Notas iniciais
Olá gente!
Eu demorei um pouco, pois tive umas dificuldades em umas matérias na minha escola e então entrei em uns reforços e assim meu horário no computador diminuiu 2 horas :'(
Ou seja, eu tenho apenas 2 horas por dia para escrever... Sem falar que eu tenho que terminar de assistir os meus animes!!
by the way...
Não quero enrolar demais, boa leitura espero que gostem e desculpem alguns erros.

Eu realmente não sabia por conde começar! Você saberia? É claro que não, pois eu não falava normalmente com ele faziam semanas e isso tava ficando foda para mim. Eu pensei por um instante que ele havia desligado.

- Frank?! Você ainda ta ai? – Perguntei, tentando controlar o meu nervosismo.

- Eu to aqui ainda, pode falar logo? Por favor?! – Pediu ele parecendo impaciente, ouvi-o fungar novamente do outro lado da linha.

- Você ta chorando? – Perguntei arqueando uma das sobrancelhas, mesmo que ele não pudesse me ver. – Por que você saiu daqui tão rápido? Tava de tanto mau-humor para conversar? – Perguntei novamente, parecia um chato que só fazia perguntas que provavelmente Frank não responderia.

- Primeiro... Eu não estou chorando; Segundo... Eu só tinha vindo porque a minha mãe pediu, então sai assim que pude; Terceiro... Eu não estava de mau-humor, quem estava era você hoje no hospital! – Terminou a frase falando um pouco mais alto, bem mais alto, afastei o telefone da minha orelha olhei para o objeto assustado. – Foi só isso?

- Escuta aqui... Você que estava de mãos dadas com a Jamia e sei que isso foi de propósito! Eu beijei o meu irmão sem querer, não foi porque eu quis! Você acha que eu ia chegar lá e simplesmente pensar “Oh! Vou tarar o meu irmão!” ??—Engrossei a minha voz como se fosse sarcástico.

- Você não faz o que você não quer fazer, você teria afastado o seu irmão se realmente não quisesse beijá-lo! – Falou alto do outro lado da linha, arregalei os olhos... Mas como ele podia pensar assim?

- Ele estava frágil e eu não queria magoá-lo mais do que ele já estava magoado. Se eu tivesse empurrado, o Mikey ficaria bem pior! – falei me sentando melhor na cama e massageando as têmporas.

- hm... Sei sei... – Frank pigarreou e parou de falar.

- Agora, ficar de mãozinhas dadas com a Jamia sem nem me dar razão para eu me explicar com certeza não foi sem querer! Não é mesmo Frank? — Falei sorrindo, pois eu já sabia que no final das contas eu estava inteiramente certo.

- Você não entendeu a história... – Frank disse rindo abafado. – Ela é minha irmã de criação! Ela tinha ido morar fora do país, mas esse ano ela voltou e foi quando seu irmão a conheceu! – Frank se explicou.

Fiquei boquiaberto, então toda aquela história que eu havia imaginado, não passava de uma visão pessimista da minha parte. Ela era praticamente irmã verdadeira de Frank, ele nunca ousaria ficar com ela ou tratá-la como sua namorada! Como eu me senti estúpido, nesse momento, nós dois deveríamos nos sentir estúpidos... Isso tinha sido ridículo, essa briga toda por nada.

- Pff... Então no final nenhum de nós dois está certo. – Suspirei longamente.

Nós dois deveríamos apenas ter escutado um ao outro... – Frank falou.

- Urrgg! Perdemos tempo demais! Frank, me perdoa? – Perguntei logo indo direto ao assunto, se não nós dois não iríamos voltar nunca.

- Sim... Me perdoa por não ter te ouvido? – Pediu ele.

- HAHAHAHA sim, tudo bem, isso aqui está ficando meio meloso. – Ri um pouco do que tinha acabado de falar, ouvi a risada de Frank também. – Eu queria ir ai te ver, será que tem como? – Perguntei.

- Bem... A minha mãe vai viajar o fim de semana todo e eu não quero dormir nessa casa sozinho. – Falou ele, eu ri.

- E o que você me sugere? – Perguntei como se não quisesse nada, mas eu sabia bem o que ele queria.

- Arruma suas malas e vem passar esse fim de semana aqui em casa? — Pediu ele, sua voz manhosa me lembrou claramente de sua carinha de cachorrinho pidão.

- Ownn... Okaay, que horas devo estar ai? – Perguntei.

- Às nove da noite, é a hora que a minha mãe sai, ela não precisa saber que você vem... –Disse ele.

Eu apenas concordei. Nós nos despedimos e desligamos o telefone.

- Eu conseguii!!!! – Gritei bem alto dando um pulo da minha cama.

A porta do meu quarto se abriu e eu pude ver a minha mãe me olhando incrédula.

- O que esta acontecendo? O que você conseguiu, menino? – Perguntou ela com o cenho franzido.

- Ahm... N-nada, ganhei um sorteio que fizemos na sala... Frank me ligou para avisar. – Sorri tentando disfarçar aquele momento.

