Eu escolhi você!
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Capítulo 12
– Peraí, eu entendi direito? — Quis saber Katniss. — Você beijou o Cato?
– Beijei. — Respondeu Joanna. — Aquela noite, na boate. — Explicou. — E sabe o que é o pior?
– O quê? — Katniss perguntou, tentando imaginar o que seria pior do que aquilo.
Joanna deu um sorriso um tanto sugestivo antes de responder. — O beijo do cretino é muito bom.
Katniss levantou as sobrancelhas quase sem acreditar naquela afirmação. Então resolveu colocar os pés da amiga no chão.
– Joanna, você tem noção do quanto você está encrencada? — Katniss indagou. — O Cato, na menor das hipóteses, vai te expulsar da seleção.
– Acho que não. O cara nem vai lembrar que me beijou. — Afirmou com convicção. — Porque simplesmente ele tinha bebido todas.
Katniss balançou a cabeça, incrédula. Então um sorriso malicioso se formou no rosto de Joanna, que se aproximou da amiga para provocá-la.
– Hey, doze, e você? Já beijou alguém?
Katniss arregalou o olhar. E ficou meio sem graça com a pergunta. Mas não responder à amiga, seria como dar um tiro no pé, pois conhecendo Joanna como ela conhecia, sabia que ela não sossegaria enquanto não soubesse a verdade. Resolveu responder, mas apenas parte da verdade. Afinal, contar sobre o beijo que deu em Peeta só lhe traria problemas.
– Claro que sim. O Gale.
Diante daquela revelação, Joanna abriu um sorriso de triunfo.
– Sabia que aquele grude de vocês dois tinha alguma coisa a mais.
– Ei, vamos com calma. Foi só "um" beijo. Apenas um. E na verdade, só aconteceu porque ele me pegou desprevenida.
Joanna voltou a dar um sorrisinho malicioso.
– Sei... — Disse por fim. — Mas e aí, foi bom?
Nesse momento Katniss queria que alguém aparecesse ali para interromper aquela conversa.
– Não sei. — Soltou a resposta sem raciocinar. — A verdade é que eu ainda não tive tempo pra refletir sobre isso.
Johanna sorriu de lado. Katniss já estava começando a se irritar com aquela expressão irônica.
– Está certo. Se não quer responder... Eu entendo. Mas quer saber de um segredo? — Katniss franziu a testa, interessada. — Eu gostaria muito de experimentar o beijo de um garoto em especial, porque segundo uma menina que eu conheci na boate, é considerado o melhor de todos.
– Ah, é, e de quem seria esse beijo tão incrível? — Quis saber Katniss com um certo ar de deboche.
– Do Peeta Mellark. — Joanna respondeu e Katniss teve a sensação de estar despencando do alto de um penhasco.
– Quem te disse isso? — Katniss não conseguiu esconder sua curiosidade.
– Madge. — Katniss franziu a testa, pois aquele nome não lhe era nenhum pouco familiar. Então Johanna explicou: — Ela é a garota que o Peeta namorava antes da seleção.
Namorava? Como assim namorava? Katniss se perguntou em pensamento. Mas não teve coragem de transformar aquele pensamento em palavras. Johanna com certeza começaria a tirar conclusões erradas sobre seu relacionamento com Peeta.
– Certo. — Katniss disse por fim. — Mas, quer saber, acho que isso não me interessa muito, então... Será que a gente poderia mudar de assunto?
Johanna fez uma expressão de desconfiança. Contudo, resolveu acatar a idéia da amiga.
– A gente pode sim. Mas... Acho que já está na hora de ir embora. Afinal, não é hoje o seu encontro com Peeta?
Katniss assentiu com a cabeça.
– É. É hoje sim.
