Eu ainda te amarei amanhã - Quando eu acordar
2 Tudo a respeito de um teste
Notas iniciais
— O que você faz aqui, Tamara? — Robin pergunta aflito.
— Eu vim lhe entregar o seu filho. — Regina arregala os olhos.
— Desculpa. Eu acho que não entendi. — O loiro gagueja diante da confissão.
— Eu te explico. Lembra daquele dia. Nós...
— eu entendi essa parte. Eu só acho que não seja possível, visto que mesmo bêbado... — Robin diminui o tom de sua fala. — Eu me recordo que nos protegemos.
— Talvez tenha furado. — Regina solta um riso irônico.
— Quanto tempo tem a criança? — a morena finalmente consegue soltar a fala.
— Um ano! — Mills começa a fazer os cálculos em sua cabeça. E de acordo com o que Robin contará sobre a mulher. Está criança, poderia sim ser filho dele.
Robin se envolverá com Tamara, no dia em que Graham resolveu tomar a inciativa de abrir seu coração a Regina. O loiro havia visto toda a cena. O que resultou em horas de embriaguez em um bar. E a espera da moça em sua porta, não lhe facilitou nada. Ele estava tão arrasado, e de coração partido. Que não pensou duas vezes em capturar os lábios da mulher. O que resultou em tudo que ele está passando agora.
A cabeça de Robin girava. Ele não acreditava no que acabara de ouvir. E batia o pé, para afirmar que era impossível.
— E então? — Tamara chamou a atenção do casal, que estavam perdidos em seus pensamentos. Regina colocou a mão sobre a cabeça, e se afastou. Era demais para ela.
— Ola garoto! — Robin acariciou os cabelos do menino, que dormia no colo de sua mãe. Ele não se parece comigo. Locksley pensou.
— Preciso que fique com ele. — Foi a vez de Robin arregalar os olhos.
— Você não pode aparecer na minha porta, com uma criança no colo. Dizer que é meu filho. E ir embora. Foi só uma noite. E já fazem dois anos. Essa criança não pode ser minha.
— Quem você acha que eu sou?
— Não é uma Santa!
— Ficar me diminuindo não ameniza sua responsabilidade. Ele é seu.
— Faça um teste de DNA! — Regina volta ao lado de seu marido.
— Desculpe? — Tamara pergunta nervosa.
— Um teste de DNA. Se a criança é mesmo filha de Robin. Não haverá problemas em comprovar isso legalmente. E se o teste der positivo, tenho certeza que meu marido não fugirá de suas obrigações. — As palavras de Regina fizeram Tamara bufar.
— Tudo bem! Faremos o teste. Volto amanhã. — Dito isso, a morena se virou, e partiu. Robin fechou a porta. E logo começou a se explicar.
— Regina eu... — Mills pegou na mão de seu amado.
— Eu sei. Essa é a nossa vida. Quando achamos que tudo está bem. Um terremoto destrói a casa.
— Eu juro que..
— E eu acredito em você. Mas pode acontecer. Aquela criança pode mesmo ser seu filho. As contas batem. — Ela diz um pouco ríspida. — Vou me deitar. Amanhã resolveremos tudo isso. Boa noite! — Ela lhe beijou os lábios rapidamente. E subiu as escadas. Robin sentou no sofá. E apoiou sua cabeça nos braços. Enquanto alisava os cabelos, pensativo. Agora o seu futuro dependia de um resultado.
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— Hades, você realmente não se importa não é mesmo? Robin está ardendo em febre, e você ainda assim, não desisti de ir para aquela maldita boate. — Zelena dizia com o tom já alterado.
— Não é maldita, quando coloca comida na mesa não é mesmo? — Hades soca a mesa, e a ruiva arregala os olhos. Um cheiro conhecido lhe toma as narinas.
— Você bebeu?
— Me desculpe se é o único jeito que consigo me manter em pé, visto que não dormi a noite inteira. Esse bebê não parava de chorar.
— Esse bebê é seu filho. E por falar nele, fale baixo, ele está dormindo.
— Ele não se preocupa com meu sono. — Zelena da um risada debochada.