- Ah... Eu nem ouvi o telefone tocar. –Ela me olhou um pouco desconfiada.

- É porque eu atendi rápido. – Pisquei para ela e dei mais um sorrisinho, ela apenas sorriu para mim sibilou um “parabéns” e saiu do quarto.

Fui até a minha mochila, joguei todos os meus livros que estavam lá no chão e arrastei-os com o pé até debaixo da cama. Assim que a mochila estava sem sinal de livros ou lápis, levei –a até meu armário, onde fui pegando qualquer roupinhas, dois pijaminhas e coisas que eu iria precisar lá. Ótimo, tava pronta a mala...

Depois disso escondi a mala debaixo da cama, só para ter certeza que a minha mãe não me perguntaria nada sobre uma mochila cheia de roupas minhas. E então fui para o banho, cantei como a pessoa mais feliz do mundo, dancei, cai... Sim, eu sou muito desastrado, e daí?

Enrolei a toalha na minha cintura após ter me secado e fui para o meu quarto.

- Gerard! – Meu irmão me olhou assustado. – Que sorriso é esse? – Pergunto Mikey.

- Eu vou na casa do Franki-ê! – Aumentei o sorriso e meu irmão riu e depois me olhou malicioso.

- Hum hum... Juízo hein!! — Me avisou me lançando aquele olhar malicioso, depois piscou para mim e se virou para ir para o seu quarto.

Suspirei e entrei no meu quartinho, tranquei-o antes que mais alguém me interrompesse. Olhei para o relógio em cima do criado mudo, eram sete da noite ainda. Pff... Eu estava tão ansioso!

Coloquei a melhor roupinha e fiquei na minha cama encarando o relógio até dar oito horas e a minha mãe me chamar para o jantar.

Meu plano era o seguinte, jantar com aquela roupa linda argumentando que eu estava feliz por ganhar o sorteio. Logo depois minha mãe iria caminhar exatamente às oito e meia da noite, eu pegaria a minha mochila e iria escondido para a casa do Frank evitando passar por onde as pessoas costumam caminhar na minha vizinhança, e quando chegasse à casa de Frank ficar escondido no quintal até as nove!

Desci para o jantar e me sentei a mesa com o meu pai, Mikey e minha mãe, todos comiam silenciosamente até que meu pai ergueu sua cabeça para me olhar com o cenho franzido.

- Ta todo arrumado, tem um encontro? – Perguntou ele erguendo uma das sobrancelhas, isso era engraçado quando o meu pai fazia. Eu conhecia aquele olhar, ele sabia de tudo que ia acontecer. – Querida, eu vou caminhar hoje com você. – meu pai disse após ter pigarreado.

- A-AHN? HAHAHAHA claro que pode, querido!! – minha mãe pareceu um pouco nervosa.

- Eu não perguntei se podia, eu vou. – meu pai sorriu cínico e a minha mãe arregalou um pouco os olhos e acenou com a cabeça.

Aquela atitude da minha mãe era muito estranha, mas eu não liguei muito, pois eu tinha um obstáculo a menos no meu plano!

Meus pais se vestiram para ir caminhar e eu subi para o meu quarto com o um bom menino para “ir estudar”. Ta bom! Eu vou mesmo estudar, claro! Tranquei a porta do quarto e peguei a minha mochila que estava um pouco pesada por causa do excesso de coisas que eu havia colocado dentro dela.

Eu poderia sair pela porta, descer as escadas e sair pela porta da frente, mas assim não tem graça! Joguei a mochila pela janela do meu quarto e ouvi o som abafado dela se chocando contra o gramado do quintal, peguei uma corda, usada para fugir de casa; prendi na cintura, amarrei a outra ponta na fechadura da janela e fui descendo com cuidado da janela.

- Urg droga! – Murmurei, quase gritei, quando o meu pé escorregou fazendo-me cair com tudo só não cai no chão, porque a corda acabou e eu fiquei pendurado nela apenas alguns centímetros do chão. Fiquei tentando desamarrar o nó que eu fiz na corda, tava muito bem presa. – Eu sou um idiota, como é que eu saio daqui? – resmunguei balançando meu corpo para frente e para trás.

Depois de passar meia hora pendurado sem nem conseguir colocar os pés no chão, apareceu meu irmão Mikey rindo baixinho.

- O que foi? – Resmunguei fazendo um bico.

- Faz um tempo que eu ouvi você gritando, mas eu sou mau. – Disse tirando de trás das costas uma tesoura grande. Sem nem me preparar senti meu corpo se chocando contra a grama.

- Agrr... – Gemi de dor com a cara ainda enterrada na grama.

- Levanta ô intelijegue! – meu irmão puxou meu braço bruscamente me levantando da grama, meu rosto estava todo sujo de terra e com algumas folinhas da grama. – Oh, deus! Vai ver o Frank assim mesmo? Nussa.

