Eu não quero amar Sirius Black!!
46 Traidor - Parte 1
Notas iniciais
Sirius pulou da cama, e olhava para Snape com raiva, “Não se meta Ranhoso.”, ele falou se aproximando, eu também estava me aproximando, mas antes que eu pudesse me defender Snape me acertou um tapa, eu acabei tropeçando, e cai muito perto da perna ensangüentada de Rony, “Rony não se mexa.” Remo gritou aflito, eu segurei ele pela blusa, e o olhei, “Por favor não se mexa.”, falei quase suplicando. Fiquei deitada no chão, esperando o momento certo de atacar Snape, “Severo você entendeu tudo errado.”, — Remo tentava falar, “Eu falei para Dumbledore que você estava ajudando seus amigos a entrarem no castelo.” – Snape falou ainda apontando a varinha para Remo, “Novamente você tirou as conclusões erradas Severo.”, eu me levantei calmamente, e vi Sirius se aproximando, “Cale a boca Black” – Snape disse agora apontando a varinha para Sirius. – “Eu deveria te matar, mas te levar para os dementadores será melhor.”, ele falou sorrindo. “Expelliarmus!”, o feitiço acertou Snape no peito, e o lanço longe, quando olhei para trás vi Harry com sua varinha.
“Você ficou maluco atacou um professor”, Hermione gritou, “Isso foi brilhante, 50 pontos para Grifinória.” Falei rindo, “Provem que Pedro está vivo.”, ele falou no olhando, — “Então está na hora de lhe apresentarmos alguma prova. Você, garoto... Me dê o Pedro, por favor. Agora.” Sirius falou indo em direção a Rony. Ele apertou Perebas mais junto ao peito. — “Nem vem” — disse o garoto com a voz fraca. — “O senhor está tentando dizer que Black fugiu de Azkahan só para pôr as mãos em Perebas? Quero dizer...” — e olhou para Harry e Hermione à procura de apoio —, “tudo bem, vamos dizer que Pettigrew pudesse se transformar em rato, há milhões de ratos, como é que Black vai saber qual é o que está procurando se estava trancafiado em Azkaban?”— “Sabe, Sirius, a pergunta é justa” — disse Lupin, virando-se para Black com a testa ligeiramente franzida. — “Como foi que você descobriu onde estava o rato?”
Sirius enfiou uma das mãos, dentro das vestes e tirou um pedaço de papel amassado, que ele alisou e mostrou aos outros.
Era a foto de Rony com a família, que aparecera no Profeta Diário no último verão, e ali, no ombro de Rony, estava Perebas. — “Onde foi que você arranjou isso?” — perguntou Lupin a Black, perplexo. — “Fudge” — disse Black. — “Quando ele foi inspecionar Azkaban no ano passado, me cedeu o jornal que levava. E lá estava Pedro, na primeira página... no ombro desse garoto... Reconheci-o na mesma hora... Quantas vezes o vi se transformar? — a legenda dizia que o menino ia voltar para Hogwarts... Onde Harry estava...” — “Meu Deus” — exclamou Lupin baixinho, olhando de Perebas para a foto no jornal e de volta ao rato. — “A pata dianteira...” — “Que é que tem a pata?” — disse Rony em tom de desafio. — “Tem um dedinho faltando” — afirmou Sirius. — “Claro” — murmurou Lupin. — “Tão simples... Tão genial... Ele mesmo o cortou?” — “Pouco antes de se transformar” — confirmei. — Quando nós o encurralamos, ele gritou para a rua inteira que eu havia traído Lílian e Tiago. Então, antes que eu pudesse lhe lançar um feitiço, ele explodiu a rua com a varinha escondida às costas, matou todo mundo em um raio de seis metros, e fugiu para dentro do bueiro com os outros ratos...” — “Você já ouviu falar, não Rony?” — perguntou Lupin. — “O maior pedaço do corpo de Pedro que acharam foi o dedo.”
