lados, se era briga que ele queria, era briga que ele teria. Acertei-o no rosto com um soco, logo outro soco e alguns chutes. Não demorou muito para começar uma batalha de socos, chutes e tapas no chão, as pessoas pareciam gostar do espetáculo eu não desistiria da briga tão fácil, mesmo que a dor fosse muito grande.
- Ta ficando louco, cara? – A voz de Mikey foi ouvida na multidão de pessoas que comentava o tanto que eu sou louco por me meter com um cara desse tamanho.
Alguma pessoa começou a puxar o homem e Ray me afastou da briga me puxando pela gola da camisa. Entramos na casa da garota para dar um jeito nos meus machucados. Frank e eu sentamos no sofá da casa enquanto Mikey e Ray foram comprar alguns curativos.
- O que deu em você? – Frank me olhou assustado colocando gelo no meu olho que deveria estar roxo.
- Aquele idiota merecia apanhar. – Respirei fundo sentindo uma forte dor nas costas. – Quebrei a coluna, sem dúvidas. – Ri. – E eu sei o que aquele sem vergonha estava pensando.
- Obrigado por me ajudar. – Me abraçou, novamente senti dor, mas não liguei e retribui o abraço. – Se for para se machucar não faça isso novamente. – Sussurrou.
- Ai que fofo! – Mikey berrou entrando na sala ao lado de Ray. Frank se separou de mim, infelizmente, e olhou para eles. – Agora, olha aqui, sua boca ta sangrando.
Passei a mão na boca e olhei a mancha de sangue que ficou na mão, pelo visto o corte deve ter sido grande.
- Ai... – Gemi fazendo uma careta. Ray riu pegando alguma coisa na sacola. – Espero que a mamãe não esteja acordada quando chegarmos em casa.
- Eu também, não duvido que ela me culpasse por ter te trazido para essa festa de bêbados. –
- Quem é o irmão mais velho aqui sou eu. – Revirei os olhos. – Eu deveria ter cuidado de você.
- Está mais que óbvio que quem é o irresponsável que precisa de uma babá aqui é você, Gee. – Frank riu pegando os curativos da mão de Ray e me olhando atento.
- Ótimo, vejo que Gerard está em boas mãos, vamos Mikey. – Ray puxou Mikey pela mão até fora da casa deixando eu e Frank sozinhos novamente.
Ficamos em silêncio fazendo os meus curativos, depois que acabamos Frank arqueou as sobrancelhas.
- Você vai embora já? – Perguntou.
- Sem chance, se a minha mãe me vê desse jeito, ela me mata. – Respondi.
- Você pode ir dormir na minha casa. – Frank corou fortemente e escondeu o rosto com a franja.
- Minha mãe pode ficar preocupada, obrigado mesmo assim. – Fiquei pensativo imaginando a reação dela, ela ficaria uma fera. — Vamos dar só uma voltinha para ver o quanto as pessoas estão loucas. – Ri, deveria estar engraçado o estado da festa.
Fomos então dar uma volta na festa, as pessoas estavam realmente piradas. A festa estava fora de controle, tinha gente se pegando no jardim, uns caras vomitando perto do bar, tinham mais pessoas brigando e sem falar das drogas. Quando estávamos saindo daquele inferno alguém me puxou pelo braço.
- Vamos conversar rapidinho? – Takada disse sorrindo. Sem nem me deixareu dizer um “não”, a japinha me empurrou contra a parede com um sorriso um tanto quanto... Pervertido? – Temos assuntos a tratar.
- Q-que assuntos? – Gaguejei. Frank deveria estar me esperando perto do portão, ou então ter ido embora, mas o que importava era: Que assuntos eram aqueles?
- Você sabe que me deixou esperando, nem sequer apareceu no nosso encontro. – Seus olhos faiscaram em minha direção. Engoli seco, aquele assunto já era passado, mas parecia que a garota iria me infernizar até o fim.
- Isso faz tempo. – Resmunguei desviando o olhar para o portão da casa, Frank estava ali, ainda bem. – Acabou, Takada, para de me encher.
