Eugeni
20 O baile de máscaras
Notas iniciais
O baile de máscaras anual do Clube Astral era o mais concorrido em 1892. Por sorte, Antônio conseguiu convites para os amigos.
Naquele carnaval, Eugeni decidiu cair na folia, após um ano puxativo, acompanhando “As viuvinhas” do Catete. Alguns amigos que fantasiavam-se de mulheres no carnaval.
Assim que ajeitou a cartola, ela colocou a máscara, olhou-se no espelho, gostando da imagem.
Eugeni desceu as escadas, Álvaro a aguardava aos pés, vestindo um terno branco. Estava bronzeado, atlético e usava um bigode à la mosqueteiro.
Ao vê-la, seu queixo caiu.
“Como estou?” Ela perguntou, desceu as escadas, ficando ao lado do primo e endireitando a postura, imitando-o.
Vestia um terno preto, colete e camisa branco com o colarinho para cima, engomado por Naná. Para finalizar, uma bengala.
“Meus pensamentos são vis, eu não poderia proferir em voz alta.” Ele declarou, sorrindo.
“Qual sua fantasia? Cobrador de impostos?” Eugeni gargalhava ao sair de casa.
“Vamos dizer que eu vou tocar essa noite para você dançar. Agora, me dê a honra?” Álvaro estendeu o braço. “Desculpe, é o costume. Vamos?” ele deu passagem para Eugeni e ela entrou no carro, sem a necessidade de segurar no braço de alguém.
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