Eu vejo o fogo

3 Escudo de Carvalho


Notas iniciais
Oi amores! Desculpem a demora para postar o capítulo novo, mas estou aqui outra vez e é isso que importa, não é? Espero que gostem! *-////////CAPÍTULO PROPÍCIO Á SPOILER\\\\-*

Era uma vez um anão filho de grandes reis.

Desde criança, esse anão era muito pressionado por todos, porque queriam que ele se tornasse um ótimo rei e guerreiro.

“O garoto Thorin ainda não sabe como usar uma espada? Isso é um absurdo!” – era o que eles diziam.

O anão queria ser tudo que esperavam dele, mas ao mesmo tempo só queria brincar, pular e correr como uma criança comum! O que havia de tão errado nisso?

Ele tentava de tudo para agradar, mas não conseguia. Até fez coisas que não queria fazer, mas também não deu certo. As pessoas continuavam a perguntar por que ele não sabia manusear uma espada.

Então ele cresceu com um único desejo: ser poderoso – porque era isso que procuravam nele, certo? Queriam que ele fosse o majestoso Thorin, filho de Thráin, neto de Thrór.

Na sua jornada em busca de seu sonho, ele conheceu várias criaturas. Pode-se até dizer que se tornou importante! Fez alguns amigos que arriscaram a vida inúmeras vezes em situações perigosas por ele, e, sabe, Thorin até chegou a gostar deles... Até se deparar com aquilo.

A chave para tudo que ele sempre sonhou, tudo aquilo que sempre quis. A Pedra Arken. A Pedra Arken nas mãos daquele hobbit... Aquele sujo e indigno hobbit.

Com as intenções confundidas por um passado amargurado, o anão traiu seus companheiros e tentou fugir. Ao entrar no barco, ele se sentou em um canto e permitiu-se sorrir por um instante, glorificando seu feito. Permitiu-se mais um instante para olhar o horizonte e mais outro para olhar o lago. Foi aí que viu seu reflexo.

A imagem deturpada de um monstro. Ele viu o mal queimando em seus olhos, viu sua boca salivando por um tesouro que não merecia, viu sua alma corrompida por um poder que não era digno. E percebeu que não era desse jeito que seria um ótimo rei e guerreiro. E se lembrou de como os reis e guerreiros da história eram lembrados.

Eles morriam para salvar seu povo.

Assim, virando-se para o céu queimado por fogo e respingado de sangue, ele seguiu para a batalha, sabendo que iria cair. Porque era aquilo que ele merecia: um último e único momento de glória.

Assim, concluiu seu último ato. Como um Escudo de Carvalho faria.

Notas finais
E aí, o que acharam? Beijos, até a próxima!