- Mas eu já tô atrasado... – resmunguei, meu irmão não me ouviu, foi me levando para o banheiro lavou meu rosto e me deu uma roupa.

Depois de me vestir e ficar descente de novo, vi que já eram quase dez horas da noite.

- Ai, eu combinei de chegar lá ás nove!! – Gritei correndo as escadas rapidamente, sem deixar de tropeçar nos útimos degraus e cair com tudo no chão, mesmo sentindo uma puta dor eu levantei e fui até o quintal pegar minha mochila suja de grama. – Valeu ae, Mikey! Fui! – Gritei para que ele ouvisse.

Fui correndo pelo caminho que sempre fazia para casa do meu pequeno, até que esbarrei em duas pessoas e deixei minha mochila cair.

- Gerard! – Falou uma voz feminina muito conhecida, conhecida demais. Assim que peguei a minha mochila do chão e levantei a cabeça vi meus pais com suas roupas de academia, de braços cruzados.

- M-mãe... P-pai... Tudo bem? Hehe... – Falei sem jeito coçando a nuca. – Desculpa...

- Onde é que o senhor está indo com tanta pressa? – meu pai arqueou uma sobrancelha enquanto batia o pé no chão.

- B-bem... Eu estava... Estava indo dormir na casa do Ray. – Arranjei a desculpa mais esfarrapada de todas.

- Hm... Sei... – Minha mãe disse me olhando super desconfiada.

Sorri ainda meio sem jeito, eu convenci meus pais a me deixarem ir, mas eles disseram que me levaria até a casa do Ray, que era BEM longe da casa do Frank. Pff...

Fui a pé com eles até a frente da casa dos Toro e fiquei la na frente esperando que eles fossem embora, mas ele ficaram me encarando sérios. Toquei a campainha e fiquei esperando, minha mão suava frio e eu torcia para que o Ray entendesse e atendesse a porta.

- Eae, cara! – Ray disse, de pijama com a maior cara de sono. – O que manda? – perguntou ele.

- Eu disse para eles que vinha dormir aqui, concorde. – Sibilei sem nenhum som e ele entendeu.

- Entra ai, cara! Tu ta atrasado. – disse me puxando para dentro da casa. – obrigado por trazerem ele vivo, Sr. E Sra. Way. – Ele disse e logo fechou a porta da casa. – E ae? O que tu armou?

- Me leva de carro na casa do Frank, eu to muito atrasado! – Exclamei respirando pesadamente.

- Eita, to vendo que hoje a noite vai ser bem... – Ray me olhou com um sorriso malicioso. Eu apenas lhe dei um soco forte no braço e o empurrei de volta para a porta.

Fomos para seu carro, eu arrastando minha mochila até dentro do carro. Ray me fazia perguntas de como eu tinha voltado a falar com o Frank e eu apenas respondia até que chegamos à frente da casa dos Iero.

- Vish, cara,quase onze horas... Todas as luzes estão desligadas. – Ray disse olhando para fora do carro.

- Tanto faz! Beijo, amiga! – Disse dando uma piscada bem gay para ele que apenas riu alto e me fez um sinal para que eu fechasse a porta do carro.

Acenei para Ray, ele logo deu partida no carro sem nem retribuir o aceno, fiquei chateado.

HAHAHA menos Gerard, menos...

Fui para a porta da casa e toquei a campainha diversas vezes, nada de Frank, ele não queria me atender? Ele deve ter ido dormir, eu demorei tanto. Toquei muitas vezes, para irritar bastante e fazer o baixinho acordar de seu sono de beleza, até que finalmente a porta da casa se abriu e apareceu o que eu esperava: Frank todo descabelado, de pijama, coçando os olhinhos com aquela cara infantil mais linda do mundo e descalço.

- Gerard... – Frank disse com a sua voz um pouco sonolenta, mas sem deixar de me lançar um olhar ameaçadoramente fofo.

- Eu...? – Perguntei sentindo medo de ele começar uma nova discussão ali.

- O senhor está atrasado. – Ele falou sério, mas logo vi um sorriso brotando em seus lábios, não pude evitar apenas deixei minha mochila cair no chão e o abracei com muita força. – uuurg... Ta doendo, Gee! Quer quebrar minhas costas?

- Oh, desculpe... – O soltei fazendo-o ficar de volta no chão. – E-eu... Senti s-sua falta. – gaguejei olhando para meus próprios pés.

- Eu senti sua falta também, mas você é um danadinho que decidiu beijar seu irmão e vai demorar para me recompensar isso. – Percebi o tom de brincadeira de Frank, então levantei a cabeça sorrindo.

Mal consegui falar mais alguma coisa, logo senti Frank enlaçando seus braços em meu pescoço e me beijando.

Aleluia, tava na hora, né?

Notas finais
E ai? Gostaram? Já estava na hora mesmo!!
Quem quer lemon no próximo capitulo??
Minhas lindxinhas... Senti falta de postar, tentarei não demorar na próxima, hai?
Fui-ê!