Eu te Amo, Para SempreII!!!
36 Break Up.
Notas iniciais
—Dinho, o que é isso!!
—Peraí, três? Uma só já não é horrível o sufici... Hã? Ahh, bom dia amor!!!
—Vacatina, se você gritar mais uma vez te enfio essa pedra pelo...
—Lia, olha a boca! Mas o que está acontecendo aqui?
Volta a cena uns dois minutos. Depois de alguns beijos os dois caíram de cansaço. A bebê ainda dormia estatelada no colo da mãe, que apoiava a cabeça no ombro do pai, que abraçava as duas encostado numa pedra. Todo mundo dormia feito rocha. Nem a claridade do sol das dez atrapalhava a soneca em família. Mas é claro que a nuvem de tempestade argentina não ia deixar em paz. Né? Continuando:
—Ela que tem que olhar, Gustavo! A gente ficou a madrugada inteira pra colocar a Mel pra dormir, se ela acorda por causa dessa cobra eu não respondo por mim!
—E era isso que nós estávamos fazendo, Val. Nós pegamos no sono assim que a Mel nasceu, quer dizer dormiu.
—Lia, porque não me chamou, meu amor ?
—Não ia atrapalhar seu sono, Tavito.
—Dinho! Mas porque você não voltou pra barraca, mi amor?
—Eu ia deixar minha mulher e minha bebê?- Gustavo olha feio- Quer dizer, uma mulher e uma bebê. Podia aparecer um bicho, uma cobra, até alguém mesmo. Nunca vou esquecer do perrengue que eu e a Marrentinha passamos quando a gente encontrou aqueles bandidos lá no camping, não é Lia?
—Ahan. E com Muffins de chocolate. –Falou a garota, já dormindo.
—E caramelo? –Dinho zoou.
—Isso aí, aeromoça. Tudo azul!
—Gustavo, eu não sei você, mas eu acho hilário quando a Lia fala dormindo, você não?
—Pra falar a verdade, eu só ouvi ela falando uma vez. Quando a Raquel disse que ela voltaria ao Brasil. Ela me disse que só fala quando ela dorme muito feliz e... bem, eu vou levar a Mel pra barraca. –Ele se dirige à bebê: Vem, meu amor, vem com o papai.
Dinho quis retrucar. Até ia. Mas ele sabia o que o garoto realmente queria. Pelo tom de voz dele na última frase, ele percebeu o que, praticamente, já sabia. Lia não era feliz com ele. Nos quatro meses em que estiveram juntos, ele não conseguiu fazê-la tão feliz quanto em algumas horas que ela estivera com Adriano. E por mais que ele provocasse, Mel não era sua filha. Ela era de Dinho. Lia era de Dinho. E nem mesmo todo amor e boa vontade seria capaz de superar a ligação deles. Se ele realmente amava Lia, ele precisava fazer aquilo. E faria. Ou não teria coragem? Coragem ou amor? Amor? Ele a amava assim? A ponto de deixa-la sozinha até o Adriano resolver largar a Valentina? Ou amar ainda mais ao ponto de contar pra ele toda a verdade?
A viagem acabou mais cedo, devido à ameaça de um temporal forte (N.A: Sim, aqui no Rio tem temporal toda hora). Todo mundo agradeceu: Lia e Dinho porque não aguentavam mais as encaradas estranhas de um para o outro, Gustavo porque precisava logo conversar em paz com a Lia, Valentina pela aproximação do casal LiDinho e Mel porque... não, não, Mel tava adorando a farra!
Mas o fato é que voltaram pra casa na tarde do dia seguinte, cada casal pra sua casa. A bebê foi com a mãe, e agora era embalada no colo desta.
—“...É tão tarde, a manhã já vem
Todos dormem, a noite também
Só eu velo por você, meu bem...”
—Dormiu, Lia?
—Shhh... Dormiu!
—Vamos lá pra sala, preciso mesmo falar com você. Tem que ser agora, Tavito? Eu to muito cansada e...
—Lia, por favor!
—Okay.
Os dois se dirigiram à sala, e se sentaram no sofá.
—Fala, Tavinho, que já está me deixando aflita!
—Lilita, posso te fazer uma pergunta?
Lia P.O.V.
Por favor não me peça em casamento, por favor não me peça em casamento, por favor não me peça em casamento!
—Já fez, né? Mas cou eu sou muito boazinha te concedo outra.
Se eu quebrar o clima ele desiste!
—Haha, bobona. Mas é sério, Lia. Você é feliz comigo?
—Que pergunta, Gustavo! ´Como eu não poderia ser feliz com você? Você me trata bem, ama minha filha como se fosse sua, nos enche de mimos e...
—Lia, você é realmente feliz comigo?
—Não “tô” te entendo, Gustavo.
—Você sabia que você nunca falou dormindo comigo?
—Hã?
Vixe, ele pirou de vez!
—Lia, eu te amo muito. E a coisa que eu mais quero no mundo é te ver plenamente feliz. E você nunca vai ser tão feliz ao meu lado quanto seri ao lado dele. E eu nunca vou me perdoar por te fazer infeliz, então...
—Gustavo, não viaja. “Ele” me fez sofrer. E não vai largar a Valentina doente. Não adianta. Se você quer terminar por você, termina, mas se é por isso, esquece.
—Isso deixa comigo, Lilita. Eu te amo, garota. Mesmo. Eu volto em três dias, pra me despedir da Mel... e de você também, é claro. Eu vou voltar para o Butão. Foi bom estar aqui meu amor. Tchau.
Ele se dirigiu a porta, abriu e saiu. Lia picou parada uns minutos, fitando a maçaneta.
Ele terminou comigo? Ele terminou comigo! Ele... caramba, ele terminou comigo! Não estou entendendo mais nada, gente!
Só tem uma pessoa que pode me socorrer. Telefone, meu filho, onde você está? Achei!
—Ju? Me encontra na pracinha, amiga. Preciso de você!
Do outro lado da rua...
—Cariño, por favor. Me sinto mucho mal, no sei se conseguirei voltar a mi casa sozinha. Solo esta noche, por favor!
—Não, Valentina. Eu te levo em casa, mas você não vai dormir aqui de novo. Da última vez que você falou isso ficou aqui quase uma semana, e não ajudou em nada minha mãe com a casa, só deu trabalho!
—Mas, cariño, non posso me esforçar. O médico disse que não posso passar estresse nem esforço físico, você sabe.
—Então, “mi amor”,volte pra sua casa. Pra não passar estresse.
A campainha toca, e Dinho vai abrir.
—Boa noite.
—Gustavo?
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