— Você está disputando com uma criança.
— Só estou cansado.
— Também estou! E nem por isso fico me descarregando em você.
— Vai ser sempre assim agora não é? Vou ficar em segundo plano.
— Você está sendo ridículo. — Ela diz balançando a cabeça negativamente e se afastando em direção a escada.
— Onde você vai? — Ele pergunta mais calmo.
— O doutor disse que o Robin precisa de um ambiente calmo, e claramente aqui não está sendo um. — Ela continua subindo as escadas, mas é brutalmente parada. Hades segura seus braços, e seus olhos demonstram sua imensa raiva.
— Você não vai a lugar nenhum.
— Você está me machucando. — Os olhos da ruiva lacrimejam. E Hades à solta. Ele respira fundo.
— Me desculpa, eu não quis... — ele tenta se desculpar, mas ela já havia sumido. O mesmo coloca a mão na cabeça, alisando os cabelos. E seu pensamento é tomado pelo o que acabara de acontecer, e a culpa lhe consome.
Passado alguns minutos, Zelena desce as escadas, com Robin em um braço, e a bolsa do outro.
— Achei que estava blefando. — diz Hades do sofá.
— Eu não blefo. Disse que precisava de um lugar calmo, e estou a procura de um. E realmente não estou com cabeça para discutir com um homem bêbado. — ele engoliu seco.
— Para onde você vai?
— Não importa! — Ele abriu a boca para protestar, mas notou no mesmo instante, que estava em desvantagem ali. — Amanhã eu volto. E conversamos quando você não estiver mais agindo com uma criança mimada. E sóbrio. — Ele segurou delicadamente sua mão. Mas ela se soltou, e sem olhar para trás, abriu a porta, e saiu.
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As lágrimas caiam sobre meu rosto, e não estava conseguindo ver com nitidez a estrada. Então encostei o carro, para que eu conseguisse me reestruturar, Robin ainda dormia no banco de trás. E agradeci aos céus por isso. Ainda pensava nas palavras de Hades. E me perguntava, o que estava fazendo de errado. Respirei fundo, e voltei a minha trajetória. Fui para a casa de minha irmã. Era quem eu precisava para me confortar.
Estacionei o carro, e desci. Apertei a campainha. E escutei meu cunhado resmungar alguma coisa, antes de abrir a porta.
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Fui me deitar, mas não conseguia dormir, a imagem daquela mulher, com aquele bebê nos braços, dizendo, ou melhor afirmando que aquela criança era de Robin, não me saia da cabeça.
A tempestade sempre volta, Regina! — eu dizia a mim mesmo. Eu não sabia como agir, ou o que sentir, diante disso. Essa criança mudaria tudo.
Robin estava no sofá. E tudo que eu queria agora, era que ele me abraçasse. Eu precisava saber se apesar de tudo, nos ainda seríamos um do outro. Preciso me sentir segura. Resolvo descer as escadas. E quando chego na metade dos degraus, ouço a campainha tocar. Robin já conseguia me ver. E me lança um olhar desconfiado. Levanta-se para atender a porta, e pude sentir sua fúria.
— Se for aquela mulher eu juro que... — abre a porta. — Zelena? — desço as escadas correndo.
— Sis, o que faz aqui? — noto seus olhos vermelhos, provavelmente estava chorando.
— Eu atrapalho alguma coisa? desculpe eu não queria... — Ela diz dando a volta, mas a seguro. Reparo as malas em sua mão, e Robin imediatamente a ajuda, colocando-as perto do sofá.
— Entra! — falo, a conduzindo para o centro da sala. — Quer colocá-lo lá em cima? — pergunto olhando para o pequeno Robin. Ela assente. E eu o faço. Alguns minutos depois descemos. Meu marido havia preparado um chá. E nos esperava na cozinha. — o que aconteceu?
— Hades aconteceu. — Zelena fungou.
— Ele te machucou? — pergunto em desespero.
— Não! Ele só foi um babaca. — minha irmã me conta tudo que aconteceu, até a sua chegada em minha casa.
