''Eu vou rasgar meu coração pra costurar o teu.''
1 Capítulo 1
Era mais um dia daqueles, que eu acordava cedo para malhar e em seguida trabalhar. Eu tinha minha própria academia em casa e isso facilitava as coisas, mesmo assim havia dias que não queria sair da cama, mas eu tinha um objetivo. Outra coisa era que, se eu ficasse um minuto pensando, pensaria nela... Como já estava quase fazendo. Então levantei rapidamente e me vesti, começando a me aquecer e em seguida iniciar o treino.
Depois de terminar o treino, tomei meu banho e me preparei para o trabalho. Eu sou Engenheira de Petróleo, trabalho na área de logística, então passo a maior parte do meu dia me preocupando com isso. Nesse dia eu iria me encontrar com uma pessoa, apenas para serviço, é claro. Fazia tempo que não tinha um encontro, mas não sentia vontade e acho que não conseguiria ficar com outra pensando nela. Me foquei e então fui à um restaurante que costumava ir para resolver assuntos do serviço. Encontrei uma linda moça que estava me ajudando com um estoque e quando tínhamos resolvido o assunto, notei que já era hora do almoço.
— Ei, me desculpa, mas preciso ir agora. Eu nunca atraso minhas refeições, sabe como é. — Eu disse sorrindo.
— Percebi... Você deve malhar muito não é? Mas se quiser pode ficar aqui comigo para almoçarmos juntas.
— Ah, claro, adoraria.
Resolvi ficar e almoçar com ela, embora estranhasse a simpatia da moça. Quando terminei me despedi rapidamente e ela me deu um abraço e apertou minha mão, deixando um bilhete nela e pedindo pra eu ler depois. Saí rapidamente do restaurante pegando minha bolsa. Parei e encostei na parede para abrir o bilhete quando alguém tocou no meu ombro. Me virei lentamente já sentindo um frio na barriga. Era ela. Mas como? O que ela estaria fazendo aqui? Me seguindo? Não havia como fugir.
— Oi... Larissa. — Meu coração pulava quando eu pronunciava esse nome.
— Oi, Ana. — E ela como sempre carinhosa ao dizer meu nome, quase me arrancando um sorriso. Mas consegui me conter.
— O que você está fazendo aqui? — Perguntei querendo parecer fria.
— Estava almoçando com minha...
— Hum, entendi. Tenho que ir agora, ok? Eu.. Ahn, se cuida.
— Calma, Ana... Eu te vi ali no restaurante com uma moça. Espero que esteja feliz. E... sinto sua falta.
Eu dei uma risada fria e olhei bem nos olhos dela, sentindo uma pontada no peito.
— Não tenho ninguém. Mas espero que você esteja feliz com sua... — Olhei a aliança no dedo dela e mordi os lábios, desconcertada. — Noiva. E nem venha me dizer isso, por favor. Escolhi não acreditar no que você diz.
Virei as costas e abri a porta do carro, então ela segurou meu braço com firmeza e se afastou rapidamente.
— O que foi? — Murmurei.
— Seus braços, estão... Você está forte. — Ela mordeu os lábios.
— É. Sei que não gosta disso, mas tudo bem. Tchau, Larissa.
Vi uma lágrima escorrendo pelo rosto dela nesse momento, mas eu não podia parar, ela estava noiva e eu não podia fazer mais nada. O que não entendo é porque ela me diz essas coisas e no final estou sozinha, como sempre. Pisei fundo no acelerador sentindo uma raiva de mim mesma, segurando para não chorar. Talvez era mesmo a hora de sair com outras pessoas.
Quando cheguei ao escritório, fiz algumas ligações mas não conseguia me concentrar. Então peguei um cigarro e fui para a sacada fumar. Havia muito tempo que não fazia isso, mas não conseguia, toda vez que a via era a mesma coisa.
Já era quase 20h quando estava deixando o escritório, tinha conseguido organizar umas coisas mas deixei muita coisa sem terminar. Respirei fundo e dirigi até em casa. Cheguei e fui direto para o banheiro tomar um banho.
