Eu sou a Revolução
1 Prólogo
As sirenes tocam.
Por mais que a guerra tenha acabado, ainda sinto um frio na espinha quando ouço essas sirenes, apesar do objetivo dela ser totalmente diferente.
A sirene na guerra indica um ataque aéreo.
A sirene que obedeço agora indica um pronunciamento do homem que sozinho foi capaz de salvar uma nação: Henrique Almeida.
Saio de casa e vejo meus vizinhos saindo também. percebo que alguns ainda estão de pijama, minha mãe e meu pai provavelmente já devem estar lá, então saio e tranco a porta e corro para o pátio central do meu bairro, onde fica o telão para anunciamentos como esses. Paro e procuro a Ana e vejo-a perto do Vitor, estou prestes a gritar quando percebo o gás. É quase invisível mas eu percebo. Percebo Meus amigos caírem com as pessoas na frente. Aos poucos as pessoas vão apagando e quando o gás chega até mim eu caio tonta, mas ainda acordada. Percebo que alguém lá na frente levanta e três dos vários agentes presentes correm para ele com uma seringa e aplicam na clavícula dele. Ele caiu inconsciente e foi levado à um caminhão ali perto. fico observando enquanto várias pessoas vão levantando, são detidas e encaminhadas ao caminhão. Um deles, um garoto mais ou menos da minha idade tenta correr, mas é detido também. Decido ficar deitada como os outros, e percebo os agentes que antes aplicavam a seringa vermelha, pegar no isopor seringas azuis e aplicarem no restante de nós que ainda estávamos deitados no chão. senti algum se aproximar de mim por trás e aplicar em minha clavícula. Tento não exprimir reação, assim como os outros ao meu redor, mas sinto uma dor de cabeça terrível, solto um gemido e o agente se vira repentinamente. abro os olhos e faço o sei fazer melhor: atuo.
-Anh? aonde estou?-olho pra ele e digo:
-Pode me dizer aonde es...- sou interrompida por uma mascara no meu rosto com mais daquele gás, finjo que desmaio novamente e sinto o agente André Alves, pelo que li no crachá, empurrar uma pílula na minha boca.
Então eu apago.
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