Evento Canônico

28 Uma visão de um garoto


Notas iniciais
Chispa — faísca, centelha.

Lyla tirava foto de tudo, o pai de Gwen estava eufórico, enquanto a tia de Pavitr e a tia de Hobie fofocavam com os pais de Miles.

Estava acontecendo.

Peter e Jessica descansavam nos fundos, longe da confusão. Suas famílias estavam lá também. Miguel lembrou brevemente de Dana com dor.

Gwen bateu na porta, aflita.

”Cadê o Hobie?”

Miguel encontrou-o lá fora, terminando um cigarro.

”Ansioso?”

Silêncio, só chispa no olhar. No lugar de acidez, veio franqueza.

”Minhas mãos estão tremendo.”

Miguel assegurou-o que tudo ficaria bem. Discretamente, descartou o cigarro dele. Existiam drogas piores, mas Hobie não precisava de nenhuma delas.

Notas finais
Tive várias ideias para esse capítulo: A banda ~Evento Canônico conversando, as famílias lá interagindo, a filhinha do Miguel… Mas eu quis aprofundar mais um pouquinho no Hobie, logo antes da banda tocar. Ele geralmente é muito seguro, politizado e articulado. Não deu tempo para desenvolver, ,as ele não tava ansioso por ter que tocar para um público, por ter que agradar outras pessoas. Mas queria sustentar as expectativas dos amigos. Outra dúvida dele é que ele não sabe se quer fazer isso a vida inteira, mas seus amigos sao bem apaixonados pela música. Nessa conversa, o Miguel o lembraria que os 4 fizeram ele entender (junto com o Peter e a Jess depois né) que é sempre possível mudar de ideia, mesmo as piores ideias. E se futuramente não fosse o que ele desejava pra sempre, os amigos o apoiariam. Enfim, foi uma chance pra esses dois personagens interagirem mais, a gente ter um pouco mais da vulnerabilidade do Hobie (por mais que ele seja foda e geralmente muito seguro), e também pra ver nosso patrão sendo um ~tio preocupado e tirando cigarro dos joffens de uma forma não autoritária que dá efeito rebote.