Quando me deitei, percebi que devo ter sido um pouco fria com ela, mas não havia como mudar isso. Eu tentei não tirá-la da minha vida, mas acabei quebrando meu celular de raiva, perdendo o número dela. Também não sabia seu endereço depois que ela havia ficado noiva. Antes eu costumava escalar uma árvore ao lado de sua casa, assim todas as noites podia observá-la dormindo. E agora nem isso eu tenho. Pensar nessas coisas me faz parar com o sentimento de culpa. Eu não havia me separado dela, nem ela de mim. Mas o destino sim. Quando nos conhecemos morávamos a uma distância que complicava muito as coisas e com o tempo, foi isso que aconteceu. Tentei recuperar tudo aquilo, mas quando me aproximei, ela já estava com outra.
Me levantei para olhar as estrelas pelo meu telescópio e ouvi alguns gritos vindo lá de baixo. Um cara corria com uma bolsa. Sem pensar, peguei minha arma dentro do armário e corri para as escadas, descendo rapidamente. Virei a esquina atrás dele e dei-lhe um tiro na perna. Me aproximei devagar e peguei a bolsa da mão dele, lançando-lhe um olhar de raiva. Logo em seguida me virei, avistando Larissa vindo em minha direção. Com aqueles cabelos castanhos e os olhos encantadores, um corpo que me deixava sem ar. E o sorriso, o mais lindo que já vi em toda a minha vida.
Instintivamente abri meus braços, como sempre fazia para acalmá-la. E ela me abraçou forte, como se procurasse um abrigo. Respirei aliviada ao sentir seus braços em volta do meu corpo e apertei-a contra mim desejando que o tempo parasse. Quando seus braços se soltaram de mim, demorei um pouco para me dar conta do que tinha acontecido.
— Meu... Larissa, você está bem? — Perguntei preocupada.
— Sim, eu acho.
— O que você está fazendo aqui em frente à minha casa, essa hora da noite? E como você sabe onde eu moro?
— Eu queria te ver... Te segui até aqui mais cedo e não consegui te chamar, mas quando tentei dormir não consegui, então percebi que tinha que vir.
— Ah, tudo bem. Quer entrar? Seu rosto... está machucado. — Me aproximei, deslizando meu dedo pelo rosto dela delicadamente. — Posso cuidar disso.
Percebi seu rosto se corando e sorri de lado. Ela me seguiu até o prédio, dessa vez subi de elevador. Olhei pra minha roupa e só então me dei conta que estava com um short de pijama curto e uma regata que usava para malhar. Comecei a rir baixinho e balancei a cabeça negativamente.
Saí do elevador e entrei no apartamento, pedindo que ela entrasse. Peguei meu kit de primeiros socorros e ela se sentou na poltrona, montei um curativo e coloquei em seu rosto devagar. Deslizei meus dedos pelo seu queixo, me perdendo no seu olhar. Que saudade disso... Ficava com essas palavras no meu pensamento.
— Então... Queria mesmo te pedir desculpas. Tenho que ir agora, estou morrendo de fome.
— Eu faço algo pra você. Bom... aqui em casa só tem coisa saudável, sei que não é muito chegada nisso, mas minha sobrinha ficou aqui em casa uns dias então deve ter umas besteiras. — Lancei-lhe um olhar sedutor e comecei a rir do que acabei de dizer.
— Tá bem, eu fico. Eu te ajudo.
Fizemos sanduíches mas ela não me convenceu a comer os gordurosos. Estava me divertindo tanto que minhas bochechas doíam de tanto rir, fazia tempo que não ria daquele jeito. Larissa tinha mesmo uma coisa especial e me encantava, mas eu tinha medo pois sabia que minha felicidade não ia durar muito tempo. Logo ela iria embora e mais uma vez eu ficaria sozinha.
Depois de quase destruirmos a cozinha brincando de guerra de água, ela estava ensopada e eu caída no chão. Fechei os olhos por alguns segundos e logo me arrependi, sentindo uma água gelada caindo sobre meu rosto. Ela havia pegado o balde e eu fingi estar brava.