– Então eu já vou indo, doze. — Johanna disse, já abrindo a porta, mas antes de atravessá-la, se lembrou de que tinha algo importante para dizer. — Ah, e só pra deixar bem claro, eu ainda pretendo matar o Snow. E de quebra o filhinho dele também. Nada mudou. -Deu um aceno antes de continuar. — Tchau, doze. E... Boa sorte no encontro. Mas... Tenta não se apaixonar, certo? Isso estragaria de vez os nossos planos. — Concluiu. E antes que Katniss pudesse retrucar qualquer coisa, Johanna deu uma piscadela sugestiva e foi embora, fechando a porta atrás de si e deixando Katniss perdida em seus pensamentos.
***
Um pouco mais tarde, Katniss estava fazendo um lanche preparado por sua avox, quando a campainha tocou. Era Cinna e seus ajudantes, que foram incumbidos da missão de arrumá-la para o encontro que seria dali a uma hora.
A roupa escolhida pelo trio foi um vestidinho salmão, com saia solta, que vinha até a altura do joelho, e tinha o busto plissado. Nos pés, apenas mocassins na mesma tonalidade do vestido. Fizeram ainda uma maquiagem bem discreta, mas com um pouco de brilho, realçando os olhos de Katniss. E por fim, resolveram ondular os cabelos dela para combinar perfeitamente com o look romântico.
Quinze minutos antes do combinado, a campainha tocou e Katniss, já inteiramente arrumada, foi atender.
– Desculpa chegar antes, mas eu... — Começou a falar Peeta quando Katniss abriu a porta. Contudo, teve de parar no meio da frase, pois finalmente conseguiu visualizá-la melhor. — UAU! — Exclamou, arfante. — Katniss, você está... Muito linda.
Katniss sorriu, corando.
– Obrigada. Você também está muito bem. — Conseguiu dizer. Mas a verdade escondida era que o tinha achado muito lindo também.
Peeta estava vestindo calça preta e um blaser com a mesma tonalidade por cima de uma camiseta azul Royal. Os cabelos estavam menos penteados do que de costume, o que lhe dava um ar mais garotão e muito, mas muito, charmoso.
– Mas você ia dizer que... — Continuou Katniss, incentivando-o a prosseguir.
Peeta teve de piscar algumas vezes para sair do modo hipnotizado que se encontrava. Depois
– Que... Eu quis vim antes que as câmeras chegassem para te entregar... — Ele tirou uma rosa de trás das costas e ofereceu para ela. — Isso.
Katniss franziu a testa, sem entender. Mesmo assim, recebeu a rosa.
– Achei que só começaríamos a fingir na frente delas. — Ela se referia às câmeras.
Ele deu um sorrisinho de lado.
– Por isso vim antes. Isso não faz parte do fingimento. É só um modo de te agradecer por ter cuidado de mim, hoje, lá na enfermaria.
Katniss deu um sorriso sem graça.
– Não precisava, Peeta. Eu só fiz o que achei certo.
– Tudo bem. Mesmo assim, eu quero que fique com a rosa.
– Certo. — Concordou ela. — Muito obrigada. É linda. — Elogiou sem conseguir encará-lo. Ele sorriu, encantado com a timidez dela. E já ia falar algo quando ambos escutaram um barulho vindo de trás deles. No mesmo instante, os dois se viraram.
Eram as câmeras que haviam chegado para filmar o encontro. Katniss conseguiu esconder a rosa antes que elas pudessem lhe encher de perguntas. E jogou-a dentro do apartamento, fechando a porta com rapidez. Lá dentro, Bonnie fez questão de colocá-la dentro de um vaso junto com a outra rosa que Peeta havia dado a ela no palco. Sim. Katniss, guardou-a.
– Será que estamos interrompendo algo? — Quis saber Caesar, que estava em algum lugar dos bastidores transmitindo ao vivo o encontro do casal. Peeta e Katniss conseguiam vê-lo através de uma tela pequena acoplada em uma das câmeras.
Antes de um responder, eles sorriram para Caesar, fingindo estarem sem graça.
– Claro que não, Caesar. Katniss e eu só estávamos nos cumprimentando. — Explicou Peeta com uma expressão superior no olhar. O espetáculo havia começado, Katniss pensou.
