Notas iniciais
Somente posso pedir desculpas pelo tempo que não postei, a inspiração tirou férias longas...

Acordei com aquele peso já conhecido sobre meu corpo, e que visão, Gabrielle estava praticamente me usando de cama, somente um pedaço de pano nos cobria, eu olhei as marcas em seu corpo e pela primeira vez não me senti mal, eu sabia que ela havia gostado, pois ela mesma pedira por mais.

Relembrei de meus dedos entrelaçando seus cabelos, e puxei com força sua boca na minha, ela me beijou com desejo, mordeu meu lábio, eu gemi, por que doeu, ela cortou um pouquinho do meu lábio inferior, eu empurrei ela com força em direção ao chão, ela conseguiu inverter a posição...parecia mais uma luta, mais era excitante, era uma sensação nova pra mim, a medida que tinha o impacto da dor, o prazer vinha mais intenso, pra aliviar.....ela chupou meu pescoço com vontade, eu subi a mão por todo aquele corpo, arranhando suas costas, gemíamos juntas, suas mãos exploravam loucamente o meu corpo eu mordia seu pescoço, e ela soltava pequenos gritinhos fui ate os seios dela e apertei, puxando eles, ela revirava os olhos, mordia meu lábio, sugava vorazmente a minha língua, ela retribuía da forma mais dolorosa/prazerosa o tesão que eu estava dando a ela no momento, desci a mão ate sua fenda e vi o quanto ela estava molhada ela gemeu gostoso no meu ouvido.

– Senhora conquistadora!

– Xena, me chame de Xena.

– Xena, por favor, não me maltrata mais assim, por favor! – As palavras delas soaram como musica pra mim, me enlouqueceu mesmo, soquei três dedos nela, num vai e vem forte, ela rebolava nos meus dedos, deixando o ritmo ainda mais frenético. Ela gemia e pedia por mais, coloquei mais força nas estocadas, ela rebolava intensamente, senti seu corpo relaxando, ela mordeu meu ombro, abafando um gritinho, e gozou intensamente, senti seu mel descer na minha mão, e um sorrisinho satisfeito no rosto dela. Retirei os dedos de dentro dela, e ela fez questão de chupar um, por um, seu rosto cansado chupando os dedos com seu próprio gosto, me excitou novamente.

Fui para cima dela pegando com força pelo cabelo, jogando-a contra a parede caímos no chão e antes que ela pudesse se mexer coloquei minhas mãos em seu cabelo nos jogando nas peles, era mais uma briga de prazer, Gabrielle forçava seu corpo, e eu via que não era medo ou algo do tipo, o que vi em seu olhar foi desejo, paixão, ela estava gostando daquela disputa e tentava se soltar, mas eu era bem mais forte um cinta de coura estava próximo e a usei, uma puxada sem muita força, somente para atiçar e tive êxito, a coloquei de costas para mim e montei sobre ela, ela usava seu corpo e isso nos excitava mais e mais, eu mordia suas costas e ela gemia mais e mais.

A virei de frente e segurei seus braços com uma mão e abri suas pernas usando as minhas deixando seu sexo molhado a mostra;

– É isso que você quer?

– Sim e muito Xena, por favor.

Ela mal acabara de falar e meti três dedos e comecei o vai e vem frenético.

Ela mal tinha forças e enquanto chupava seus seios entrava nela mais e mais com muita força e rapidez, inteira...

Eu observava as expressões de Gabrielle e apesar da dor das estocadas eu sabia que um prazer inexplicável também tomava conta dela, sentia nossos corpos , foi quando senti aquela pequena mão me invadir também e inesperadamente me senti sem forças, com as pernas bambas, os gemidos, o barulho das estocadas iam ficando distantes, senti um fogo sair e tomar conta do meu corpo, tentando respirar, era como se uma onda de choque me enchesse, espasmos descontrolados anunciaram um gozo enlouquecido, forte e simplesmente maravilhoso. .