— Eu vou te matar!!!
Então ela saiu correndo e fui atrás, escorregando no chão molhado e levando-a para o chão comigo. Segurei firme em sua cintura. Ela estava em cima de mim. Minha respiração estava acelerada, meus lábios quase tocando os dela. Então ela saiu, rindo da minha cara.
— Idiota, olha o que você fez. Quase morri mesmo.
— Você não vai morrer tão cedo, não comigo perto. — Falei séria.
Ela me lançou um olhar confuso e se levantou ajeitando a roupa.
— Posso fazer.. uma coisa? — Ela me perguntou sem jeito.
— O que?
— Deixa eu pegar nos seus... braços.
— Hum. Pode. Mas tem uma condição.
— Qual?
— Me dá um beijo.
— Não, Ana. Não posso fazer isso.
— Então fica aqui comigo, essa noite. Só essa noite. Por favor? — Respirei fundo e me aproximei, pegando em sua mão. Ela estremeceu e ficou me olhando por um tempo antes de responder.
— Mas... O que eu vou dizer pra ela? Olha, eu não posso... Não faz isso.
— Prometo que não vai se arrepender. A gente vai dar um jeito. — Meus olhos se encheram de lágrimas, implorando pra que ela ficasse. E ela cedeu. Agarrou meus braços com vontade e me fez sorrir. Olhei em seus olhos enquanto ela acariciava meus braços e subindo a mão pelo meu ombro. Seu toque era tão suave, tão bom. Fechei os olhos e senti seus lábios em minha bochecha. Em seguida ela se afastou me pedindo uma toalha para tomar banho e eu mordi os lábios, com vontade de brigar com ela por fazer me sentir aquilo.
Sentei no sofá esperando e liguei a TV para assistir um jogo. Fiquei pensativa por alguns segundos e me levantei indo em direção ao banheiro, a porta estava aberta então entrei.
— Precisa de ajuda? — Perguntei baixinho. Ela se assustou e pediu para eu não olhar. Virei de costas, sem conseguir segurar o sorriso.
Então eu senti seus braços em volta do meu corpo, ela estava me abraçando por trás, sussurrando no meu ouvido: — Toma banho comigo...
Me virei, segurando na cintura dela. Entrei no box de roupa e fiquei debaixo do chuveiro, com o corpo dela grudado no meu. Apertei-a contra mim e sem pensar toquei meus lábios nos dela, beijando-a lentamente. Não senti nenhuma mão me empurrando ou sinal de rejeição, então continuei. Ela mordeu meu lábio inferior e segurei na sua nuca, olhando em seus olhos. Ela sorriu pra mim e tirei-a do chão, puxando suas pernas pra minha cintura. Voltamos a nos beijar, dessa vez um beijo mais intenso. Eu podia sentir aquela paixão toda voltando, cada segundo com ela me deixava mais viva, me colocava de volta ao mundo. E cada segundo eu a apertava mais forte, com medo de ser um sonho, com medo dela escapar dos meus braços. Ouvi um grunhido e parei o beijo.
— O que foi? — Olhei-a preocupada.
— Seu abraço... É muito forte.
— Me desculpa... Vou maneirar aqui, ok?
— Não precisa, eu gosto.