“Olha aqui, Perebas com certeza brigou com outro rato ou coisa parecida! Ele está na minha família há séculos, certo...”— “Doze anos, para sermos exatos” — disse Lupin. — “Você nunca estranhou que ele tenha vivido tantos anos?” — “Nós cuidamos dele, e agora ele tem andado apavorado com aquele gato maluco!” — justificou Rony, indicando com a cabeça Bichento, que continuava a ronronar na cama. — “O gato não é maluco” — disse Black, rouco. Ele estendeu a mão ossuda e acariciou a cabeça peluda de Bichento. —“ É o gato mais inteligente que já encontrei. Reconheceu na mesma hora o que Pedro era. E quando me encontrou, percebeu que eu não era cachorro. Levou um tempinho para confiar em mim. No fim eu consegui comunicar a ele o que estava procurando e ele tem me ajudado...” — “Como assim?” — murmurou Hermione. — “Ele tentou trazer Pedro para gente, mas não pôde... Então roubou para Sirius as senhas de acesso à Torre da Grifinória... Pelo que entendemos, ele as tirou da mesa-de-cabeceira de um garoto...” – Falei calmamente.
Harry parecia não acreditar no que falávamos, — “E VOCÊS QUEREM MATAR ELE, NÃO É VERDADE!” — berrou Harry. — “ELE ERA O FIEL DO SEGREDO DELES! ELE DISSE ISSO ANTES DO SENHOR APARECER. ELE CONFESSOU QUE MATOU MEUS PAIS!” Ele apontava para Sirius, que sacudia a cabeça devagarinho; de repente seus olhos fundos ficaram excessivamente brilhantes. — “Harry... Foi o mesmo que ter matado” — disse, rouco. — “Convenci Lílian e Tiago a entregarem o segredo a Pedro no último instante, convenci-os a usar Pedro como fiel do segredo, em vez de mim... A culpa é minha, eu sei... Na noite em que eles morreram, eu tinha combinado de procurar Pedro para verificar se ele continuava bem, mas quando eu e Belle chegamos ao esconderijo ele não estava. Mas não havia sinais de luta. Achamos estranho. Ficamos apavorados. Corremos na mesma hora direto para a casa dos seus pais. E quando vimos a casa destruída e os corpos deles... Percebemos o que Pedro devia ter feito. O que eu tinha feito.”
A voz dele se partiu. Ele virou as costas. — “Chega!” — falei irritada. — “Tem uma maneira de provar o que realmente aconteceu. Rony, me dê esse rato.” Rony hesitou. Então, finalmente estendeu a mão e me entregou Perebas. O rato começou a guinchar sem parar, se contorcendo, os olhinhos negros saltando das órbitas. — “Estão prontos?” — perguntei olhando para Sirius e Remo. Six já apanhara a varinha de Snape na cama. Aproximou-se de Lupin e do rato que se debatia e seus olhos úmidos pareceram, de repente, arder em seu rosto. — “Juntos?” — perguntei em voz baixa. — “Acho melhor” — confirmou Lupin. Eu segurava Perebas apertado em uma das mãos e a varinha na outra. — “Quando eu contar três. UM... DOIS... TRÊS!”
Lampejos branco-azulados irromperam das duas varinhas; por um instante, Perebas parou no ar, o corpinho cinzento revirando-se alucinadamente, Rony berrou, o rato caiu e bateu no chão. Seguiu-se novo lampejo ofuscante e então...
Foi como assistir a um filme de uma árvore em crescimento. Surgiu uma cabeça no chão; brotaram membros; um momento depois havia um homem onde antes estivera Perebas, apertando e torcendo as mãos. Bichento bufava e rosnava na cama; os pelos das costas eriçados.
Era um homem muito baixo, quase do tamanho de Harry e Hermione.
Seus cabelos finos e descoloridos estavam malcuidados e o cocuruto da cabeça era careca.
Tinha o aspecto flácido de um homem gorducho que perdera muito peso em pouco tempo. A pele estava enrugada, quase como a pelagem do Perebas, e havia um ar ratinheiro em volta do seu nariz fino e dos olhos muito miúdos e lacrimosos. Ele olhou para os presentes, um a um, respirando raso e depressa. Harry viu seus olhos correrem para a porta e voltarem. — “Ora, ora, olá, Pedro”— saudou-o Lupin educadamente, como se fosse freqüente ratos virarem velhos colegas de escola à sua volta.
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