Eu odeio James Potter
1 Capítulo 1 - Lily
Notas iniciais
Como uma boa preguiçosa que sou, eu, Lilian Evans, estava jogada na cama esperando o horário de ir até a estação. Em poucos minutos eu iria embarcar no trem em direção a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Sim, eu sou uma bruxa. Nascida trouxa, diga-se de passagem.
— Filha, vamos. Já estamos atrasados. — Minha mãe entrou no quarto, interrompendo minha linha de raciocínio – O trem sai daqui a 30 minutos.
— Ok, ok. — disse pegando meu malão e descendo as escadas junto com minha mãe que falava alguma coisa que eu nem prestava atenção.
Chegando no andar de baixo eu vejo a cena mais nojenta da minha vida. Petúnia, minha irmã cara de cavalo, no colo do noivo dela, Valter Dursley, um gordo nojento, sem a blusa e quase sem a calça, praticamente engolindo o balofo. Segurei o vomito e tampei os olhos.
— Eca, Petúnia. Eu ainda quero sentar nesse sofá um dia, mas acho difícil depois dessa. — Minha mãe chegou perto dos dois e puxou minha irmã do colo da orca.
— Que pouca vergonha é essa, Petúnia? Vou levar sua irmã e quando eu chegar nós teremos uma conversa muito séria. — Minha mãe foi até a porta e segui até o jardim mostrando a língua para Petúnia.
Colhi um lírio do canteiro da mamãe sem quem ela visse enquanto meu pai tirava o carro da garagem. Moro em um bairro de classe média na Londres trouxa, é um bairro legal, mas as vezes é muito calmo. Olhei para casa do meu vizinho e meu coração se apertou.
Meu pai parou o carro na calçada e nós entramos, minha mãe foi no banco da frente falando sobre como está perigoso ser um bruxo hoje em dia e que eu devia evitar andar sozinha. Mal ouvi o que ela disse enquanto admirava o lírio.
Quando chegamos na estação meus pais me acompanharam até a parede que devia as plataformas 9 e 10 e se despediram. Apenas dei um abraço dizendo que os amava e atravessei a parede que me levaria até a plataforma 9 3/4.
Não demorei muito para localizar minhas melhores amigas no meio da multidão. Marlene McKinnon, uma morena com os cabelos meio cacheados, e Dorcas Meadowes, loira com os cabelos lisos.
Fui até ela e as abracei — Lê se corri e pulei em cima delas — fazendo com que nós três caíssemos no chão. Eu comecei a gargalhar muito alto, olhando para Dorcas que estava vermelha e a Lene decidiu voar no meu pescoço gritando.
— Tá louca menina, você quase me mata do coração. – A Dorcas falou ofegante.
A Lene estava quase me sufocando de amor quando duas mãos masculinas a agarraram pela cintura e a puxaram para cima. Magicamente outra mão foi estendida para Dorcas que estava ao meu lado. Uma mão apareceu na minha frente e eu aceitei, distraída demais para ver de quem era, até ser levantada com um puxão. Nesse momento me desequilibrei e a pessoa me segurou pela cintura me prendendo em seu corpo, agradeci mentalmente por não ter caído e levado a pessoa junto.
Depois que voltei a realidade, pude reconhecer a quem pertenciam as mãos misteriosas. Quem segurava uma Marlene furiosa e corada pela cintura era Sirius Black, um dos mais galinhas de Hogwarts, e quem ajudou a Dorcas a se levantar foi Remo Lupin, meu parceiro na monitoria. Esses eram dois integrantes do grupo mais cachorro da escola, Os Marotos. Mas faltava um integrante, e isso era um péssimo sinal.
— Bom dia, meu lírio — Oh, meu santo Merlin. James Potter, o terceiro integrante do grupinho, e o mais galinha, estava me apertando contra seu corpo de forma possessiva. – Senti sua falta — Ele disse ao pé do meu ouvido me fazendo estremecer.
Me virei pra encara-lo. Péssima ideia, Evans. Nossos rostos ficaram muito perto um do outro, tão próximos que podia sentir seu hálito de menta e sua respiração quente.
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