Notas iniciais
Olá!

Decidi publicar minhas fics que também estão no AS aqui, então estou começando por essa one. Editei algumas coisas, mas apenas o superficial como pontuação e palavras erradas.

Espero que goste, boa leitura :).

Eu prefiro as estrelas

Por Myuky

One-shot

- Você gosta dele, admita. – Repetiu pela terceira vez aquelas palavras, uma menina loira que se sentava em uma poltrona.

- Eu não gosto já disse Ino-chan – respondeu com uma leve irritação na voz – “Porque ninguém acredita em mim? Simples elas sabem que eu gosto dele”.

- Se não gosta Tema-chan, por que bateu nela? – Indagou a garota de cabelos róseos, com um sorriso vitorioso sabendo que não havia justificativa.

- Simples Sakura, eu estava conversando com ele e ela me atrapalhou. – Falou torcendo para que isso as convencesse.

- Tudo bem não admita! – Ino dizia com certa frustração.

- Bom, pelo menos vimos a Karin apanhar. – Divertiu-se Matsuri, o que fez as outras rir.

- Não gosto de concordar, mas você tem razão. – Hinata entrava na sala com uma bolsa de gelo. – Aqui está Tema-chan, acho que vai ajudar.

- Arigatou Hina. “Certo Hinata concordar com isso, deve ser o fim do mundo só pode. Logo ela que é toda delicada, meiga e não gosta de brigas. Talvez seu namoro com Naruto seja a explicação para isso, o que eu estou dizendo? É exatamente o contrário, nunca vi aquele idiota, tão esperto”.

- Yo meninas, desculpa o atraso. – Temari foi tirada de seus devaneios ao ouvir aquelas palavras, fitou a entrada da sala assim como as outras.

- “Tenten parece muito sem graça, isso significa...”. – Pensou ao ver a amiga.

- Temari, a garota de quem todos estão falando é uma pena não ter visto a briga. Deve ter sido épico, finalmente alguém a colocou no seu devido lugar. – Falou visivelmente animado com o ocorrido.

- “Como imaginei ela estava com Neji”. Diz isso pra minha advertência. – Falou séria, era a terceira que ganhava em menos de dois meses. – “Meus pais vão me matar”. E quase que era uma suspensão, eu tive muita sorte. – Todas a olharam preocupadas.

- Teria valido à pena. – Insistiu na ideia de que aquilo tinha sido algo incrível. Temari rolou os olhos verdes pelo cômodo pousando-os na janela, fitou o céu com suas nuvens.

- “Não valeu a pena, não agora que é a reta final. Advertências são levadas sem grande importância, mas uma suspensão estragaria meus planos. Droga porque não consigo me controlar? Por que não posso ser calma como elas? Por que tenho esse gênio idiota?”. – Pensou com o semblante triste.

- Neji nii-san é melhor você ir embora – aconselhou Hinata, ao ver a expressão da amiga.

- Ok, não precisam me expulsar sei que é à tarde das garotas, sayonara. – Despediu-se. Com os olhos de esguelha Temari pode vê-lo dar um selinho em Tenten e sair.

- Certo, que comece à tarde das garotas. – Anunciou Tenten.

*TEMARI ON*

Sinceramente tenho uma certa inveja das garotas, mas principalmente da Tenten ela não ficava tímida como a Hinata, não pulava ou amolava como Sakura e Ino, não sei se posso colocar a Matsuri nesse quesito, ou melhor talvez eu possa ela ficava no meio termo por assim dizer. Mas a Tenten simplesmente parecia apática o tempo todo e no fim ela apareceu com o Neji, devo dizer que foi um dia memorável a expressão das pessoas enquanto eles passavam nos corredores da escola, sem falar em Ino e Sakura perplexas. Eles não precisaram do empurrão de ninguém muito menos de nós, seus amigos.

