Eu sou seu
6 Capitulo- 05
Notas iniciais
PV EDWARD
— Não vai mesmo desistir desse absurdo de estudar na faculdade de Seattle?
— Isso é absurdo apenas para você Bella.
E ela me olhou indignada.
— Venho à noite te ver. – dou um beijo em sua testa não querendo discutir mais com ela.
— Edward. — Bella me chamou quando eu já estava na porta. Paro de andar e me viro para ela.
— Boa sorte no seu primeiro dia de aula então.
— Obrigado Bella. E divirta-se com minhas irmãs.
— Fazendo compras? Pensei que me conhecesse melhor do que isso.
— Conheço minhas irmãs tão bem quanto conheço você, você pode não gostar de compras, mas elas darão um jeito de você se divertir mesmo assim. -dou uma piscadinha para ela e saí do quarto torcendo para que as horas passassem rápido, para eu estar logo com Bella novamente.
Quando retornei da faculdade á noite escalei a árvore que era bem próxima da janela do quarto de Bella, esperando que ela entrasse em seu quarto. Quando o fez, suspirou pesadamente largando as sacolas de compras no chão parecendo cansada, mas tinha um pequeno sorriso nos lábios, eu sabia que minhas irmãs iriam conseguir fazê-la se divertir e o melhor fazê-la sair um pouco de casa. Bella cada vez menos tinha crises e parece um pouco mais disposta a retomar uma rotina normal em sua vida.
— Porque sempre que entra pela minha janela tenho a sensação de déjà-vu? – Bella questionou-se a si mesma, quando saltei sua janela – E você devia parar com isso.- diz olhando seriamente para mim agora- Você pode se machucar e nem adianta dizer que é bom em escalar coisas.
Acho que havia chegado o momento.
— Bella, sente aqui, por favor.
— Está sério, algum problema? — perguntou ao sentar-se ao meu lado na cama.
— Não, quer dizer espero que não vire um.
— Do que está falando?
— Promete me ouvir até o fim?
— Claro.
— É sobre essa sua sensação...
— O que tem?
— Eu não a conheci quando eu e minha família viemos visitá-los aquela primeira vez.
— Não?
— Não.
— Aquele dia eu pensei que já te conhecia, mas você falou que nunca havia estado em Forks antes. Então como pode me conhecer antes daquele dia?
— Não é daqui, a conheci em Chicago.
— Mas eu morei apenas meus três primeiros anos de vida lá. Como me conheceu? E como pode se lembrar disso se você era igualmente pequeno.
— Na verdade eu era igualmente como estou hoje.
— Que loucura está falando Edward?
— Há dezoito anos eu estava passando em uma rua de Chicago, quando vi uma mulher tirar uma linda bebê do carrinho e ao erguê-la nos braços, o meu olhar cruzou com o da bebê e daquele momento em diante minha existência vazia pareceu fazer total sentido. – falo olhando para os mesmos olhos, só que agora eles estavam confusos. – Eu precisava ficar perto dela nem que fosse um pouquinho, passei a velar o sono dela escondido, até que quando tinha dois anos e meio, ela me viu entrar pela sua janela, consegui fazê-la perceber que eu não queria lhe fazer mal, que eu apenas queria vê-la um pouco todos os dias, tornamo-nos amigos secretos, ela teve a ideia de fingir dormir para os pais, e quando eles saiam do quarto por achar que ela dormia eu entrava pela janela escondido dos pais dela. Conversávamos até ela pegar no sono, mas quando completara três anos, ela me fez perguntas que eu ainda não poderia responder, e tive de partir, mas não antes de garanti-la que eu era dela e que um dia voltaria a nós vermos. Desejei todos os dias que ela me esperasse e que me perdoasse por partir, mas para a proteção dela que tive de ir, pois o segredo só poderia ser revelado quando ela tivesse maturidade o bastante para lidar com ele.
— Isso é surreal! Como pode me conhecer desde quando que eu era um bebê e como pode ser tão jovem ainda?
