Eu... te amo?
7 Traição
Notas iniciais
Abri meus olhos lentamente, nao ouvia mais a água, os pássaros, nem o vento, apenas alguns cochichos, abri meus olhos lentamente e me vi deitada em uma cama, o quarto era simples tinha apenas uma escrivaninha e uma cadeira, me assustei a principio, será que eu havia sido seqüestrada? Em vende me desesperar ainda mais resolvi prestar atenção naqueles cochichos.
-Caramba, ela devia ta só dormindo!-A voz parecia familiar...
-Eu sei, mas ela estava deitada no meio de um monte de folhas, como eu ia saber que ela estava dormindo?-Bem... Aquilo estava estranho, as duas vozes pareciam conhecidas.
-Ela vai lá pra pensar, deve ter cochilado.-A pessoa falou alterando um pouco a voz.
-Eu até passei na casa dela mas nao tinha ninguém lá, resolvi traze-la pra cá. Qual o problema?-Agora eu tinha certeza, era o nimbus.
-Mas ela estava chateada, queria ficar só! Vei, ela vai me matar, por sua culpa!-Para ser exagerado daquele jeito, devia ser o Do contra. Comecei a sorrir com a discussão dos dois.
-Então, quem eu devo matar?-Falei abrindo a porta e sorrindo.
-Oi Mô, você ta bem?-Nimbus falou enquanto me fitava meio corado.
-Sim, eu estava por lá e acabei adormecendo....-Falei vendo DC encarar o irmão com um olhar de "eu te disse"
-D-desculpa...-Ele começou a coçar a nuca que nem do contra sempre fazei a quando ficava nervoso.
-Tudo bem, eu sei que você quis me ajudar.-Sorri enquanto ele descia as escadas.
-Ele é muito retardado.-Do contra resmungou.
-Nao, ele so queria ajudar, bem eu vou... Indo.-Falei sem graça e tentei atravessar o corredor para chegar ate as escadas.
-Mô, por que você saiu daquele jeito da casa de marina?-Do contra perguntou segurando meu braço.
-por nada... Só nao queria ter uma recaída e agredir a Denise, como eu nao sabia o que falar achei melhor ir...-Falei esperando a expressão no rosto dele.
-certo... Agora você pode me falar a verdade?-Ele perguntou me olhando serio.
-Ham...-Falei antes de um suspiro. -Eu tava com medo ta bom?-Ele nao falou nada, entendi como uma deixa para continuar.-Desde o dia da sorveteria meus sentimentos ficaram confusos, eu fiquei feliz por você me dar um tempo, mas mesmo assim continuei com o coração apertado, meu amor de infância havia me deixado e uma pessoa que eu nunca pensei que fosse gostar de mim se declarou, aí você vem com aquelas caricias que misturaram tudo, mas a Denise me lembrou do beijo, e mais uma vez tudo se confundiu, eu nao queria que alguém me visse chorando ou triste por um menino que eu nunca havia demonstrado nenhum sentimento. Do contra você complicou totalmente minha vida, eu nao sei o que fazer. Sabe eu...-Antes de terminar o meu discurso senti seus braços fortes em envolverem em um abraço terno. Ficamos abraçados por uns cinco minutos ate ele me soltar.
-Vamos fazer o trabalho?-Ele falou sorrindo de uma forma aconchegante e quente o que me fez ficar tremula.
-Sim.-falei retribuindo o sorriso e agradecendo mentalmente por ele me entender e deixar o assunto de lado.
Fomos para o quarto dele escrever a peça, dessa vez com as cortinas fechadas para expedir que as espiãs de quinta olhassem pela janela. Quando terminamos estava de noite, ja estava tarde, umas dez da noite.
-Minha mãe vai me matar.-Murmurei enquanto via o nome dela no meu celular que estava tocando.-Oi mãe.-Falei esperando uma bronca daquelas.
-Oi coelhinha, eu e seu pai tivemos que fazer uma viajem de ultima hora para cidade vizinha, nao abemos quando voltamos e nem se teremos que fazer outra viajem.-Ela falou em tom de desculpa.
-Tudo bem mãe.-Falei com a voz pesada.
-Se quiser dormir fora ou chamar alguém pra dormir com você tudo bem viu? Beijos te amo muito.-Ela falou esperando uma resposta?
