Eu e a vida da garota ao lado
9 Capítulo 9 Meu ogro enrustido
Sentados em frente a mesa do diretor, Asuki começou ,nervosa , assustada, começou a chorar e a tremer. Ela esfregava os olhos enquanto Hideki respirava fundo tentando controlar a raiva:
—Me conte o que aconteceu, Iwasaki Hideki.
—N-não.
—Por que você estava batendo no seu colega de classe com um taco de baseball ?
—E-e-ele me-mereceu!
—Não grite Iwasaki-kun.
—Me-me desculpe.
—Hirota Asuki, pode me dizer o que viu.
—A-a-a-a...-Ela não conseguia falar.
—Você sabe quem começou a briga?
—E-eu?...-Ela ficou pálida igual um defunto.
—Sim.
No fim da historia, Asuki não conseguiu mentir e os dois saíram tarde dali.No caminho de volta para casa, Hideki vinha furioso andando na frente enquanto Asuki andava um pouco atrás tentando acalmar o coração:
—Você é mesmo uma vadia!-Ele falou sem olhar para trás, e logo em seguida parou de andar.-Você estava gostando de tudo aquilo não é!
—Como é?!-Ela perguntou levantando a cabeça.-O que você pensa que eu sou?!
—UMA PEVERTIDA!
Ela respirou fundo e arregalou os olhos , foi andando devagar até ele e o encarou:
—Repita em bom tom se você for todo esse homem que você acha que é.
—UMA PE-VER-
Ela revidou a ofensa com um murro no peito, e logo em seguida um no rosto que nem sequer doeu:
—Seu nojento! Você viu tudo aquilo e não fez nada?! Deixou ele fazer tudo aquilo e ficou assistindo?! O PEVERTIDO DA HISTORIA AQUI É VOCÊ!
Hideki teve um excesso de raiva e sem pensar, a levantou pela gola da blusa e a arremessou com força na maquina de refrigerante e a segurou no ar enquanto ela se remexia, Hideki se assustou com a própria atitute e a soltou. Ela começou a tossir e então passou a mão na parte que havia batido a cabeça na maquina e se surpreendeu com o resultado com as pontas dos dedos suja de sangue:
—E-eu fiz aquilo pra te proteger.-Ele disse se afastando.
—Me proteger?! Você quer ME PROTEGER?! QUER ME PROTEGER COMECE SE AFASTANDO DE MIM!
—Como quiser.
—Assim vai ser ótimo!
Na noite seguinte...
—Senpai, você foi ao medico?
—S-sim. Foi rápido, não é nada demais.-Hideki voltou a desenhar-O que?
—Quando vai ter tempo senpai?
—Tempo pra que?
—Eu preciso saber o que aconteceu!
—Pff...-Ele suspira e larga a lapiseira.-Eu não estou afim de falar sobre isso.
—Ma-mas senpai, eu estou muito curioso!
Ele bufa e ignora Atsuhiko que o encarou durante alguns minutos o deixando muito incomodado. Ele revirou os olhos ,virou a cadeira e ligou o video game:
—Ta-tabem...-Ele fala amassando a folha e jogando no lixo.-É meio difícil de acreditar mas eu andava sempre sorrindo, comparado ao Hideki de hoje ,eu era a pessoa mais sorridente, mas esse era o meu defeito, eu nunca chorava ou ficava furioso, exceto aquela vez...
—Que vez?
—Bem... Um dia saindo mais tarde da escola a garota “Os olhos que tudo vê” , me contou o que estava acontecendo, depois das atividades ,Asuki saia mais tarde durante as terças , quartas e sexta-feiras e graças as garotas, Seiji ficou sabendo e esperava ela e a apalpava. É claro eu nunca fiquei sabendo até a garota me contar, eu não acreditei mas um dia eu fiquei escondido e assisti tudo sem fazer nada. Eu fiz isso durante duas semanas, deixei ela sofrer durante duas esperando que ela se defendesse sozinha ou contasse pra alguém, mas ela apenas aguentava em silêncio, aquilo acabou me deixando com mais raiva, não dele mas sim dela, o fato dela não se defender ou pedir ajuda...-Hideki fala enquanto apertava os comando do video-game.-Eu a achava estúpida, fraca, covarde então eu resolvi com as minhas próprias mãos, eu esperei ele chegar e então bati nele com um taco de baseball-
—UM TACO DE BASEBALL?!
—S-sim... Essa é uma das coisas que eu não me arrependo.-Hideki disse dando os ombros.-E foi isso. No final eu acabei arcando com as consequências e fui suspenso por alguns dias, depois Asuki foi em segredo junto com os seus pais na direção e contou tudo e com a ajuda do vídeo dos “os olhos que tudo Vê” Seiji foi expulso da escola.
—Quem é essa pessoa?
—Ah...Era uma garota esquisita, ela tinha os olhos meio caídos e uma corcunda, ela andava pela escola e parecia que podia estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ela sabia e via tudo! Mais tarde eu descobri que ela tinha algumas passagens “secretas” na escola e perambulava para todo o lado. E no fim ninguém ficou sabendo da historia.
—Um final feliz.
—Qu-quase isso...-Ele disse suspirando após perder mais uma partida.-Depois disso tudo ficou mais tranquilo, as garotas pararam um pouco de pegar no pé dela e eu fiquei sabendo que ela fez um pouco de terapia psicológica .Mas eu não deixei de ser o mesmo de sempre, sempre com as brincadeiras e mexendo no cabelo dela, então finalmente ela conseguiu um amigo-
—Já sei. Ai você ficou com ciúmes e os dois se apaixonaram e ficaram juntos e você acabou ficando depressivo.
—Passou bem longe.
—Ah...
—Quer que eu conte?
—Sim!
— O ano estava quase terminando , o outono chegando ,os dias começaram a ficar frios, naquele dia eu voltava sozinho todo molhado depois de tomar uma chuva. Quando a chuva já terminava eu passava por uma fileira de maquinas de bebidas eu vi alguem agachado ali e reconheci aquele guarda chuva transparente cor rosa de longe. Ela estava agachada ali observando uma caixa de papelão “Maluca...” eu pensei, mas quando me aproximei havia algo dentro da caixa...
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