Even Love

20 Capítulo XIX - Eric? Um Cavalheiro? Acho que não


Notas iniciais
Sem desculpas. u-u Leiam o capítulo e deliciem-se com Patch e Eric. HASUHAUSHAUSH Estou pensando em fazer um hentai no próximo capítulo ou no outro, oque acham?
Bem, para deixar as coisas um pouquinho mais legais, leiam escutando essas duas músicas:
http://www.youtube.com/watch?v=mjSyG6qksOo < Até a parte em que ela chega em casa.
http://www.youtube.com/watch?v=OV-yXnxQ0o0 < Até o final do capítulo.
Espero que gostem e comentem. Beijos!

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– Patch... – Murmurei quando minhas costas foram pressionadas na rocha gelada em baixo de mim.


O dia já tinha se ido há muito tempo. O bosque em que tínhamos ficado não estava mais ensolarado e quente como era a 3 horas atrás. Agora o pequeno riacho que corria perto da clareira batia nas pedras, fazendo um barulho perturbador. As árvores se remexiam com o vento, derrubando algumas folhas na grama baixa. Apesar disso, o céu estava bonito. Nunca tinha visto o céu fora da cidade, e agora pude ver o quanto tinha perdido... As estrelas estavam lindas.

Parei de observar ao redor quando Patch, pela segunda vez, me apertou sobre a pedra enorme em que estávamos e desta vez aproveitou para colocar uma de suas pernas entre as minhas.

– Patch! – Protestei mais uma vez. Agora ele estava colocando suas mãos lentamente por dentro da minha camisa.

– Sim? – Ele levantou o rosto e eu pude ver um sorriso sexy se formar em seu rosto. Droga! Como ele conseguia ser tão sexy?

– Minha mãe já deve ter chegado em casa... – Comecei a falar, mas parei mais uma vez. Patch estava beijando meu pescoço, chupando-o grosseiramente.

Não erámos tarados. Claro que não. Dar uns pegas em cima de uma rocha no meio de uma clareira não é ser tarada. Conversamos normalmente por mais de três horas, os beijos só começaram depois de Patch tirar a jaqueta e eu não conseguir resistir àquela visão. Ele era tão fodidamente sexy. Eu tinha começado, e agora ele estava em cima de mim, com as mãos dentro de minha blusa.

– É melhor nós irmos... – Disse, tentando encontrar forças para tirar aquelas mãos quentes de mim. Ele aproximou sua boca da minha e com a ponta da língua, contornou meus lábios, me tentando.

Eu suspirei pesadamente tentando não soltar um gemido.

– Definitivamente, é melhor nós irmos. – Patch me deu um selinho.

– Ir para onde? Pra cá? – Ele beijou minha clavícula e foi descendo com beijos molhados até o meu decote. – Ou para cá? – Agora sua boca estava em minha barriga, subindo até o fecho frontal de meu sutiã. Com os dentes, ele fez menção de abri-lo, mas uma voz rouca que veio da escuridão atrapalhou.

– Que belo show vocês estão dando ai. – Eric Northman assobiou e levantou-se da pedra em que estava sentado, a poucos metros de nós.

Patch, mais do que rápido, ajeitou minha blusa e subiu o cós da minha calça – que já tinha descido um pouco -, de modo que Eric não tivesse a visão de nenhuma parte de meu corpo.

– Droga. – Patch rosnou e sentou-se na minha frente, tampando minha visão de Eric. – O que você quer, vampiro?

– Eu queria falar com Nora, mas talvez tenhamos que deixar isso para outro dia. – Ele moveu-se para o lado, de modo que pudesse me ver. – Você realmente é bem mais gostosa nessa vida.

– Chega! – Patch pulou da rocha e andou até ele. – Pode ir embora agora. Como viu, estamos ocupados. – Corei com a observação de Patch e logo me levantei também, andando até os dois.

– Como soube que estávamos aqui? – Perguntei a ele.

– Parece que ainda localizá-la quando eu quero. Isso é bom, talvez eu possa flagrá-la enquanto estiver no chuveiro...

– Nojento. – Disse, com repulsa de suas palavras e ele me deu um sorriso largo e branco em resposta.