Então ela me beijou sem aviso, segurando em meu cabelo e bagunçando-o. Desliguei o chuveiro e andei até o quarto. Passei um dos braços em volta de sua cintura e desci uma das mãos devagar até sua coxa. Coloquei-a na cama e deslizei meu corpo por cima do dela. Suas mãos estavam nas minhas costas, fechei os olhos sentindo ela me arranhar. Tirei minha blusa e meu short molhados, ficando apenas de calcinha. Ela puxou meu cabelo e eu comecei beijar seu pescoço, descendo até seus seios e chupando-os. Passei minha língua entre os seios, apertando-os delicadamente enquanto ela descia as mãos pelas minhas costas. Ela tirou minha calcinha e olhou pro meu corpo, mordeu os lábios e me lançou um olhar sedutor e um sorrisinho de lado. Olhei nos olhos dela, aproveitando cada detalhe. Alinhei meu corpo ao dela e beijei-a nos lábios, iniciando um beijo calmo. Acariciei seus braços e a lateral de seu corpo enquanto ela cruzava suas pernas em volta do meu corpo, deixando nossos corpos ainda mais grudados. Parei o beijo e desci beijando até sua barriga, deslizando meus lábios até a coxa e em seguida a virilha. Apertei a coxa dela, dando um chupão na mesma. Ela abriu mais as pernas e passei minha língua pela sua virilha, mas afastando cada vez que sentia suas pernas tremendo, deixando-a com mais tesão. Passei minha língua pela sua vagina, chupando-a. Segurei em suas coxas e comecei um movimento rápido com a língua enquanto penetrava um dedo. Sorria ao ouvir seus gritos e gemidas. Continuei aquele movimento por um tempo, fazendo-a gozar. Chupei sua vagina e subi passando minha língua pelo seu corpo, quando ela me surpreendeu e segurou nos meus ombros, subindo em cima de mim. Senti seus dedos deslizando a lateral do meu corpo e descendo até minha bunda, ela apertou-a e eu soltei uma risada baixa. Mordi meu lábios enquanto ela deslizava sua língua pela minha vagina. Segurei suas mãos fazendo-a apertar meu seios, fechei meus olhos lembrando de quanto eu sentia falta daquilo. Ela colocou dois dedos em mim, me fazendo gritar. Sentia sua língua pelo meu clitóris e gemia repetidamente. Segurei sua mão firmemente e com a outra me agarrei ao lençol, senti um calor subir pelo meu corpo e gozei. Então ela subiu em cima de mim encostando sua vagina na minha e lentamente se movimentou, segui seus movimentos e olhei seu rosto, dando um sorriso safado. Segurei em sua cintura e puxei-a pra mais perto, fazendo-a parar o movimento. Olhei em seus olhos e encostei meus lábios nos dela, dando um beijo calmo. Passei meus braços em volta do seu corpo, apertando-a contra mim. Beijei-a com mais intensidade, sentindo sua respiração arfar. Finalmente, ela passou seus dedos pelo meu rosto e parou o beijo. Subi minhas mãos pelas suas costas, fazendo carinho em seu corpo. Segurei em seu cabelo, deslizando meus dedos pelo mesmo. Ela deitou sua cabeça em meu peito, me arrancando um sorriso. Naquele momento eu desejei que o tempo parasse, que o dia seguinte não viesse e então eu teria que voltar para a minha vida vazia longe dela. Nem sei se a veria novamente, então não me restava nada a não ser me agarrar à aquele momento. Puxei o edredom pra cima de nossos corpos e fechei meus olhos. Senti seus lábios tocarem meu pescoço e ela me deu um chupão.
— Hm, tá querendo mais?
— Sempre. — Ela disse com um sorriso provocante.
— Acho que você não aguenta.
— Quer ver?
— Ah não, estou com sono. — Fingi uma cara de cansada.
— Nossa, depois eu que não aguento. — Ela me deu um tapa no braço e se afastou.
Puxei-a pela cintura e lhe roubei um beijo intenso, apertando-a contra mim. Falei entre o beijo:
— Eu aguento sim.
Larissa puxou meu cabelo, arranhou minhas costas e me envolveu cada vez mais em seu toque. Senti suas mãos em meus seios e quando seus pés gelados tocaram a minha pele, saltei e empurrei-a para o lado. Ela me olhou brava.
— O que foi? — Ela sentou e cruzou os braços.
— Seus pés meu amor, estão gelados. Me desculpa, deixa eu esquentá-los.
— Você é uma chata.
Então ela deitou de costas pra mim, me pedindo pra abraçá-la. Abracei-a forte, deslizando meus pés nos dela. Beijei-a no ombro e sussurrei:
— Boa noite, meu amor.
Não ouvi respostas e percebi que ela estava dormindo, sorri e fechei meus olhos. Deslizei meus dedos pela sua mão, em seguida fazendo carinho em seu braço. Abri meus olhos e olhei para o relógio, já eram 4h da manhã.
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