Even Love

4 Capítulo III - Sr. Sexy.


Notas iniciais
OI, OI, OI. :)
Obrigada pelos comentários. u-u Mas uma perguntinha: cadê o resto dos meus leitores? q
OK, quem é fã do Patch levanta a mão (WEWEWEWEWE). :)
Vão amar esse capítulo. Beijos. q

- Nora, querida. – Minha mãe me cutucou algumas vezes e eu abri os olhos devagar, dando um suspiro.

- Já vou. – Resmunguei e esperei ela sair do quarto antes de me levantar. Fui para o banheiro no corredor, tomei um banho rápido e vesti a camiseta do colégio, branca com alguns detalhes azuis, calças jeans escura e colada, com meu all star preto de couro.

Desci as escadas ainda arrumando minhas pulseiras no pulso, trazia minha mochila já nas costas e encostei-me no balcão da cozinha para esperar o café.

- E então, você chegou tarde ontem... – Minha mãe, Blythe, começou a falar enquanto enchia um copo com suco de laranja natural. – Ficaram estudando até tarde?

Nosso “estudar”, lê-se “beijar”. Eu e Brian ficamos nos beijando o resto da tarde e ele me levara para casa exatamente ás 20:00, logo quando as coisas finalmente começaram á esquentar. Ás vezes ele era tão ridículo.

- É, ele me mostrou alguns exercícios de matemática e depois a Sr. Hale fez biscoitos... – Dei os ombros. Não queria dar mais detalhes, ou seja, mentir mais.

- Isso é bom. Você está finalmente se interessando pelos estudos. – Blythe prendeu seu cabelo num coque alto e puxou sua blusa para baixo. – E aí, como estou?

Era o primeiro dia dela no novo emprego. Ela aceitou organizar alguns leilões de arte fora da cidade e ficaria fora por algumas semanas. Analisei sua roupa, minha mãe vestia uma blusa branca de botões, uma calça social marrom e sapatos de salto pretos. Ela deu um giro.

- Maravilhosa. – Sorri e tomei meu suco de uma vez só. Ainda tinha que ficar de bobeira com Brian antes que o sino da escola batesse. – Já estou indo, boa sorte no novo emprego.

- Obrigada. Volte cedo para casa, quero jantar com você antes de viajar.

- OK. – Respondi e sai da casa. O dia estava claro e quente como todos os outros, morar no sul da Califórnia não é fácil. Andei até a escola que ficava á quatro quadras da minha casa, era uma escola/igreja, freiras e padres davam as aulas e ao mesmo tempo tentavam nos levar para o catolicismo. Resumindo, era um saco.

Minha turma de amigos era a única que aprontava ou tinha coragem de falar em voz alta com eles, uma vez chegamos a pichar o armário da “irmã” Lilith, levamos suspensão de uma semana e quando voltamos, tivemos que trocar de sala porque a coitadinha nos via como demônios. Ri sozinha e entrei nos limites da escola.

Brian já estava lá, os cabelos pretos e lisos iam até quase os ombros, estava de calça jeans rasgada nos joelhos e uma camisa do Bullet for my valentine. Sempre desrespeitando as regras.

- E aí, crianças. – Cheguei perto deles e Victoria colocou o braço em meus ombros dando um beijo em minha bochecha.

Ela era da minha altura, tinha recentemente raspado um dos lados da cabeça e do outro o cabelo loiro continuava liso e escorrido. Usava um piercing ao estilo “tourinho” no nariz, tinha quatro furos em cada orelha e ainda um na língua. Enquanto eu só usava um piercing preto no lábio inferior.

- Como passou a noite, gostosa? – Ela disse rindo. Ótimo, Brian já tinha espalhado meu novo apelidinho.

Lancei um olhar feio para ele, que só sorriu.

- Ótima. Nem vou perguntar da sua. – Respondi. Eu não queria ouvir como ela tinha ficado doidona e beijado vários caras sem nem perceber.

