Eu por você, você por mim
1 Epílogo
Notas iniciais
31 de dezembro de 2015.
— Todos para fora! Vamos. — Somente isso que se escutava, gritaria, tiros, gente caindo no chão. — Anda garota, vamos, anda, para fora sua inútil! — Um homem moreno alto gritava para mim me empurrando para fora do restaurante. Sai correndo daquele local. Senti algo perfurando e queimando minha pele, olhei para meu braço e vi sangue localizado abaixo do ombro. Ótimo! Levei um tiro.
Um homem branco, alto, com os olhos claros se aproximou de mim, na mão direita ele tinha um calibre 38, na esquerda um boné. Seu rosto estava tampado com uma bandana cinza.
— O que faz aqui garota? — O homem disse gritando comigo. — Responde porra.
— Eu estou ferida ta legal? — Eu respondi pressionando o braço.
— Deixa eu ver essa merda. — O homem soltou o boné e pegou meu braço que estava ferido. — Você levou um tiro, te aconselho a tirar essa bala logo daí.
— E como quer que eu tire? Não posso ir pro hospital, vão me perguntar como que fui ferida. — Ainda pressionando meu braço me levantei do chão.
— Venha, eu tiro para você. — O homem começou me puxar para uma casa branca que havia perto.
— Me larga seu idiota, não vou com você, nem te conheço. — Eu disse gritando e puxando meu braço.
— Meu nome é León pode crê? Agora já sabe!- Ele tentou me puxar novamente, mas continuei parada. — Merda, olha aqui, se você ficar aqui aqueles malucos vão te metralhar, vem comigo. — Ele estendeu a mão, eu cedi e fui cm ele.
Entramos na casa branca que havia perto da onde eu estava, havia apenas três pessoas lá, duas mulheres e um bebê que deveria ter apenas dois anos.
— Quem chamar a polícia eu mando metralhar todas vocês, principalmente a criança. — León disse apontando o calibre pra cabeça de uma mulher. — Pegue água, agulha, linha, e uma faca.
— Não León, vai doer muito. — Eu comecei a tentar me soltar e o mesmo me segurou firme. — Me solta!
— Olha, não sei quem você é e nem o que faz aqui, mas vou te falar uma coisa, aqui o clima é diferente beleza? Eles colocam um tipo de veneno nessa bala, se você ficou com ela por muito tempo você morre, então você escolhe, ou você vive ou você morre. — Quase gritando Léon me colocou em um sofá preto que havia no centro da sala.
Logo as duas mulheres apareceu com as coisas que León pediu. Senti a manga de minha blusa ser cortada e retirada, e uma ardência forte quando a água entrou em contato com a ferida.
— Vai doer. — Ele apenas avisou antes de pegar a faca e começar a mexer na onde estava a bala. Eu apenas gritava, a dor era insuportável, lagrimas escorria pelo meu rosto descontroladamente.
— Calma, já está acabando. — Foi a ultima coisa que ouvi naquela noite.
4 de junho de 2016.
Ludmila e Francesca haviam acabado de chegar de viagem. Todos almoçando juntos como uma família, aqui um protegia o outro, um por todos e todos por um, e isso é o que nos tornava " irmãos ".
— León, as encomendas chegam quando? — Diego pergunta levando o garfo na boca.
— Bom, ta previsto para chegar hoje lá pelas oito da noite, mas eles vão trazer só de manhã pois é mais seguro, de noite da muita bandeira. — León falou pegando meu pedaço de carne.
— León! — O repreendi, ele sempre faz isso. — Não faz isso, você sabe que eu não gosto.
— Vilu, eu só faço isso por esse motivo, você não gosta! — Ele começou a rir junto com os demais.
— Você me ama né, não é possível isso. — Eu disse pegando um novo pedaço de carne.
— E se eu amar? — Ele me olhou. — Você é minha amiga, quase irmã, assim como eu te amo, todos aqui te ama.
Não sei se eu comentei, mas tenho uma paixão pelo León, desde o dia que levei o tiro ele cuida de mim como um irmão, mas eu confundi extremamente as coisas e isso me da raiva.
— Eu sei disso. — Eu levei a comida na boca, Francesca me olhou com um olhar de tipo " não fica assim ", ela sabe pelo o que sinto por ele, e ela sempre me ajuda, inclusive agora que voltou. — Também amo vocês.
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