-Beijos mãe, também te amo.-Assim que terminei a fala desliguei o telefone, do contra
apenas me olhou de canto de olho.-Meus pais viajaram, bem fazer o que, pode me levar em casa? É que ja ta tarde.-Falei dando um sorriso tímido forçado.
-Claro, nem precisa perguntar.-Ele estendeu a mão para me puxar.-Mas se você quiser ficar aqui, eu aceito com todo o prazer.-Do contra falou sorrindo de forma sedutora.
-Nao obrigada-Falei sorrindo corada.
-Por que? Amanha de manha gente ja gravava e terminávamos o trabalho logo.
-Amanha nao tem aula?-Perguntei desviando um pouco o assunto.
-Nao, eles ainda nao resolveram o problema das formigas.-Ele riu.-Eu queria saber em que mundo uma escola ia ter formigas radioativas...
-Nao pergunte nada, apenas me leve para minha casa e pronto.
-Vamos então.-Ele foi ate a porta e eu o segui.
O caminho ate minha casa era curto, ja que morávamos perto, mas o caminho parecia mais longo que o normal, minhas mãos estavam entrelaçadas em sua cintura, era possível sentir algumas sensações no meu corpo como arrepios e correntes elétricas toda vez que minha mão desvia mais um pouco a cada lombada, aquela situação estava um pouco estranha ja que além das minhas sensações, percebia seu corpo tremer a cada toque meu, ainda bem chegamos na minha casa.
-Até amanha?-Ele perguntou tirando o capacete.
-Sim.-Respondi com um sorriso.
-Tchau -ele falou me puxando pela mão e dando um selinho em minha boca. Apenas me afastei dele delicadamente e me distanciei da moto indo em direção a minha porta. Assim que entrei em casa joguei minha mochila no sofá e subi as escadas correndo queria me jogar na cama e apenas descansar.
-Pode ir falando, o que esta acontecendo entre vocês?-Magali falou abrindo a porta do meu quarto.
-Quer me matar do coração?-Perguntei com a mão no peito na esperança de conter meu batimento cardíaco.-Nao sei do que você esta falando.-Falei indo em direção a um balde de pipoca em cima da minha cama.
-Sabe sim, pode ir falando, so come pipoca se me contar.-Ela correu na minha frente e se agarrou a bacia.
-Eu nao sei! Serio, a gente só se beijou ali na frente, como amigos. Quer saber, nao quero falar disso, quero saber de você e do Quim, e aí, como vocês estao? Você me disse que tinha esquentado o clima e agora eu imagino como estao.-Falei sorrindo maliciosamente.
-Ele me traiu.-Ela falou com lagrimas se formando nos olhos.
-Como?-Perguntei esperando que ela me explicasse.
Flash Back
-Quim, pra onde você vai?- Perguntei curiosa.
-Sair.-Ele respondeu desinteressado enquanto pegava as chaves para abrir a porta.
-Mas você acabou de chegar.-Falei manhosa, na esperança que ele ficasse.
-Eu sei meu pãozinho doce, mas eu tenho que ir.-Ele falou aproximando o rosto do meu, eu fiz um leve bico para receber um beijo de despedida, mas ele deu um breve beijo na minha testa.
Eu nao deveria ter aquelas sensações, afinal da ultima vez que fiquei assim nos terminamos brigando, minha curiosidade me fez segui-lo, estranhei para onde ele ia, fiquei coma leve impressão de conhecer aquele caminho mas nao tinha certeza, ele parou em frente a uma casa, bateu na porta e depois apareceu uma linda menina de cabelos longos, ela era magra mas tinha um corpo de modelo, quando a observei melhor reconheci quem era.
-Oi mel.-Ele falou tentando beija-lá, mas a mesma recuou.
-Cretino!-Ele falou empurrando-o.-Você mentiu pra mim! Disse que era solteiro! Se fosse qualquer garota eu apenas terminaria com você, mas era a Magali! Ela é minha amiga seu mentiroso filho da mãe!-Ela falou alterando a voz.
-Maria, eu sei. Mas a gente nao se ama mais, nao tem mais nada entre nos, apenas um reles título de namoro.-Ele falou acariciando seu maxilar.
-Você é muito idiota mesmo! Quando a maga falou que tinha tido sua primeira vez eu fiquei super feliz, ja que me falavam que ela e o namorado estavam brigando muito, mas aí ela falou seu nome, mostrou fotos de vocês dois rindo sendo felizes! Você me enganou, você enganou a Magali! Ordinário.-Ela parecia muito alterada.
