Even Love
18 Capítulo XVII - Unidos, enfim.
Notas iniciais
O novo capítulo está ai. Aviso que tem Hentai, não muito forte porque eu não estava afim de escrever uma coisa muito obscena até porque agora algumas pessoas da minha sala estão acompanhando a fanfic e eu fiquei com um pouco de vergonha. :c Mas prometo que vocês vão gostar e que da próxima ver que eles forem "coisar" eu faço mais detalhado, isso se vocês quiserem. :D
Aproveitem o capítulo.
Eu estava do lado de fora do bar.
Tinha saído logo depois de todas aquelas confissões e do abraço de Patch. Eu queria tomar um ar, ou apenas saber que se eu quisesse sair dali, eu poderia. Aquilo tudo era tão frustrante. Tão absurdo, mas ao mesmo tempo tão lógico e esclarecedor. Minha cabeça parecia que ia explodir de tantas informações novas. Patch estava certo ao querer me contar tudo com calma.
Um vento gelado bateu em meus cabelos, jogando-os para trás, e eu apenas fechei os olhos e enfiei meu rosto nas mãos. Queria eu poder negar tudo aquilo, mesmo sabendo que era verdade. Por que tinha que acontecer comigo? Não que eu não estivesse contente em ter conhecido Patch, mas porque tudo tinha que ser tão complicado?
Ele era um anjo caído, e eu a reencarnação de seu antigo amor. Talvez ele não me amasse de verdade. Talvez ele só pensasse que ainda existia alguma parte da antiga Nora dentro de mim, ou queria que eu me transformasse nela ao longo do tempo. Coisa que não ia acontecer de jeito nenhum. Eu não queria ser amada assim, queria que ele gostasse de mim do jeito que eu era. Não me comparando com uma pessoa que não está viva mais. E eu tinha medo dele escolher ficar com a antiga Nora, e não comigo.
E Eric, bem, Eric era um vampiro. E pelo o que ele me disse logo depois, um vampiro sanguinário e que não dá a mínima para a vida dos humanos. Isso não era nem um pouco reconfortante.
Senti uma mão quente em meu ombro, passou para minhas costas para poder me puxar contra seu peitoral morno e familiar. Eu me agarrei a Patch como se ele fosse a ultima coisa no mundo. E era para mim. Seu cheiro de hortelã e terra úmida tomou conta de mim, acalmando-me, mas ainda sim trazendo pequenos pedaços de lembranças que nem mesmo eu conhecia. Fechei os olhos com força, tentando reprimi-las e não pude evitar as lágrimas que começaram a descer por minhas bochechas e encharcar a camisa de Patch.
– Por que isso foi acontecer logo comigo? – Sussurrei, com as palavras sendo abafadas pelo peitoral de Patch. Minha vontade era de gritar, mas simplesmente não podia fazer isso. Precisava ser forte, bem mais forte do que tinha sido a 17 anos atrás.
Minhas mãos agarraram a roupa de Patch quando ele tentou se afastar para ver meu rosto. Ele beijou minha testa, um delicado e consolador beijo, que me acalmou mais do que qualquer coisa que ele poderia ter dito.
– Anjo. – Sua voz rouca e calma me chamou pelo único apelido que eu tolerava ser chamada, e minha cabeça se levantou devagar, para poder fitar seu rosto. – Saiba que se você quiser... Eric pode apagar tudo isso da sua mente. – Seu polegar passou pelas minhas têmporas, descendo até meu queixo num movimento suave.
– É um super poder dos vampiros? – Perguntei com minha voz embargada pelo choro. Ele sorriu, delicado.
– Podemos enxergar desse jeito se quiser. – Seu polegar subiu de novo por meu rosto. – Mas saiba que se escolher fazer isso, eu não vou ficar bravo com você, ou qualquer coisa do tipo. Vê-la tão arrasada desse jeito me fez pensar que isso tudo é culpa minha, eu não devia ter aparecido do nada na sua nova vida. Mas... Acho que eu pensei que no momento que eu aparecesse você se lembraria de mim, e que tudo voltaria a ser como era antes. Acho que me enganei feio.
– Nunca vai ser como era antes. – Disse a ele. – E eu não quero que Eric apague minhas memórias, e também não quero que você vá embora, se é nisso que está pensando em fazer agora. – O vento gelado bateu em meu rosto de novo, mas dessa vez trazendo grossas gotas de água junto dela.
