Eu no CHB
6 Pequena grande Ajuda
Notas iniciais
POV/ Lety
Nos sentamos ao redor da fogueira junto com Erik. Ele era literalmente um gato, e Bia fica olhando pra ele uma boa parte do tempo. Ele nos contou sua história, sobre a maldição que Zeus lançou sobre o rei Lícaon, do caso de seu pai com Afrodite gerando gêmeos – o que fez Bia exclamar algo como agora entendi – e que a maldição so afetava os homens da família, e que aqueles lobos eram de seu pai. Também nos contou que a coisa que Apolo e Hermes roubaram do rei dos Deuses foi a coroa, e o motivo é que eles estavam apenas pregando um peça, pois Zeus estava sendo muito ranzinza, e que Hera, resolveu pedir ajuda aos filhos mais poderosos – eu poderosa? – desses dois Deuses para restaurar a paz, e impedir outra guerra mundial. Aceitamos nos aliar a Erik, e mandar Travis pra casa. A irmã de Erik tem visões e digamos que ela previu que só seriam necessários dois herdeiros de Hermes e um de Apolo. Passaríamos a noite na floresta e de dia, um filho de Hades viria para levar Travis de volta ao camp. De dia eu e Bia e Ian iríamos de moto, e Erik viajaria com seu bando (grupo, cardume. Não! Alcateia...) em forma de lobo – ele me lembrava Jacob de crepúsculo – e disse que teríamos que continuar indo para o norte, até chegar no exato centro do Canadá. Lá Apolo e Hermes enterraram nas profundezas a coroa, e provavelmente aquilo é uma armadilha de Hades, que está ajudando seu irmão.
Fomos dormir e eu fiquei remoendo toda aquela história, Erik é um sujeito divertido, e Bia está caidinha por ele. Depois de tudo aquilo foi difícil dormir, e meus sonhos ficaram povoados de raios, lobos, pessoas amaldiçoadas, até que a manhã chegou, e tudo se esvaiu com um abrir de olhos. Nico foi buscar Travis, de manha cedo, do modo que quando acordei, ele não estava mais lá. Na minha mochila tinha um bilhete escrito a mão com carvão de Travis, dizendo que ele havia deixado algumas flechas extras na minha aljava, e que eu me sairia bem nessa missão, mesmo sem a companhia de um irmão fabuloso. Achei graça e mentalmente mandei ele pro tártaro. Meu maninho. A fogueira tinha algumas brasas, onde assamos algumas espigas de milho silvestre. Resolvemos continuar. Eu Bia e Ian, iríamos de moto, e Erik como lobo.
A velocidade da moto era estonteante, e a estrada estava meio deserta. Erik ia com sua alcateia um pouco mais a frente que nós três. O Dia ainda estava nublado, como ontem. Tenho a impressão que Zeus está influenciando o tempo, e que isso não vai dar em nada que preste. Continuamos andando em alta velocidade, até quando avistamos uma silhueta distante, que parecia um homem bem pequenininho. Nos entreolhamos, mas ele parecia inofensivo, só que quanto mais nos aproximávamos, mais nos sentíamos cansados, até que quando estávamos a cerca de dez metros do sujeito, tudo ficou preto.
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Acordei deitada na grama. Minha mochila estava ao meu lado, junto com o arco de Hermes, e a aljava também. Seja quem nos pegou não quer nos ferir – ou já teria nos matado – e também não tem medo de nós. Todo o meu corpo dói, e a luminosidade do lugar é apenas o suficiente para enxergar o que há na clareira: a clareira tem cerca de uns vinte metros de diâmetro, muitas arvores frutíferas, e... casinhas? Exato, várias casas e apartamentos de um metro e meio de altura. Nossas motos estavam encostadas em uma árvore, e a alcateia de Erik estava presa em um cercadinho de ferro, junto com o próprio príncipe dos Lobos. Me sentei, e vi os habitantes, sequestradores ou seja lá o que aqueles anõezinhos com orelhas pontudas sejam. Avistei também Ian e Bia, ainda apagados. A qualquer momento eles acordariam. Vi que minha canela estava enfaixada, mais eu não sentia dor alguma. Todos nós tínhamos faixas de gaze enroladas em algum lugar. Os pequenos cidadãos da clareira que vestiam roupas de linho estavam agrupados juntos, e havia um em especial que me intrigava. Ele era maior que os outros, e tinha um ar de “velho sábio”. Ele me lembrava duma versão encolhida do Gandalf ou do Dumbledore. Me apressei e perguntei:
– Onde estamos? Quem são vocês? O que querem conosco? – o sábio deu um passo a frente, e falou.
– Menina escolhida pergunta demais. Mais Elfo Encarregado tem dever de responder cada pergunta de Menina escolhida. Vocês estão na clareira dos Elfos de Hermes, e nosso mestre pediu que nós ajudássemos vocês. Mas para isso, um de vocês precisará provar que é A Rainha dos Elfos de Hermes. – absorvi cada detalhe e não me acanhei.