– Sim, seria melhor se você me convidasse. Estarei esperando. – Eric piscou para mim. Senti Patch enrijecer ao meu lado. – Parece que vamos ter que conversar mais tarde. – Dito isso, ele saltou.

Sim. Ele literalmente pulou e desapareceu no céu escuro. Pulei para trás com o susto e Patch segurou minha mão.

– Vou ter que me acostumar com isso. – Passei uma mão em meu cabelo, jogando-o para trás. – Isso é loucura.

– Pensei que você já tinha passado da fase de negação, anjo. – Patch começou a me puxar pela mão. Entramos no meio das árvores e caminhamos até o carro. Foi uma caminhada rápida, talvez porque tivéssemos ficado em silêncio o caminho todo.

Patch abriu a porta do Jeep para mim e me ajudou a subir no carro alto, logo ele foi para o lado do motorista e saltou para dentro.

– Minha mãe deve estar pirando. – Apalpei meus bolsos em busca do celular, mas me toquei que havia esquecido pegá-lo antes de sair. Suspirei.

– Use o meu. – Ele ofereceu seu celular de ultima tecnologia.

– Não é bom que minha mãe saiba que estávamos sozinhos... – Toquei o piercing em meus lábios, nervosa.

– Por que não? – Ele ergueu uma sobrancelha.

– Porque minha mãe é a moda antiga. Ela quer para mim um namoro com cartas e romance e sexo só depois do casamento. – Patch riu. – Se ela souber que eu estou saindo com você, ela vai pirar.

– Bem, podemos ter romance, e trocar cartas também, se você quiser... Agora, acho que o problema do sexo só depois do casamento é meio impossível. – Ele disse, com um sorriso safado no rosto e eu corei até o ultimo fio de cabelo. – Quero realmente conhecer sua mãe, Nora. Quero ter algo sério com você.

Ele olhou para mim e eu mal notei que tínhamos parado na esquina da quadra de minha casa, Patch sorriu me fazendo desviar o olhar de seus olhos.

– Tudo bem... Eu só vou ter que prepara-la primeiro. Me dê uma semana. – Mordi o lábio.

– Amanhã. Vamos jantar em algum lugar amanhã. – Não era uma pergunta, mas ele não me deu tempo de protestar, pois sua boca já estava na minha. Os lábios se tocaram levemente, para depois sua língua invadir a minha. Ferozmente, eu levei minha mão aos cabelos de Patch para que ele não pudesse se separar de mim.

Depois de alguns segundos, ele desenrolou meu dedos de seus cabelo e fez ficar a uma certa distância de seu rosto. Patch sorriu.

– É melhor você entrar, ou vai ficar mais encrencada do que já está. – Nem ofegante ele estava, enquanto eu, no banco ao lado, tentava recuperar o fôlego.

– Tudo bem. Te vejo amanhã? – Abri a porta do carro e pulei para fora. O ar frio bateu em meu rosto e em meus braços desnudos, fazendo-me tremer de frio.

– Vou te levar á escola pela manhã. – Aquilo também não tinha sido uma pergunta. Mas não protestei, eu gostava do jeito mandão dele.

Acenando com uma das mãos, eu fechei a porta do carro e andei rapidamente pela calçada estreita até chegar á frente de minha casa. O gramado estava iluminado pelas luzes acesas da casa, e o cheiro familiar da sopa de minha mãe invadiu minhas narinas quando entrei pela porta da frente.

Segui a voz animada de minha mãe a e encontre na cozinha, junto de... Eric? Tive que olhar duas vezes para acreditar que ele estava ali mesmo, em minha cozinha, conversando com a minha mãe. Ele tinha trocado de roupa, agora estava com uma camisa preta de botões, aberta perto do colarinho, deixando uma parte exposta de seu pescoço e clavícula, uma calça jeans escura e sapatos lustrados. Estava incrivelmente lindo, mas era uma beleza perigosa, do tipo que deveria ter um aviso de “mantenha-se longe, perigo”.

Enquanto estava ali estática, ele foi a primeiro a me ver e sorriu para mim.

Como diabos ele tinha entrado ali?

– Nora! – A voz de minha mãe me fez desviar o olhar dele. Ela correu em minha direção e me abraçou, alegre. – Estava com tanta saudade! Não sei como aguentei ficar longe de você todo esse tempo!

