Notas iniciais
Olá gente, me desculpe por não postar antes, eu escrevi e o celular apagou tudo, tive tempo de postar só hoje. Espero que gostem!!! AGRADECIMENTOS:::::: Jaque, Bárbara, Gabrielly, Love Glitter, thaianekate, Ana Cláudia, Jortiniforever2016. Obrigada pelos comentários, adorei todos, dedico a história a todas vocês e espero que gostem!!!

Após ir para casa tomar um banho, voltei para o hospital. Estava olhando León pela janela de vidro. Sua aparência estava tão... Morta. Senti a tristeza se aprofundar com isso. Sentei ao lado da porta e ali permaneci.

Acordei com Bárbara me cutucando. Olhei para ela, a mesma estava com um rosto cansado e triste, talvez por mim. Com dificuldade me levantei e adentrei no quarto. Diego, Francesca e Marco estavam conversando entre si. Sentei ao lado de León na cama, comecei a mexer em seu cabelo.

– Sem melhoras? — Perguntei. Negaram. Apenas o fiquei observando. Seu rosto que antes era cheio de vida, agora está praticamente morto, seus lábios rosados estão acinzentados, e seus olhos verdes que não posso mais ver. Lágrimas ameaçavam de cair. Eu não posso mais chorar. — Ele vai sair dessa, ele é forte. — Disse mais a mim do que a eles.

– Se ele não acordar. — Marco deu uma pausa olhando para o León. — Irão desligar os aparelhos. — Ele disse abaixando a cabeça. Não. Eles não podem fazer isso. León é tudo o que eu tenho, tudo o que eu quero.

– Não. Eles não podem. — Eu disse com a voz elevada. — Não podem. — Desabei ao lado de León, o abraçando. Comecei a orar em um sussurro. — Deus, não o tira de mim, o senhor o colocou em minha vida por um propósito, não quero viver sem ele. Eu preciso dele.

Sem dizer nada, saíram do quarto me deixando sozinha com León. Me deitei ao seu lado na cama, e o abracei forte. Não posso perder ele, repito isso umas três vezes a mim mesma.

Já era de noite, todos estávamos na sala de espera, ambos muitos cansados, mas eu não sairia daqui nem obrigada. Levantei e fui comprar um café.

– Um café por favor, bem forte e sem açúcar. — Disse ao atendente, que sorriu fraco. Será que eu estou com uma aparência tão ruim? Parece que até ficou com dó, deve ser por que estou em um hospital à dias. Já havia uma semana que León estava aqui.

– Aqui senhorita. — O moço disse me entregando o grande copo de café. Sorri fraco e voltei para a sala de espera. Sentei ao lado de Camila qur dormia no ombro do Broduey, sorri ao ver. Aos poucos fui bebendo meu café, sem perceber já havia acabado, e meu sono não passava. Eu não podia entrar no quarto de León, não era horário de visitas, mas ao ver que não havia ninguém cuidando, entrei correndo. Ele estava na mesma posição em que deixei, seu rosto não estava tão pálido mais. Cheguei perto dele e me sentei na cadeira ao lado, peguei em sua mão e beijei. Aos poucos meus olhos foi pesando e apaguei.

" Acordei com o sol iluminando o quarto . Levantei e avistei León dormindo tranquilamente, ele era tão lindo, com aquele peitoral definido, nem muito, nem pouco demais, mas o suficiente, fui até ele e depositei um beijo em seu peito esquerdo, acima do coração. Ele abriu os olhos lentamente, acredito que se acostumando com a claridade. Sorriu ao me ver.

– Bom dia minha princesa. — Ele disse sorrindo e me puxando para um beijo. — Dormiu bem?

– Bom dia meu amor, dormi sim. — Sorri, me deitando novamente ao seu lado. — León...

– Fala.

– Eu te amo."

Acordei com alguém me cutucando, olhei para ver, era uma enfermeira. Levantei um pouco lenta. Já estava de dia, a claridade invadia o quarto.

– A senhorita não pode ficar aqui. — Ela disse calmamente enquanto colocava algum remédio na veia de León.

– Me desculpe, eu precisava ficar com ele. — Disse envergonhada. Como fui vacilar assim? Ela me olhou, olhou para León e de volta para mim.

– Preciso dar banho nele, pode me ajudar? — Ela disse com sua bochecha vermelha. Espera, eu dar banho em León, nunca fiz isso antes. Assenti. — Me ajude então.

Colocamos ele na cadeira de rodas e levamos ao banheiro. Despi ele, deixando somente sua coeca box. Como ele é lindo. Tirei esse pensamento rapidamente de minha mente e comecei a banha-lo. A enfermeira me pediu para que eu lavasse seu corpo, enquanto ela lavava seu cabelo. Confesso que não gostei nada dela o tocando, só faltava babar ali. Assim que me viu a olhando, saiu rapidamente do banheiro, voltou com uma toalha.

