Even Love
5 Capítulo IV - Por favor, sem desculpas.
Notas iniciais
Então... Eu disse pra uma leitora que o Eric ia aparecer nesse capítulo, maaaas só no próximo. :) Quis dar uma surpresa para as Team Brian. Tem alguma ai? AHSUAHSUAHSUHAUHSUAHSUAHSUA
Espero que gostem.
Cheguei em casa na hora combinada com a estranha sensação de que estava sendo seguida.
Tinha me livrado de Brian e suas perguntar indiscretas sobre o Sr. Sexy, ele tinha ficado mesmo com ciúmes só porque eu tinha cumprimentado Patch. Brian é um idiota, ás vezes. Afinal, como ele mesmo diz, não temos nada demais além de amizade.
Joguei minha mochila no chão da sala e segui para a cozinha, onde o cheiro do jantar já era forte.
— Oi mãe. – Sentei-me num dos bancos altos do balcão da cozinha e apoiei meu queixo no punho.
— Pensei que ia se esquecer do jantar.– Olhou para mim, divertida, e jogou o macarrão dentro da panela.
Sorri e me arrumei no banco.
— A Sr. Hale e Brian vão chegar daqui a pouco. Não vai se arrumar?
— Você não me disse que tinha convidado-os. – Levantei-me num pulo e, correndo, subi as escadas de dois em dois degraus. Só ouvi uma gargalhada de minha mãe vinda da cozinha.
Entrei em meu quarto fechando a porta num baque. Pelo menos o quarto estava ajeitado. Abri as postas do closet e fitei minhas roupas decidindo qual vestir. Acabei com um short jeans claro, uma regata preta e sapatilhas. Prendi meu cabelo num coque alto, deixando só alguns fios caírem ao lado de meu rosto.
Desci e parei na porta da cozinha, dando um volta para mostrar meu look.
— Linda. – Minha mãe aprovou e deixou alguns pratos em cima do balcão. – Pode arrumar a mesa?
— Claro. – Peguei os pratos e fui me direção à sala de jantar. Terminei de arrumar os quatro lugares e minha mãe já vinha com uma travessa nas mãos quando a campainha tocou.
Segui para a porta principal da casa e chequei o olho mágico antes de abrir. Sra. Hale estava á frente toda sorridente carregando uma torta caseira em seu braço. Estava com uma saia até os joelhos, uma camisa de botões branca e sapatos de salto.
— Nora, minha querida. – Como sempre, me cumprimentou com dois beijos em cada bochecha e entrou na casa já indo direto para a cozinha.
— Okay... – Disse acompanhando seus passos. Ela andava por ali como se fosse a dona da casa.
Voltei-me para a porta e Brian estava ali. Calça jeans rasgada, camisa de banda e coturnos. Sorriu para mim e encostou-se na soleira da porta.
— E á cada dia que se passa, eu tenho mais certeza de que fui adotado. – Disse quando ouviu uma risada escandalosa de sua mãe vinda da sala. – Posso entrar?
— Claro. – Dei espaço para ele entrar e fechei a porta logo em seguida.
Andamos até a sala de jantar e já nos sentamos um na frente do outro. Nossas mães entraram trazendo mais algumas travessas.
Nos servimos, mas mesmo assim não desgrudamos o olhar. Sra. Hale soltou uma risadinha.
— Vocês dois ficariam tão lindos juntos. – Disse. E eu engasguei com a comida que estava em minha boca, tossi tentando me recuperar.
— É verdade, Nora. Formariam um belo casal. – Até minha mãe estava contra mim agora, lancei um olhar para ela, que só riu.
— Não vou falar mais nada, então. – Voltou a olhar para Sra. Hale. – Então... Sobre aquele favor que eu pedi pelo telefone, tudo bem?
— Que favor? – Me intrometi, pousando o garfo ao lado do prato.
— Pedi para Beth cuidar da casa e de você nessas duas semanas que eu vou ficar fora.