– Ótimo. Então pelo que eu vejo, a garota quente está mais... Digamos, conformada com o encontro.
– Não. — Katniss entrou no jogo. — Pra dizer a verdade, eu estou bem ansiosa pelo encontro.
Peeta abriu um sorriso para ela, e a fim de selar o que Katniss disse, ele segurou sua mão com firmeza. E para sua surpresa, ela não soltou nem fez menção de fazê-lo.
Caesar se voltou para câmera que dava para os espectadores de Panem e abriu um sorriso exuberante.
– Huuum, pelo visto, esse encontro promete. E nós estaremos acompanhando de perto. Mas... — Virou em direção à câmera que dava para o casal. — Tentem ficar à vontade e façam de conta que ninguém está vendo. Certo? — Disse, para em seguida piscar e soltar uma gargalhada alta em direção aos espectadores. Peeta e Katniss retribuíram com um sorrisinho envergonhado.
– Pode deixar, Caesar. — Respondeu Peeta por fim. — A gente vai tentar. — Prometeu ele. Em seguida, virou o rosto para Katniss, que ainda segurava sua mão. — Vamos?
Katniss assentiu com a cabeça, sem dizer nada. Então, diante das câmeras, Peeta a conduziu até o elevador.
Chegando lá, ele apertou o número do último andar. Katniss começou a ficar apreensiva, imaginando pra onde ele iria levá-la. Mas, para surpresa dela e ainda maior de Peeta, Katniss não soltou sua mão nem por um instante sequer.
Quando o elevador chegou, os dois saíram dele, e só aí Katniss se deu conta de onde estava. Era um terraço a céu aberto, rodeado apenas por um muro mais ou menos alto. Ao olhar para baixo, enxergou uma toalha vermelha quadriculada. Em cima dela havia variados alimentos dispostos em potes coloridos, algumas jarras de suco e bules com café e chocolate quente. Katniss voltou o olhar para Peeta buscando uma explicação.
– Achei que ia gostar de algo mais... Simples e natural.
Katniss sorriu. Imaginava que ele a levaria para algum lugar sofisticado, típico da Capital. E se surpreendeu ao ver que Peeta se mostrava a cada dia mais diferente daquele povo que tanto Katniss odiava. Ficou feliz por isso; Ficou feliz por estar ali com alguém como ele.
– Vamos sentar? — Chamou Peeta, já se sentando em cima da toalha. Katniss fez o mesmo. — Espero que tenham preparado tudo que você gosta.
Katniss sorriu, enquanto observava a variedade de coisas que tinha ali.
– Está perfeito. — Ela quis ser gentil.
Ele respondeu com um sorriso iluminado. E sem pestanejar, pegou um bule — o que continha chocolate quente — e despejou em uma xícara, para em seguida oferecer para ela.
– Toma. Eu sei que você gosta.
Quando o cheiro do chocolate ganhou as narinas de Katniss, ela franziu a testa sem entender.
– Como você sabe disso?
Ele sorriu de lado antes de responder. — Sua amiga, Johanna, me contou.
Em que momento isso aconteceu? E por que eles falaram sobre ela; sobre seus gostos? — Se perguntou em pensamento, encafifada. Mas não teve coragem de abrir aboca para questioná-lo. Em vez disso, tomou a xícara das mãos dele, com cuidado.
– Obrigada. Eu realmente gosto muito. — Agradeceu. Em seguida, soprou de leve a bebida antes de dar um pequeno gole. Depois perguntou: — Por que me trouxe aqui?
– Você já vai saber. — Fez um ar de mistério. — Por enquanto, quero que experimente uma coisa. — Pegou um garfo com duas pontas, pinçou um morango e enfiou em uma panela de cabo, média, aquecida sobre uma espiriteira. Em seguida, levou o morango embebido com chocolate até a boca de Katniss.
No início ela recuou um pouco, mas a insistência e o sorriso terno de Peeta fez com que ela abrisse a boca e recebesse o alimento estranho. Peeta esperou pacientemente para ver sua reação. Katniss mastigou fazendo uma careta, contudo ao se dar conta da delícia que comia, sorriu.