– Eu também estava com saudades. – Fui tudo oque consegui dizer, enquanto ela me esmagava em seu abraço de urso. Ela se voltou para as visitas, sorridente.

– Eric, essa é minha filha, Nora. – Ela saiu do caminho para que pudéssemos ficar frente a frente. Eric tinha rodeado o balcão em que estava encostado e agora estava a menos de um metro de mim, com a mão estendida. – Filha, este é Eric Northman, ele acabou de se mudar para a cidade e também trabalha com leilões.

Desconfiada, apertei a mão branca do vampiro á minha frente e para minha surpresa, ali na frente de minha mãe, ele levou minha mão até seus lábios e a beijou. Não só a beijou como, discretamente, a ponta de sua língua gelada passou por minha pele. Tirei rapidamente minha mão, como se tivesse recebido um choque e ganhei um olhar reprovador de minha mãe. Eric apenas sorriu, travesso.

– Ora, Nora! Eric é um verdadeiro cavalheiro, devia ser mais educada. – Ela voltou à panela em que estava trabalhando e provou um pouquinho da sopa. – Já está quase pronto, vá tomar um banho. Depois conversamos sobre seu sumiço de hoje. – Lançando-me mais um olhar feio, ela voltou-se para Eric afim de continuar a conversa animada que mantinham antes de eu chegar.

Corri para as escadas no mesmo instante, tentando fugir de Eric. Mal acreditava que ele estava ali, na minha casa e ainda se passando por leiloeiro? E o pior de tudo era que minha mãe estava estranha. Ela jamais deixaria um homem nem me tocar em sua frente. Que dirá um homem que aparentava ser mais velho que eu, como Eric. E eu não podia ligar para Patch, se ele soubesse que Eric estava dentro de minha casa, ele ia pirar e vir para cá correndo como um louco, e ainda assustaria minha mãe, quando chegasse de repente querendo que Eric fosse embora. Eu definitivamente entraria em uma enrascada se fizesse isso.

Entrei em meu quarto e bati a porta atrás de mim. Fui para meu banheiro e decidi tomar um banho para poder colocar roupas mais largas, que esconderiam as pequenas marcas roxas dos chupões de Patch.

Tirei as roupas e entrei rapidamente no box, a água quente fez meu corpo relaxar, mas minha cabeça estava á mil por hora. Eric precisaria de um convite para entrar ali, e com certeza minha mãe não convidaria um estranho para entrar na casa. Será que ele tinha a hipnotizado assim como ele fez com Brian? Eu não duvidava disso, mas como ele se atreveu a fazer isso com minha mãe?

Bufei, estressada e desliguei o chuveiro. Sai do banheiro enrolada em minha toalha rosa e fui para o quarto, parando em frente de meu guarda-roupa. Senti meu cabelo cair em minhas costas e pensando que o elástico que os prendia tinha apenas caído, tirei a toalha de meu corpo e só ai virei-me para pegá-lo.

Mas o elástico não estava no chão, estava na mão do vampiro a minha frente. Eric estava com os olhos famintos e olhava meu corpo nu dos pés a cabeça, ele lambeu os lábios de um modo que me torturou e só ai olhou para meus olhos.

– É estranho quando a realidade bate com o que você pensou, assim tão precisamente. – Sua voz rouca disse e eu agachei-me como um vulto para pegar minha toalha do chão. Enrolei-me nela com força.

Eric tinha colocado os braços ao meu redor, espalmando as mãos na madeira do guarda-roupa atrás de mim. Seus olhos estavam num azul tão escuro, como eu nunca tinha visto antes.

– O que você... – Comecei a gritar e sua mão grande tapou minha boca. Ele se inclinou e levou seus lábios a minha orelha esquerda.

– Não grite, Nora. Pode acabar assuntando sua querida mãe. – Dito isso, ele chupou o lóbulo de minha orelha e eu gelei. – Ela me mandou aqui para te chamar para o jantar. Já estava pensando besteiras, não é? – Ele estalou a língua. – Menina levada.

Ele apertou mais a mão em minha boca e eu me controlei para não chorar de desespero. Pela primeira vez em muito tempo, eu estava com medo. Medo de Eric, e medo do que ele podia me levar a fazer com aquelas órbitas azuis.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.