Eu não sou apenas um recipiente
1 Uma garota destrói o meu coração,comecei bem o dia
Notas iniciais
Prologo
Em uma noite pálida banhada somente a luz do luar ouvia-se gritos vindos de uma pequena casa que ali perto, dentro da casa um rapaz com cabelos mais pálidos que a neve que ali caia calmamente, com uma katana banhada em sangue promovia uma carnificina as pessoas que ali se encontravam e durante todo o tempo o rapaz sussurrava desculpe-me.
01/03/2000 08:40 AM
Estava na cama naquele estado onde se está dormindo mas pode-se ouvir tudo o que acontece por perto, levei longos 5 minutos para levantar da cama, olhei para o relógio e tomei um susto, estava atrasado para faculdade, pulei da cama coloquei a primeira roupa que eu achei, Uma blusa que dizia “biomedicina” uma calça preta surrada e um coturno, olhei o meu reflexo no espelho atrás da porta, até que não estava tão ruim meu cabelo escuro estava curto em um corte militar meus 90 Kg bem distribuídos porem o meu rosto continuava como o de um morto, refleti por alguns segundos até que me dei conta que eu continuava atrasado sai correndo pela sala só jogando um bom dia pro alto pra não deixar minha mãe falando só, e pegando uma maçã na fruteira. Na rua andava calmamente aquele ardo em meu peito que vem me incomodando a tantos dias não passa já fiz uma bateria de exames porem minha saúde está perfeita. A medida que ia cruzando a rua olhei para o lado e fiquei estático... aquele rosto olhos purpuras me encarando cabelos longos platinados como a neve e um olhar de tremer a espinha antes mesmo de poder falar algo um ônibus cruzo o meu caminho quando olhei novamente ela não estava mais lá, embora uma voz cruel e frigida fala-se em minha mente '' Hoje à noite. ''
01/03/2000 09:00 AM
Entro na sala de aula felizmente não havia professor algum na sala, corro para o meu lugar e olho ao redor, as pessoas continuam a conversa de forma barulhenta em particular nunca fui um cara com muita popularidade de certa forma isso não me irritava. Após uma espera de aproximadamente uns 5 min uma mulher entro na sala, nunca a vi antes pensei que poderia ser uma nova aluna até que ela se apresento para nos
— Olá alunos meu nome e Andrea sou a nova professora de cito patologia de vocês- ela diz com um sorriso suspeito no rosto.
— O que aconteceu com a Luana? — Pergunto para ela um pouco preocupado
— Ela está tirando umas férias- responde ela com um sorriso malicioso.
Olhando-a vejo que ela era de fato uma mulher muito atraentes olhos verdadeiramente azuis cabelos pretos e um corpo muito esguio. Estranhei um pouco pois ela me bombardeava de perguntas
—Lucas poderia nos dizer quais são os tipos de células que compõem as camadas intrauterinas
—Superfícies, intermediarias, navicular basal e para-basal- respondo distraído
Desta forma o dia passou mais rápido do que eu esperava e já estava a noite eu tomava um café em uma parte isolada da minha faculdade um jardim onde o Wi-fi da faculdade não chegava e por isso estava sempre vazio. Antes de notar uma mão se aperta em meu ombro e uma voz macia fala em meu ouvido
—Podemos conversa? -Falava a senhorita Andrea
—Respondo desconfiado por algum motivo sentia que aquela mulher representava perigo.
Conversamos por muito tempo até que pego meu celular para ver a hora e tomo um susto já era 23:43 tinha umas 20 chamadas da minha mãe nesse momento pensei “quanto será que está um fígado no mercado negro por que quando encontra com a minha mãe ela vai comer esse”. Percebendo a minha cara de pânico a ameaça iminente de perde o meu fígado a senhorita Andrea diz
Você está atrasado assim por causa da tagarela aqui eu te dou uma carona.
