Notas iniciais
Eeeeii pessoas! Nem demorei para postar, né?? É que eu assistir O Segredo de Brokeback Mountain e estou inspirada :)
Espero que "ocês"gostem -- HON-HON-HON -- *3*

Sábado e eu ainda não tinha conseguido falar com Frank. Sim, ele havia faltado na escola todos esses dias com a desculpa que estava doente, eu não podia acreditar, ele não sairia de casa tão cedo, isso estava me deixando louco.

Eu olhava para o teto do meu quarto, deitado na cama, joguei a almofada contra o teto pela décima vez e a almofada caiu no meu rosto. Bufei contra a almofada e xinguei mentalmente minha prima que no momento estava batendo na porta do meu quarto. Como eu sabia que era ela? Ela é toda delicadinha e bate na porta em diversos ritmos.

- Lyndsey! Eu não vou sair, não quero ver essa sua cara feia! – Gritei tirando a almofada da cara para que ela ouvisse direitinho o que eu estava falando, para ver se ela também se mancava quando eu dissesse “sua cara feia”.

- Para de ser tão grosso, Gerard! – Ele esbravejou do lado de fora do quarto espancando a minha porta. – Seu pai está mandando você sair do quarto. – Ela disse, ouvi um barulho na porta que pareciam ser chutes, logo um gritinho histérico dela.

- Então manda ele vir me chamar. – Falei revirando os olhos por mais que ela não pudesse me ver.

Os barulhos irritantes pararam, suspirei aliviado, por um tempo meu quarto ficou em um calmo silêncio, eu adorava ficar no total silêncio, já que faziam dias que Lyndsey estava me enchendo o saco para sair do quarto. Sempre que eu chegava da escola, pegava algo para comer e levava para o quarto, então ficava trancado ali o dia inteiro.

Mas infelizmente minha paz e sossego acabou novamente. Socos mais fortes foram diferidos na porta, aquilo definitivamente não era Lyndsey batendo, com certeza era o meu pai, agora eu tava ferrado de vez. Aposto que aquela garota foi toda coitadinha falar com o meu pai.

- Fal... – Assim que eu abri a porta do meu quarto um soco acertou meu rosto me deixando um pouco tonto. Urg... – Pai?

- Você tem que aprender como tratar uma garota! – Ele disse raivoso me lançando um olhar de reprovação. – Você vai leva-la para jantar e vai AGORA! – Exclamou ele, seu rosto estava vermelho em pura raiva.

- Sim senhor. – Falei educadamente, encarei Lyndsey que se encolhia atrás do meu pai, ela estava assustada, mas ainda era perceptível o brilho da vitória em seus olhos. – Com licença eu tenho que me trocar. – Falei, logo fechei a porta do quarto.

- Não demore mais que dez minutos. – Ordenou meu pai.

Tranquei a porta e coloquei a mão sobre onde meu pai tinha metido o soco. Doía, para variar, meu pai era muito forte, mimava muito a minha prima, isso me deixava irritado demais, mas eu não podia protestar. A merda já estava feita, Lyndsey conseguiu o que conseguia, fez ocm que eu e Frank ficássemos separados, por mais que Mikey já tenha entendido a situação, ninguém conseguia falar com o Frank.

Terminei de me vestir e contragosto sai do meu quarto, forçando um sorriso ao ver Lyndsey, ela me olhou horrorizada.

- Tá muito roxo... – Foi você que fez isso, sua vadia! Foi me dedurar para o titio. – Vamos colocar gelo nisso... – Ela disse se virando para ir em direção a cozinha.

- Não tá doendo, não se preocupe. – Menti tentando ficar o mais agradável possível, eu não estava a fim de mais confusão com meu pai.

Quando cheguei na sala, Mikey e Ray estavam lá embaixo sentados no sofá juntos de mãos dadas. Eu, por alguns segundos, me senti feliz, só por eles... Afinal, agora Frank não queria mais me olhar na cara e eu era obrigado a sair com aquela minha prima ridícula. Por um momento eu confiei nela, mas ela conseguiu infernizar minha vida em menos de uma semana.

- Gee eu... – Mikey fez a menção de se levantar com o arrependimento estampado na cara. Eu sabia que ele não tinha culpa do que tinha acontecido, quem era a culpada era ela! Eu sibilei um “relaxa” para meu irmão e ele voltou a se sentar. – Boa sorte.- Ele disse sem som.