Agora eu, eu sou uma pessoa que odeia receber ordens, quer sempre ser superior, briguenta, nervosa e não aceita desaforos. Basicamente sou uma bomba relógio, pronta para explodir a qualquer momento, resumindo vou usar o que ele diz: problemática. Tudo isso resumido em uma única palavra, a verdade é que aquele bebê gênio chorão, nunca iria gostar de mim, primeiro esse apelido que me deu, acho que nunca mais o ouvi dizer meu nome. O pior é que ainda me lembro da primeira vez em que me chamou assim.

Fazia duas semanas que aulas haviam começado, estávamos na aula de física avançada do Asuma sensei, ele estava acabando de explicar o que deveria ser feito, foi então que anunciou.

- Para realizar esse trabalho quero que formem duplas. – Levantei a mão assim que ele terminou de falar. – Diga senhorita Sabaku.

- O senhor vai escolher? – Indaguei com um certo medo da resposta.

- Não, vocês irão escolher – vi algumas pessoas comemorar o fato, eu apenas me ajeitei na cadeira. – Mais alguma pergunta? – A sala ficou em silêncio. – Então, escolham as duplas, deixem a folha com os nomes na minha mesa e estão dispensados. – Em questão de segundos todos saíram da sala acompanhados de seus respectivos parceiros, acho incrível como eles poderiam ser tão rápidos nesse quesito, deixei meus pensamentos de lado e fui até a mesa do sensei.

- Sensei!

- Sim, senhorita Sabaku? – Ele tirou os olhos dos papéis e me fitou.

- O senhor poderia escolher uma dupla pra mim, ou apenas escolher as duplas? – não sei exatamente como saiu minha voz, mas ele pareceu entender.

- Hum... Eu soube por professores anteriores que você tinha problemas com suas duplas, mas não gosto de ouvir o que eles têm a dizer, prefiro ver com meus olhos e você não ficou sem dupla tem o senhor Nara, o nome dele além do seu não está aqui, ou seja...

- Ele está sem dupla. – Soltei um suspiro. – Vou falar com ele, obrigada sensei. – Não ouvi o que ele disse, eu apenas saí da sala frustrada. Esse negócio de trabalhos em duplas e grupos dificilmente funciona para mim, sempre fico enrascada e acabo fazendo sozinha. Andei até o armário peguei meu caderno de literatura e fui para as escadas, onde acabei o encontrando.

- Ei bebê chorão. – Chamei, ele parou e me fitou irritado, ele parecia odiar o apelido, mas não liguei.

- Fala Temari. – Ouvi responder.

- Bom, o Asuma sensei disse que você está sem dupla e queria saber se quer fazer uma comigo? – Falei no tom mais gentil possível.

- Tudo bem. – Isso me deixou surpresa, não esperava aquela resposta, mas ele provavelmente por ser novato não sabia nada sobre mim. – Eu já tive algumas ideias, te explico no caminho. – só então me dei conta de que estávamos no meio da escada atrapalhando a passagem. Ele me explicou, eu até gostei da ideia dele, mas tinha outra em mente, foi então durante o almoço que meu lado problemático entrou em ação, comecei a discutir com ele e na metade da discussão ele levantou e disse:

- Faremos da sua forma, na minha casa amanhã após a escola. Vejo você na próxima aula, problemática. – Sem que eu pudesse responder ele já tinha ido, ouvi meus irmãos que estavam sentados conosco rir do ocorrido e os demais perplexos. Eu nunca ganhava uma discussão com exceção de quando discuto com meus irmãos. Geralmente meus “parceiros” me deixavam para fazer o trabalho sozinhos, mas ele não. Ele aceitou, mais tarde descobri o porquê, o geninho é um preguiçoso nato, nem sei como alguém o indicou para as turmas avançadas. Quanto à “problemática”, eu não entendo até hoje, mas nunca briguei por isso.

