Eu vejo além do monstro
27 Capítulo 27
Notas iniciais
#Autora
Gabrielle olhava para aquele campo de batalha e se arrepiava completamente, nunca havia visto tanta falta de humanidade, ela estava relativamente afastada do auge da luta, mas o que via era aterrorizante, ela segurava sua lança até os nós de seus dedos estarem brancos, a ansiedade percorria seu corpo, ao longe ela ouvia os gritos, ela percebia que alguns eram para atacar e outros somente de dor.
O exército de Xena era organizado, tinha suas táticas definidas, porém o exército de Éracles, apesar de ser formado por selvagens, também tinha algumas técnicas e táticas, contudo os selvagens mais se baseavam em atacar do que qualquer outra coisa.
A cavalaria dos aliados de Xena avançavam contra os selvagens, o ataque da infantaria quebrou a primeira linha de defesa. Os selvagens, numericamente superiores resistiam ao assalto, mas a falha em seguir as escassas estratégias forçava-os a recuar.
Gabrielle vira um selvagem jogar um liquido escuro em cima de alguns soldados, atear fogo ao corpo e correr em direção a estes mesmos soldados, a cena lhe embrulhou o estômago.
Gabrielle procurava por Xena, mas não conseguia encontra-la, ainda mais com a noite caindo, ela estava preocupada, em qualquer batalha sempre haverá possibilidades, mesmo que pequena, mas em seu intimo sentia que nada havia acontecido a senhora conquistadora.
Gabrielle não precisara colocar em prática as lições aprendidas de combate e estava grata por isso. Se mantinha firme em sua posição, conseguiu comer um pedaço de pão que fora distribuído, muitos soldados rejeitaram, mantinham-se em total alerta e não queriam se distrair um momento se quer. Gabrielle precisou se retirar do seu posto duas vezes durante todo aquele período para atender as suas necessidades fisiológicas, e nestes momentos ela conseguira respirar mais aliviada, mais por não ter nas vistas toda aquela brutalidade do que por qualquer outro motivo.
Quando a noite se tornou completa, ambas as tropas se retiraram. O exercito de selvagens tiveram uma drástica perda, sendo reduzido consideravelmente, o exército de Xena sofrera baixas também, porém em número bem menor.
Gabrielle voltou para o acampamento e se dirigiu diretamente para a tenda que dividia com Xena, poucos instantes sentira uma presença conhecida e logo depois foi tocada de forma abrupta.
Ela sentiu as mãos de Xena percorreram sua cintura com certa possessividade a virando para si e envolvendo Gabrielle em um beijo caloroso, suas mãos deixando a cintura e agarrando sua bunda no processo. Gabrielle sentia que os toques de Xena estavam mais agressivos, ela gostara daquilo, Xena a tocava com frenesi, urgência, era algo que até agora Gabrielle não havia experimentado.
— Eu quero você – Xena diz a Gabrielle, e essa frase soa com um tom de desespero.
Logo Xena já está se apossando dos seios de Gabrielle com sua boca, sugando dolorosamente sensual, da boca de Gabrielle somente se ouvia gemidos, excitando ainda mais Xena.
Naquele momento a conquistadora a olhou com luxúria, aquele foi o ápice, as vestes de ambas foram tiradas, a coxa musculosa e torneada de Xena forçou a abertura das penas de Gabrielle, no instante seguinte seus corpos nus tocaram-se, não sabia onde uma começava e a outra terminava, pareciam querer se fundir. As mãos de Xena correram o corpo de Gabrielle levando eletricidade por todo seu corpo. Xena foi se abaixando, Gabrielle notou aquele olhar da conquistadora, o conhecia de outros tempos, do início de ambas, seu corpo se arrepiou com a sensação, ela sabia o que viria a seguir, o monstro do desejo precisava ser aplacado.
Logo Xena lambeu toda a extensão do sexo de Gabrielle, abrindo suas pernas, coloquei a perna direita sobre o seu ombro esquerdo, e levando sua até as nadegas de Gabrielle a puxando mais para si, abriu seus grandes lábios e se deliciou com aquela ambrósia, sentido Gabrielle tão entregue Xena penetrou-lhe com três dedos, sentindo o corpo da menor recebe-la tão bem. A pequena perdeu-se naqueles toques, gemia desesperadamente, sua mente havia se desligado, naquele momento, somente o instinto animal se fazia presente, logo se desmanchou, perdendo as forças nas pernas. Xena fora rápida e lhe segurou, a carregando para lhe deitar.
