Eu te amei.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Parabéns adiantado, a criatividade estava grande.
Mika feliz aniver adiantado, ushauhsuahsuaus

Querida Ana.

De todas que eu beijei, de todas com que dormi você foi a única que tocou minha alma.

Lembro da primeira vez que eu a vi, sentada no bar, rindo com suas amigas, foi magnético, mais eu era só mais um condenado por sua beleza. Quantos anos você tinha? 24 ou 25, eu não lembro.

Uma estrangeira em um país considerado com pessoas frias, mais você tinha aquele sorriso em seus lábios, os dentes perfeitos, sua estatura era mediana, nem alta e nem baixa, olhos castanhos e cabelos longos. Bonita a sua maneira, a pele bronzeada. Sorriso fácil.

Eu não poderia me conter, eu um homem com 36 anos, casado, um pai de família, bruxo e antigo comensal da morte. Você uma linda trouxa. Tinha sonhos a realizar como eu mesmo.

Não esperava o sorriso. Nós bruxos não usamos alianças, isso é coisa para mulheres. Tradições e vidas tão diferentes.

Nunca fui o mais bonito dos homens, eu tinha certo charme, algo escuro em minha alma que ninguém poderia tocar, casado com uma colega de escola, não porque existia amor, mais porque deveríamos deixar a linhagem pura.

Seu sorriso foi mágico. Não acredito em amor em primeira vista mais acredito em desejo. Tai minha esposa outras vezes. Eu lembro de quando minha filha nasceu, eu era apenas um garoto, 24 anos. Dafne gritou no parto, logo após nasceu minha segunda filha. Eu era um homem contente, mais não feliz. Talvez algo dentro de mim não deixava ficar perto delas, a escuridão da minha alma.

Anos se passaram, os casos extra-conjugais. Dafne foi criada para saber que homens faziam isso, ela realmente não se importava ou sua frieza escondia os sentimentos.

Mais naquele pub trouxa, depois de uma reunião com o ministro, as novas leis aprovadas e a cooperação internacional de magia aprovou o que muitos temiam. Contratos de casamentos foram abolidos. Eu sempre tive o pensamento do extremismo puro-sangue. Estava com ódio. Queria ferir o povo daquela que fez isso. queria ferir os trouxas. O pub era em um subúrbio.

Minha mente queria matar, mais aquele sorriso, aquele desejo apagou minha ira.

Você veio conversar comigo, o sotaque era de um país estrangeiro, seria uma vitima fácil, mais depois de cinco minutos de conversa você compreendeu algo que eu nunca compreendi, eu sempre fui solitário.

Bebemos muito aquela noite. E eu observava o volume de seus seios sobre a blusa. A forma de como a calça modelavam suas pernas, o formato da sua boca.

Eu me ofereci para lhe acompanhar até o pequeno apartamento. Você era a vitima perfeita. Ao entrar no cubículo que você chama de casa seus olhos brilhavam, a audácia e o primeiro beijo. Aquele beijo profundo com direito a mordida, aquele beijo sexy que faz qualquer homem se excitar. A mordida da orelha, eu lembro de a pegar pelas pernas e a colocar contra a parede.

Todo o plano de a assassinar foi disperso. O beijo foi profundo cheio de algo que mais tarde descubro era paixão. Você era ousada, me beijou como se fosse o último dia em terra. Fizemos sexo selvagem como eu nunca tinha feito. Cada toque, a cada beijo a cada palavra suja que você falava. Era todo um ato feito para eu desistir da idéia de matar trouxas. Eu nuca tinha feito sexo com uma pessoa tão intensa, e eu gostei.

Era de manhã quando você adormeceu. Me vesti novamente e sai do cubículo que você chama de casa. Aparatei para casa. Dafne dormia em nossa cama, ela sempre foi linda. Mais eu sabia que ela tinha um amante também, um amante de anos e ele era meu amigo. Eu nunca me importei realmente. Ela tinha meu dinheiro e o amor de outro homem, um amor que eu nunca dei a ela.

Por dias eu não tirei você de minha cabeça, não conseguia. Eu lembrava de cada cena, mesmo minha mente estando cheia de álcool. Lembrava do seu corpo no meu, eu queria a ver novamente, ter aquela sensação novamente.

