Eu quero ser teu lar

2 Eu vou fazer melhor


Notas iniciais
Oii pessoas :D Gostaria de agradecer a todo mundo que está acompanhando e favoritou a fic, também pelo comentário, isso me incentiva muito a continuar. Sem demora, capítulo novo. ♥

— Onde ela está?! – Henry perguntou desesperado.

— Nós não temos ideia – Killian disse andando de um lado para o outro.

— Mas vocês já tem algo em mente, certo? – Regina perguntou num tom autoritário – Porque eu não fiquei aqui pra vocês estragarem tudo e ainda colocar Emma em perigo!

— Se acalme – David disse tentando não parecer tão grosso – Foi a rainha má!

— Eu sei quem foi – retrucou sem se importar em aumentar o tom de voz – Por que você não usa um pouco dessa energia defensiva para achar onde ela está? Você é o pai dela, deve ter alguma ideia!

— Sim, sou o pai dela – aumentou o tom de voz – Mas infelizmente isso não quer dizer que eu sei de tudo – encarou Killian – E você? Vocês estão morando juntos agora, ela te deu alguma pista?

— Se eu soubesse de algo, não acha que eu já teria mencionado? – retrucou decepcionado.

— Como você mora com alguém e não sabe seus segredos, como se sente, o que está passando?

— Nós não falamos sobre o que pode acontecer se um gênio aparecer e conceder desejos da rainha má – Killian aumentou seu tom encarando Regina.

— Por favor, parem de brigar – Jasmine disse tentando acalma-los.

— Estamos fazendo exatamente o que ela quer – Regina se pronunciou novamente – Ela disse que nos destruiríamos, ela deu um monte de golpes hoje, mas agora acho que sei uma maneira de golpeá-la de volta.

***

Regina andava rapidamente até seu escritório, milhões de coisas se passavam por sua mente naquele momento. O que teria acontecido se Emma realmente não tivesse sido a salvadora e não batesse em sua porta naquele dia trazendo Henry de volta? O que teria acontecido, que caminho ela teria tomado se não tivesse os acidentes de percurso que fizeram o caminho que ela havia escolhido? Aliás, ela não tinha escolhido, mas de alguma forma, eles a escolheram sem que ela pudesse dizer não. Sentia tanto remorso por ter causado tantos problemas a Emma a ponto dela ter desejado nunca ter sido a salvadora, porém que problemas não teriam sido causados sem aqueles que ela causou?

— Se divertindo no meu escritório? – Regina questionou entrando bruscamente encarando a rainha má.

— Eu estava prestes a me divertir – respondeu fazendo um gesto em direção a Aladin.

— Não estou aqui para aturar as suas perversões – disse revirando os olhos – Vim porque quero a Emma de volta!

— Boa sorte com isso – lançou um sorriso sarcástico – Você não terá posse dessa lâmpada e mesmo se tivesse, não é possível desfazer desejos.

Agora sente aqui – a rainha má chutou uma cadeira em direção a Regina – Tome uma bebida e agradeça, não se esqueça que eu te conheço melhor que qualquer um, Regina. Eu sou você e houve uma época em que tudo que você queria era destruir o príncipe e a Branca e expulsar Emma Swan da cidade eu fiz ambas as coisas, vamos fazer um brinde – ela concluiu estendendo uma taça para Regina que prontamente a bateu contra a mesa – É por isso que você nunca vai ser feliz, você ganhou e não consegue sequer admitir isso.

— É você está certa, talvez eu não possa ter posse do gênio da lâmpada, mas você tem razão nós somos a mesma pessoa o que significa que você não é a única mestre da lâmpada.

— Não – a rainha disse se dando conta de que ela tinha razão.

— Gênio da lâmpada quero ser enviada ao mesmo lugar que Emma Swan – Regina pediu.

— Seu desejo é uma ordem, mestre – ele disse sorrindo ao ver a morena desaparecer.

***

— Emma? – Regina gritou olhando em volta procurando algum sinal da loira, não foi difícil para ela se localizar já que estava na floresta encantada, só se perguntava o porque de Emma ter sido enviada para lá, enquanto estava perdida em pensamentos ouviu alguns passos e sorriu largamente ao avistar os anões e correr em direção a eles – Oi, anões eu estou procurando a Emma, vocês a viram?

— A rainha má está de volta – Zangado se pronunciou irritado.

— Não, não – gesticulou tentando negar aquilo – Agora eu não sou mais a rainha má.

— Vamos depressa, precisamos avisá-los, a guerra não acabou – os anões saíram correndo deixando uma Regina confusa para trás.

Ao ver aquela cena, a morena acabou se lembrando de seu passado, de todas as coisas ruins que havia feito, de tudo que tinha acontecido por ela ter aquele desejo obsessivo de vingança contra Branca, um vazio tomou conta de seu peito enquanto ela se via cada vez mais perdida naquela floresta. Uma voz doce cortou seus pensamentos, uma voz que ela conhecia muito bem, mas o que via era uma cena que em toda sua vida Regina nunca sequer imaginou que iria presenciar, Emma Swan estava colhendo flores e cantando, aquela cena quase foi capaz de levar todos aqueles pensamentos ruins para longe.

— Emma? – a loira a encarou assustada – Mas o que foi que aconteceu com você?

— Você é a rainha má – a loira respondeu recuando alguns passos.