Xena tomou novamente a posse da boca de sua pequena, era algo que não tinha fim, aquele calor, Gabrielle correspondia na mesma intensidade, ela sentia, ela entendia que Xena precisava daquilo, naquele momento, Gabrielle não queria pensar que estava sendo usada, aquilo era puro desejo, ela disse que amava e aceitava todos os lados de Xena, e não voltaria atrás nesse ponto.
Se entregaram somente aos prazeres da carne pelo resto da noite, aplacaram a fome de algo mais urgente. Xena deixou o monstro solto, ainda estava sob o efeito do frenesi da batalha, deixou ali seus instintos e desejos mais primitivos comandarem. Gabrielle aproveitou cada momento, cada orgasmo, tocou Xena com a mesma intensidade, ambas naquela batalha carnal, no fim tanto uma quanto a outra havia saído vitoriosa, dando e recebendo prazer intenso.
Xena mal dormira uma marca de vela, aquela sensação de alerta sempre presente, se evidenciava ainda mais em tempos de guerra. Olhou para o lado e notou Gabrielle dormindo tranquilamente, exausta da maratona que tiveram a noite, deu um pequeno sorriso, até notar a marca de mordida, desceu o lençol que cobria sua pequena e pode verificar mais marcas, chupões, mais mordidas, a marcas de seus dedos, começou a sentir-se culpada, depois que descobriu o sentimento que nutria por sua pequena fez o possível para controlar aquele seu lado e precisou somente de uma batalha para se perder assim.
Xena havia deixado o monstro vir à tona no campo de batalha, deixou seu pior lado lhe tomar completamente, e por mais que não quisesse admitir, gostou, o poder de tirar a vida de seus inimigos sempre fora algo que lhe seduzia. E quando as tropas inimigas começaram a se retirar ela ainda sentia aquele poder correr por seu corpo. Ela queria aplacar aquilo, pensou seriamente em encontrar algo para descontar, mas em sua mente somente se passou a imagem de Gabrielle, ela sabia que sua pequena não esteve em batalha, mas mesmo assim queria a certeza. Voltou ao acampamento, e quando viu sua pequena, não resistiu, fora uma mistura de sentimentos e ela aplacou da melhor forma que conhecia.
Contudo, olhando as marcas agora, sentia-se mal, pois nos momentos que elas foram dadas, fora somente a vontade primitiva falando mais alto, não houve as palavras gentis, não houve as trocas de carinho, foi somente desejo.
— Consigo ouvir você pensando Xena. – A voz de Gabrielle soou sonolenta lhe chamando a realidade.
— Me desculpe. – Gabrielle sabia que Xena falava das marcas em seu corpo e não de tê-la despertado.
— Você viu as que eu fiz em você? Não sei como não sente suas costas arderem, eu devo tê-la esfolado.
Xena então reparou nas marcas dedos em suas pernas, olhou as pequenas marcas de mordidas em seu abdômen e seio. Ela estava tão preocupada com Gabrielle que não notara a si.
— Não se perca em pensamentos Xena, ontem o desejo nos tomou, eu amo você, aceito todos os seus lados, e principalmente quando sou eu a maior beneficiada – Gabrielle neste momento se virou e olhou profundamente para Xena – eu quis tanto quanto você, nos termos dessa forma, não significa que você me veja como objeto para se saciar, significa que qualquer que seja a situação você sempre buscará a mim, e eu fico feliz que seja assim, essa é uma parte sua, sempre foi, e eu não a temo, não mais, eu sei como você é quando se deixa levar por seus instintos, e pode ter certeza de uma coisa, sempre que quiser, repetiremos a dose.
Xena não disse nada, simplesmente puxou Gabrielle para si e lhe beijou afetuosamente, palavras foram desnecessárias, sua pequena lhe demonstrou mais uma vez que era a pessoa certa para ela, não que ela já não tivesse essa certeza, mas era bom ter essas confirmações.
— Vamos, precisamos nos vestir, ontem fora só a primeira batalha, ainda temos muito que vencer para o fim desta guerra. – Xena disse se levantando e puxando Gabrielle.
— Sim, minha senhora, como queira! – Gabrielle lhe respondeu sorrindo.
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