-Maria Mello! Calma! Eu nao amo a Magali, eu amo você.-Ele roubou um beijo dela mas logo um tapa foi deferido em sua face.
-Fique com seu amor pra você, vai embora!-Ela dizia chorando.
-Mel...-Ele falou tentando se aproximar.
-Sai! E eu vou falar tudo pra Magali entendeu?-Ela falou vermelha de raiva.
-Nao precisa se dar a esse trabalho.-Falei olhando para os dois.-Parabéns Joaquim, você esta livre do seu título de namorado.-Falei e sai andando firmemente de lá.
Flash Back
-maga... Eu sinto muito.-Falei estática, deixando-a se aninhar em meu colo e derramar as lagrimas presas em seus olhos.
-Eu nao sei o que fazer, desde que eu tenho sete anos eu namoro ele, nós estamos juntos a dez anos! Dez anos! Minha vida acabou.-Ela falou se perdendo na solidão, nada poderia ampara-lá naquele momento.
-Nao, nao acabou, amanha nós vamos ao shopping viu. Comprar muito. Eu estou aqui para o que der e vier!-Falei acariciando sua cabeça.
-Obrigada Mô, eu nao sei o que faria sem você.-Ela falou enquanto adormecia no meu colo.
Assim que ela adormeceu resolvi coloca-lá em cima da minha cama para dormir melhor, desci as escadas e fui para sala, fiquei pensando o como ela estava sofrendo e eu sofria as dores dela com ela, como o idiota do Quim pode fazer isso com ela? Ele podia pelo menos ter terminado o namoro e nao ter traído ela com uma amiga, o ódio se apossou de mim além da confusão que minha cabeça estava por causa do do contra, comecei a me lembrar da encenação que fizemos, do beijo na sorveteria, da sua declaração, sua paciência... Minha mente estava em crise, acabei fazendo algo que nao fazia a anos, fui ate a dispensa e peguei uma caixa com uma garrafa de whisky dentro, nao era certo, eu era menor de idade, além de ter parado de beber a um ano, sim eu comecei a beber com 15 anos e parei ano passado com 16, apesar. Ter sido apenas um ano, eu abria praticamente uma garrafa por dia, ja havia sido feito, peguei a garrafa e abri, afinal era tarde, Magali havia adormecido, ninguém me impediria.
Flash Back
Era uma noite tranqüila, monica e suas amigas haviam saído sozinhas para balada, as comprometidas dançavam umas com as outras ignorando meninos que davam em cima delas, enquanto as solteiras passavam de mão em mão, menos uma linda menina dentuça que estava no seu canto bebendo um coquetel sem álcool, ja que queria permanecer fiel a sua longa paixão de infância, mas uma conversa chamou sua atenção.
-Oi gata.-Uma voz familiar soou em seus ouvidos, a voz era quente e sedutora, apesar daquelas palavras nao serem destinadas a ela, a mesma resolveu prestar atenção.
-Oi.-Uma moça de cabelos longos o olhou desinteressada.
-Sabe, eu tenho um apartamento, a gente podia ir lá para conversar em particular.-Ele falou tentando seduzi-lá, monica ainda nao havia reconhecido o rapaz ja que ele estava de costas para ela.
-Apartamento é? Que tal me pagar alguma coisa e eu posso pensar...-Ela falou entrelaçando sus braços em seu pescoço, com esse movimento ela pode ver o rosto do jovem rapaz, quando ela olhou mal pode acreditar, era cebola, seu amor, sua paixão.
-Oi Mô ta boa a festa? Encontrei as meninas e elas falaram que você estava...-Ele olhou melhor a garota que deixou escorrer uma pequena lagrima.-aqui... Oque foi?-ele indagou preocupado.
-Nada, apenas um cisco.-A dentuça falou tentando controlar a voz tremula.
-Bem, então vamos comemorar! Garçom salta duas doses de whisky no capricho.-Ele falou tentando anima-lá.
-Pronto.-O garçom serviu prontamente.
-Eu... Sou de menor.-Ela falou cochichando.
-Eu também, tenho 17 e você 15, uma vez nao mata, vamos, para esquecer.-Ele sorriu de forma aconchegante observando monica virar o copo um pouco hesitante, aquela sensação era nova pra ela, seus pensamentos se misturaram enquanto ela bebia mais um pouco, seus problemas haviam ido embora, ela estava feliz mesmo que por um segundo, ela estava sorrindo.
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