Eu vejo além do monstro
22 Capítulo 22
Notas iniciais
#XENA#
Eu queria pensar que era um sonho, parei o beijo e a olhei, observei-a, notei o mesmo olhar, porém nublado pelas lágrimas, era uma mistura de sentimentos, amor, saudade, desejo, paixão, nos beijamos novamente, havia tanto que eu queria dizer, porém a necessidade de senti-la era maior do que qualquer outra coisa, era uma necessidade que ultrapassava qualquer limite físico, eu sabia que sentia falta da minha pequena, mas não imaginava que fosse tanto.
– Você tem os olhos mais incríveis do mundo, senti tanta falta deles. – a ouvi falar.
– Somente deles? – rimos e nos beijamos novamente.
O beijo ganhou vida, junto com nossas mãos, eu queria tanto senti-la novamente, senti-la completamente, uma fome animal se apossou de mim, meu corpo exigia sentir o seu, diminui ainda mais o espaço entre nós, foi quando ouvimos um grito vindo de dentro de sua casa.
– Mamãe!!
– Eu pre... ciso vê-la. – disse ofegante.
Permaneci no mesmo local, ainda estava processando tudo o que ocorrera nestes poucos minutos. Foi como um choque de realidade ouvir aquela palavra. Eu precisava saber. Sem pedir permissão me encaminhei a um pequeno estabulo na propriedade, havia uma tina, retirei os panos e comecei a me limpar, não era o que eu realmente precisava, mas já ajudava.
– Senti falta de observar o seu corpo.
– Pelo visto não muito, conseguiu me substituir – eu sabia que não era justo.
– Somente fiz o que você pediu que eu fizessem seguir com a minha vida, após me dopar e me enviar para longe de você e pedir que eu nunca mais a procurasse.
– Desculpe, estou me acostumando a ideia de que seja mãe agora, que outro lhe tocou, que você sentiu... – eu estava descontrolada, as palavras saíram, as imagens vieram, e uma explosão de ciúmes se fez presente, dei um soco em algo e senti uma dor alucinante, uma descarga atravessou meu corpo, quando olhei era uma placa de ferro com cravejada. Senti o sangue escorrer.
– Xena, cuidado.
– Me deixe!
– Não, dessa vez não, venha, vamos entrar.
– E seu marido?
– Você estava me observando antes, sabe que não a ninguém além de mim e Eva.
– Bonito nome.
– Pensei em colocar Xena, mas Pérdicas não aceitaria, é um nome incomum, ele gostaria de saber o motivo e seria estranho informar que seria em homenagem a minha primeira amante.
– Então sou sua amante agora?
– Fora. Disse alguma mentira?
– Não. – concordei a conta gosto. – E onde está seu marido agora? – cuspi a palavra.
– Enterrado, vê ali aquelas pedras? Está lá desde o último verão. – disse com certa tristeza em sua voz.
– Desculpe. O que houve?
– Ele morreu salvando-nos, um grupo tentou roubar o pouco que tínhamos, ele os enfrentou, junto com alguns homens do vilarejo.
– Eu deveria ter mandado guardas para cá, mandado que vigiassem, você e sua filha não estariam sozinhas agora.
– Eu sei da guerra Xena, você tem mais com o que se preocupar.
– Você é minha prioridade Gabrielle, quando soube que Éracles havia mandado homens para cá eu não pensei duas vezes, minha sósia está no acampamento neste momento, para que eu esteja aqui.
– É verdade?
– Sim, você sabe que sim, deixa-la ir foi o que mais difícil que fiz em minha vida. Eu morri um pouco mais aquele dia Gabrielle, mas era o correto, eu a amo demais para fazê-la de alvo.
– Eu estou disposta a pintar um alvo em minhas costas se for para estar com você.
– Não fale isso pequena.
– É sério Xena, você não sabe como sofri, Cyrene – ao ouvir aquele nome meu coração acelerou- foi fundamental em minha vida, eu contei a ela sobre você, ela é a única pessoa que sabe realmente sobre minha vida, eu conheci Pérdicas, nos tornamos amigos, treinávamos juntos todos os dias, ele não era tão bom, eu lhe observei treinar, e apliquei o que eu via e ele sempre perdia, mas ele decidiu que entraria em seu exército, eu não podia deixar acontecer, ele não sobreviveria, disse que o amava e o pedi para ficar, nos casamos, acho que ele sempre soube que o amor que eu disse que sentia era um amor amigo, porém ele me deu o maior presente da minha vida, Eva.
