Eu no CHB
12 Curativos, e carinho paterno
Notas iniciais
POV/Lety
– Onde estamos? – levantei com ajudando Ian
– Mansão de Hermes queridinha. – respondeu o loiro – Vejo que trouxe a coroa.
– Seja razoável papai – argumentou Ian. – seja razoável com minha namorada.
– Filhas – falou o moreno se levantando. Hermes se encaminhou até mim e até Bia, e nos abraçou. Nesse momento reparei que havia perdido o colar que meu avô me deu. Ele se afastou de nós.
– Hermes, se não fosse incomodo, você poderia me dar um colar novo, perdi um de família, e sinto falta do peso. – disse meio encabulada. Era meu direito, perdi o colar de meu avô e Hermes só havia me dado um único colar.
– Claro querida – disse ele vasculhando em sua jaqueta a procura de algo. De lá ele retirou um colar que parecia uma pérola achatada com uma cobra dourada encima. Virei de costas e ele fechou o colar no meu pescoço.- para ficarmos mais próximos. Eu você e bia temos cobras em amuletos.
Nesse momento as cobras do cajado de Hermes, a cobra no meu colar, e uma cobra na tornozeleira de Bia que eu nunca havia observado despertaram.
– Veja George, mais uma garotinha poderosa. – falou uma das cobras
– Ah Martha, ela tem uma cobra poderosa no pescoço. Elise? – falou a outra se referindo a minha cobra
– Martha e George! Quantos milênios que não nos encontramos. O último pescoço que habitei foi o de Helena.
– Chega! – exclamou Hermes fazendo todas as cobras voltarem ao normal – precisamos cuidar de vocês e da minha querida Layla. Essa cobras são um caos, vivem despertando sem permissão. Venham queridas.
Hermes guiou nos quatro até uma mesa num canto.
– Pai, acho que devo lhe avisar do seu jenro – disse envergonhada – Ian, filho de Apolo.
– Ótimo, cada dia mais ligado a essa bicha ensolarada.
– Também te amo, caro Hermes – respondeu Apolo, enquanto misturava o líquido do cristal em uma tigela com muitas outras coisas. – isso aqui já está pronto, mas precisamos de 3 horas de espera para cura-la definitivamente. Agora vamos cuidar de vocês.
Apolo me indicou um tipo de maca num canto, e eu sentei sobre ela.
– Tudo que eu fizer vai doer querida, mas seus machucados são levemente graves, e precisam de cuidados. Tire a jaqueta.
Eu tirei a jaqueta vagarosamente, pois minhas costelas ainda doíam. Apolo desenfaixou meu tronco com muito cuidado, mas cada mínimo movimento me fazia querer morrer. Olhei para baixo e vi o estrago. O lado esquerdo do meu corpo tinha cortes de no mínimo dois centímetros de profundidade, e quinze de comprimeto. Não um corte, mas quatro na diagonal, vindo do cós do meu short até a parte de baixo do sutien, do umbigo até o meio das costas.
– Pelas parcas! Com certeza ciclopes. Aqueles bastões cobertos de pregos enferrujados. Esse unguento evitou uma infecção, mas pra cicatrizar você vai levar pontos. Quem fez o unguento?
– Fui eu – respondeu Erik.
– Bom trabalho garoto – respondeu Apolo enquanto misturava em outra tigela algumas gotas do líquido do cristal com algo parecido com mel, e também pegava uma agulha, linha, e panos de algodão puro . – vamos lá querida, seja forte.
Hermes se aproximou de mim, e me deu a mão áspera e grande. Fechei os olhos e rezei. Apolo começou a passar o mel nas minhas feridas, mas parecia mesmo que ele estava passando uma vela acesa. Xinguei alto e apertei a mão de Hermes no momento em que apolo começou a costurar os cortes. Quinze minutos depois o deus sol da medicina enfaixava meu tronco com um tecido macio e fresco. Ele passou rapidamente a mistura em meu braço onde o esqueleto havia cortado e enrolou com uma tira do mesmo tecido.
– Você é muito corajosa. – falou apolo enquanto eu descia da maca. – não derramou uma única lágrima. Agora eu vou cuidar de sua irmã, meu filho e o curandeiro. Hermes, seja um bom pai e pegue uma blusa para ela.
Me apoiei em Hermes e o acompanhei até um closet no fim do quarto.
– Tome, — ele me entregou um suéter de lã lilás com gola alta ( http://www.temastop.com/wp-content/uploads/2012/05/blusa_de_gola_alta-lilas.jpg ) — Deixe-me ajudar a vesti – la. — Ele me ajudou a vestir o suéter. — Obrigado por me ajudar a salvar a mãe dos gêmeos.
– Eles são muito queridos pra mim, e eu acho que nada é mais importante que o amor.
Nos abraçamos, e voltamos caminhando devagar para o quarto. Os outros já estavam prontos.
– Vamos, gente – falou Bia – Apolo terminou o processo, e poderemos entregar a coroa já com o cristal. Temos que ir ao olimpo.
– Deem as mãos – falou Apolo – vou manda-los para o térreo do Empire State, sexcentésimo andar. Quando chegarem lá, digam que tem algo para entregar a Zeus. Se necessário, lutem. Até mais.
Novamente senti minha matéria ser sugada, e quanto reparei, estava em frente ao prédio mais alto de New York.
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