Eu Vou Proteger Você
18 Completamente morto.
Notas iniciais
Ainda sinto falta dos comentários... Cadê minhas leitoras mais antigas? Estou com saudades de vocês...
Mas um capitulo pra vocês, com coisas que definitivamente vão mudar o rumo da história toda.
Anteriormente:
–Ora, ora, ora. O que temos aqui? Será mesmo Casey Thompson? Ou melhor deveria te chamar de... Traidora?
Me viro para reconhecer a voz, e me deparo com a pessoa mais temida de todo o mundo mágico. Sim, eu estava diante de Voldemort.
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Passo um longo tempo olhando para aquela figura. Chegava a ser triste e deplorável, o estado dele. Sua voz era fraca, mas ao mesmo tempo assustadora. Ele estava meio curvado e percebi que ele estava ficando sem suas forças.
Ele anda até mim. Tento recuar, mas foi em vão. Ele pega meu rosto e o segura. Começo a me debater na cadeira, para tentar escapar das mãos dele, mas ele lentamente pega uma lâmina afiada, e começa a riscar minha bochecha.
Sinto aquilo pegando fogo, de tanto que ardia e queimava. Eu podia sentir o sangue escorrendo pelo meu rosto. Percebo então, que ele escreve uma única palavra na minha bochecha:
TRAIDORA.
Gotas de sangue começam a cair desesperadamente do corte, e o sangue se junta com as minhas lágrimas, o que causa uma ardência insuportável.
Por que ele tinha escrito isso? Na verdade, eu sei. Todo mundo do lado negro me conhece como traidora, por eu ter fugido do que meus pais haviam planejado.
Desde pequena, eles queriam que eu crescesse, entrasse em Hogwarts, fosse para a Sonserina, e quando eu estivesse maior, eu os ajudaria a destruir aquele lugar, mas não foi nada disso do que aconteceu. Eu cresci, entrei para Hogwarts, mas fui para a Grifinória. Me tornei amiga do principal inimigo de Voldemort, e sendo amiga do inimigo, eu automaticamente sou considerada como inimiga.
Começo a chorar desesperadamente e começo a me debater mais forte ainda, fazendo com que a cadeira onde eu estava sentada, caísse no chão, e me fazendo cair junto com ela.
Todos naquela sala começam a dar risadas histéricas. A sala estava completamente lotada com mais ou menos uns 100 comensais da morte. Entre eles, minha mãe, meu pai e Draco.
Eu estava sozinha e desprotegida, no meio de várias pessoas que querem minha morte, incluindo meus pais. Varias pessoas com suas varinhas apontadas para a minha cabeça, e eu estava desarmada. Minha varinha estava em um bolso, que fica dentro no meu casaco, mas era impossível pegar com as minhas mãos amarradas atrás da cadeira.
Fecho os meus olhos e tento me desligar do que está acontecendo ao meu redor. As poucas lágrimas que escorriam dos meus olhos, agora viraram cachoeiras que eu não conseguia controlar. Começo a soluçar feito uma criança.
Sou interrompida dos meus pensamentos, pela voz de Voldemort que volta a falar.
-Nunca pensei que presenciaria uma jovem tão bela, que simplesmente resolve trair a própria família. Que coisa mais feia.
Eu tento falar alguma coisa, mas tudo o que sai de minha boca são soluços e algumas palavras impossíveis de entender. Resolvo ficar quieta e ouvir.
-Levantem ela! Quero que ela olhe nos meus olhos em quanto conversamos.
Um dos comensais me levanta do chão onde eu estava e encosta a cadeira, em uma parede. Voldemort continua falando:
-Você teve a chance de se unir conosco. Teve a chance de ficar do lado mais forte e poderoso, mas resolveu trair sua mãe, seu pai e a mim. Para piorar mais, você resolve virar "protetora" do nosso querido Potter. Que coisa mais ridícula. Uma menina protegendo o amiguinho que não sabe se defender sozinho. O que você ganha, salvando a vida dele?
Eu ignoro e não respondo.
-Me responda menininha atrevida!
Ele ergue sua varinha na minha direção e grita:
-Crucio!
Sinto uma dor insuportável por todo o meu corpo. Sinto como se eu fosse morrer naquele instante. Era bem provável que eu morresse naquele instante. Mesmo sendo torturada eu continuo o ignorando, e viro minha cabeça para o outro lado da sala, onde encontro Draco encostado na parede. Ele tinha cara de sofrimento, como se ele estivesse se machucando. Ele olha nos meus olhos e eu vejo uma lágrima escorrendo pelo seu rosto. Ele meche a boca e sussurra:
-Me perdoa.
Eu consigo entender o lado dele. Ele não teve opção . Ele não foi como eu, e recusou a magia negra. Ele teve medo e se aliou a eles. Mesmo o entendendo e o amando, eu não consigo perdoá-lo.
Lágrimas começam a descer mais rápido, pelos meus olhos, mas são interrompidas por um soco na cara que um daqueles homens me dá. Depois daquele soco, vários homens e mulheres começam a me dar tapas, chutes e começam a me lançar vários feitiços. Mas um homem e especial se destaca. Eu vejo meu pai me dando tapas na cara, como se eu fosse uma vadia.
Eu estou completamente zonza e não consigo raciocinar quase nada. Completamente machucada. Toda roxa e com feridas horríveis.
Olho para o homem e para a mulher que eu costumava chamar de "pais". Junto todas as minhas forças e grito com tudo que eu posso:
-Tenho nojo de vocês! — começo a olhar para todos daquela sala — Eu tenho nojo de todos vocês!
Olho para Voldemort que estava bem perto do meu rosto, e sussurro:
-Tenho nojo de principalmente você.
Com a maior coragem que alguém pode ter, eu dou um cuspe na cara dele. Eu sabia que morreria agora. Eu arquei com essa consequência e morreria alí.
Voldemort se afasta e grita:
-Não deveria ter feito isso sua menina estúpida!
Fecho os meus olhos e aguardo o pior.
-AVADA...
Antes que ele pudesse completar o feitiço, eu ouço uma voz vinda da porta da sala:
-Larga ela!
Era Rony. E atrás dele, estava Hermione tremendo. Rony corre até perto de mim. Quando ele está quase do meu lado, Voldemort aponta a varinha na direção de Rony e grita:
-AVADA KEDAVRA!
Depois disso, começo a tremer. Eu estava muito assustada e estava desmaiando. Meus olhos começam a se fechar.
Antes que eu apague, a única coisa que eu pude ver, foi Rony alí jogado na minha frente. Seu corpo estirado, completamente morto.
Notas finais
Saibam que a guerra agora, está começando.
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