– Gabrielle, eu amo você, todos esses verões que passei eu somente consegui pensar em você, eu sei que fiz a coisa certa, porém não deixou de ser dolorosa, eu mudei algumas vezes eu me perguntava o que você faria em determinada situação, tudo o que fiz de bom desde que te conheci, fiz por você. A única razão pela qual faço algo de bom nesse mundo é porque faço por você Gabrielle. Quando olho pra você, eu vejo a pessoa mais pura e mais gentil que já conheci. Alguém que é cheia de maravilhas e histórias, e que nunca desistiria de nada... ou ninguém.
– Eu soube das mudanças...
– Você agora tem uma filha, você também mudou, você diz que pintaria um alvo para estar comigo, mas pintaria em sua filha também? Eu não posso lhe trazer para isto, nunca, eu a amo demais, e prefiro fingir que nunca estive aqui e deixa-la continuar a seguir com sua vida.
– Você acha que deixaria isto acontecer desta vez? Xena eu vou atrás de você e pronto.
– Gabriele pense...
Ela aproximou-se de mim e me beijou, um beijo regado de paixão, não demorou muito, nos levantamos de nossas respectivas cadeiras, e nos abraçamos.
– Eu já pensei muito Xena, me segurei muitas vezes para não ir ao seu encontro, agora que você está aqui eu não vou deixa-la ir, a não ser que eu esteja junto.
– Gabrielle, na vida de todos, há algo que vai além do Bem Supremo. É o que você é em minha vida, mas você merece alguém que a ame a cada batida de seu coração, alguém que pense a seu respeito a cada instante, alguém que passe cada minuto do dia apenas se perguntando o que você está fazendo, onde está com quem está e se está bem. Precisa de alguém que possa ajudá-la a alcançar seus sonhos e protegê-la de seus medos. Alguém que vá tratá-la com respeito, que ame cada lado seu especialmente suas falhas. Você deveria estar com alguém que possa fazê-la feliz, realmente feliz, flutuando de felicidade, e por mais que eu queira ser esta pessoa, eu não sou, e sei que não poderei ser nunca... – fui calada com um beijo. Um beijo sedento, as palavras que eu disse havia acendido algo nela e pelo visto em mim também, pois eu correspondia na mesma intensidade. Levantamo-nos e ela me levou para um cômodo mais afastado.
Ao adentrarmos no cômodo a puxei pra mim, dando-lhe um belo beijo na boca. Ela tentava se desvencilhar, mas eu a segurava como alguém que conquistou algo que há muito tentava, e agora não queria mais largar. Eu passava a outra mão no seu seio esquerdo, pequeno, mas durinho, puxei seu vestido pra baixo, e sem esforço ele foi ao chão, deixando seu corpo nu exposto. Afastei-me pra contempla-la, e depois coloquei as mãos nos seus seios, brincando de dar mordiscadas nos bicos. Porém ela não me deixou continuar por muito tempo, e me empurrou pra que eu caísse meio sentada, meio deitada, sobre algumas peles amontoadas. Abri as pernas, totalmente rendida. Ela então se agachou e veio andando de quatro, manhosa, me deixando louca de desejo. Começou a massagear meus seios, minha libido foi a mil. Ela chegou com o rosto próximo ao meu sexo e o cheirou. O ventinho da expiração me deixou alucinada.
Descontrolei-me e mudei nossas posições, eu preciso senti-la antes de qualquer coisa, deitei por cima, lambendo e saboreando cada centímetro de seu corpo, desci pela barriga durinha, cheguei próximo a seu sexo que exalava um perfume excitante, lambi ao redor da virilha lisinha, sentia sua respiração ofegante, não me contive, a penetrei com dois dedos, dando estocadas fortes sentindo aquele sabor maravilho, não demorou muito e ela havia chego ao ápice me presenteando com o tremor do seu corpo, eu subi seu corpo a beijando e logo senti suas mãos em meu corpo e logo me senti preenchida por dois de seus dedos ágeis, eu pedia mais eu queria mais, sentia ela me comendo gostoso eu delirando , foi quando eu gozei nos seus dedos , gozei de uma forma inexplicável.
Nos abraçamos e eu fiquei a olhando, lágrimas em nossos olhos, tantas coisas a serem ditar, e nestes momentos, eu percebia que palavras eram desnecessárias, passaram-se tantos verões, mas eu estava ali, novamente me sentindo inteira novamente.
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