– Huuum, muito bom. O que é? — Quis saber Katniss após engolir o morango.
– Se chama fondue. É feito com frutas embebidas com chocolate cremoso, e quente. Muito apreciado aqui na Capital. Quer mais?
Katniss assentiu com a cabeça. Então ele pinçou outra fruta — uma rodela de banana -, mergulhou no chocolate e, como fizera antes, levou até sua boca.
Embora Katniss não se sentisse muito a vontade com aquele gesto íntimo de receber alimento em sua boca, não fez questão de negar, pois, em sua mente, tudo fazia parte do espetáculo. Mal sabia ela que cada gesto feito por Peeta era mais verdadeiro do que qualquer um que tivesse feito antes, sem câmeras.
Minutos depois de Katniss experimentar uma por uma de todas as guloseimas e de ambos conversarem sobre muitas coisas... Não íntimas, Peeta viu que era chegada a hora de revelar o verdadeiro motivo para tê-la levado aquele lugar.
– Katniss, qual é a sua cor favorita? — Peeta perguntou em meio à conversa, pegando Katniss de surpresa.
– Que tipo de pergunta é essa?
– Achei que já estava no hora de conhecê-la melhor.
Katniss soltou uma risadinha discreta.
– E você resolveu começar pela minha cor favorita? Não acha que você pegou pesado demais, não?
Agora foi a vez dele soltar um risadinha.
– É sério. Qual é?
– É verde. E a sua?
Mas, para desconcerto de Katniss, em vez de responder, Peeta se levantou e estendeu a mão para ela.
– Vem comigo.
Katniss olhou para mão dele com desconfiança antes de segurá-la para levantar.
– Pra onde nós vamos? — Katniss quis saber, curiosa.
– Fecha os olhos. — Pediu ele. Mas ela não obedeceu de imediato. — Por favor. Confia em mim.
Katniss engoliu a seco. Jamais imaginou passar por isso. Fechar os olhos? O que ele pretendia? Teve vontade de dizer um não bem redondo para ele. Mas tudo não fazia parte do fingimento? Não era? Ou será que Peeta agora iria se aproveitar dela e... Não. Diante das câmeras, ele não era insano de fazer nada. O país o mataria por isso; Snow o mataria. Certa disso, resolveu fazer o que ele pedia, então fechou os olhos.
Diante disso, Peeta segurou suas duas mãos e a conduziu com todo cuidado e carinho para frente. Ela achou estranho estarem indo em direção ao muro, mas não se atreveu a questionar.
– Pode abrir. — Peeta disse baixinho.
Piscando um pouco, Katniss foi abrindo os olhos devagar até se deparar com o céu, em meio aos arranha-céus da Capital, pintado com uma paleta de suaves sombras alaranjadas que se estendiam pelo horizonte. No meio disso tudo, o sol se pondo em toda sua majestade.
– Essa é a minha cor favorita. — Peeta sussurrou rente ao ouvido de Katniss, que sentiu o coração palpitar. — Laranja. Como o pôr do sol.
Katniss sorriu, os olhos brilhando, refletindo a luz do sol que já diminuía.
– Nunca vi uma vista tão linda. — Katniss comentou, encantada, e sem olhar para ele.
– Eu também não. — Respondeu ele, admirando o rosto de Katniss. Mas ele não se referia ao pôr do sol e sim a ela, sua Katniss.
Katniss virou o rosto, e como Peeta não desviou o dele, seus olhares se encontraram por alguns segundos, hipnotizados. Então ele arriscou abrir um sorriso lentamente, e ela retribuiu.
Mas mal sabiam eles que, nesse momento, tanto Caesar como toda Panem ficaram em silêncio assistindo, na expectativa de que rolasse um beijo.
Para decepção de todos...
– É melhor a gente ir... — Katniss disse quebrando o clima. Ela sabia que se não dissesse nada, seus lábios se encontrariam como da última vez. E o pior era concluir que ela queria isso mais do que tudo. — Já está ficando e... Quase na hora do anúncio que o Presidente Snow vai fazer.
