Eu sou o vento

1 O nascimento da liberdade (cap. único)


Notas iniciais
Repeti a imagem porque ela é linda demais mesmo sendo triste. A Kagura é uma das minhas personagens favorita e como eu shippo Sesshogura não poderia deixar passar a vontade de expor esse sentimento.
Pré-revisei, mas creio que irá passar alguns erros, desde já peço desculpa e aviso que em breve revisarei novamente.
A frase em itálico no início do capítulo não me pertence foi retirada de uma pequena mensagem, deixarei o link nas notas finais e linkado no texto.
Agora assim, boa leitura.

"Uma das poucas coisas que jamais devem ser roubadas de você é sua liberdade Ser livre é colocar-se à flor da pele para sentir a vida em sua forma mais profunda."

Eu corri ao encontro dela. Corri como jamais havia feito, um grande e poderoso Dai-youkai atendendo aos seus próprios desejos. Precisava vê-la novamente, nem que fosse uma última vez, ela chamava por mim e seu cheiro era inebriante demais para que o recusasse, aquele perfume exalava o cheiro do seu sangue e carregava uma profunda melancolia, uma dor que este Sesshoumaru desconhecia.

Aquela confusão de sentimentos era algo um tanto quanto interessante, havia dor, tristeza, medo e paz, esses sentimentos não significavam nada pra mim e mesmo assim estamos aqui vis-à-vis, seu estado era deplorável. No meio de um campo de margaridas, estava seu corpo semimorto envolto por uma poça de sangue, no centro de seus seios havia um buraco por onde emanava miasma de Naraku aquele meio-youkai asqueroso, ela parecia tranquila com tudo aquilo, sorriu pra mim enquanto olhava em meus olhos:

— Sesshoumaru... você veio...

A tenseiga emitiu apenas um pulso, pedia para que a impunha-se, queria salvá-la, mas por que eu faria isso? Se não há motivos para nada? Olhei com indiferença para aqueles orbes vermelhos que me fitavam com uma espécie de carinho:

— Você já está partindo. Não sei se posso salvá-la.

— Você veio… Pelo menos pude te ver uma última vez — Em nenhum momento nosso contato foi cortado e notei um leve sorriso em sua face doce, porém triste.

Havia lágrimas naqueles olhos e uma felicidade que eu jamais entenderia. Percebi que alguém se aproximava pelo cheiro facilmente os reconheci: Inuyasha e seu grupo vinham em nossa direção, puxei minha espada que agora pulsava desesperadamente e sem pensar cortei os emissários do outro mundo deixando-a assim livre, sabia que ainda morreria, pois seus ferimentos eram graves.

— A Tenseiga não poderá salvá-la novamente, provavelmente você morrerá. — Passei por ela incompreensível e imerso em sensações de cunho duvidoso, me incomodavam mesmo que minimamente.

— Entendo... Não se preocupe comigo... — Sussurrou devido a fraqueza. — Pois sou o vento e ele nunca morre.

Tais palavras reverberaram em minha mente Kagura não perdera a prepotência.

— Este Sesshoumaru não me preocupa com nada! — Respondi lentamente parando dois passos depois de seu corpo.

— Hum...Quem diria... — Ela respondeu sorrindo e se levantando.

O miasma de Naraku esvaia por suas costas e a mesma desmaiou em meus braços, segurei-a e isso me surpreendeu. Deitei-a nas flores e continuei andando, vi aquela humana que Inuyasha tanto protegia se aproximar e deixar uma luz esbranquiçada sair de suas mãos em direção ao corpo de Kagura.

— Por que você quer me salvar menina? Nunca fui gentil com você. — Kagura esforçava-se para falar, mesmo avisando-a de suas limitações.

— Não sei porque estou te salvando, só não posso deixá-la aqui nesse estado e além disso agora você tem seu coração, então, finalmente pode ser livre e quem sabe até se redimir por tudo que fez. — Aquela garota humana tentava purificar o corpo de Kagura de forma determinada e apesar de estar longe sinto o cheiro do miasma esvair pelos poros da mulher enquanto grande parte do veneno deixava seu corpo.

Depois de assistir ao mínimo fui ao encontro de Jaken e Rin, sem demora cheguei à floresta que leva o nome do maldito meio youkai.

— Hum! Com tantos nomes deram logo o daquele Hanyou desprezível. — Ignorei Rin e Jaken e assim seguimos em frente, minha mente traiçoeira junto a herança de meu pai tentavam por ideias dúbias em minha mente, como por exemplo: o que me motivou a salvá-la? Ou o fato das pulsações da Tenseiga terem aumentado conforme me compadeci de sua vontade de viver, no entanto, fui arrancado de meu pequeno solilóquio pelas mãos de Rin que puxou o bastão das mãos de Jaken de forma irresponsável.

— Rin! — Não foi preciso mais do que isso para que ambos se calassem e pude mais uma vez imergir em meus pensamentos contraditórios e dessa vez olhei para os céus e sentir a leve brisa roçar em minha face, sem dúvida alguma ainda teria que lidar com Kagura e o fato de que havia tornado livre.

Notas finais
Link com a frase: https://www.mensagenscomamor.com/frases-de-liberdade
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!