Eu podia vê que Bella realmente acreditava em mim, mas não conseguiu entender como isso era possível.
— Eu não envelheço desde que eu fui...
— Pode falar Edward. – me incentivou a continuar.
— Tenho medo de que não me queira por perto depois de saber no que fui transformado.
— Não importa o que seja Edward de verdade. – soa sincera, o que me deu coragem para falar.
— Eu sou um vampiro e toda a minha família também.
— Vampiro?
— Sim.
— Você é dos que morrem com estaca de madeira ou dos que brilham no sol? – e eu não pude evitar de rir, não só pelo fato de ela querer saber de que espécie de vampiros de livros eu sou, mas de alívio devido à maneira calma com que reagiu ao saber que sou um vampiro.
— Não ria, mas o que tem nos livros e filmes é tudo o que sei sobre vampiros, que aliás até agora eu achava ser apenas fantasia.
— Desculpe por rir, há muita verdade, mas também mito nessas versões que os humanos criaram sobre nós. E para começar somos uma única espécie.
— E o que há mais de verdade e mito então? – perguntou bem curiosa.
— Não brilho no sol.
— Isso é tão bonito no filme. – disse com uma pontada de decepção. Ela queria mesmo que eu fosse mesmo um diamante ambulante?
— Não acho, mas ainda bem que não é verdade isso me limitaria de sair ao sol.
— Pensando melhor isso seria tão bonito quanto inconivente mesmo. E as estacas?
— Mito. Não nos machucamos com nada.
— Nadinha mesmo?
— Nada nos machuca.
— Então vocês não podem morrer.
— Existe apenas uma maneira.
— Qual?
— Sendo esquartejado e queimando os pedaços por outro vampiro.
E transfiguradores, mas resolvi omitir isso, não sei como reagiria ao saber da existia de mais um tipo de ser místico agora.
— Nossa! – Bella soa chocada.
— Desculpe eu devia ter dito isso de maneira mais suave.
— Não acho que dá para suavizar quando o assunto é morte.
— Tem razão. Algo mais que queira saber?
— Sim, já que estacas não fazem nada com vocês acredito que água benta, crucifixo e alho também não.
— Também é mito.
— Super força e velocidade?
— Verdade.
— Sentidos aguçados?
— Verdade.
— Imortalidade?
— Verdade.
— Viver para sempre nem imagino isso.
— Tem o lado bom e o ruim.
— Ruim? Não vejo como isso possa ruim.
— Se for sozinho, por exemplo.
— Hum... – diz Bella simplesmente olhando em meus olhos- Seus olhos são dourados, então a parte de que há vampiros que se alimentam de sangue de animais também é verdade.
— Sim.
— Meu pescoço está a salvo então?
— Se depender de mim e minha família sim.
— Ótimo agora eu só tenho que lidar com o resto dos vampiros existentes. — Bella soa brincalhona. Mas para mim isso era muito sério.
— Não será preciso, não permitirei que nenhum deles se aproxime de você.
— Só não morra em bancar o guarda-costas, por favor.
— Pode deixar.
— Acabaram as perguntas? — quis saber quando ela ficou uns segundo em silêncio.
— Bom é que isso é tudo que falam sobre vampiros nos livros e filmes. Há algo mais que nós humanos inventamos ou não sabemos?
— Devo dizer que alguns de nós temos dons.
— Tipo super poder?
— Quase isso.
— Qual?
— Em minha família o Emmet é o vampiro mais forte que existe, Jasper senti e manipula emoções, Alice tem visões.
— Uau!
— E eu leio mentes.
— Essa não!
— Calma! Menos a sua.
— Está sendo sincero ou esta falando isso só para me acalmar?
— Infelizmente estou sendo sincero.
— Felizmente você quer dizer.
— Fale isso por você. – digo sem conseguir conter a frustração em minha voz.
— Mas porque não pode?
— Não sei ainda como você me bloqueia.
— Se descobrir vai me dizer, não é? Melhor se descobrir e tiver um jeito de ouvi-la, por favor, não o faça, promete.
— Será difícil, mas eu prometo.