A realidade voltou ao coração de Peeta.
– É verdade. Você tem razão. Melhor a gente ir mesmo.
Katniss sorriu e ela mesma tomou a iniciativa de segurar a mão de Peeta. Então eles foram embora e se despediram com um beijo no rosto dado por Katniss. Tudo fazia parte do combinado. Pelo menos era assim que ela tentava se convencer.
***
À noite, Katniss, já vestida com uma camisola de seda, assistia à tv, sentada no sofá, abraçando os joelhos e roendo o resto de unhas que ainda possuía. E Bonnie estava sentada ao seu lado,numa tentativa muda de acalmá-la.
De repente, em meio a sua agonia, o programa de humor que via foi interrompido e a música típica da Capital começou a soar. Era o momento do anúncio oficial. Katniss se endireitou, apoiando os cotovelos nos joelhos e levando o rosto para mais próximo da tv a fim de prestar toda atenção que podia.
Snow apareceu. Ele estava sentado em uma espécie de trono e vestia uma vestimenta toda branca. Seu filho estava em pé ao seu lado, com uma expressão imponente, e também vestia branco.
– Povo de Panem, — Começou a falar a serpente-pai. — Eu vim aqui em caráter extraordinário para lhes dar uma grande notícia. Como vocês sabem, todo ano é escolhido um idealizador para organizar e conduzir todas as etapas dos Jogos Vorazes. Mas esse ano, em especial, não teremos um idealizador, pois... O meu filho, Cato, é quem se encarregará de tudo. Ele mesmo me pediu isso. — O pai apontou para o filho, que sorria de forma malévola. Katniss arregalou os olhos e seu coração foi bater na garganta. — Portanto, a partir de hoje, com muito orgulho, teremos Cato, meu filho, à frente dos Jogos Vorazes. Deseja falar algo para os telespectadores, filho?
– Sim. — Cato respondeu com o olhar semicerrado. — O que tenho para dizer é que os Jogos Vorazes vai fazer Jus ao nome e eu prometo para vocês, muita, mas muita diversão. Mas... Agora eu tenho um recado para as selecionadas. — Virou o rosto em direção a uma câmera que dava para os televisores da Capital. — Treinem sua habilidades. Vocês irão precisar! — Encerrou esboçando um sorriso maquiavélico. E seu pai também sorriu com a mesma intensidade. Então, de repente, o programa de humor voltou a passar. O anúncio havia finalizado.
Instintivamente, Katniss pegou o controle e desligou a tv, como se assim pudesse também apagar Cato e Snow. Bonnie segurou a mão de Katniss, fazendo um carinho e olhando para ela, solidária. Foi quando a campainha soou insistente.
Katniss correu para atender. Quando abriu a porta se deparou com Peeta vestido com calça de moletom e camiseta. Incrível como até assim conseguia ser lindo. Ele estava com as mãos enfiadas nos bolsos e encarava Katniss com um olhar enigmático.
– Você viu? — Katniss perguntou quebrando o silêncio e se referindo ao anúncio.
– Vi. — Foi só o que ele conseguiu responder.
– O que você acha que ele pretende?
Peeta suspirou. — Eu não sei. Mas boa coisa não é.
– Peeta, eu estou assustada. — Katniss desabafou, olhando de um lado para o outro.
– Eu sei. Por isso, eu estou aqui.
Diante daquelas palavras, o tórax de Katniss começou a subir e descer, a respiração ficando ofegante. Então, em um rompante que ela nem sabe de onde veio, Katniss jogou os braços ao redor do pescoço de Peeta e o abraçou forte. Ele correspondeu enlaçando sua cintura.
– Fica comigo. — Ela sussurrou em meio ao abraço, aspirando o perfume do pescoço dele e apertando os olhos na expectativa da resposta.
– Sempre. — Sussurrou ele por fim.
Então seus corpos se grudaram ainda mais. E mais. E mais...
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