Como estava dizendo antes, ele não se interessaria por mim primeiro o apelido, segundo tudo o que ele quer é uma vida calma, e digamos que com meu gênio as coisas seriam diferentes. Como eu sei? Simples ele disse, não com todas as letras, já que nunca me declarei, no entanto, o pouco que sei é o suficiente. Mas, agora já chega isso está me chateando, sem falar que usar monossílabas para falar com as meninas não está mais funcionando, meu maior conforto é que semana que vem tudo isso vai acabar. Sentirei falta da turma, mas finalmente vou poder esquecê-lo.

*TEMARI OFF*

Estava concluindo o último raciocínio, anotando-o na folha. Levantou-se pegando a mochila e o papel, depositou o mesmo na mesa do sensei. No fundo da sala alguém observava, já havia acabado a prova e esperava a primeira pessoa entregar para depois poder fazer o mesmo. Se tivesse apostado teria ganhado, questão de segundos depois já havia deixado a sala seguindo seu alvo. Precipitou-se pela escada, passando os corredores ainda vazios, indo para o jardim da instituição. Ao sair pela porta deparou-se com a pessoa que procurava sentada no banco de sempre, mexendo no celular. Aproximou-se sorrateiro, pegando o aparelho.

- Droga Nara, me devolve! – Bradou irritada.

- O que? O celular? Ah, deixa essa besteira de lado! – Falou zombeteiro.

- Argh, me devolve agora bebê chorão. – Levantou-se do banco.

- Te devolvo se observar o céu... – Antes que pudesse terminar, ela já estava em cima dele tentando alcançar de qualquer jeito o objeto, ele apenas o elevou.

- ME DEVOLVE AGORA! – Mais uma vez tentava alcançar.

- Já disse te devolvo se observar o céu. – Respondeu. Aquela era a primeira vez que realmente estava disposto a contrariá-la.

- NÃO, ME DEVOLVE LOGO ISSO! – Pediu gritando, ele apenas brincava com o aparelho passando de uma mão a outra, enquanto ela tentava alcançar. – Quando foi que você ficou tão alto? – Ele riu, mas ela sabia exatamente quando, depois do verão, antes do início do segundo ano, quase não o reconheceu quando apareceu na escola, só então passou a observá-lo direito.

- Não sei, não sei mesmo. Devolvo-te se observar o céu comigo problemática.

- Ah, que droga. – Cruzou os braços. – Você me irrita sabia? – Ele riu mais uma vez. – Para de rir, eu posso te bater aqui e agora, mas isso poderia dar um fim ao meu celular. – Sentou-se novamente no banco. – Eu observo céu. – Disse finalmente anunciando a derrota.

- Problemática! – Foi à única palavra que usou, até se sentar ao lado dela e fitar o céu, que por sinal estava lindo. Colocou o telefone ao lado do corpo da garota, que pareceu não ligar muito.

- Lembra a primeira vez em que me chamou de bebê chorão? – Viu os olhos de Temari o fitar confusos.

- Por que está falando disso? – indagou.

- Eu nunca te agradeci. – Voltou os olhos para o céu, a loira fez o mesmo.

- Sem essa de agradecimentos, não iria deixar aquele idiota achar que poderia bater em algum de vocês e até mesmo em meu irmão sem haver consequências.

- Então você lembra.

- Sim, lembro. – Falou com um sorriso, mesmo que ele não estivesse vendo. – O que você vê de tão interessante nas nuvens? Elas são tão sem graça, eu prefiro as estrelas.

- Não fale isso das nuvens, elas são perfeitas, você que não sabe ver a beleza delas e as estrelas são muito problemáticas, com toda aquela ligação de pontos. – Temari o fitou perplexa, era a primeira vez que ele usava seu apelido para outra coisa.

- B... Bebê chorão. – Chamou.

- Hum... – Ele respondeu sem tirar os olhos das nuvens.

- Por que você me chama de “problemática”? – Indagou incerta.

- Não há um motivo específico, só te chamo por chamar.