— Ele não está sendo sincero. Você sabe. É só o efeito da bebida.
— Talvez. Mas dizem que quando estamos bêbados é que falamos as maiores verdades.
— Você precisa conversar com ele. De preferência quando o álcool não se fizer presente.
— O farei. Mas só amanhã. Eu só precisava sair um pouco de lá. Estou desgastada. Parece que por mais que eu me esforce, não sou capaz. Não sou uma boa mãe, e muito menos uma boa esposa.
— Não diga isso! Você é a pessoa mais maravilhosa que eu conheço. Você é uma ótima mãe. E como esposa... poxa, você faz tudo. Você se desdobra para que tudo funcione naquela casa.
— Acho que ele me culpa, por eu não estar conseguindo ajudar nas desprezas. Mas não me sobra tempo. Estou há meses com uma escultura parada.
— Ele precisa entender que não é como se você não fizesse nada. — Robin é quem diz — vocês mulheres são incríveis. Conseguem cuidar de toda uma casa, sem pedir nenhuma ajuda. E ainda são ótimas mães. Eu vejo por Regina, ela cuida de Roland e Sophie, com tamanha excelência. e ainda consegue cozinhar, e manter a casa organizada. Além de tudo, me dá todo o amor do mundo. Eu não seria nada sem ela. — Vejo o brilho nos olhos de Zelena. E meu coração se aperta. Não sei se ele dizia isso, para tentar me manter por perto, e estava se sentindo culpado. Mas aliás, eu tinha motivos para me afastar? Robin precisa de mim. E eu preciso dele.
— Alguém estava dormindo no sofá? — Minha Irmã me interrompe os pensamentos. Robin me olha sem jeito. E abre a boca para responder, mas tomo a frente.
— Robin estava assistindo um filme. Estava cansada, então me deitei mais cedo. Mas ele já estava subindo.
— Me desculpe, ter lhe feito levantar.
— Não precisa se desculpar. Sabe que sempre estarei disponível para você.
— Obrigada! — o silêncio prevalece. Robin arranha a garganta.
— Eu vou arrumar o quarto de hóspedes. — Sorrio levemente para ele. E o mesmo se afasta. Zelena observa ele subir as escadas. Então se vira para mim. Percebi ela analisar minhas feições por algum tempo. E depois perguntar.
— O que aconteceu?
— Desculpa? — me faço de desentendida.
— Ah Regina, por favor! Você quer que eu acredite que Robin estava assistindo filme no sofá? Vocês estão estranhos.
— Como você faz isso?
— Do mesmo modo que você. — respiro fundo.
— É algo que eu não quero falar agora. Mas se for verdade. Você vai ser a primeira a saber.
— Pode me dar uma pista? — Zelena morde os lábios divertidamente. O que me faz rir. "Curiosa!" Eu penso.
— Assuntos do passado. Que estão estão se fazendo presente. E podem mudar o futuro. — falo tudo muito rápido. Nem sei se ela conseguiu entender. Mas obtenho a resposta pelo assovio que vem em seguida.
— E é por isso que Robin tá dormindo aqui em baixo.
— Ele não está... — Zelena me lança um olhar repreendedor. — Eu não mandei ele dormir aqui.
— Maninha. Sei que não estou em condição nenhuma de lhe dar conselhos. Mas ainda sou sua irmã mais velha. — reviro os olhos. — E se ele não tiver sido um completo canalha, e se foi me diga, que eu quebro a cara dele. Acho que vocês devem se apoiar.
— Como sabe que eu, é que não fui a canalha?
— Porque se tivesse sido, ele não estaria mais em casa. — arqueei as sobrancelhas e sorri levemente para minha irmã. Me dei por vencida.
— Acho que preciso conversar com ele né? — Zelena balançou a cabeça positivamente. — Boa noite, Sis!
— Boa noite!
— Hey! — chamei a atenção da ruiva. — Eu falo com ele, mas você também vai conversar com Hades. — Zelena revirou os olhos. A repreendi.
— Prometo. Mas amanhã! — Pisquei um de meus olhos.
— Amo você!