— O que? – Exclamei e Brian pisou em meu pé em baixo da mesa.
— Isso mesmo. E se quiser sair vai ser só na companhia de Brian. – E a super-mãe entrava em ação. Onde eu estava com a cabeça quando pensei que ia ficar livre para ir e vir por duas semanas sem nenhuma supervisão?
— Mãe... – Ia começar meu discurso de como já estava grande o suficiente, mas ela só levantou a mão, me interrompendo.
— Sem “mas”. Não vou deixar você andar por ai sozinha.
Fiquei quieta, lançando um olhar para Brian, que deu os ombros. O resto do jantar se resumiu em conversas fúteis da Sr. Hale e planos de viagem de minha mãe. Quando finalmente terminou, as duas foram lavar os pratos na cozinha e eu e Brian ficamos nos olhando, ainda sentados.
— Pelo menos ainda vamos poder ir á festa de sábado.
— É, mas só se o Sr. Brian me acompanhar. – Disse, ainda emburrada.
— Quer subir ou ficar ouvindo as duas fofocarem sobre os vizinhos? – Apontou para a escada com um sorrisinho malicioso nos lábios.
— Pra que se você vai para na melhor parte? – Soltei e não me arrependi. Brian me olhou com os olhos ligeiramente arregalados, voltou ao seu normal e pigarreou.
— Sabe que você não está pronta, Nora.
— Não, você é que não está pronto. – Retruquei.
— Vamos mesmo discutir por isso? – Ele balançava as pernas nervosamente.
— Eu só respondi. – Levantei-me da cadeira e subi as escadas. Brian estava me seguindo, mas continuei andando, ia fechar a porta na cara dele, só que o mesmo me impediu parando a porta.
Brian me olhou sério, e por um momento pensei que ia gritar comigo, mas em vez disso puxou-me pelo braço e me beijou.
O beijo era como sempre, calmo e delicado, e pela primeira vez eu tomei a iniciativa de responder em outro nível. Pedi passagem com minha língua e ele cedeu, nossas línguas começaram explorando a boca um do outro para só depois colidirem com mais fervor. Tranquei a porta atrás de mim e, antes que ele decidisse parar, levei minhas mãos a seu cabelo puxando-o para mais perto.
As mãos de Brian desceram por minhas costas com delicadeza e pararam em minha cintura, levando-me em direção á cama, onde me soltou tempo suficiente para eu me deitar e ele estar em cima de mim. Minhas mãos passearam pelas costas dele, apertei sua bunda e ele parou de me beijar para dar um sorrisinho.
Eu ri, me fazendo de inocente.
Voltei a beijá-lo parando com os dedos na barra de sua camisa, fiz menção de levantá-la e, para minha surpresa, Brian tirou-a sozinho. Ele era magro, mas sua barriga era definida, passei a mão por seu peitoral, antes dele voltar a me beijar, tirei minha regata e sorri quando ele olhou, surpreso, para meu corpo.
Curvou-se mais uma vez para que nossos lábios se encontrassem, suas mãos passaram pela lateral de meu corpo e iam parar em meus seios, quando um barulho de vidro de quebrando nos atrapalhou.
Ele saiu de cima de mim e jogou minha regata de volta. Foi até a janela quebrada e olhou para fora procurando por alguém.
— Isso foi... Estranho. – Conclui e virou-se para mim, ainda ofegante. Vesti minha blusa e levantei-me para ver o estrago feito em meu quarto.
Tinha vidro espalhado pelo chão, a janela estava destruída e a única coisa que poderia ter feito aquilo era uma pedrinha preta que estava no chão. Agachei-me com cuidado para não encostar em nenhum vidro e peguei a pedrinha.
Um frio pareceu percorrer meu corpo e eu me arrepiei. Olhei para o lado de fora da janela e a única coisa que pude ver foi uma moto preta virando a esquina.
Notas finais
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