— Obrigada.
— Mas em troca quero que me prometa algo.
— O quê?
— Você não pode revelar sobre eu e minha família ser vampiro a ninguém.
— Nem mesmo ao Jack e o tio Richard?
— Não, a ninguém, eu só tenha a permissão de falar sobre isso a você a pessoa que amo. – e ela desviou o olhar, o fato de eu ama-la virou meio que um tabu entre nós, por ela achar que eu mereço “alguém normal”. Deus como faço Bella perceber que ela é perfeita para mim? Mesmo com sua doença, não importa, isso não faz dela menos incrível do que já é.
— E bom...- começou Bella a falar praticamente se forçando a olhar para mim de uma maneira natural depois de me ouvir dizer que a amo e eu reprimi um suspiro triste por conta disso- Permissão de quem?
— Dos Volturi, eles são como a realeza no mundo vampírico, e ditam as regras.
— E se essa regra for quebrada?
— Se eles descobrirem é a morte para você e para quem você revelou o segredo. Eles são muitos poderosos, eu não poderia contra eles. – falo praticamente num lamento por inevitavelmente coloca-la nessa situação.
— Não sinta como se tivesse culpa.- diz Bella segurando minha mão entre as suas e tentei lhe dar um sorriso, mas saiu fraco — Eu entendo, não direi nada a ninguém.
— Obrigado por entender. -acaricio seu rosto e ela fechou seus olhos apreciando o carinho.
— Ah! Edward. – diz Bella abrindo seus olhos de maneira assustada.
— O que foi? – perguntei preocupado.
— Sei que sua intenção de não me esconder mais isso foi boa, mas não devia ter me revelado.
— Porque não?
— Apesar da minha melhora, o meu médico ainda não pode dizer que minhas crises estão cem por cento controladas. Sabe que eu não respondo por mim quando estou em crise, e se eu deixar esse segredo escapar durante alguma dela?
— Não se preocupe, Alice poderá prever isso, e darei um jeito de impedir de acontecer. – a tranquilizei. Eu não tinha muita certeza que Alice poderia prevê mesmo isso, já que se isso acontecesse, Bella provavelmente falaria num impulso e não em uma decisão premeditada na qual isso certamente Alice poderia prever, mas resolvi arriscar, eu não podia e nem aguentava mais esconder isso dela, eu quero conquistá-la, mas para isso Bella merecia saber antes quem realmente eu sou para não se sentir enganada depois e eu acabar por perdê-la por esconder algo tão sério como minha verdadeira natureza.
— Ok. – diz Bella se acalmando indo em direção as sacolas.
— Fez muitas compras. – comento a ajudando a por todas as sacolas na cama.
— Errado, Alice e Rose compraram muitas coisas para mim.
— Posso ver?
— Pode.
— Ei menos essa sacola.
— Uau! Gostei. – falo ao tirar uma calcinha preta rendada.
— Já que gostou fique para você, porque eu não vou usar. – apenas ri do que ela falou, mas de repente percebi que tudo foi fácil demais, ela aceitara tão bem eu ser vampiro, que senti necessidade de me certificar.
— Está tudo bem mesmo para você?
— Já disse que não vou usá-la pode ficar para você.
— Tenho certeza que essa calcinha ficará melhor na dona dela. – digo a deixando corada de propósito eu achava isso adorável nela. – Mas eu estava me referindo ao fato de eu ser vampiro. – fiz questão de dar ênfase na palavra vampiro para ver a reação que causava nela, talvez ela ainda não tenha assimilado bem tudo o que falei, eu ainda esperava uma reação de medo vindo da parte dela.
— Realmente não importa, continuo te vendo da mesma forma. – Bella soa tão sincera e tranquila que aquietou meus temores.
— Não sabe o quanto eu fico feliz com isso, pois me afastar de você não é uma opção.
— Acho que até para mim isso deixou de ser uma opção. – sussurrou Bella baixinho a si mesmo me dando esperanças, de que cedo ou tarde ela vai ceder e ficaremos juntos.
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