— Também te amo. Agora vai. — Ambas rimos. Subi as escadas, e fui em direção ao meu quarto. Robin estava sentado aos pés da cama. E quando me viu, se levantou. Fez menção de sair, mas eu o parei.
— Você não precisa dormir no sofá.
— Eu não consigo te olhar, sem me sentir culpado.
— Robin...
— É sério, Regina. Quando as coisas estão boas, aparece uma noticia dessas. E eu tento reformular todo aquele dia em minha cabeça, e... — selei nossos lábios para que ele se acalmasse.
— Eu não quero falar disso agora. E não posso te culpar. Eu estava com Graham. E você...
— Eu não estava com ela. Foi uma noite.
— Em uma noite pode acontecer muita coisa Robin.
— Eu sei, eu fui um idiota. Foi na noite em que te vi com Graham. E eu fiquei abalado. Voltei para casa. Bebi até não aguentar mais. E me deixei levar pela revolta e o efeito da bebida. E agora eu não tenho certeza se aquele filho pode ou não pode ser meu. — Respirei fundo.
— Vamos dormir. — peguei em suas mãos. Queria lhe dizer que independente do resultado, eu estaria com ele. Mas não disse. Apenas beijei seus lábios carinhosamente, e o puxei para o meu lado na cama. — Amanhã conversamos. Hoje eu só quero que você me abrace, e fique do meu lado, até o que o sol apareça. — e ele o fez.
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O dia amanheceu, e os raios do sol invadiram o quarto. Meu braço ainda estava envolta da cintura de minha esposa. E eu sorri. Não que minha cabeça não estivesse tomada por diversos pensamentos. E meu coração apertado. Mas era bom a ter por perto. Sabia que ela estava sofrendo. E que não me culpava pelos erros do passado. Mas era tudo a respeito de um teste. Nossas vidas, nosso futuro, poderia mudar, ou talvez já mudará, desde que a notícia chegou em nossa porta, de mala e cuia, literalmente.
Desci para fazer o café, e observei minha cunhada descer as escadas, ela tentava não fazer barulho, de certo achava que todos estavam dormindo. Levou um susto quando me viu.
— Achei que estavam dormido! — Zelena disse com a voz sonolenta.
— Regina está. Eu acordei mais cedo que de costume.
— Você também não vai me contar o que houve entre vocês? — Ela colocou suco em um copo, e sentou-se numa cadeira, na ponta da mesa. Cocei a garganta. — Se não quiser, tudo bem... — Não que eu não quisesse, talvez seria até bom ter uma outra opinião, sobre tudo isso. Mas ainda tentava acreditar, que o resultado seria negativo. E que se assim fosse, ninguém nunca precisaria saber desse meu "erro". Zelena me observava, como quem tentava me decifrar. Respirei fundo.
— O que posso dizer é que, quando deixa suas necessidades de homem falar mais alto que a razão, coisas acontecem, e nem sempre são boas. — Ela torceu a boca. — Eu não trai a Regina, se é isso que está pensando. Pelo menos não do modo como está pensando. Quando aconteceu, eu não estava com ela, foi quando perdi a memória. — Ela fez aspas no ar, e eu revirei os olhos. — Mas o que importa realmente, é que talvez eu possa ter engravidando alguém. — Minha cunhada de levantou e colocou as mãos na cabeça.
— E a garota só apareceu agora?
— Também não sei porque.
— Essa história tá meio mal contada.
— Vamos fazer o teste hoje. — Zelena assentiu com a cabeça.