Uma chuva inesperada começou a cair, ao mesmo tempo em que Patch pegava em minha mão e dizia:
– Vamos, vou te levar para casa. – Confirmei com a cabeça e ele me puxou para um carro que eu nunca tinha visto até agora, mas mesmo assim me lembrava de tudo que tinha acontecido nele. Eu me recordava até mesmo da maciez de sentar no banco daquele carro e dos beijos que eu e Patch trocamos dentro dele.
Eu sorri.
– Seu jeep. – Eu disse, mesmo não sabendo a marca nem o modelo do carro. Era grande, preto e lustroso, meio antigo comparado aos modelos novos da época, mas mesmo assim tão lindo quanto os novos.
– Você se lembra? – Perguntou logo quando entramos no carro. Patch olhou para mim com certa excitação nos olhos.
– Eu me lembro que certa vez você me agarrou no banco de trás. – Soltei sem querer e me olhou, estreitando os olhos, mas ainda assim dando um pequeno sorriso.
– É, eu também me lembro disso. – Corei quando ele disse isso. Sua mão foi para o painel do carro, ligando o aquecedor no ultimo e trancando todas as portas.
Mesmo com o aquecedor ligado no ultimo, eu acabei ficando molhada por uma das raras chuvas que caiam na ensolarada Califórnia. Cruzei os braços, com frio, e Patch imediatamente levou o a mão ao banco de trás, e logo me entregou sua jaqueta de couro preta. Vesti-a imediatamente. As mangas ficaram grandes de mais, e daria mais uma de mim ali dentro, mas era quente e tinha o cheiro dele.
Funguei discretamente, tentando gravar para sempre aquele perfume em mim.
– Vocês se parecem muito, sabia? – Sua voz pareceu ecoar pelo carro, mas eu não pude responder. Então apenas assenti. Ele continuou contando mais algumas coisas aleatórias sobre ela, coisas que eu ignorei.
Não, nós não erámos parecidas, e eu faria de tudo para que nunca fossemos.
– Tanto na aparência quanto na personalidade. – Ele continuou e eu desviei meu olhar para a paisagem do lado de fora do carro. – Além das manias.
– Que manias ela tinha? – Perguntei com certa raiva.
– Mexer no cabelo, morder os lábios. – Ele me olhou bem a tempo de me ver remexer em meu piercing, nervosa.
– Mas ela não tinha piercings, nem nada disso. E você também não precisa disso. – Ele tirou meus dedos de meus lábios, e passou os dedos de leve ao redor da argola preta que estava em meu lábio.
– Por quê? Você ia me achar mais parecida com ela se eu o tirasse? – Olhei para ele, irritada. – Eu não sou ela, Patch.
– Eu sei que você não é... – Ele começou a falar, mas eu o cortei:
– Se você sabe, então por que insiste e me comparar com ela? Que droga! Eu nunca vou ser ela. E se você está comigo na esperança de que algum dia eu vá virar uma segunda Nora Grey, desista! – Quando notei já tinha aumentado meu tom de voz e ele me olhava com os olhos semicerrados, mas nada disse. – Pare o carro, agora.
– Não, você não vai descer do carro. – Ele disse firme, e voltou a olhar para a estrada.
– Pare a droga do carro, ou eu vou destrancar essa porta e pular do carro, ouviu? – Disse irritada, e comecei a tatear a porta do carro a procura da trava. Encontrei e ameacei destravá-la, ele me olhou e revirou os olhos.
Com raiva, ele pisou no freio e os pneus do carro cantaram quando ele finalmente parou. Pulei do veiculo e comecei a marchar com raiva pela rua asfaltada, ignorando a chuva forte que caia em meu cabelo.
Eu estava com raiva, raiva por ele estar me comparando com ela. Raiva por não ser eu quem ele ama de verdade. Ele nem sequer tinha beijado até agora! Talvez estivesse esperando o dia em que eu me transformasse nela para me beijar.
Enfurecida, andei apressada pela chuva, até que ouvi Patch dizer numa voz rouca:
– Nora, me desculpe.
