Eu nunca te esqueci - Pernico
8 Percy
O beijo acalmou a alma de Percy. Havia muito tempo que não se sentia tão leve, livre e feliz. Nico era o que ele queria, não tinha mais dúvida disso.
Aquele beijo tirou toda a angústia de dias sem sentido. Chegou a pensar que o que sentirá por Annabeth era amor... Mas ele estava enganado, nada era igual aquilo que ele sentia: o mais verdadeiro amor.
Durante o beijo, um flashback veio a sua mente rapidamente e se recordou da noite anterior, onde dormirá com Nico. O garoto não se lembrava de quem o abraçava, porque se tivesse descoberto, Percy estaria ferrado. Lembrou-se de passar o dia todo em seu chalé perdido em ideias de como contaria a Nico o que sentia. Afinal, ele estava ali para isso.
Nico se afastou dele, o tirando do torpor.
– Isso é errado! — esbravejou.
– Não Nico, o amor nunca é errado!
– Mas por que agora Percy? Eu gostava de você! Um sentimento forte! E agora... Por que você acha que eu tinha raiva de você? O por que de sempre me afastar? É obvio, não é?
– Para mim nunca foi obvio até o dia em que você me disse, antes de eu ir embora com Annabeth.
– E agora você vem com essa de "eu te amo" — Nico continuou falando, ignorando Percy completamente — isso dói, Percy! Acredito que nunca tenha sentido isso! Não vou permitir você brincar com meus sentimentos. Você sabe das minhas fraquezas, e a principal é você, sempre foi você.
Percy não sabia o que dizer, estava querendo convercer Nico de que aquilo era real, de que ele o amava!
– Nico, olhe, eu não quero te fazer sofrer, pelo contrário, que te fazer feliz, de um jeito que você nunca foi. Amar você todos os dias! Eu nunca tive tanta certeza em minha vida, eu quero você, Nico! Somente você. Eu penso em minha vida daqui para frente, e só te vejo em todos os anos de que imagino...
– Pare! Você me fez sofrer muito!
– Mas eu não sabia! Não sabia que você me amava. Não sabia que...
– Exatamente, amava.
– Mentira! O beijo que demos agora eu pude sentir que você ainda me ama. Me ama, sim! — Percy estava quase puxando os cabelos. Nico parecia não ver seu desespero.
– Percy, por favor, me deixe sozinho.
– Novamente se isolando, di Angelo. Sempre!
– Eu quero ficar sozinho.
– Só saio daqui quando você me dizer que me ama também. Eu não vou aceitar você com aquele engomadinho filho de Apolo.
– Will é uma pessoa ótima, ao contrário de você.
– Eu nunca fiz nada para você, Nico, eu nunca soube...
– Mas eu sempre soube, e isso é suficiente.
Percy estava perdido, não sabia o que fazer e nem como convence-lo. Sem pensar, Percy agarrou Nico novamente e o prendeu contra a parede, segurou o rosto dele com uma das mãos e a outra puxou a mão direita de Nico e o fez sentir seu coração. Olhou nos olhos do garoto e disse:
– Sente isso? Sente meu coração acelerado? Essa batida tem um nome, Nico. O seu nome!! Ele chama por você todos os dias desde que me toquei que é você que amo. Ele bate acelerado quando seu nome é dito em uma conversa. Eu não consigo mais disfarçar, Nico di Angelo. Eu amo você, minha alma te quer! Sente isso?! Hein?
Nico conseguiu assentir com certa dificuldade, porque Percy segurava seu rosto um pouco forte demais. Lagrimas escorreram dos olhos de ambos. Percy não se segurou e beijou novamente Nico. Aquela sensação de liberdade voltou. Percy continuava segurando o rosto de Nico, e seu corpo pressionava o pequeno corpo do garoto.
Percy despejou todo o seu amor naquele beijo. Tinha que convencer Nico, pensou. Depois do que pareceram minutos, eles se afastaram. Nico estava sem ar e com o rosto vermelho.
– Per... Percy — disse ele gaguejando — não brinque comigo, Percy.
– Eu não quero brincar com você, Nico. Eu quero você, de verdade. Como nunca quis alguém.
– Posso ao menos pensar? Tem Will envolvido nessa historia maluca agora.
– Não há nada de maluca — Percy deu um meio sorriso — é a mais pura verdade. Mas pense, e venha para mim, Nico.
– Certo — Nico balançou a cabeça, como se tivesse espantando uma ideia — Preciso ficar sozinho.
– Vou deixar — Percy pegou seu casaco que tinha deixado em cima do beliche e se encaminhou até a porta. Mas antes, pegou a mão de Nico e o olhou — Eu espero o tempo que for. Eu amo você, não se esqueça disso — e por fim passou a mão delicadamente no rosto do garoto e voltou a fazer seu caminho.
Ao abrir a porta seu mundo desabou. Jason estava parado ali, com a mão levantada para bater na porta.
– Percy? O que está fazendo aqui? — Jason olhou para Percy desconfiado, depois espiou para dentro do chalé — Não, não pode ser. Entre agora, Jackson, vamos ter uma conversa muito, mas muito séria.
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