Saio do trabalho mais cedo. Vagando por onde eu te conheci, passando pela espelunca que você chama de casa. A via carregando sacolas, estava alheia aos seus pensamentos, acabo por esbarrar em você. As coisas não caíram, minhas vestes negras fizeram contraste com as suas coloridas. Eu gostei do jeito que você me olhou, não era tímida, soltou um palavrão e me fez a ajudar.

Descobri naquele resto de tarde algumas coisas peculiares.

Você gostava de café preto e forte, meu paladar não era tão acostumado, mais eu gostei do sabor dele em sua boca. Que estudava em uma universidade inglesa com bolsa de estudos. Que era brasileira, isso explicava ausência de pelos, a sua depilação era apreciada pro homens no mundo inteiro, até mesmo buxos.

E eu ali, um homem anos mais velho que você, conversando sobre tudo e sobre nada. O sexo foi o mesmo que dias antes, eu tinha sede por você.

Eu queria ter ficado, mais eu precisava ir. Mais dessa vez você disse para aparecer de vez em quando. E eu gostei da idéia.

Minha filha Charlotte chega para o natal. Ela era uma soncerina nata, como sua mãe foi e como eu fui, mais Charlotte era mais parecida comigo. Sempre solitária, sempre sozinha.

Foi um natal qualquer, jantamos com os Malfoy e Greengrass. Era sempre a mesma coisa. Eu sabia que Draco tinha um casamento feliz. Ele amava Astoria como ela o amava igual.

Mais isso não acontecia comigo e Dafne.

Eu na queria mas nosso caso começou a ficar mais freqüente. Existia dias que eu me trancava no banheiro e fiz o que deveria ter feito na adolescência. Me tocava como um adolescente pensando em você.

Mais como tudo era apenas u,m caso, você descobre que eu sou casado.

O teatro sempre foi uma das únicas coisas que bruxos vizitavam o mundo trouxa, e a opera era a favorita de Dafne.

Eu e Dafne estávamos de braços dados, Draco e Astoria estavam presentes, temos um camarote só para nós. Mais você estava passando na rua, caminhando ao lado de seus amigos. Seu rosto era indecifrável. Eu não vi lagrimas cair, eu não vi um escândalo, você ficou parada apenas olhando. Dafne não percebeu, como sua irmã, mais Draco sim, nós éramos comensais afinal.

O loiro a olhou da cabeça aos pés. Seus olhos me diziam, ele descobriu meu segredo.

A noite foi boa, tentei ao máximo não deixar meus sentimentos se passarem, Draco me observa, mais seu foco era Astoria. As irmãs Greengrass era lindas, por onde nós passávamos, todos nós olhavam.

Quando a noite termina Draco sussurra em meu ouvido. “ essa estória não vai terminar bem”.

Ele sempre soube e nunca falou nada.

Três meses depois fui em uma conferencia internacional na Grécia, a vila era trouxa como bruxa, foi quando você descobriu quem eu era de verdade. Você estava em uma roda com sua amigas, rindo e bebendo mais que um ser humano normal bebe. Você ria de algo, nunca mais nos falamos depois do episodio do teatro.

Você me viu e eu via o ódio em seus olhos. Você gritou comigo em seu quarto, me deu três tapas na cara, você estava furiosa, e com razão eu era o culpado por isso. não ouve beijos nem caricias e muito menos sexo naquela noite, mais você tinha que estar naquela pedreira, você tinha mesmo que saltar, trouxa idiota.

Sua tolice me fez soltar um feitiço, foi sorte que o ministério não descobriu, aquele lugar era cheia de alas de sangue. Você estava catatônica. Foi quando eu contei que era um bruxo.

O desejo falou mais alto. Naquela noite você não era mais meu caso e sim se transformou em minha amante.

Em Londres eu comecei a conversar com você, contei quem eu era e me senti livre. A puresa puro-sangue não existia mais com você. Eu ainda odiava nascidos trouxas mais você era minha em muitos quesitos.

Dafne percebeu que algo estava mudando. Um dia em uma briga com ela, depois de muitas taças quebradas ela me confortou. E eu a ela. Eu tinha uma amante mais ela tinha um amante a mais tempo. Não existe separação no mundo bruxo. mais foi a primeira vez que eu fiz sexo com minha esposa como eu fazia com você.