Eu olhei em sua direção com as gotas de chuva descendo por meu rosto e se misturando com minhas lágrimas. Não consegui encará-lo por muito tempo e logo me virei e comecei a andar. Estava a apenas três quadras da minha casa, eu podia chegar lá sem a ajuda dele.
Deviam ser 1h da manhã, e a chuva deixava tudo mais sinistro ainda, mas eu apenas olhava em frente, ignorando os passos pesados de Patch atrás de mim. Até que ele conseguiu me parar e me puxar em sua direção.
– Nora, me desculpe. – Ele repetiu.
Soltei meu braço e comecei a andar, ignorando-o, mas meu pulso foi preso novamente, dessa vez com força. Ele me puxou de novo, fazendo-me bater contra seu peitoral. Sua mão forçou meu queixou para cima, ao mesmo tempo em que eu o forçava para baixo. Até que eu cedi e o encarei também, nos olhamos por segundos, antes de finalmente acontecer.
Ele me beijou.
Não posso dizer que foi um beijo gentil, porque não foi. Foi um beijo desesperado e aguardado. Seus dentes se chocaram com os meus, e logo depois foi à vez de sua língua se encontrar com a minha. Foi um beijo rude, exatamente do jeito que eu sempre imaginei que seria seu beijo. Suas mãos foram para meus cabelos molhados e puxou mais um pouco minha cabeça para trás, para que ele não precisasse se abaixar. Meus braços rodearam seu pescoço, fazendo-o continuar, mesmo quando ele fez a menção de se separar.
Sua boca devorou a minha até que eu tive que me separar, tentando buscar o maldito ar. Nossas testas se encontraram, e ficamos nos encarando. A chuva forte e o vento gelado não eram mais problemas, na verdade, era como se o mundo inteiro tivesse sumido. Era como se apenas ele existisse. Nada mais.
– Eu te amo, anjo. Exatamente do jeito que você é. – Ele sussurrou em meu ouvido, e eu me agarrei mais a ele. Sem esperar que eu me recuperasse, ele me beijou de novo, da mesma forma rígida, só que mais calma e sem tanto desespero.
Fiquei assim até meus pulmões arderem, implorando por ar. Afastei-me dele, tentando respirar, mas isso não o impediu de continuar me beijando. Minha bochecha, meu nariz, minha testa... Ele desceu para meu pescoço, chupando as gotas de água que estavam ali.
– Vamos para minha casa. – Sussurrei em seu ouvido, quando senti sua mão boba descendo por minhas costas e apertando de leve meu bumbum.
– Isso é um convite para entrar? – Ele sussurrou de volta, com malicia em sua voz.
– Entenda como quiser. – Disse em resposta, e imediatamente ele me puxou de volta para o carro.
Dentro de dois minutos, o carro parou na porta da garagem e nós descemos apressados. Assim que abri a porta, ele me empurrou para dentro e trancou a porta atrás de mim. Ele me amassou contra a parede e me beijou com calma, pela primeira vez, um beijo lento e delicioso, enquanto suas mãos rápidas iam para meus ombros e tiravam a jaqueta de mim, fazendo-a escorregar por meus braços até que ela caísse no chão.
Uma de suas mãos voltou para minha nuca, fazendo-me continuar a beijá-lo enquanto a outra estava em minha coxa esquerda, levantando o vestido azul que eu tinha colocado no dia anterior. Num movimento rápido, ele me levantou, fazendo com que eu rodeasse sua cintura com minhas pernas.
– Eu... – Comecei a falar, mas depois me repreendi. Quero dizer, se tinha uma hora perfeita para dizer aquilo, era agora. Ele me olhou, encorajando-me. – Eu também te amo. — Eu finalmente disse.
Os olhos negros de Patch pareceram brilhar por um momento, e suas mãos pegaram as minhas, beijando a ponta de cada um deles.
– Eu prometo nunca decepcioná-la. Prometo não fazê-la sofre e protegê-la de tudo e todos. Não vou mais perdê-la, anjo. Nunca mais. – Dito isso, ele voltou a me beijar, e desencostou-me da parede, começando a andar pela casa.
Pensei que íamos parar no sofá, mas ele subiu as escadas e eu vi que ele estava indo em direção ao meu quarto. Não protestei. Eu queria aquilo. Mais do que já quis qualquer coisa da vida. Eu queria me unir a Patch de todas as maneiras possíveis, começando por essa.