– Como provar que uma de nós é A Rainha? E por que meus amigos ainda não acordaram?
– Mel da flor amansa-tigre faz qualquer criatura dormir, e nós acordamos você porque você já é a Menina escolhida, e poderia ser A Rainha dos Elfos de Hermes. E nós não sabemos como provar, mas A Rainha saberá, e nós saberemos.
– O que é a Menina escolhida? – perguntei quase tonta, pois eles se referiam a mim desse modo – E se eu não provar que sou A Rainha, o que acontece? Qual seu nome?
– Não podemos revelar o que é a Menina Escolhida. E se você não provar que é A Rainha, nunca vai poder sair daqui – engoli em seco – O meu nome é Think, e nunca me perguntaram qual o nome de um Elfo, senhorita.
– Lembre-me de reclamar isso com Hermes. – disse me levantando – Eu vou tentar ser sua Rainha.
Para em pé no meio da clareira, me concentrei, e cavei no fundo de minha mente qualquer coisa que pudesse me tornar rainha, e a única coisa que veio na minha cabeça foi uma música, então comecei a cantar.
Lety: I've never seen a diamond in the flesh
I cut my teeth on wedding rings in the movies
And I'm not proud of my address
In the torn up town
No post code envy
But every song's like gold teeth, grey goose
Trippin' in the bathroom
Blood stains, ball gowns
Trashin' the hotel room
We don't care
We're driving cadillacs in our dreams
But everybody's like cristal, maybach
Diamonds on your timepiece
Jet planes, islands, tigers on a gold leash
We don't care
We aren't caught up in your love affair
And we'll never be royals
It don't run in our blood
That kind of lux just ain't for us
We crave a different kind of buzz
Let me be your ruler
You can call me queen bee
And baby I'll rule, I'll rule, I'll rule, I'll rule
Let me live that fantasy – Assim que a palavra fantasy saiu da minha boca, fui suspensa no ar, e algum tipo de pó mágico ou sei lá me envolveu, transformando meus jeans e minha camisa do Camp, em um vestido verde justo na cintura e folgado, cheio de tule na saia. Meu cabelo se transformou num penteado meio solto meio preso, e meu tênis all star surrado, foi trocado por um da mesma marca azul-caneta com branco novinho em folha. ( Vestido: http://www.topswedding.com/images/dress/Adorable-Fantastic-Sweet-Heart-Corset-Bodice-Princess-Evening-Dress-In-Romantic-Style.jpg Cabelo: http://www.garotasestupidas.com/wp-content/uploads/2014/01/kat-dennings.jpg Sapato: http://1.bp.blogspot.com/-8Ni-rXfZPLg/UFufgWkVDPI/AAAAAAAAGkE/RGy0f94afz4/s640/1345018_23_converse_close_and_back.jpg )
Anões: Ooh ooh oh
Ooh ooh oh
Ooh ooh oh – eles cantavam essa parte enquanto eu voltava ao chão
Lety: We're bigger than we ever dreamed
And I'm in love with being queen
Anões: Ooh ooh oh
Ooh ooh oh
Ooh ooh oh
Lety:Life is game without a care
We aren't caught up in your love affair
And we'll never be royals
It don't run in our blood
That kind of lux just ain't for us
We crave a different kind of buzz
Let me be your ruler
You can call me queen bee
And baby I'll rule, I'll rule, I'll rule, I'll rule
Let me live that fantasy
Assim que eu acabei de cantar, ainda arfando, os elfos começaram a se curvar, e Think caminhou até mim com uma coroa de diamantes – finalmente eu vi um “Diamond in Flash” – em forma de flore. Meus amigos havia despertado enquanto eu cantava, e agora observavam admirados.
Think subiu em um banco que surgiu do nada para ficar do meu tamanho, e falou enquanto colocava a coroa em minha cabeça.
– Letícia Gabriela Santos, descendente do Rei Hermes, Deus dos mensageiros, você provou ser A Rainha dos Elfos de Hermes. Hoje eu, Think, o Elfo Encarregado entrego a Vossa Majestade, Rainha – ele esperou eu dizer meu nome de rainha, e sussurrei um ”Lety” – Rainha Lety, a coroa de flores de diamante.
Sendo assim, ele colocou a tiara na minha cabeça, desceu do banco e se curvou. Uma Elfa se aproximou de mim, assim como de Bia, e dois Elfos se aproximaram de Ian e Erik. Think explicou que deveríamos passar a noite com eles, e nos alimentarmos no banquete. Quatro elfos servos nos preparariam para o banquete, e partiríamos para nossa missão amanha. Os Elfos nos ajudariam a qualquer momento que precisássemos durante nossa viagem, mas só poderíamos chama-los três vezes, antes de nos reencontrarmos.
Sinto que ser rainha vai ser útil nessa missão.
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