- Poxa, OK então. – Victoria deu os ombros e voltou para o lado de Jared. Ele era o que tinha o visual mais radical entre nós. Moicano pintado de roxo, um pouco de lápis nos olhos, calça preta com algumas correntes e piercings aonde conseguisse colocar. Isso além de andar com um pessoal da pesada, ele já fora preso várias vezes.

O sino que ficava na capela da escola/igreja tocou e nós entramos. As paredes todas brancas, o chão brilhando e as freiras sorriam acenando para alguns alunos. Quase vomitei.

Entramos na sala e fomos para o fundo. Algumas menininhas que se sentavam bem na frente olharam para as roupas de Victoria e se juntaram para fofocar, quando elas mesmas vestiam saias compridas, sapatilhas feias e o cabelo comprido e sem corte. Victoria levou os dedos á boca, formando um V e fez um gesto bem feio.

Sentamo-nos nas ultimas carteiras duplas da fileira ao lado da parede e a “irmã” Elizabeth entrou na sala, colocou seus livros em cima da mesa e como sempre esperou em pé com as mãos juntas em frente ao rosto. Pronta para oração.

Os alunos se levantaram num pulo, entendendo o gesto e começaram uma oração em voz alta. Nós quatro continuamos sentados e quando a oração acabou a freira abriu os olhos para nos lançar um olhar de dó. Brian levantou a mão para mostrar o dedo, mas eu o impedi no meio do caminho. Sussurrei:

- Não arrume encrenca. – Ele me olhou incrédulo.

- Está brincando? – Cochichou de volta.

- Não. Levamos detenção á menos de um mês. E se minha mãe receber alguma reclamação, ela não vai viajar. O que significa: Sem festa na quarta á noite.

Brian refletiu por alguns segundos e abaixou a mão.

- Se você for quarta á noite com aquele short que eu gosto, por mim tudo bem. – Ele sorriu, todo sexy e eu corei. Como sempre, minutos depois da “irmã” começar a explicar, ele abaixou a cabeça e dormiu.

Fiquei o resto da aula segurando-me para não desistir e dar um cochilo também, até que finalmente o sino bateu e todos saímos para o intervalo. Victoria saiu na frente e ao chegar no pátio, esbarrou com as mesmas meninas crentes de antes. Uma delas deu um grito e eu vi que seu copinho de iourgut tinha caído e agora sua camisa do uniforme estava todo melecada.

- Sua... Sua... Coisa ridícula! Olha o que você fez com minha blusa! – Ela gritou, ignorante e tirou o cabelo comprido de perto da sujeira.

Victoria ia pular em cima dela, mas eu passei um braço na frente dela.

- Ela não fez porque quis. Se liga. – Disse, tentando ficar calma.

- “Se liga”? Que gíria é essa? Alguma coisa de drogados? – Mellanie, esse era o nome dela. Ela riu e as outras atrás dela acompanharam.

- Cala a boca, sua piranha. – Victoria passou, empurrando meu braço e ficou cara a cara com Mellanie. – Não está na hora de ir pra igreja, conversar com seu Deus?

- Tenha respeito! – A garota gritou e bateu o pé. Como se ela mandasse em algo.

- Vá se foder. – Vic murmurou e se virou, quando deu as costas, Mellanie puxou seu cabelo. Típico de criancinhas.

Victoria se virou e avançou para cima dela, jogou-a no chão e começou a estapear o rosto da garota até que ele estivesse vermelho e roxo. Tentei separá-las, mas Brian me segurou por trás e gesticulou com a cabeça para alguns padres que vinham correndo na direção da rodinha que tinha se formado.

- Sem encrencas, lembra? – Sussurrou em meu ouvido e me puxou para um corredor vazio.

- Para! – Disse e tentei puxar meu braço, ele não me soltou. – Não posso deixar ela lá!

- Pode sim. Ela vai entender. – Entrou em nossa sala de aula e colocou nossas mochilas nas costas. – Vamos matar o resto das aulas.