- Até mais tarde, gente. – Sorri para eles e sai andando para a porta.

Fui andando com Lyndsey, lado a lado na rua, já era noite, as únicas coisas que iluminavam a rua eram alguns postes de luz, e os faróis dos carros que passavam pela rua. Ela ia me falando coisas “emocionantes” de sua vida e eu fingia que estava interessado. Até que chegamos a um parque, o parque estava bem vazio, tinha apenas um garoto que lia um livro sentado em um dos bancos ali.

Lyndsey entrelaçou nossos dedos juntos e eu tratei de afastar minha mão imediatamente, dei dois passos para trás e fiz um sinal negativo com a cabeça.

- O quê? – Perguntou ela, seus olhos faiscavam com raiva. – Eu queria dizer uma coisa... – Ela disse dando alguns passos tímidos até mim, estava bem próxima de mim, encostou seus lábios nos meus e eu me afastei abruptamente dela. – Gee...

- Não Lyndsey. – Neguei com a cabeça. – Eu não quero...

- Por favor Gerard! Me da uma chance, eu te amo! – Ele disse segurando minha mão firmemente sem me dar a chance de afastá-la. Então empurrei-a levemente, finalmente ela soltou a minha mão.

- Você não me ama... Você me fez muito mal esses dias. – Eu franzi o cenho encarando-a seriamente. –Você não tem chance alguma comigo... – Eu ri balançando a cabeça negativamente. – Se você ao menos tivesse me tratado bem, poderíamos ser amigos, mas nem isso, não... – Suspirei afastando umas mechas de cabelo meu que caiam sobre meu rosto.

- Mas Gerard! – Ela exclamou com a voz trêmula abraçando o próprio corpo. Eu até cairia em seu teatrinho, mas eu já a conhecia e tudo que ela havia feito para mim... Sem chances! – Tudo por causa daquele viado! – Ela gritou estridente.

Ergui minha mão num impulso, quando minha mão ia acertar seu rosto, eu pensei bem... Não valia apena bater em uma garota, eu apenas me sujaria com um lixo daqueles. Segurei-me e abaixei minha mão, sua expressão estava assustada e ela soluçava baixinho.

- Não ouse falar nada sobre o Frank! – Rosnei fazendo-a dar passos para trás assustada com a minha reação. – Foi por sua culpa que eu o perdi! Eu perdi a pessoa que eu mais amei em toda a minha vida. – Meu olhos se encheram de lágrimas, eu mal conseguia enxergar nada que estava na minha frente, apenas o vulto dela. – EU AMO O FRANK MAIS DO QUE TUDO! – Gritei soluçando, cobri meu rosto e me abaixei, apoiei minhas costas no tronco de uma árvore e fiquei sentado ali soluçando, ouvi os passos dela se distanciando cada vez mais.

Nunca senti nada tão ruim, meu coração batia pesadamente, eu não conseguia conter o choro, eu estava ali, sozinho no frio, no escuro, sem o meu pequeno, porque ele não acreditava em mim... Por causa daquela garota que só apareceu para estragar a minha vida.

Suspirei tombando a minha cabeça para trás, não tinha mais jeito, eu tinha tentado falar com Frank o máximo que pude, mas Linda não me queria mais perto de seu filho, além de Frank não querer falar comigo.

- Ei... – Ouvi uma doce voz conhecida, senti uma pequena mão pousar em meu ombro. Olhei para o lado, mas não pude enxergar bem, parecia com Frank, mas seu cabelo estava mais curto, ele estava diferente, o cabelo realmente estava bem mais curto. – Você não me perdeu não. – Ele negou com a cabeça, meu coração começou a bater em um ritmo mais acelerado, parecia mais leve ao vê-lo, ele continuava lindo. Logo senti seus braços me envolvendo em um abraço reconfortante. – Fica calmo. –Ele disse passando a mão em minha bochecha para afastar minhas lágrimas.

- Frank... – Murmurei abraçando-o novamente, senti que todo aquele frio que eu estava sentindo antes, tinha sumido, toda aquela dor tinha passado. – Sério?

- Eu ouvi você gritar que me ama aqui na rua... Humilhar a sua prima e quase matá-la... – Ele se afastou de mim e ficou sentado no meu colo com suas pernas enlaçadas em minha cintura. – E eu não estava mais suportando ficar tanto tempo sem você. – Ele deu uma risadinha baixa, pude ver que estava corado.