— Regina não culpa você. — baixei a cabeça. — Mas vai ser difícil. Não que ela não vá gostar da criança, ou sentir raiva de você. Mas não é como Roland, que já era seu filho, e ela aceitou, e o recebeu em seu coração com todo amor. É como se tivessem deixado um pacote na porta, e quando você abriu, "pluf!", apareceu um bebê. — respirei fundo. E ela repensava em suas palavras. Como se não tivesse se expressado direito. — É como uma fotografia. Que você tira a foto, e depois tem que editá-la, porque querem que você coloque alguém mais na foto. Entendeu? Talvez fique bom, mas talvez todo mundo perceba que foi feita no Photoshop. — Entendia o que ela queria dizer, mas era engraçado vê-la se enrolar nas palavras. Zelena era uma ótima cunhada. Sempre nos apoiava. Ela é o tipo de pessoa, que sempre tenta observar os dois lados. — O que quero dizer é que, Regina vai ficar do seu lado sempre. Não tenha medo de perdê-la. Não se sinta culpado. Vocês não estavam juntos. E acontece. Regina também poderia ter tido um filho com Graham. — Tocou na ferida. Já havia pensado nisso. — Mas de espaço para ela. Pense se fosse ao contrário, e entenda o que ela está sentindo. — Eu entendo — A confusão que está na cabeça dela. E ela também está com medo. Vocês precisam se apoiar. Não é só sobre você. Se essa criança for seu filho. Não vai ser só seu. Regina também fará parte disso. Ele vai ser um novo membro nessa história. E vocês têm que ler o livro com calma, para não se atropelarem, e acabarem, deixando as frases no meio. — foi a vez dela respirar fundo. — vocês são almas gêmeas. Irão enfrentar isso juntos. — Sorri para ela. E automaticamente me vi abraçando-a.
— Obrigado! — Zelena sorriu para mim também.
— Bom dia! — Regina chamou nossa atenção com a voz rouca. — Não me digam que vocês estavam tendo aquelas conversas sinceras, de cunhados, falando mal de mim. — Ri com sua fala.
— Não estávamos. — Zelena mostrou a língua para a Irma. — não mal! — Regina gargalhou. Essa risada é meu mundo! me aproximei, e lhe dei um beijo nos lábios. Tive receio que ela se afastasse. Mas ela acariciou meu rosto. E me beijou novamente. Então minha esposa me lançou um olhar brilhante. E eu tive a certeza, que sim; enfrentaríamos tudo juntos.
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Alguns minutos se passaram... Zelena estava se preparando para ir embora. Com seu filho em um dos braços e a bolsa no outro. Exatamente como viera.
— Sabe que se precisar, pode voltar. — Regina disse. E sua irmã sorriu.
— Eu sei! — Se abraçaram. E a ruiva esperou que a morena abrisse a porta. Regina o fez sorrindo, mas seu sorriso logo desapareceu, ao notar que Tamara estava à espera.
— Robin esta dando café para as crianças, logo podemos ir. — Tamara lhe ofertou um largo sorriso. E Regina sentiu um leve enjoo. O que a fez se desequilibrar. Zelena a segurou, e fez menção de chamar Robin. Mas a morena a parou. Disse que não era necessário. Ela só não havia conseguido tomar café. Sua Irmã lhe deu um olhar repreensível. Mas respeitou seu pedido. Zelena saiu em direção ao seu carro. No entanto, parou antes, e olhou para a mulher ainda parada na porta, com um sorriso doentio. E depois lançou o olhar para a criança que segurava suas pernas. Sorriu para o menino. Logo depois virou o rosto para sua Irmã, mas nada disse. E então, foi embora.
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Tamara fez menção de entrar. Mas eu a parei.
— Já estamos quase prontos. Você pode esperar aqui fora. — dito isso, fechei a porta. Talvez tenha sido um tanto rude. Mas não era errado eu evitar que aquela mulher entrasse em minha casa. Eu não me sentia bem sobre ela. E nem confortável com sua presença.
Cheguei a cozinha, e notei meu marido lavando os pratos, enquanto pedia para que nossos filhos subissem para se arrumar.
— Vamos passear, mamãe? — perguntaram em uníssono. Quando se aproximaram de mim.
— O papai tem que resolver algumas coisas. Então vamos acompanhá-lo.
— Ele não pode ir sozinho? — perguntou Sophie inocente.
— Você quer deixar o papai sozinha? Ele precisa de nós perto dele. Somos uma família. Fazemos tudo juntos. — sorriram para mim. E me abraçaram.
— Você tem razão. Sempre estaremos juntos. — Roland afirmou. Então subiram as escadas. O pequeno Locksley ajudou sua Irmã, como um legítimo cavaleiro.