- Não acha que vão desconfiar? – Agora eu já andava ao lado dele, praticamente correndo para a saída.

- Não, Jared vai nos acobertar. – Piscou para mim enquanto corríamos pelo gramado da frente, só paramos depois de duas quadras.

Recuperamos o fôlego e ele me passou minha mochila.

- Quer saber? Pela sua coragem, vou te pagar um sorvete. – Brian sorriu e paramos em frente á uma sorveteria. – Fique aqui, eu já volto.

Ele entrou no estabelecimento e eu fiquei olhando a rua. A sorveteria ficava cercada de prédios e árvores altas, elas balançaram quando bateu um vento forte e eu tive que me abraçar para aquecer meus braços.

Anjo.

Arregalei os olhos e virei-me de um lado para o outro, tentando achar o dono daquela voz. Era rouca, grossa e incrivelmente sexy. Mas não tinha ninguém ali. Voltei á olhar para a rua, quando senti uma mão quente em meu ombro. Voltei á olhar para trás e dei um sorriso pensando que era Brian.

- Se você estava tentando me assus... – Parei de falar e minha boca se abriu num ‘o’.

A sensação de borboletas no estomago voltou e eu perdi o fôlego por alguns segundos. Um homem estava ali. Alto, com mais ou menos 1,90 de altura, cabelos negros que formavam pequenos cachos na parte de baixo, seus olhos eram igualmente negros, talvez até mais. Um sorriso de felicidade começou a se formar naquela boca carnuda e linda. Eu senti vontade de beijá-lo. Ali. Naquele momento. Mas me contive, afinal, nem o conhecia.

- Nora. – Deu um sorriso que mostrou todos os seus dentes incrivelmente brancos, abriu os braços como que para me abraçar e eu recuei. Era a voz que eu tinha escutado antes.

- Ei, cara. Você está doido? – Cruzei os braços e fiquei olhando-o, aquele sorrisinho não parecia nada inocente para mim. – Fumou alguma coisa? – Perguntei querendo ser grossa, mas minha voz não saiu como eu queria.

- Não se lembra de mim mesmo? – O Sr. Sexy apertou a ponte do nariz e olhou para os lados, logo cerrou os punhos como se estivesse preste á socar alguma coisa.

- Eu deveria? – Perguntei, fui tosca. Ele podia ser lindo, mas definitivamente devia estar drogado. Lembraria-me se já tivesse visto ele antes. Só ai reparei em seu corpo, que prendeu mais atenção do que seu rosto. Usava uma camisa cinza de mangas, jeans escuro e meio caído, e botas com pontas de metal. Olhei-o de cima a baixo mais uma vez, mas parei em sua barriga, que mesmo a camisa meio frouxa não conseguia esconder.

Mas que merda. Como eu podia me sentir tão atraída por um cara que eu nem conheço?

- Não, não deveria. – Ele disse. Voltei a olhar para o seu rosto. – Sou Patch Cipriano. – Estendeu a mão e eu timidamente estendi a minha. A menção desse nome fez que eu me sentisse quente, quase como se algo me desse um choque.

Nossas mãos se tocaram e eu senti meu coração pular algumas vezes.

- Sou Nora Price. – Respondi, ainda me recuperando da reação que tive agora pouco.

- Ei, Nora. – Brian se aproximou de nós dois e eu soltei da mão de Patch rapidamente. – Quem é seu amigo? – Perguntou e me entregou um pote pequeno de sorvete para poder encarar Patch.

O maxilar do Sr. Sexy se contraiu e seus punhos cerraram-se de novo quando viu Brian, ele olhou para meu rosto e pareceu se acalmar.

- Tenho que ir. Espero encontrá-la de novo. – Sorriu e saiu andando. Um andar típico de um bad boy.

Estranho. Pensei, e enchi minha boca de sorvete antes que Brian começasse com as perguntas.

Notas finais
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