- Isso não faz sentido, quando alguém recebe um apelido é porque algo nele lembra a pessoa, seja fisicamente, algum fato que ocorreu. Por exemplo, o Naruto relâmpago o melhor corredor do colégio, Hinata bailarina, meu irmão Gaara ruivo tudo por causa do cabelo, você...

- Certo eu entendi. – Foi à única coisa que ele disse, esperou uma continuação, mas não obteve e voltou a olhar o céu.

*SHIKAMARU ON*

O que há de errado com ela? Nunca me perguntou sobre isso, mas achava que fazia algum sentido. E pelo visto eu estava errado. Talvez não queira deixar nada mal resolvido, mas ainda sim parece confuso, no entanto, o que não é confuso, ou melhor, problemático com essa garota? Apesar de que, dizer pode me ajudar a fazer o que venho bolando há dias.

*SHIKAMARU OFF*

- Okay, você quer realmente saber? – Indagou a fitando.

- Sim, quero. – Os olhos de Temari emanavam expectativa.

- Eu te chamo de problemática, pois tudo na minha vida desde que te conheci, coisas simples como fazer um trabalho, falar com uma garota, até mesmo comprar um refrigerante, tornou-se um verdadeiro problema. – Os olhos verdes perderam o brilho, Temari engoliu em seco, queria saber o porquê, mas não esperava que doesse tanto. Pegou o celular, jogando na mochila, levantou-se do banco.

- Sabe Shikamaru, se eu não gostava de mim, por que não disse? – Indagou, caminhou com passos firmes passando por ele.

- Olha aí Temari, você está sendo problemática de novo. – A loira parou ao ouvir o nome, ele levantou. – Eu não disse que não gostava de você. – Ela se virou para ele, seus olhos estavam marejados. – Acha que se eu não gostasse de você, teria te aturado durante esses três anos? – ela deu de ombros, ele riu. – Como eu disse você é problemática demais, e eu gosto disso, minhas manhãs tornaram-se interessantes o que compensou minha vinda forçada pra cá.

- Por que, você era um gênio em ascensão. – Ela riu, enquanto uma lágrima corria em sua face.

- Só, de pensar que se tivesse batido o pé e dito não, eu não teria te conhecido, me dá calafrios. – Temari riu, ele se aproximou a abraçado e limpado a lágrima com o dedo. – Eu te adoro sabia? – A loira se surpreendeu com a aproximação e as palavras, mas não relutou. – Sabe as estrelas? Eu gosto delas pelo simples fato de serem problemáticas como você, por isso as observo. E te ver aqui, com guarda tão baixa, me faz entender por que gosto tanto de você.

- E você espera o último dia pra me dizer isso? – Falou com a voz embargada.

- Quem disse que é o último dia?

- Não se faça de burro, isso você não é, sabe que hoje as aulas acabam. – Iria começar a chorar, e ficava se perguntando onde estava a Temari? A real com escudo e tudo mais.

- Você tem razão, mas esse não é o último dia, teremos mais quatro anos pela frente e quem sabe a vida toda. – Os olhos verdes ficaram confusos. – Eu passei em três universidades e uma delas é a Universidade da Areia, nem precisei falar com meus pais eles simplesmente disseram que era a melhor. – Temari sorriu.

- Por que não me disse antes? – Deu um soco leve no ombro do Nara e o abraçou o mais forte que podia. – Bom, bebê gênio chorão eu também gosto de você, te adoro e...

- E... – Ele a incentivou a falar.

- E te amo! – O rapaz sorriu, aproximou os lábios aos dela e a beijou tranquilamente, sem hesitar Temari o correspondeu, seguindo o ritmo calmo dele. Com a falta de ar sessaram o beijo.

- Eu também te amo minha problemática – falou dando um beijo na bochecha da garota, que apenas sorriu.

No fim ela nunca soube de nada, por mais que achasse saber.

FIM.

Notas finais
Espero que tenha gostado, deixe um comentário... Prometo que não mordo!

Até mais ver, beijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!