– Não fique com ciúmes. — Ela dissr baixinho. — Faço isso todos os dias, dia e noite, não estou me aproveitando por que ele é bonito. — Eu olhei rapidamente para ela, quem ela pensa que é? Fechei a cara. Ele é meu tá legal. — O que? Ele é mesmo, mas isso não quer dizer que eu o queira.

– Mesmo se quisesse, não tenho nada haver com isso, só sou uma amiga. — Disse sorrindo. Dessa vez quem me olhou rápido foi ela.

– Sério? Parecia namorados, o jeito que você olha para ele. — Sorriu. Sorri de volta.

Depois que o colocamos na cama novamente, fiquei um pouco sentada ao seu lado conversando com a enfermeira. Assim que ela saiu, todos entraram no quarto.

– Como ele está? — Maxi perguntou.

– Do mesmo jeito. — Olhei para León. — Ele tem que melhorar.

– Ele vai. — Camila disse segurando em meu ombro. Concordei com a cabeça. — Aliás, ele é forte não é? Ele vai sair dessa.

– É tudo culpa minha. — Eu disse com a vor chorosa.

– Não, não é. Foi culpa daquele merda, ele só tentou te salvar. — Diego disse se aproximando. — Ele faria isso por você milhões de vezes se fosse preciso.

– Sério? — Perguntei.

– Sim. — Ele sorriu e olhou para León. — Depois que você sumiu, ele ficou insuportável, só falava em como te tirar de lá, ficava pensando em como matar aquele cara se ele fizesse algo com você. Ele te ama, ele não disse com todas as letras, mas suas atitudes sim. — Sorri ao ouvir suas palavras.

– Eu queria que ele estivesse acordado pra mim dizer que amo ele. — Disse a mim mesma, porém alto. Recebi olhares curiosos para mim. — Eu sei que tá na cara que eu gosto dele, só admiti.

– Mesmo depois do que ele fez com você? — Naty perguntou.

– Naty, eu não sei por que ele fez aquilo. — Dei uma pausa olhando para minha mão. — Mas, hoje eu agradeço a ele. Foi a melhor coisa, isso está me tornando mais forte.

– Eu sei por que ele fez isso. — Naty chegou mais perto e pegou em minha mão direita e na esquerda de León. — Ele me disse, à verdade eu o obriguei a falar. Ele disse que ele te ama, que queria ficar com você, só que não tinha coragem pra falar com você sobre isso, e na hora pensou que isso poderia ser algo que ligassem vocês dois para sempre. Foi muito idiota, até ele confessou, mas ele disse que não mudaria o fato de ter te engravidado.

Fiquei olhando perplexa para ela e depois para León. Ele devia ter me falado, eu iria ficar ao lado dele sem pensar duas vezes. Ficamos mais algum tempo conversando e lembrando das coisas boas ao lado de León.

Já era de tarde e nada do León acordar. Se ele não acordasse até às dez da noite, eles iriam desligar, mas eles não podem, não podem. Estava com a cabeça encostada no ombro de Diego, enquanto ele fazia cafuné. Senti meu estômago roncar, levantei e fui à lanchonete.

– Olá. — Chamei o atendente. — O que há de comida aqui?

– Olha, como está de tarde, não servimos comida esse horário, mas temos lanche natural, saladas de frutas, pode olhar aqui. — Ele me entregou um cardápio. Tinha muitas coisas.

– Me dá um lanche natural, um suco de laranja, e um bolo de cenoura com cobertura de chocolate. — Não sei por que, mas senti uma enorme vontade de comer bolo. Paguei e me sentei ao lado de Diego novamente. Ele me olhou assustado.

– Tá com tanta fome assim? — Ele me perguntou olhando para o tanto de comida no meu colo. Ri.

– Só um pouco, senti vontade de comer esse bolo. — Falei mordendo um pedaço do lanche natural, estava uma delícia.

– Nossa, esse bebê ai. — Ele apontou paea minha barriga. — É muito esfomeado. É bom que você come bem, está muito abatida.

– O León? Ele acordou?

– Não, estou com medo. — Admitiu.

– Eu também.

– Eu quero ver o sangue daquele cara que atirou nele, quero tirar cada pedacinho dele. — Seus olhos transmitiam raiva.

– Diego, ele já deve está morto. Não fica com essa coisa ruim em seu coração.

– Você não entende. — Ele me olhou.

– Sim, entendo. O cara que eu amo está dentro daquela sala quase morrendo, isso por causa daquele merda, mas eu não quero guardar isso no meu coração, eu estaria me tornando igual a ele. Você não quer ser igual a ele. — Sorri e peguei em sua mão. — Você é uma das melhores pessoas que eu já conheci, não se torna igual a ele.