Aos poucos nossos corpos foram se acalmando, as respirações se tranquilizando, imóvel sob seu corpo suado, não sabia o que dizer. Uma lágrima escorreu e escondi meu rosto no cabelo dela, o que fora aquilo eu não entedia, eu já tive prazeres, mas nunca como esse, foi algo transcendental.

– Você não sabe o que fez pequena!

Senti soluços e pude perceber que ela chorava compulsivamente, será que eu a havia machucado.

– Gabrielle, o que houve? Machuquei-te?

– Não, mas irá, porque quando aconteceu de você perder o controle assim você me machucou muito, me desculpe, eu sei que não devo me dirigir à senhora conquistadora assim, mas tenho medo.

Eu senti que não era chantagem, somente um desabafo sincero e aquilo me acertou em cheio.

– Não irei lhe mandar para o calabouço Gabrielle, prometo!

– Não foi isso que me machucou Xena!

– Então o que foi? Alguém se aproveitou de você? Diga-me quem foi que matarei.

– Não Xena, o que me machucou foi não poder estar assim em seus braços durante todos esses dias. – EU não esperava esta resposta, me pegou desprevenida, então eu simplesmente a beijei e a aconcheguei mais junto a mim, fiquei alisando suas costas até dormir.

Fiquei olhando o fogo de a lareira arder, o que aquela pequena fez comigo, era algo que eu não imaginava ser possível, ela conseguiu ter de mim o que poderia acabar com tudo, ela me conquistou, foi rápida e eficiente, e agora tinha a senhora conquistadora em suas mãos, algo perigoso, mas eu não me sentia ameaçada, eu sentia somente uma verdade tão grande, foi quando me lembrei de algo que um inimigo disse antes de eu mata-lo, ele fingiu ser um aliado, era logo no começo de minhas conquistas e eu cheguei a ser ingênua, mas consegui ver o erro antes.

''Aqui está a verdade sobre a verdade: Ela dói. Então, nós mentimos. ''

Seria possível eu mentir para Gabrielle, trata-la como qualquer, mesmo depois de ter me dado conta do real sentimento por minha escrava? Se algum inimigo descobrisse sobre ela eu estaria perdida, usá-la-iam contra mim, não que eu acreditasse que ela seria uma espiã, mas poderiam feri-la somente para me machucar, poderiam até mata-la e só de pensar nisso a trouxe para mais perto de mim.

Lutei muitas guerras, algumas guerras nunca terminaram. Algumas acabaram em tréguas desconfortáveis. Algumas guerras resultaram em total e completa vitória. Algumas guerras acabaram com paz. E algumas guerras acabaram com esperança. Mas todas essas guerras são nada comparadas com a mais assustadora de todas: aquelas que eu ainda tinha que lutar, e essa era assustadora por que mexia com lutar contra quem eu era, contra a conquistadora.

– Bom dia Senhora conquistadora.

Fui tirada de minhas lembranças por aquela voz manhosa.

– Bom dia escrava. – Gabrielle sorriu ao me ouvir chama-la assim.

Eu não me contive e logo a beijei, e fui retribuída, não estávamos disputando, não era um beijo sedento, era algo carinhoso, gentil, amoroso até, ela tomou a iniciativa e passou sua mão eu meu rosto, um gesto tão simples, mas que significou tanto para mim. Eu sabia que era errado, eu sabia que devia terminar logo, mas eu não queria, pela primeira vez desde que eu me tornara a Senhora Conquistadora eu queria ser a senhora conquistada, me deixei levar, não combati o que sentia, não tomei iniciativa, esperei o tempo de Gabrielle, ela percebeu minha calma e sentiu-se segura, começou timidamente, mas alisou a lateral do meu corpo, e fez algo que nunca imaginei.

– Xena, você é tão linda, sexy, tão perfeita.

Eu me segurei e a deixei continuar com sua exploração, ela acariciou meus seios, e levou a sua boca, logo desceu por minha barriga e chegou ao meu sexo, era algo carinhoso, eu nunca tive isto, nunca houve ninguém com quem fiz amor, a não ser Gabrielle e eu sabia que seria somente com ela que eu teria isto.