Eu matei Joe Kingston

10 Competindo com o Morto


A tontura que costumava possuir Valentina depois do álcool atingiu-a com êxito. Hayley estava tão bêbada que preciso de esforçar para fazer a chave encaixar na fechadura da porta de seu apartamento. As duas não faziam ideia de como haviam chegado ao prédio luxuoso naquela noite.

Hayley cambaleou até o sofá, onde tirou suas botas. A morena estava com um ar risonho. Valentina jogou sua bolsa num canto da sala enquanto roçava os pés um no outro para se livrar de seus sapatos de salto. Então, também despencou sobre o acolchoado branco onde a amiga se encontrava.

Valentina nem se lembrava da última vez que se divertiu tanto. Nem o fato de que as duas tiveram que parar de dançar na boate várias vezes para conversar com pessoas famosas, superficiais e chatas impediu Valentina de se divertir.

– Vou precisar sair cedo amanhã. Espero que esse cheiro de vômito e hortelã desapareçam até lá. – disse Hayley.

– Você vai me abandonar? – a ruiva perguntou, dramatizando.

– Não vou demorar, prometo! Oliver virá aqui buscar um recibo às 9:00 h. Pode abrir a porta para ela?

– Claro.

A morena suspirou. –Você trepou com algum cara na boate?

Valentina a encarou, surpresa. – O quê? Não! Claro que não.

– Que bom. Eu não gosto quando você trepa com os caras.

– Pare de dizer essa palavra!

– Que palavra? Trepar? – ela riu.

A ruiva deu um soquinho no braço de Hayley e disse entre as risadas:

– Você é tão escrota!

Hayley jogou sua cabeça para trás, afundando no sofá macio. Observou a figura descabelada de Valentina bem ao seu lado. Estava linda. Linda e natural.

– Eu nunca esqueci o gosto da sua boca. – murmurou, quase como se um pensamento houvesse escapado e se concretizado no ar em forma de palavras.

– Mas que merda você está falando? – Valentina quis saber.

– Daquele beijo na festa da Ali.

A ruiva riu, desprezando o comentário. – Pelo amor de Deus, Hayley! Já faz tanto tempo. Estávamos completamente bêbadas.

– Estamos bêbadas agora. Nada mudou.

Cansada de lutar contra o desejo descontrolado de beijar Valentina que sempre estivera presente durante toda aquele tempo, a morena se debruçou sobre ela com velocidade. E um silêncio excitante criou-se enquanto as duas se olhavam. Hayley desceu os lábios até os da ruiva e, finalmente, relembrou o gosto que eles tinham.

Valentina sentiu-se assustada e, ao mesmo tempo, atraída por aquele erro. O álcool parecia estar em vantagem sobre sua consciência. Ela deslizou as mãos sobre as curvas magras de Hayley, tornando-a ofegante. Esta foi a brecha para que a morena desatacasse um a um os botões de sua blusa. Com um breve fluído de sanidade, Valentina afastou-se de Hayley, fazendo com que a mulher saísse imediatamente de seu colo.

– Qual o problema? – Hayley indagou a ruiva com um tom de compreensão, enquanto enroscava seus dedos finos no cabelo macio dela.

– Isso não é certo!

– Então, me diga o que é certo.

O silêncio prevaleceu. Hayley acariciou o queixo da ruiva com cuidado.

– Qual é, Valentina! Eu não estou te propondo casamento. – ela riu da própria piada. – Apenas... Por esta noite.

Desta vez, Valentina quem a beijou. Ela estava triste, frágil, sentia-se sozinha, sentia falta de Joe. Por isso, deixou-se levar pelo o que aquele momento proporcionava.

Enquanto se livravam das roupas, Hayley a arrastou da sala até o quarto, onde finalmente pode tê-la como sempre quis.

Valentina estava bem ali, entre os seus lençóis. Ela era completamente sua naquele instante. Era o seu nome que a ruiva gemia, e não o de Joe.

O mais gratificante era poder conceder prazer àquela mulher que sempre desejou. Deslizava sua língua pelo corpo de Valentina, se esforçando e dando o seu melhor para fazê-la sentir-se como Joe jamais havia feito.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.