Já era nove da noite e León ainda não havia acordado, novamente comecei a orar. " Pai, eu estou tirando forças de aonde não tenho, mas eu estou aqui, te pedindo apenas uma coisa, salva o León, não deixe ele morrer, não o tire de mim. Prometo ficar mais próxima de ti pai, só não o tira da gente, ele é tudo o que eu tenho ". Entre lágrimas acariciei minha barriga. Levantei e fui até a frente do hospital tomar um ar. O vento forte batia em meu rosto e balançava meus cabelos. Olhava o horário de minutos em minutos no meu celular. Deu nove e cinquenta, ninguém veio me avisar que León tinha acordado. Maxi veio correndo em minha direção, sua cara não estava nada boa. Não. Ele não pode ter morrido.

– Vilu. — Ele falou ofegante. — Querem desligar.

Perdi a respiração. Não podem desligar, não podem. Sai correndo em direção a entrada do hospital. Cheguei no décimo terceiro andar, passei pela sala de espera, entrei no quarto aonde já estavam preste a desligar os aparelhos.

– Não! — Gritei. Sai empurrando todos que estavam na minha frente. — Vocês não vão desligar.

– Srta. Castilho, temos que desligar, não há mais o que fazer. — A enfermeira disse tentando me acalmar.

– Não, vocês não vão desligar. — Ainda gritando, fui até León e o abracei. — Ei, León, por favor, acorde, eu sei que você está me ouvindo. — Disse chorando, dando vários beijos em seu rosto. Nada.

– Desliguem. — Um enfermeiro falou. Senti alguém me segurar e me afastar de lá.

– Me soltam. — Gritei para eles. Tentei me soltar, mas algo me impediu de continuar. O aparelho parou de apitar. Ele morreu. Comecei a chorar e entrar em desespero. Meu León. Não. Preciso dele, a gente precisa, como vai ser agora? Senti perder as forças em minhas pernas, me colocaram sentada no chão. Aos poucos os enfermeiros foram saindo, me deixando lá, sozinha no chão, com meu coração em pedaços, somente com minha fé. Levantei, fui até ele, coloquei minha mão em seu rosto e acariciei, beijei sua boca pálida. Estava indo em direção à porta.

– Vi... — León falou. — Vio... Violetta. — Ele disse em um sussurro. Meu León. Ele acordou. Virei rapidamente para ele, o encontrando com seus lindos olhos abertos. Corri em sua direção e o abracei.

– León. — Disse entre as lágrimas. — Meu amor, você esta vivo. — O abracei.

– Violetta. — Disse novamente meu nome, não me lembrava do quanto amava.

– Eu estou aqui. — Eu sorri. — Já volto. — Sai correndo em direção da porta, à abri, fui até o corredor. — Ele acordou, o León acordou. — Gritei. Todos vieram correndo.

– León. — Diego correu até ele e o abraçou. — Você está vivo.

– Diego. — Ele sorriu. — Eu estou bem.

– É, eu vi. — Diego deu outro abraço.

Ficamos um bom tempo conversando com León. Ele parecia estar tão bem, até os médicos assustaram quando o viu, disseram que foi um verdadeiro milagre, o meu milagre. Ele saiu da UTI, foi para enfermaria — apartamento, mais conhecido como enfermaria -, eu depois de tanto insistir pude ficar com ele no quarto. Estava dando comida psra ele agora, ele estava parecendo uma criança de cinco anos recebendo comida na boquinha. Ri.

– Você está rindo de mim? — Ele perguntou com uma cara animada.

– Eu só estou percebendo o quanto você parece um bebê. — Ri levando mais uma colher em sua boca. — Um bebê grande. — Completei.

– Engraçadinha você né srta. Castilho. — Ele sorriu. Que sorriso lindo.

– Perdão, mas aqui eu sou senhora. — Eu disse rindo para ele. — Coma.

– Calma, ainda estou mastigando. — Falou de boca cheia. Ri. — Para de rir de mim.

– Vai fazer o que? Me castigar?

– Não. — Sua feição de divertido foi para uma feição séria. — Olha, eu tenho uma explicação para o que eu fiz.

– Eu sei, Naty me contou.

– Ela o que? — Gritou. — Por que ela fez isso?

– Eu confessei uma coisa, e ai o assunto foi parar ai.

– O que você confessou? — Perguntou me olhando.

– Que eu estava feliz com o bebê. — Disse sorrindo, não menti, só escondi uma parte da história.

– Sério?

– Sim. León, eu aprendi a olhar o lado bom das coisas.

– Eu te amo. — Ele disse me puxando para um abraço. O que? Ele disse? Com todas as palavras? Um sorriso de orelha a orelha invadiu meu rosto.

– Eu te amo Vargas.

Notas finais
COMENTEM POR FAVOR!!! PRECISO DE MOTIVAÇÃO!!! OBRIGADO.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.