Eu odeio James Potter
6 Capítulo 5 - Lily
Notas iniciais
Merlin amado, o que eu fiz para merecer isso? Logo hoje que aconteceu aquele incidente no Salão Comunal o professor resolve escolher justo o Potter para ser meu parceiro. Ótimo, eu vou ter que ficar horas na biblioteca ouvindo ele comentar sobre esse assunto. Mas fazer o que? O professor não vai me mudar de dupla, eu já tentei, acredite. Então que seja o Potter. Me levantei da cadeira e fui até a sua mesa.
— Olha Potter, só vou te aturar por causa do trabalho, ok? E se você vier com piadinhas sobre aquilo no Salão Comunal eu vou adorar te azarar! — Falei o encarando. E pela primeira vez eu não consegui decifrar o que seus olhos diziam.
— Ok Lily, sem piadas. Quando iremos fazer esse trabalho? — Ele me perguntou um pouco frio.
— Hoje, depois das aulas, na biblioteca. — Eu disse e sai de perto dele — Ahh e já ia me esquecendo, para você é Evans. — Eu falei e dei um sorriso vitorioso, ele fez uma careta e se virou para o Sírius. Rolei os olhos e voltei para minha mesa, a aula já tinha acabado. Juntei meus materiais e sai da sala com as meninas, fui andando para a próxima aula enquanto conversávamos.
Simplesmente ignorei o Potter o dia inteiro, nem olhei pra ele na hora do almoço, não queria atura-lo mais tempo que o necessário. Depois da nossa última aula fui direto pra biblioteca, fiquei lá um tempinho esperando até que ele apareceu e se sentou na minha frente.
— Vamos começar logo — Empurrei dois livro na sua direção, um pergaminho e uma pena. — Você lê os livros, vê qual poção o professor pediu e anota o que ela faz no pergaminho — Falei já abrindo meu livro e só vi ele concordar com a cabeça, e então começamos a fazer o trabalho em silêncio. Achei estranho vindo dele, que é sempre tão alegre e falante, chega a irritar. Ignorei e apenas continuei a fazer minha parte.
— Eu odeio fazer as coisas em silêncio. — Ele exclamou sem desviar a atenção do pergaminho e eu não consegui me segurar, comecei a rir da cara de emburrado que ele fez. Eu não disse? Silêncio e Potter não combinam.- Tá rindo do que, cabelo de fogo ? — Ele falou me olhando e eu eu decidi ficar calada, tanto pelo apelido "carinhoso" quanto pela cara dele. Eu nunca vou assumir isso, mas ele fica fofinho com aquela carinha de emburrado.
— Parei, mas é que seu cara foi engraçada — Quando voltei a escrever ouvi ele soltar um risinho e voltar a prestar atenção no livro. Esse provavelmente foi o melhor elogio que eu já fiz a ele, e olha que nem um elogio isso é. Se bem que ele tem um lado legal. Fora as duas coisas que eu admiro muito nele. A lealdade que ele tem com as pessoas a sua volta. E o fato de, mesmo sendo puro-sangue, ele nunca se exibir por isso. Diferente de certos sonserinos que foram seus amigos e depois te apunhalaram.
— Eu falei sério, não gosto de silêncio. — Ele falou levantando o olhar para mim e eu ri pelo nariz.
— Não dá para conversar com você Potter, você é muito grosso — Eu falei e levantei o olhar pra ele, que continuava a escrever, mas falou comigo. Isso estava parecendo um filme de romance adolescente; Quando um olha o outro desvia o olhar.
— Oras, você está falando comigo e eu não estou sendo grosso — Ele sorriu e eu continuei a escrever. Ele largou a pena e olhou para mim.
— Isso é estranho, quem é você e o que você fez com James Potter? — Dei risada no final. — Eu não conhecia esse seu lado educado, Potter. — Eu falei olhando em seus olhos rapidamente e depois voltei minha atenção para o trabalho.
— Eu sou assim Lil’s, você que nunca percebeu. — Ele falou como se fosse a coisa mais obvia do mundo, e sua voz soou meio receosa ao falar meu apelido. Eu já tinha percebido, mas quando conversávamos o único lado que existia era o "Potter Galinha".
— Não, eu nunca notei que você era assim porque você nunca me mostrou esse seu lado. Você só me mostrou o lado do James arrogante e presunçoso, que se divertia azarando os mais novos e pegando garotas. Mas eu gostei desse seu lado, ele é menos idiota. — Eu disse e não segurei a risada com seu olhar surpreso. Isso sim era um elogio. Logo depois ele deu aquele sorriso tipo “Meus dentes são perfeitos”.
— Então daqui pra frente é esse James que você vai ver ruivinha, e se quiser você pode me chamar de James... — Ele deixou a frase morrer e fechou os olhos como se esperasse um gritaria da minha parte. Não é tão ruim assim chamar ele pelo nome.
— Ok, James. Vamos continuar o trabalho, sim? — Eu falei e comecei a escrever, mas pelo canto do olho pude vê-lo abrir os olhos e me olhar atônito. Ficamos em silêncio até a bibliotecária vir falar que já era hora de estarmos na comunal. Eu juntei os livros espalhados e ele pegou os pergaminhos, então saímos da biblioteca. Continuamos em silêncio até o quadro da mulher gorda, sorte que a comunal estava vazia.
— Eu gostei de conhecer esse James. — Eu falei olhando para ele, seu sorriso foi genuíno. Ele mostrou suas covinhas lindas e me encarou encantado, e só nesse momento eu notei o brilho feliz que ele tinha no olhar. Contagiava. Ele me olhou um pouco receoso mas se aproximou de mim e deu um beijo carinhoso na minha bochecha. Minha bochecha formigou e eu corei um pouco com essa situação.
— Eu sempre gostei de você assim, ruiva. Boa Noite. — E subiu para o quarto dele e eu involuntariamente levei a mão aonde ele beijou, e fiquei lá com cara de boba, pensando em como deveria ter sido bom se fosse um beijo de verdade. Meus dedos escorregaram para meus lábios e eu fiquei imaginando seu beijo. Acordei do transe me repreendendo mentalmente por ter esses pensamentos por ele, justo ele. Subi para o meu dormitório ainda atordoada com as sensações e pensamentos, me joguei na cama olhando para o teto e suspirando. As meninas estavam dormindo, então me levantei silenciosamente e fui tomar banho, vesti uma camisola qualquer e fui dormir confusa.
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