.. -ok pode ser-Respondo com uma certa relutância
Andamos de carro por mais ou menos 30 min até me dá conta de que eu não estava indo para a minha casa... na verdade estávamos saindo da cidade, muitas pessoas nesse ponto ficariam histéricas mas por algum motivo idiota eu sabia que isso não ajudaria em nada com calma fingi que estava com sono pendi a cabeça até encosta no ombro dela, senti uma mão afagando a minha cabeça, mais rápido que poderia reagir com uma mão soltei o cinto de segurança dela e com a outra puxei o freio de mão o que aconteceu depois disso foi um borrão lembro de escuta-la gritando e voando pela janela do carro graça ao meu sinto de segurança fiquei seguro.
Acordo com o corpo todo dolorido estava dentro do carro, após um pouco de esforço consigo sair do mesmo do lado de fora eu vejo o ambiente estava em uma área deserta com um aspecto de campo o corpo de Andreia pendia em uma posição estranha sobre um amontoado de feno, olhando aquela situação me veio à cabeça e que talvez eu tivesse feito algo precipitado mas o que aconteceu em seguida me tiro todas as dúvidas o corpo se levantava de uma forma bizarra quase como se não tivesse coluna até ficar ereta e olhar nos meus olhos, aquilo estava fora do que eu poderia aceitar como normal os seus olhos brilhavam em um escarlate puro o seu corpo fumegava então ela rosna de forma aterrorizante
—VOCE NAO E NADA MAIS QUE UM RECEPIENTE DESGRAÇADO
Aquela voz ressoava de forma metálica mesmo nessa situação eu tentei ver as minhas possibilidades... infelizmente tudo que consegui falar foi
—Espero que poupe o meu fígado, por que ele já tem dona. — Consigo dar um sorriso de leve ao lembrar da piada de mais cedo
—VOU CONSIDERRAR ISTO COMO UM ULTIMO DESEJO. – Ela grita com aquela voz metálica.
Mantenho os olhos bem abertos vendo o movimentar daquela criatura cada passo que ela dá em direção a minha garganta, porém um pouco antes da sua lamina atingir a carne do meu pescoço uma mão pequena e gentil agarra o cabelo da criatura e a joga para traz a fazendo-a bater com um estrondo perturbador em uma pilha de madeira, após alguns segundos olhando-a percebi que se tratava da menina que vi hoje mais cedo na parada de ônibus olhando nos meus olhos ela diz com uma a voz calma e mais fria que possa existir
—Aí...aí... o meu antigo brinquedo quebrou a algum tempo espero que você seja compatível...
—A sua voz foi abaixando o tom aos poucos até em um movimento felino ela me corta um pouco da minha bochecha o sangue quente escoria sobre o meu rosto foi um corte profundo. Ela por sua vez parecia intrigada com o sangue que se depositava em suas unhas, olhava com certa cautela e aos poucos levou a boca no momento em que ela encosta o sangue em sua língua o mundo se tornou um borrão diante dos acontecimentos seguintes. Minha Prof(a) que achava que estava desacordada voa em minha direção gritando, a garota misteriosa parecia em choque com o rosto estático agarra o tornozelo do monstro aperta com força, sou capaz de ouvir o estalo dos ossos partindo-se em outro movimento ela joga o monstro com força contra o chão aos seus pês e pisa na sua cabeça e fala baixo
Não acredito... você não é humano, e um recipiente, ainda mais que isto o seu sangue e D...
Ainda com o rosto inexpressível ela caminha de forma lenta em minha direção, levanta a mão direita que se aproxima com calma em direção a meu peito, sinto quando cada célula do meu epitélio rompe por cima de suas unhas que mais parecem garras de forma lenta e continua a sua mão penetra o meu peito até segurar o meu coração, durante todo o processo a olho nos olhos de forma confusa mesmo sentindo o meu peito se abrir, sentir o sangue escorrer pelas minhas roupas sentir a sua mão apertando o meu coração a cada batida, a única coisa que sou capaz de falar e:
Qual é o seu nome – sussurro cada palavra com calma.
Awai – vem como uma resposta curta e calma antes de sentir o meu coração ser esmagado em suas mãos.
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