- Tsk, tsk, tsk... – Balançou a cabeça negativamente me lançando um olhar de reprovação. – Você vai me dar o que eu quero. – juntou nossos lábios antes que eu pudesse fazer alguma coisa, arregalei os olhos, mas não me separei dela. Assim que ela se separou de mim sorriu. – E o que você acha da minha proposta? Aquela e ontem.
- Eu... – Olhei para Frank e agradeci por ele não estar olhando, tomara mesmo que ele não tivesse visto. – Eu você pensar. – Sorri sem dentes e sai de perto dela caminhando até perto de Frank.
- Demorou. – Falou sério. – Então, vai ou não para a minha casa? – Perguntou.
- Pensando bem, eu vou. – Sorri. Poderia ser interessante. Por que eu estava pensando isso?
- Okay. – Continuou sério, nenhum comentário a mais, aquilo estava ficando estranho. Ele poderia estar pensando em alguma coisa, algum problema vai saber. Ou talvez ele tivesse visto.
- O que houve? – Perguntei fitando a figura desanimada de Frank. Não obtive resposta. Definitivamente tinha algo de errado, pelo que eu já conhecia Frank ele só ficava quieto por tanto tempo quando algo de muito desagradável acontece. – Frank?
- Nada. – Respondeu seco sem expressão alguma. Parei em sua frente impedindo-o de andar.
- Tudo bem. – Continuamos a andar, mesmo eu sabendo que tinha alguma coisa de errado e eu não iria conseguir dormir até Frank voltar ao normal.
Chegamos à casa do Frank, Linda estava no sofá, como o esperado ela nos perguntou o que aconteceu com o meu rosto e se a gente não tinha bebido muito ou feito alguma coisa de errado além da briga. Depois do interrogatório nós fomos para o quarto que estava todo organizadinho.
- Fala ai! O que aconteceu? – Perguntei.
- Não foi nada, Gerard. – Respondeu me jogando um pijama, parecia grande demais para ele. – Esse é o maior, os outros não cabem em você.
- Okay. – Frank ficou procurando alguma coisa no armário enquanto isso eu fui vestindo o pijama. Tive uma idéia genial, só assim ele iria falar a verdade. – Sabe a Takada enche meu saco todos os dias. – Revirei os olhos. – Ela teve a coragem de me beijar! – Falei tentando parecer indignado, Frank apenas me encarou sério e aquilo estava me assustando.
- É? – Me olhou sarcástico. – Você pareceu ter gostado. – Voltou a procurar algo no armário.
- Blerg! – Coloquei a língua para fora arrancando uma risada de Frank. – Há! Sabia! – me joguei na cama rindo.
- Sabia o quê? – Olhou sério de novo. – Que eu não vou com a cara dela? – Perguntou e se sentou do meu lado na cama.
- Aham, ninguém vai com a cara dela, Frankie. – Respondi ficando de pé. – Ela fica perseguindo as pessoas. – Fiz uma careta e Frank riu.
- Vira para lá, vou me trocar. – Jogou um travesseiro na minha cara, eu apenas segurei próximo ao rosto.
- Já? – Perguntei dando uma espiada pelo canto do travesseiro, e a resposta foi não, pois vi a boxer vermelha. Minhas bochechas esquentaram e eu voltei a esconder o rosto atrás do travesseiro. Esperei um tempo até que Frank tirou o travesseiro da minha cara.
- Vamos dormir. – jogou o travesseiro de volta para um canto na cama e se deitou. – Espero que o senhor não se mexa muito.
Apaguei as luzes e deitei do seu lado.
- Boa noite. – Sussurrei.
- Boa noite parra você também. – respondeu.
Eu ainda tinha que resolver um belo problema, como eu conseguiria dormir com o Frank do lado? O jeito é não dormir e só ficar o vendo dormir e como ele fica lindo dormindo.
Notas finais
Gerard é um tremendo maluco, não?
Frank com ciumes, será?
KAKAKAKA - le risada do ryuk -
Espero que vocês tenham gostado e até a próxima!
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