— Você não se lembra de mim? – aquilo foi como um soco na boca do estômago de Regina, era triste olhar naqueles olhos, de tom um pouco mais claro que o normal, pois naquele momento era como se nunca tivessem olhado para ela.

— Eu sei exatamente quem você é – ela se escondeu atrás de uma árvore – Meus pais te baniram daqui.

— Não, eles não me baniram – tentava explicar mesmo sabendo que aquilo seria inútil – Nada disso é real, eu sou sua amiga!

— Você não é uma amiga – retrucou por trás da árvore como uma criancinha medrosa – Meu pai disse que você mente.

— Não, isso é mentira – tentou pensar em algum argumento para convencê-la – Sabe, lá de onde nós viemos nós meio que dividimos a guarda de um filho – a loira a encarou ressabiada – Tá, eu sei que é complicado, mas eu arrisquei minha vida vindo até aqui por que... Você é a salvadora e sua família precisa de você.

— Dividimos a guarda de um filho? – questionou confusa – Como, um casal?

Antes que Regina pudesse dizer qualquer coisa, sentiu uma flecha passando de raspão por seu corpo, ao olhar pra trás pôde ver Branca e o príncipe se aproximando.

— Isso é impossível, você foi banida – Encantado disse inconformado ao ver que os anões realmente tinham razão.

— As fadas cuidaram para que você nunca mais voltasse – Branca completou encarando Regina – Não é possível estar aqui!

— Branca, David – Regina disse boquiaberta.

— Tenha mais respeito – ele respondeu num tom autoritário – Suas majestades, esse é o nosso reino agora.

— Como vocês estão velhos – tentava controlar o riso, no fundo tudo aquilo era engraçado, exceto o fato de Emma não se lembrar dela.

— Pode nos provocar quanto quiser nós nunca desistiremos de proteger nosso povo – Branca retrucou impaciente.

— Emma, essas pessoas não são reais – voltou a encarar a loira com a esperança de que talvez ela pudesse acreditar.

— Mãe, pai, por favor me ajudem – Encantado e Branca tiraram suas espadas e apontaram para Regina em tom de ameaça.

= Não, eles são alucinações, essa aqui é uma realidade falsa – a morena falava quase em desespero.

— Saí de perto da minha filha – David ameaçou.

— Emma, você tem que acreditar em mim...

— Nunca – a loira respondeu num tom firme.

— Emma, por favor, essa não é você – tentou se aproximar e por incrível que pareça dessa vez a loira não se afastou – Deve ter uma parte em você que sabe disso – ao ver que seria atacada Regina sumiu deixando uma fumaça roxa para trás.

***


Regina estava oficialmente surtando, não conseguia entender aquela mudança radical de comportamento de Emma, por que ela tinha que complicar tudo? Por que as coisas nunca eram fáceis? É como se isso fosse parte de quem elas eram, parte daquela “amizade complicada”. Sempre uma salvando a outra de si mesma. Se perguntava onde estava com a cabeça quando decidiu ir sozinha até a rainha má fazer com que o gênio a enviasse até onde Emma Swan estava.

— Parabéns, Regina – sussurrava para si enquanto andava por seu antigo castelo – Que ótima ideia, por que não ir sozinha tentar convencer Emma de que você está falando a verdade? Por que não deixar seus pais ou até mesmo aquele disfarce de namoradinho pirata irem atrás dela? – seus pensamentos foram cortados por uma risada que ela conheceria em qualquer reino – Ah não... – concluiu andando até o calabouço.

— Aí está você – ele disse enquanto a morena se aproximava das grades que o prendiam – Veio ver o velho Rumple? Quem é você? Chegue mais perto – ele rapidamente se aproximou das grades – Olha só, a rainha. A aprendiz voltou para ver o velho mestre.

— Por favor, eu preciso da sua ajuda – ela disse o encarando.

— Por quê eu te ajudaria? – ele perguntou ironicamente – Minha melhor aluna e também um fracasso, você falhou comigo!

— Aquela não era eu, eu não sou a rainha má desta realidade – tentou explicar – Isso aqui nem é uma realidade, é tudo falso, esse mundo foi criado por um desejo de prender a Emma.

— Emma – ele repetiu – A salvadora, você precisa convencê-la a querer voltar para realidade, certo?

— Exatamente – ficou feliz por alguns segundos, parecia finalmente achar um caminho – Como eu faço isso?

— Você precisa lembra-la de quem ela realmente é, Regina – ele deu uma risadinha – É triste pra você essa troca de olhares entre duas pessoas desconhecidas que se conheciam tão bem, não é?

— Não sei se a conhecia tão bem assim – suspirou – Eu nem sabia que ela desejava nunca ter sido a salvadora, provavelmente ela deseja nunca ter me conhecido...

— Você a conhece, sabe bem o que tem causado esses sentimentos – provocou enquanto Regina se via perdida em pensamentos – Existe uma explicação, existe um motivo para aquele universo ser como é, existe um motivo para o céu de Storybrooke ser tão azul, para apesar de todo o esforço, todos os sacrifícios, os desejos e anseios, apesar do inverno... Se você não conseguir fazer Emma Swan voltar a ser ela mesma, o paraíso não fará qualquer sentido, Regina.

Notas finais
Então, gostaram? Estou tentando fazer o mais parecido com a série o possível, introduzindo swan queen aos poucos :P Me deixem suas opiniões.