Dafne sempre foi orgulhosa, ela não queria realmente se separar. Mesmo que ainda ela minha esposa. Em uma festa ela fez sua vingança. Eu vi a forma que Blaise Zabini fodeu minha esposa, fodeu essa é uma palavra na sua boca suja sempre falada. No banheiro no ministério da magia.

O querida, na mesma noite não voltei para casa, minhas duas filhas estavam em Hogwarts, minha escola na adolescência. Foi a primeira vez que eu dormi uma noite inteira com você, você lembra.

Eu nunca percebi quando você começou a se tornar minha companheira. Conversávamos sobe muitas coisas até mesmo os problemas com minhas filhas. Minha linda primogênita começa a namorar James Sirius Potter, eu não gostava do garoto, afinal ele era um Potter, mais foi você que me convenceu a estender minha mente alem dos meus preconceitos para aceitar. Foi você que deixou minha mente aberta. Dafne comentou que teria que mandar flores a minha amante. Ela amava Carliope demais, mesmo o garoto sendo um mestiço.

O namoro dos dois era tranqüilo, o garoto amava minha filha, como eu descobri que eu te amava, tarde demais descobri isso. Mais ainda assim amava.

Lembra do dia que em visitamos o museu Louvre em París? Você descobriu a aparatação, foi uma tarde tranqüila no mundo trouxa, eu já era um homem com cabelos brancos aparecendo e você uma jovem mulher. Eu sempre me recordo do seu rosto observando as pinturas.

Foi assim por muitos anos. Mais tudo terminou de forma trágica.

Você merecia mais do que ser a outra, mais eu era egoísta demais para deixar você ir.

Eu lembro que do primeiro tapa, foi a única vez que eu levantei a mão para uma mulher. Você estava grávida, e queria abordar. Era sua ultima semana de aula. O filho era meu. Eu sabia disso. Eu não queria um bastardo. Eu te amei mais do que você imagina. Foi um acidente. Por mais que você quisesse abortar eu não queria ter um bastardo. Você disse que me odiava.

Eu sai daquela porta. Voltei dois dias depois mais você tinha sumido. Lembro de ir até a universidade, descobri que você tinha feito mestrado em Linguistica, pegou seu diploma e voltou para seu país. Eu não consegui me despedir. Eu não sei se você continuou com seu plano para o aborto. Mais eu espero que não.

Eu amo você, você foi a única que conseguiu atingir algo dentro de minha alma escura. Eu amo mais do que você imagina. Comprei aquela espelunca que você chamava de casa. Hoje minha filha mais nova mora lá.

Dafne e eu decidimos nos dar uma chance. No mesmo dia que você foi embora definitivo da minha vida Blaise anunciou que ia se casar. O caso terminou, tanto para eu como para ela.

Minha esposa conhece você pelas minhas palavras. Acho que temos uma espécie de amizade. Nosso sexo melhorou. Começamos de novo.

Mais todas as noite eu ainda penso em você. Mandei essa carta hoje porque eu quero que você sempre saiba. Você ainda tem um homem velho e com a lama escura te amando. Espero que você tenha encontrado felicidade. Espero que você nunca abortou nosso filho. Você sempre foi a melhor parte de mim.

Com todo o amor de uma vida para você.

Theodore Nott.

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A carta estava guardada na cabeceira da cama, dentro de um livro. Ele sabia que era diferente. Olhos muito azuis mais com a pele morena, sendo filho de mãe solteira sua mãe sempre se recusou a dizer quem era seu pai.

Ele pegou a carta e levou para o colégio, se existia uma pessoa que o ajudaria em sua busca seria sua professora de transfiguração. Tracey Davies estava sentada observando os curupiras no Castelo bruxo, deixou a Inglaterra depois do seu ultimo ano na escola e nunca mais quis voltar.

— Professora?

O garoto sempre lembrou a alguém mais até aquele dia ela não sabia quem.

Bernardo Oliveira era filho de mãe solteira e trouxa. Mais aqui no Brasil era conhecido como não mágicos. Ana Oliveira era professora de universidade, tinha uma carreira boa, mais ela nunca imaginou isso, que sei antigo colega de escola teve um caso com uma trouxa.

Ela tira de seus pertences um cachecol verde e cinza, as cores da soncerina. Lembrou do menino quieto, melancólico e solitário. Por pedido de seu aluno ela mandou a carta. Mais ela nunca teve resposta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.