Evento Canônico

26 Uma marca de sorte


Notas iniciais
Inditoso — infeliz

Ela sorriu.

“Mal reconheci!”

”Pelo cabelo, né? Diferente platinado.”

Entretanto, ainda existia algo da jovem pianista que tocava divinamente — usando acessórios temáticos de gato. Algo inquietante, melancólico.

Apenas amadurecera.

Miguel lembrava do inditoso cotidiano dela: Dava duro na música erudita e ajudava em alguns shows. Conhecida de Jessica. Depois, sumiu.

Gatos, música, azar.

“Não diga que é a tal Gata Negra.”

”Ok, não direi.”

Riram. Ele autografou o pôster.

”Nervoso?”

”Sim. Desacostumei.”

Felicia pegou a mão dele e desenhou um gatinho.

”Rabiscou uma aranha em mim pra dar sorte. Lembra?”

Lembrava-se: foi num evento grande. Felicia tatuou-a.

“Agora é sorte sua!”

Miguel hesitou.

”Virá no show?”

”Jamais o perderia.”

Notas finais
Caso não tenha ficado bem desenvolvido: A Felícia foi uma conhecida da Jessica, mas estudava música erudita e passava uns problemas em casa. Apesar de carismática, era meio reservada. Imagino que Miguel e Felícia não se aproximaram ~mais na época porque ele já estava no relacionamento lixoso dele. Mas, nessa ocasião em que eles iam se apresentar (e sim, acredito que a Felícia pôde contribuir em arranjos mais experimentais da banda, com piano e tal), ela estava ansiosa e o Miguel desenhou uma aranha pequena na mão dela. Hoje, foi ela que desenhou o gatinho na mão dele. Mas o show ainda é mais pra frente kkkkk Sim, imagino a Felícia como uma jovencita que usou muito acessório com tema de gato e agora a bonita tá com cabelo descolorido. (E ainda usando coisas de gato aqui e ali, né. Ela faz o branding dela)