Eu desistiria da eternidade para te tocar...

1 “If you're still BREATHING, you're the lucky one”


Notas iniciais
Olá! Seja muito bem-vindo! Espero que curta a leitura tanto quanto eu curti escrevê-la. Uma breve apresentação (alguém lê as notas?): Meu nome é Amanda, pode me chamar de Red (apelido de faculdade), tenho 20 anos, e curso enfermagem na USP, pretendo seguir na área da psiquiatria. Espero que possamos nos conhecer melhor S2. Até as notas finais, vou morrer de saudades...

O que não te mata, te faz desejar estar morto, mas se você continua RESPIRANDO, você tem sorte.

Antissocial, nerd e introvertida. Esses eram alguns dos adjetivos constantemente empregados a ela. Parando para pensar na carga de expectativas que lhe eram impostas como gentileza e conduta impecável, não deixava de pensar que poucos que a conheciam, e poucos realmente procuravam a conhecer. Afinal nem mesmo ela parecia interessada em se compreender.

Era uma mera espectadora da vida, uma stalker, uma observadora. Vivia em função de acompanhar a vida das outras pessoas, e julgava a própria como desinteressante e dispensável. Vivia seus dias no piloto automático sem realmente se importar. A realidade era que a menina via muito mais apreço pela vida fictícia, do que a vida desse mundo de mesmice e solidão, como ela mesma o descrevia. Sua alma ansiava por algo que não sabia ao certo o que era, sentia-se vazia mas não sabia exatamente por quê. Sentia que as coisas não deveriam ser assim.
No momento encontrava-se em seu quarto completamente escuro, exceto pela luz fraca que saía de seu computador, às 2 da manhã, em uma noite simplesmente corriqueira.
— Tem que acontecer alguma coisa, algo que faça tudo valer a pena. — reclamava alto, sem realmente notar. — Eu só quero que algo épico aconteça, se não, qual a graça? Tudo é tão mais legal nos jogos... — a vida era só isso? Nada além de vazio e de sonhos frustrados? Indagava-se ao mesmo tempo em que sua perna balançava inquieta em uma tentativa frustrada de arrancar toda aquela dúvida e euforia que atormentavam seu coração.

A verdade arduamente escondida pela menina era que na surdina da noite era atormentada por crises de choro e pânico. Sua “válvula de escape” de sua realidade conturbada, eram os livros, os animes e os games.

Então, em seu habitual tempo disponível, lá estava novamente procurando por novos jogos com as melhores avaliações e críticas.

Um título saltou sobre seus olhos: “O novo conceito de RPG – UNDERTALE”. Mas não fora isso que mais havia lhe chamado a atenção, era sua descrição:

Há muito tempo, dois povos reinavam sobre a Terra: Humanos e Monstros.

Um dia, cegos pela sede de poder os Humanos hostilizaram os Monstros, e os aprisionaram no subsolo.

Megalomaníacos. Essa era a palavra que melhor definia o que os seres humanos haviam se tornado”.

Megalomaníacos? Pensava. Havia lido sobre Megalomania enquanto estudava Freud no colégio, então sabia que de acordo com ele essa definição era empregada a seres humanos que possuíam ilusões de superioridade e que seriam capazes de passar por cima de todos em busca de poder.

Não pôde evitar rir ironicamente pensando nisso. Se não contar a existência de monstros talvez a história não fosse tão fictícia assim, uma vez que retratava algo que ela indubitavelmente concordava. Por experiência própria tinha uma visão de uma humanidade cruel, e esse era um dos motivos pelos quais ela preferia jogos e livros, em vez de gente.

Por que parecia que os seres humanos tendiam a serem maus com ela? Ela já fora deixada à mercê na escuridão, inclusiva por isso o sol agora, de alguma maneira, parecia mais frio quando roçava sua pele. A menina já sentira tanta dor que seu coração quase parou, o medo e a cólera quase a despedaçaram...

Sacudiu a cabeça em uma tentativa frustrada de afastar aqueles pensamentos, afinal, por que trazer tal sofrimento à tona? Já mal lembrava-se qual fora a última vez que a haviam feito perder o controle, oras! Tudo ficaria bem.

—Só joga, j-o-g-a – convencia-se. Ao finalizar seu download e abrir o jogo, deparou-se com uma introdução escrita exatamente como havia lido mais cedo enquanto pesquisava sobre o jogo, e por instinto chacoalhou a cabeça novamente, pois mal conseguia evitar pensar em como acreditava verdadeiramente que os humanos reagiriam exatamente como o descrito numa situação real, totalmente desprezíveis e egocêntricos.
Quando acabou a introdução e finalmente se viu mais calma, o iniciou ansiosamente e mais do que depressa, afinal, estava cheia de expectativas de que o jogo a surpreenderia, pois possuía uma história especial.
Mal sabia que todas as suas expectativas seriam superadas e ainda mais, causariam coisas que poderiam ser descritas por pessoas normais como delírios ou aberrações...

Notas finais
Olá de novo! Haha Queria lembrar que essa é só a introdução, e as coisas começarão a ficar meio "doidas" a partir de agora, por isso, espero que volte sempre para acompanhar. Gostaria que me dissesse se está gostando da história, amo elogios e críticas CONSTRUTIVAS (se estiver com muita preguiça de digitar me mande um "o/" ou uma carinha feliz de comentário que eu ficarei MUITO feliz S2), isso me motivará a trazer coisas cada vez melhores para vocês. Acho que é isso... Até breve! Com amor, Red.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.