Ele entrou no quarto e bateu a porta, me deitou na cama delicadamente e logo depois subiu em cima de mim, fazendo carinho em meu rosto por um tempo.
– Tem certeza que quer fazer isso?
– Sim.
– Então não me diga para parar, porque eu não vou. – Ele mordeu meu lábio inferior e inverteu nossas posições, para que eu ficasse por cima de mim. Minha cama já estava molhada, por causa de nossas roupas, mas simplesmente não ligávamos. Tínhamos coisas mais importantes para pensar agora.
Ele tirou meu vestido com facilidade. É claro que ele já tinha feito aquilo diversas vezes, tanto com a antiga Nora quanto outras garotas. Mas não me segurei em perguntar, com uma pontada de ciúmes.
– Você e a antiga Nora já tinham avançado até aqui?
Patch se sentou, comigo em seu colo, de frente para ele, e me recomeçou a beijar meu pescoço. Eu senti a ponta de sua língua percorrer toda minha garganta até chegar aos meus seios.
– Eu não quero pensar nela agora. – Ele disse. – Você é a única que existe pra mim.
Confirmei com a cabeça, e ele voltou a me beijar. Eu tirei sua camisa preta e molhada, jogando-a no chão do quarto, e logo foi a vez de sua calça. Estávamos apenas de roupas intimas, quando ele trocou as posições de novo e começou a fazer movimentos lentos e ritmados, mostrando que estava “entretido”.
Cada centímetro do meu corpo parecia queimar. Cheguei a revirar os olhos de prazer quando sua mão passeou por meus seios e tirou rapidamente meu sutiã. Seus olhos pareciam devorar meu corpo, e eu até mesmo eu que não tinha experiência naquilo sabia que já estava quase chegando a hora.
Eu arranhei suas costas quando ele começou uma leve trilha de beijos por meu colo e minha barriga. Sentia como se estivesse prestes a explodir. Minhas unhas se cravaram nas costas de Patch, quando ele ficou entre minhas pernas. Ele gemeu, um ruido rouco e sexy que quase me levou ao delírio.
– Espera. – Eu o parei, afastando-o de mim um pouco. – E a camisinha?
– Anjos caídos não podem engravidar humanos. – As mãos dele estavam passeando descaradamente pelo meu corpo.
– E foi exatamente isso que o Edward Cullen disse para a Bella Swan. E você viu oque aconteceu com ela depois? – Disse, e ele levantou o rosto revirando os olhos. – Tem uma na minha gaveta.
Patch olhou para mim desconfiado e abriu a gaveta do criado mudo do lado de minha cama, ele jogou em cima da cama os cinco preservativos que eu tinha deixado ali, caso precisasse. Ele franziu o cenho, olhando-as.
– O que isso está fazendo aqui? – Protestou, mas ainda assim colocou uma em si. – Pensei que seria sua primeira vez.
– É minha primeira vez, deixei ai caso acabasse acontecendo. – Ele estava pronto e posicionado em cima de mim.
Ele sorriu.
– Seu único e primeiro homem. – Ele sussurrou, antes de se unir a mim.
Foi rápido e indolor. Pensei que ia sentir dor, mas ele fez com que fosse tranquilo e totalmente normal, depois tudo oque senti foi prazer. Ele conduzia, movimentos rápidos e ao mesmo tempo carinhosos.
Estávamos ofegantes, mas ainda pude sussurrar:
– Você vai ficar comigo para sempre, não vai? — Ele olhava diretamente em meus olhos. Suas órbitas negras brilhavam em minha direção, como se ele estivesse vendo a coisa mais linda de toda sua vida.
- Sempre, anjo. Eu nunca vou deixar você ir. Nunca. — Chegamos ao limite, mas não nos separamos.
O prazer era imenso, uma das melhores coisas que senti na vida, e eu estava compartilhando aquilo com ele. E eu esperava que continuasse sendo assim para sempre. Eu o amava tanto que chegava a doer. Eu já não imaginava mais uma vida sem ele.
Ele beijou minha testa e saiu de cima de mim, deitou-se ao meu lado na cama e me puxou para ele. Dormimos assim. Juntos.
Apenas a primeira de muitas noites assim.
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