Colei nossos lábios desesperadamente, senti falta daquilo, muita falta, pensei que nunca mais fosse tê-lo assim para mim, Frank correspondeu o beijo acariciando de leve minha nuca, até que o ar faltou e ele se afastou.

- Ah é... Mikey tentou me explicar antes, mas eu não estava acreditando em ninguém, desculpe... – Ele mordeu o lábio inferior desviando seu olhar para a grama do parque. – Mas garanta-me que você nunca mais vai confundir uma puta daquelas comigo...

- Você que fez isso com a minha cabeça... – Murmurei emburrado, cruzei os braços contra o meu peito e virei o rosto para o outro lado. – Podia ser o Ray ali que eu ia pensar que era você... – Falei e ele riu me dando um beijo na bochecha.

- Caramba, eu estou te deixando maluco. – Ele disse remexendo-se sobre meu colo. Ele me encarou com um sorriso um pouco suspeito, provavelmente me pediria alguma coisa. – Você não poderia cantar aquela música de novo para mim? – Pediu ele sorrindo bobamente para mim.

- Ahn, não... – Falei erguendo o queixo, Frank fez um bico muito adorável, dessa vez eu não iria me deixar levar por uma carinha de cachorrinho que caiu da mudança, roubei-lhe um selinho e voltei a falar. – Eu estou um pouco rouco. – Expliquei.

- Foi muito bonitinho você ter cantando para mim. – Ele tombou a cabeça para o lado ainda sorrindo. – Desculpa, desculpa, desculpa. – Ele murmurou me abraçando afundando seu rosto na curva do meu pescoço.

Apertei um pouco a cintura dele, ficamos assim por um tempo até que começou a chover. Frank desfez o abraço e olhou para o céu, apesar de não ter muitas nuvens, a chuva estava aumentando cada vez mais. Ele se levantou do meu colo e estendeu a mão para eu levantar.

- Nhe... Não quero ir para casa receber uma bronca do meu pai. – Aceitei sua ajuda então já de pé, Frank me olhou atentamente e arregalou os olhos. – Que foi? – Perguntei.

- Sua bochecha está roxa... – Frank disse passando um dedo levemente sobre onde provavelmente meu pai dera um soco, doeu um pouco e eu fiz uma careta. – Oh desculpe, quem fez isso? – Perguntou ele me abraçando pela cintura.

- Meu pai estava meio nervoso e... Bem... – Fiz uma careta e ele riu.

- Nossa... – Ele falou boquiaberto. Ficamos mais um tempo abraçados, com a chuva ciando sobre nós, eu já estava ficando encharcado. – Vamos para casa? – Perguntou ele erguendo a cabeça para me encarar.

- Claro, antes eu tenho que fazer uma coisa. –Falei mordendo o lábio inferior em seguida, eu sempre quis fazer aquilo.

Coloquei minha mão em sua nuca acariciando ali levemente, ele me olhava com aqueles lindos olhos brilhando. Por mais que estivesse escuro eu ainda conseguia enxergar certa vermelhidão em suas bochechas, o que era extremamente adorável. Me inclinei um pouco para que meus lábios alcançassem os seus, seus olhos se arregalaram levemente pelo ate repentino, aprofundei o beijo, senti meu coração dando saltos, eu não queria deixar seus lábios nunca mais, eu não queria ele longe de mim.

Separei nossos rostos por milímetros, Frank mordeu o lábio inferior, me olhava daquele mesmo jeito desde a primeira vez que nos vimos. Parecia que a cada dia que se passava, aquele pequeno ser me fazia amá-lo mais e mais, eu já estava perdido de qualquer maneira, não tinha volta, ele me tinha na palma da mão, mesmo que não soubesse disso.

Notas finais
Meio dramático, não?
BEIJO NA CHUUUUVAAAAA!! o/
me gusta!! xD
Espero que vocês tenham gostado do nosso Frankie agora de cabelin curto, Gerard romantico...
YAY Eu posso demorar um pouco para escrever o próximo capitulo - cerca de 3 dias por ai, porque não sei se vai ser o capitulo do Natal u.u
surpresa, suas lindas!
Desculpem por nn ter respondido os reviews, é que eu estava meio ocupada, mas podem me mandar mais que eu respondo agora u.u
Beijos, au revoir! *3*