Voltei meu caminho para onde meu marido estava. Encostei em uma das paredes, e o observei. Logo ele sentiu minha presença, e se virou para mim. Se aproximou. Mas ainda manteve uma pequena distância.
— está pronto? — perguntei docemente.
— Não! — Robin respondeu sincero. Ele respirou fundo. E eu o abracei.
Algum tempo depois, já estávamos na clínica. Robin estava em uma sala, obedecendo todos os procedimentos. Sophie e Roland estavam ao meu lado, prestando atenção em tudo. Agradeci mentalmente por não fazerem mais perguntas. Algumas delas são difíceis de responder.
Minutos passaram, e Robin voltará, acompanhado de Tamara, e Peter. Tivemos um tempo de conversa. E descobrimos o nome da criança. Não sei se era algo bom. Dizem que quando se da nome, o apego está feito. Eu deveria me acostumar a ter Peter por perto? Ele seria meu enteado? O que seria? Perguntas perguntas.... as repostas pareciam demorarem demais. Rompi meus pensamentos, quando os vi se aproximarem.
— E então? — perguntei nervosa.
— Os resultados saem em uma semana. — Tamara respondeu com desdém. Ela parecia ter certeza. E talvez tivesse mesmo. Revirei os olhos. E peguei nas mãos de Robin.
— Podemos ir então? -Robin assentiu. E o que o fez em seguida, fez meu coração parar por um instante.
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Após todos os procedimentos realizados. Estava à espera do médico. E Tamara estava na mesma sala que eu, aguardando o mesmo. Notei Peter em seu colo. E tive a enorme vontade de pega-lo para o meu. Ela deve ter notado que eu o olhava. E como se lê-se meus pensamentos. Me ofereceu a criança. Com timidez, ele se aproximou de mim. E me abraçou. Não sei se Tamara já havia lhe falado algo. E não sabia o resultado dos exames. Mas naquele instante, sentir Peter tão perto de mim, fez eu quase ter certeza, que aquilo não era por acaso. Um tempo depois, já estávamos liberados. Regina me chamou para irmos. E eu concordei. Mas em um ato impensável, e automático. Beijei as bochechas de Peter, e acariciei seus cabelos. Notei que Regina, se virou em direção a saída, acompanhada de meus filhos. E por um momento senti que à havia magoado. Mas pensei que se o resultado fosse negativo. Peter ainda era uma criança, e eu não poderia evitar a sua presença. E se fosse positivosAs. Não poderia evitar meu filho. Porque se ele realmente fosse. Teria que começar a tratá-lo como tal.
O caminho de volta foi silencioso. Meu coração estava apertado com a distância que sentia minha esposa. Mesmo que ela estivesse ao banco do lado. Parecia tão longe.
Chegamos rapidamente em casa. Estacionei o carro. E já estava me preparando para descer, quando Regina segurou minha mão. A olhei desentendido. E ela suspirou.
— Já devia ter lhe dito antes. Mas estava tão confusa. E acho que você deve... que precisa saber, que independente do resultado, eu estou do seu lado. E sempre estarei. — Sorri emocionado.
— Obrigado!
— Eu amo você!
— Eu amo você, mais do que a mim mesmo. Não suportaria a ideia de te perder. Eu morreria. — Ela colocou as mãos em meus lábios, e me beijou suavemente.
— Nunca vou deixar você! — Ela sussurrou. E eu encostei minha testa a dela. Olhamos para o banco de trás. As crianças dormiam.
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Tamara entrou rapidamente naquela sala. Se aproximou do homem loiro, cujo cabelo era raso. Tinha uma estatura mediana, e estava em sua frente, ela lhe abraçou. Os cilindros com amostras de sangue estavam em um armário a direita. Ela sorriu.
— Você vai conseguir alterar os testes, Greg?
— E há algo que eu não consiga fazer?
— Ter dinheiro para cuidar de seu filho, talvez? — o homem levantou as mãos em defesa. Mas logo lançou um olhar malicioso, e se aproximou.
— Mas logo resolveremos isso. — Ela gargalhou, e ele a beijou.
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